Trilhas
AMIGOS ESCOTEIROS
Amigos de tantos anos,
Laços firmados no tempo,
Vividos entre trilhas e sonhos,
Escotismo, ensina e transforma,
Sob o céu aberto aprendemos,
Com o lenço no pescoço e coração,
Que servir é mais que um gesto,
Um caminho e também um propósito,
Foram dias de sol e de chuva,
Acampamentos, risos e canções,
Pegadas marcadas na terra,
E memórias vivas nas emoções,
Fogos de conselho e promessa,
Crescemos lado a lado,
Unidos por ideais sinceros,
Compromisso compartilhado,
Celebramos encontros e reencontros,
Onde tempo nunca nos separou,
Pois uma amizade verdadeira,
Nunca em tempo algum apagou,
Hoje seguimos, cada um em sua trilha,
Mas com o mesmo norte no olhar,
Com a fraternidade, honra e coragem,
Que o escotismo nos ensinou a guardar,
E assim, seguimos amigos,
Como irmãos de jornada no coração,
Ligados para sempre pelos valores,
E pela constante e eterna união.
Faixas Duplas
Em verso
Em prosa
Encantou
Encanta
Em cantos
Nos cantos
Nas trilhas
Ainda trilha
Trilhou
Ainda brilha
Brilhou
Antológico
Tal qual
Sapoti
Cantando
Babalu
Eternizou!
Habita uma paz imensa
nas trilhas benditas
da minha terra natal
e tudo à minha volta
se traduz poesia
na paisagem do meu ser.
Respeito todas as trilhas e mistérios, mas minha jornada é guiada pela soberania da minha própria mente. Não busco alianças externas nem pactos de sombra; acredito na abundância que nasce da inteligência livre e da integridade do espírito. Meu projeto é maior do que qualquer símbolo, pois pertence à luz da criação própria.
As ilusões de sua vida
Sangrada pelas trilhas nascidas
Entre o mar de solidão
e a praia de pensamentos
Corroe a alma e o coração..
Aquarela do Amor
Nas trilhas do destino, o encontro se fez,
Dois seres em sintonia, laços tecidos de vez.
Era um conto a desvendar,
O casal se entrelaçava, no amor a navegar.
Ela, brisa suave que acalma o mar,
Ele, sol radiante, a vida a iluminar.
Juntos, como folhas dançando ao vento,
Pintavam quadros vivos, num eterno movimento.
Seus olhares, estrelas cintilantes no céu,
A sinfonia do amor, doce e singela como um véu.
No compasso dos dias, a trama se urdia,
Cada página escrita, uma nova poesia.
Em cada gesto, um buquê de emoção,
Nas entrelinhas, escondiam-se afeição.
Cada beijo, uma chama a incendiar,
E a cada abraço, o mundo a desacelerar.
Sob o sol a sorrir, em dias claros a se ver,
Nas noites escuras, juntos a sobreviver.
Mas em todas as estações, lado a lado a caminhar,
Sob o véu do destino, o amor a florescer.
A jornada eterna, como uma constelação,
Que guia os apaixonados, em doce fascinação.
Um enredo que encanta, como um cântico sereno,
Que ressoa nos corações, em um amor pleno.
Viver inconsciente é caminhar por trilhas escuras, acreditando ver com clareza. É repetir padrões, escolhas e dores, como se fossem novos, sem notar que o palco é o mesmo — só mudam os cenários.
É viver sob o comando do inconsciente, reagindo em vez de escolher, justificando atitudes com histórias antigas e feridas não curadas. E, pior ainda, é acreditar que se tem o controle da vida, quando na verdade se está à deriva de impulsos que nem se reconhece.
A consciência, ao contrário, exige coragem. Exige parar, olhar para dentro, aceitar a verdade sem máscaras. É perceber que o controle não está em dominar tudo, mas em se conhecer.
Despertar é perder a ilusão da certeza. É sair da sombra, acolher a própria luz e a própria escuridão.
Trilhas cobertas em rendas de luar,
apenas o silêncio preenchendo o vazio,
as estrelas soberanas e companheiras
anunciavam mais uma noite de estio
Passos ali nas pedras ressoavam
deixando marcas leves, com receio,
no coração apenas as saudades acompanhavam
essa ida sem volta, sem anseios ...
Em noites de lua cheia
faço de mim pedaços de luar,
esparramando-os por todas as trilhas
para enfeitar caminhos de sua alma,
nada e nem ninguém impedirá
que eu trace sonhos em arabescos de luz,
tudo loucamente desenhado,
como se lua fôsse na amplidão,
na insana espera de que por ali
você caminhe seus passos,
vindo em minha direção...
Trilhas do Destino
Dois nascimentos, destinos divergentes,
Um em solo árido, o outro em jardim florido,
Ambos buscam, nas correntes,
Um propósito, um sentido perdido.
Em um lar disfuncional, a criança cresce,
Envolta em sombras, desafios constantes,
Mas uma chama interna permanece,
Uma força oculta, a guia avante.
O outro em berço de ouro, têm amor e cuidado,
Rodeado de afeto, segurança e luz,
Mas o coração, às vezes, inquietado,
Busca um significado que nada traduz.
Caminham ambos, por sendas variadas,
Na solidão, encontram seu poder,
Refletem, meditam, almas desveladas,
Descobrem o caminho do verdadeiro ser.
A resiliência forja o primeiro viajante,
Como pedra que resiste ao vento e ao mar,
A espiritualidade, luz incessante,
Que a ajuda, dia a dia, a avançar.
O segundo, em sua jornada confortável,
Percebe que o luxo não preenche o vazio,
Busca no simples, no essencial, o amável,
Encontra na essência um novo caminho.
No fim da trilha, seus olhares se encontram,
Não mais estranhos, mas almas irmãs,
A vida, com suas dores, os confrontam,
Mas revelam a beleza das manhãs.
Dois destinos, uma busca contínua,
A evolução do ser, a paz interior,
Descobrem que a vida é sempre oportuna,
Quando se encontra, na dor, o amor.
E assim, ao final, em sintonia profunda,
Alcançam juntos o que sempre almejaram,
De trilhas distintas, a alma fecunda,
No propósito divino, enfim se acharam.
Foram os passos firmes dos nossos antepassados que abriram as trilhas por onde hoje caminham as nossas memórias. Com coragem, levaram à tira colo suas dores e vitórias, erguendo com fé e suor os alicerces da modernidade que agora habitamos.
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O horizonte que desejas, dependerá do caminho que trilhas. O tempo em que chegará, dependerá do esforço que fará.
Cada um tem seu caminho, alguns abrem trilhas para que os caminhos de ambos se cruzem, ou sejam os mesmos.
