Tristeza Passa
e a chuva chegou,
limpando as lágrimas ocultas
escondendo-as para melhor dissipá-las
e a chuva chegou
limpa, sem trovoadas,
Somente um pequeno estrondo no horizonte
a marcar a sua presença
e a chuva chegou
despida de suor
sem cheiro
sem aroma
sem avisar
assim como você se foi
sem previsão
sem aviso sem compaixão
e a chuva chegou
e com ela a esperança
é que a tristeza e desesperança
sejam tragadas por suas águas,
e limpe nossos mentais e
nossos corações das tristezas e desamores
e a chuva chegou...
Na vida existe somente duas coisas piores que viver amando alguém é não ser correspondido, a morte ou continuar vivendo.
Vem? que a porta está aberta, que a entrada é franca
A dor de uma saudade só um beijo arranca
Que a paixão é um petisco para o coração que ama
Vem, que longe dos seus olhos qualquer filme é triste.
Só vejo as pessoas dizerem que é triste e que não compreendem como matei os meus pais e tentei matar o meu irmão. Sinceramente. Triste?
Triste é agarrarmo-nos àquilo que nos ensinam a sentir e não formarmos objetivos com os quais discordamos inicialmente para modificar o nosso sentimento.
No meu ponto de vista, claro, aquele que se modifica contrariando-se é o mais forte.
"Carrego dentro de mim algo tão intenso que o medo do estrago que pode causar me impede de revelar."
MARGARIDAS NO PEITO
Fincou raízes na poesia,
dela, somente dela se nutria.
Via beleza na gota perdida em uma folha na calçada,
sorria.
Sentia a tristeza do asfalto cinza,
chorava, se condoia.
Trazia em seu ventre um amargor pelas ausências,
e pelas coisas que nunca seriam,
pelo dia feliz que se perdeu no caminho,
pela dureza do talvez,
pelo botão que secou sem ser flor.
De seu peito brotavam margaridas,
bem nutridas pelo esterco da dor que sentia.
Regadas por lágrimas que teimavam em seu peito chover,
fosse manhã, ou já fosse tarde demais.
Prelúdio
Essas rugas na testa que refletem meus sentimentos,
Como um espelho de lamúrias,
De uma cura que se espera e não vem,
Tento, sei que sou abrigo de alguém,
Mas, não quero mais ser vento que passa,
Ser prelúdio de uma obra tão grandiosa,
Mesmo assim não poder acompanhá-la,
Foram tantos beijos, abraços, promessas e laços,
Discipados no alento de uma alma que não quer partir,
Cada nota, cada tom, ainda que um tanto quanto desafinado,
Qual maestro louco esse que me rege?
Quero me compartilhar em toda obra,
Em cada nota, em cada som,
Com aquele arrepio bom...
Não quero mais partitura partida,
Rasurada, rasa, rasgada...
Quero ser Ópera,
Coisa rara,
Clássica,
Até que as cortinas se fechem e o peito se rompa nas palmas do que não é mais o acaso.
Ignorar quando a dor te torturar
E as vozes importunar
O seu coração melancólico e vazio
Vacilar quando a dor se manifestar
E mesmo assim clareie seu rosto com alegria
Sorriso, o sinônimo de agonia.
O coração não sente
Ele se corrói.
As lágrimas desaparecem
Trocadas por sangue
Cortes fervem
Em uma doce agonia.
O vazio do oceano
Tão profundo quanto o vazio humano.
Gotas geladas.
Mas ao mesmo tempo, tão quentes como lágrimas.
Esforço em vão
Tentei,tentei e tentei...
Não adiantou nada,
Um pequeno detalhe arruinou tudo!
Meu corpo é uma prisão,
A comida é minha inimiga,
O que eu faço então?
Tenho raiva de ser assim,
Gordo e horrível.
Eu só queria ter um corpo perfeito,
Mas acho q isso nunca vai ser feito.
Minha alma é magra e
Meu corpo é gordo e feio.
A esperança nunca veio.
Todos são magros,
Todos são lindos...
Já eu,sou uma maldição.
Corpo,por qual motivo me amaldiçoa?
Por qual motivo me faz sofrer?
Eu só queria entender.
-gabriel/emili
Dói meu coração ver pregadores cobrando alto pra anunciar o evangelho — se tornaram produtos gospel, e não servos da cruz.
Beira a insanidade.
Contorce-se, movimenta o corpo de forma estranha e incontrolável, como se não detivesse domínio sobre si.Espasmos súbitos, ligeiros.
Fita o vazio, os olhos vagam e a mente se perde em um vão de nada.
Tem derradeiras lembranças confusas e alusões sobre o porvir, mas sem conclusões.
Parece uma overdose espontânea, cuja causa é desconhecida, indefinida.
Todo o conhecimento adquirido obscurece-se de repente, esvai-se, adormece nos recônditos cerebrais.
Frequentes são os sintomas descritos acima. Beira a insanidade.
Talvez seja um dom: desprover-se da lucidez.
Talvez, no fim, enlouquecer seja o único jeito de sobreviver.
