Tu és uma Pessoa Nobre Homem para Mim
Ouvir da sua boca
que o seu coração
pertence a mim,
será o canto
doce de revolução
que eu hei escutar...
Com a minha calma
irei te trazer para mim,
Tu és marujo,
e eu sou feita de mar,
Só quero ver aonde
nós dois vamos parar.
A malícia que não
tenho por mim
há um alguém que
sempre dá conta,
O pacto é com Baíra
que na ponta
dos pés vai atrás
de quem merece
e até nos sonhos
por mim persegue.
O meu poema é bem
superior a mim,
Ele é canoeiro e cantador
das tradições do meu país,
Enquanto ele lembrar
e fizer mais poetas
para ajudar quem
lembre delas,
Seremos sempre
uma terra de gente feliz.
...
Está fazendo
muito calor,
Não vejo a hora
do frio chegar
para preparar
Canjica só
para agradar
o meu bonito amor.
...
De longe vejo
a Dança do Canjerê,
Tem gente
que não me vê,
Oxalá tudo sabe
e tudo Ele vê.
...
Pagar promessa
em Canindé,
Talvez de Jegue
ou até mesmo a pé.
...
Canjica da morte
servida a meia-noite
para a vigília de quem
guardar o falecido,
Tradição talvez
esquecida em alguma
cidadezinha do Paraná,
Com amendoim era
solenemente perfeita,
Uma recordação
para a toda a vida.
...
Toco Cangá como
quem toca as tradições
para tocar a alma
sem ofender a ninguém,
Amar a terra que nasceu
ou escolheu para viver
é querer multiplicar o bem,
Porque se minha tradição
não ofende a ninguém que mal tem?
#poesiabrasileira
Em mim revivem todos
os Caribes reunidos,
Rumando assim
a encantadora Bequia.
Por dentro não permito
acesso ao meu santuário
particular para mantê-lo
acima de tudo imaculado.
Busco ser o paraíso
poético presevado
para que o melhor dure.
Se não fizer assim ninguém
fará isso por você e por mim,
não conto jamais com salvadores.
Bailam as correntes do Atlântico,
sobrevive um refúgio romântico
e o indômito em mim como tal
qual os lobos-marinhos que cruzam.
No farol da Ilha dos Lobos tenho
o meu ponto de orientação
nesta noite no meio da escuridão
e a convicção para onde ir.
Tudo me leva aos teus olhos
e a ciência dos meus sonhos
que alguns chamam de utópicos.
Realmente não me importo
nem se vou de fato alcançar,
só sei que me importo em não parar.
A tua memória tem agido
como buscando o ninho
na Ilha do Xavier haverá
de ser por mim e assim será.
Leio isso na dimensão
do meu Atlântico Sul,
pleno desta Pátria Austral,
num rito jamais visto igual.
Em ti a minha existência
habitante tem escrito
o seu secreto romance.
Espiando-me no buraco
da fechadura os teus olhos
meninos de amor têm inundado.
O quê nasce em mim nasce
com o Sol, a Lua, as estrelas
e o Rio Canoinhas na Serra Geral
de maneira lírica e sentimental.
Vivos estão em cada porção
os sinais desta Pátria Austral,
trazidos na minh'alma e coração
nas canções totais das cheias.
Ninguém segura o curso do rio,
todos podem proteger ele,
o destino é eterno herdeiro dele.
Sempre que chegar o verão,
nós podemos nos encontrar
e com alegria plena nos banhar.
Cotidiano
#1
Meu despertador matutino
Que nunca me deixa atrasar
Ora por mim todo dia
Se preocupa quando demoro chegar
Me espera ansiosa
Só sossega na hora
Que pelo portão eu passar.
Por muitas vezes ignoro
Suas diversas formas de preocupação
As vezes, sou bruto e ingrato,
Não demonstro emoção,
nem carinho ou amizade
E isso talvez lhe entristece
Mas, sabe que lá no fundo
Por tudo, Jorge agradece.
Resumidamente eu digo
Que mesmo sem demonstrar
Agradeço cada instante
Que comigo esteve e está
Minha guerreira nordestina
Tudo que tenho agradeço
A você, dona Cristina.
Ensinar matemática é, para mim, mais do que transmitir fórmulas ou resolver equações. É plantar sementes de lógica, raciocínio e confiança. É um privilégio guiar os passos de quem, no início, muitas vezes se vê perdido entre números, mas que aos poucos começa a enxergar padrões, soluções e possibilidades.
Decisões
Há muito que dizer
Há muito a saber
Sobre mim
Sobre nós
Nossa vida
Nosso destino...
Embora os dias tenham um fim
E as noites sejam frias
Um dia tudo acabará
O nosso encontro, os nossos planos
Quando menos se esperar.
Sempre haverá tempo para escolhas
Sempre haverá um caminho a seguir
Com obstáculos ou não
Seremos postos à prova, frente a frente.
Entre o medo e a decisão
Decisões sem surpresas
Decisões com surpresas
Amargas...
Doces...
Sempre haverá decisões.
DESCREVER-ME
Às vezes gostaria de me descrever, falar um pouco sobre o que está dentro de mim. Falar das minhas vontades, das minhas loucuras, das minhas satisfações, das minhas decisões. Falar até das minhas indecisões, insatisfações, inseguranças e das minhas angústias.
Como me descrever se até a mim eu me surpreendo? Não me reconheço às vezes. A cada dia uma nova mulher renasce, novas mudanças acontecem, novos planejamentos, novas descobertas.
A cada dia descubro que cresci um pouco mais. Descubro que não quero nada que seja pela metade, descubro que quero o inteiro, o livre, o sensato. Descubro que a liberdade pousou dentro de mim e quer voar junto com minha alma que transmuta em ascensão.
Descubro que meias palavras serão em vão, que a paz chegou sem avisar e ficou morando comigo. São tantas descobertas que chego a pensar que eu não moro mais dentro de mim.
Que aquela mulher com inseguranças e medos foi embora deixando apenas a mulher que sabe o quer, a mulher decidida a enfrentar o mundo.
Não quero sentir o que estou sentindo. É demais para mim suportar um peso que não é meu. Estou tentando com todas as minhas forças me livrar, mas não me preparei para isto. Hoje, luto para não morrer internamente.
