Tu és uma Pessoa Nobre Homem para Mim
Tenho percebido
que você
está apaixonado
por mim
e tem disfarçado
muito mal,
E não tem sabido
o quê fazer
com tudo isso.
Você descobriu
que o amor
é mais forte
do que imaginava,
E não há como
contornar por
dentro o quê
há muito tempo
em silêncio
te inquietava.
Vai ser no meio
da Polca de Carão
que vou te dar
uma acordada,
No final de tudo
ganharei o seu coração,
e serei a sua amada.
Disseram para mim
que o início na poesia
era muito difícil,
Eu respondi que
escrevo para chegar
a lugar nenhum,
Disseram que quem
escreve poesia
não faz História,
e eu respondi que
escrevo poesia
por pura preguiça
e para sacudir o pó dos dias.
Este é o comportamento da Humanidade hoje: Soberania e Liberdade só para mim, e se você quiser ter, não é direito seu.
Refeito de tudo você
virá para mim como
Jaebé empenhado
para ter a sua amada,
Viraremos pássaros
e confio que você
fará um lindo ninho
fechado igual
ao de João-de-Barro
para proteger
o futuro dos nossos
filhos de todo o mal
que existe neste mundo.
Poliglota dos idiomas
dos outros e dos idiomas
que criei mim mesma,
Vivo tentando traduzir
o quê está na cabeça.
Para não me transformar
no Arranca-Línguas
da lenda melhor mesmo
é escrever um poema.
Trancando o meu próprio
Diabo na Garrafa,
Dou boa noite para quem
é da noite e dou bom dia
para quem é do dia.
(Porque na vida tudo é nuvem).
Você foi transformado por mim
em Poemário Nacional
sem a expectativa de que
tu haverá de ser meu no final.
Porque algo me diz que você
é o próprio Boto-Cor-de-Rosa
que brinca com as moças
durante a festa e depois
sempre acaba voltando para o rio.
A última coisa que quero é
me preocupar se um dia você
volta porque obrigar alguém
a amar na vida não compensa.
Perto da beira do Rio sou o Pau-Rosa
que não tem espinhos que fico
muda e quieta a espera de que você
perceba que eu sempre ali estive enquanto passava como um cometa.
Meu bonito Boto-Cor-de-Rosa
conforme a lenda com o rosto encoberto e Poemário Nacional
feito por mim para que se renda
e na vida tenha uma mulher-poema.
Deixar você cuidar de mim,
mimar como você merece,
Buscar cajus nos teus beijos
para fazer o melhor doce,
Preparar Pudim de Tapioca
para os momentos de distração;
Ter uma Cocada da Massagueira
sempre pronta para você levar,
Carinho e dengo nunca deixar
faltar e ser absoluta no seu coração.
A caricatura de mim mesmo redesenho em personagens a cada passo. A vida é pouco séria para eu poder ser e ter uma só identidade.
Branco e preto, certo e errado, bom e mal, verdade e mentira, não cabe em mim só duas escolhas por liberdade, em um mundo de tantas cores e de tantas interpretações. Eu construo e sigo por amor a minha própria coloração.
Existo e inexisto dentro de mim mesmo mais de mil vezes pois sei como é infinito as vibrações dentro de meu conciso universo particular.
Por militância de vida, sem qualquer conotação religiosa. Dou o melhor de mim para quem não conheço. E em algum momento, recebo generosamente o melhor que existe, de quem não me conhece. Por isto, muita gratidão.
Só pela arte que criativo em mim minha realidade e com isto em mil cores, mil amores, resgato na diversidade do universo, minha madura sanidade.
Sou tão pouco de mim todos os dias, pelo cósmico segredo de não querer ser e nada com certeza, pela afirmativa dizer. Rogo a vida, minha leal e fiel confidente, não tão distante do presente, que um dia há de amanhecer, simplesmente, sob os mil raios de luzes das manhãs e tenha enfim chegado a grande síntese, de perceber que tanto fiz mas nunca serei e eu não sou nada.
De um lado, uma vida cômoda projetada por mim, em um momento de desapego, do outro a garota dos meus sonhos com todas as incertezas que só o amor é capaz de causar.
Você é bem-vindo
com o seu passado,
Você não deve
satisfação para mim
e para ninguém.
Se porventura você
deseja contar,
eu vou te escutar
sem te criticar.
A sua paz deve guardar,
e você não deve abalar.
Porque no final cada
um tem uma vida
e a sua própria conta.
Seguem o baile,
o fluxo, a vida e o limite.
O ditado "Ninguém é
melhor do que ninguém"
continua atualizado.
(Não existe ninguém perfeito
e cada um tem o seu pecado).
