Trevas
das trevas povoam meu profundo...
deixei todas frases para atrás,
nunca me diga nada além já disse,
sendo escuridão meu nome...
sente se olhei o anoitecer...
nunca mais verá o amanhã....
somos alma perdida num sonho irreal...
nossas sementes de mentiras
nunca mais estaremos mortos.
vejas suas lagrimas como caem
no concreto vazio de mil anos,
um sentido apaixonado por mais um
o mal sem querer deixou de bem
mansos num sonho desesperado...
tudo pode ser uma fantasia.
esperando que acorde de um sonho
profundo como a morte.
por celso roberto nadilo
As trevas o destino inevitável.
Reato tua alma que se perdeu
Clamei por tantos deuses
Nenhum me ouviu entre as risadas
Lágrima se ouvi em pranto senti
Quem sóis diante tuas lágrimas me perdi.
meus sonhos são muito reais pois você faz parte de todos
nunca deixe meu coração vazio em trevas
chorei muito ate não reconheci ninguém
passei noites pensando em morrer
como seria fácil assim ficou paralisado no tempo,
todos sentimentos de luxuria
expostos na carne tão viva
meu irmão o sangue queima como fogo
seus olhos azuis morreram no fogo
bem vindo as trevas
não espere nada dos céus
deixei teu coração queimar
sinta fogo da eternidade
toda gloria será sua numa escuridão
o inferno gelado em tua carne
sua alma não te pertence mais
somos condenado a viver para sempre
não esqueça de nossas agonias eternas
olhe para o céu esta em chamas
sangue corre nas águas de todos rios
sua alma está perdida não acordará
sinta o canto eterno dos anjos
todos serão mortos quando amanhecer
cheiro do sangue fonte doentia
nunca mais se esqueça
eles estão cantando para deu coração
quando chover a vida se renovará novamente
com as lagrimas dos mortos
tudo renascerá em um fogo eterno
nossas lembranças estarão perdidas
como as esperanças dos vivos
todos os heróis vão celebrar
o sangue derramado em batalhas
será devastação de seus corações vazios
tenha toda certeza que mundo não
acabará diante a fome...
o sangue força das eras em nossas almas perdida
o azul dos teus olhos serão negros
meus irmãos vamos celebrar a coleita
com sangue dos mortais...
deixei fogo eterno queimar teu coração
feche olhos morra para mundo.
por Celso Roberto Nadilo
Quando o veneno emerge do coração nenhum sentimento puro consegue florescer...
Em algumas trevas nem mesmo a luz trará libertação.
Ó ARVORE
- Ó grito que rasgas de dor o ventre
Nas masmorras das trevas subterrâneas
- Ó trovão que ecoas o infinito
No sangue dos inocentes humilhados
- Ó abutre insaciável mercenário
Cheio de ódio, de hipocrisia
- Ó cavaleiro de espada de ferro
Exterminador da mentira
- Ó muro de arame farpado nas árvores
De poderosos ramos do universo
- Ó labirinto escondido de pedras entre ervas
Que esvoaçam folhas já de papel
- Ó galhos que sufocam a luz
Que criam raízes sem brotar esperança
Quando grupos erguidos em nome do Espiritismo se abatem perante conflitos e discórdias, as trevas assinalam uma vitória por apagar um ponto de luz.
Filho das Estrelas
Olho para os céus a procura de luz para iluminar as trevas do meu eu.
Olho para as estrelas procurando um brilho tão belo quanto aquela noite quando ainda criança perdi meu ar com sua beleza.
Olho para as estrelas procurando vida, não estrelas algozes, distantes, que brilham mortas para que ninguém veja.
Olho para os céus procurando uma estrela cadente qualquer para atender meu pedido de uma simples FELICIDADE.
Olho para os céus procurando a luz dos meus olhos, que se perdeu com as lágrimas que não caíram.
Olho para os céus procurando o passado que vejo nas estrelas.
Olho para os céus procurando as palavras perdidas, não ditas, mortas, mas brilhantes.
Olho para os céus procurando a estrela sorridente do “Pequeno Príncipe”, para que juntos possamos sorrir...
Os céus são grandes demais para uma vida tão curta...
Nunca contei todas as estrelas, nem pintei todas as cores que tingem os céus nos fins de tarde. Sequer descrevi o que sinto vendo esta lua que me vê...
Procuro nas estrelas a mim mesmo, pois talvez nelas algum dia me perdi.
Talvez fitando-as me encontre
e sorria.
Meus olhos estão mortos-vivos
Minha alma doe no desespero...
Largamente tristeza em trevas
Absolutamente ao vazio do caos.
PORTAL DE LIMIARES
O cansaço tomou conta de mim
Nas trevas do meu desassossego
Procuro em vão pelo alívio
Da morte que me rejeita
Vocifero todas as heresias
Batendo na porta do umbral
Limiar do inferno e do céu
Nas minhas entranhas decompostas
As palavras abortam em minha boca
Feito feto cuspido na latrina
Ensanguentando meu karma
Destituído de qualquer missão
Pesa-me nas costas o preto velho
Agarrado feito filhote indesejado
Nos anos que se arrastam nas trevas
Do que seria a minha vida
Os remédios condutores do sono
Postados inertes na prateleira
Como um convite do abrir da porta
Do umbral limiar do meu inferno ou do meu céu
O cansaço tomou conta de mim
Nas trevas do meu desassossego
Procuro em vão pelo alívio
Da morte que me rejeita
(Nane-20/05/2015)
Reinou as trevas em meus olhos...
E então: minha alma chorou!!
Calou,gritou,emudeceu,gemeu...
Tremeu e mil vezes mais.
Minha alma chorou...
Foi no horizonte, em marte,Vênus
E em saturno.
nos confins do universo fez morada,
foi menininha dos olhos de Deus,
mas ainda assim ...
minha alma chorou!!
Comoveu,emocionou,sensibilizou-se,
Entregou-se,despida de medo,arrogância
Ou soberba,foi ao fundo do poço e não...
Não fez como a fênix,soluçou em prantos
E de tão triste fez da morte sua paixão,
E lhe aguarda como lobo faminto.
E tantas vezes mais:
Minha alma chorou!! Chorou !! chorou!!
Mas a lagrima deu lugar ao riso,
E o riso a alegria, e a alegria a felicidade,
E a felicidade a paz ... e a paz que só há em cristo
E o amor que só há em jah e então:
Minha alma chorou...
De tanta alegria pelo amor de DEUS que há em mim
Ate o fim...
A Jornada
Não abandonei meus pensamento nas trevas
nem largarei meus dias,
em uma das pedras dos vários caminhos
a serem seguidos;
Não acabarei no vazio do meu ser,
nem na cratera do universo;
Apenas me deixarei levar pelo impulso do momento,
sendo meu coração o único guia
da grande jornada que é a vida.
O momento me conduzirá para a vida eterna
e a incerteza de prosseguir,
apenas retardará a eternidade.
Seus passos inseguros
farão os meus regredirem,
e sua mente inquieta
debater-me contra espinhos do meu corpo
(e quantos já tenho dentro de mim);
o seu semblante cansado
fará meu amor pela vida diminuir,
mas a sua ternura pela minha
faz meu corpo dormir em paz
e minha cabeça revolucionar
a hierarquia que é a vida.
Não deixarei que me dominem
nem dominarei outros,
imaginarei uma barreira
contra todo mal
que em minha direção vier;
Não criarei suposições falsas
para diminuir a minha pena,
mas indagarei mais de uma vez,
para que me digam verdades;
Não mentirei para que o mundo me salve,
nem pagarei pelo que não fiz,
apenas,
irei revolucionar minhas ideias,
apresentar suposições,
segurar meu mundo
com meu único escudo;
Criarei na eternidade
algo como a saudade,
para podermos usufruir
deste universo
que é só nosso;
e aí então,
levaremos mais esta força
para ajudar-nos na grande jornada
que é a vida
“Gostaria de perguntar para um físico: é possível congelar a luz? E as trevas (ausência de luz)? O que é o espaço? É concebível, um não espaço? E, um não tempo?”
A vida só é um mistério para quem se acomoda na ignorância.
Não ande nas trevas. Seja senhor dos seus caminhos! Ilumine-se!
"SEI DE TI, SEI DE TI"
As trevas persistem no nosso caminho
São as tormentas que sempre desesperam
Na chegada submissa do nosso desespero
Bocados, pedaços de uma curta existência
Amei-te tanto como sempre quis amar-te
Desejo-te tanto como sempre te desejei
Só sei de ti pelas flores do nosso jardim
Só sei de ti pelo murmúrio na água da fonte
As trevas corrompem a estrada de fragas
As giestas gritam de dor entre as quimeras
Canteiros espezinhados que rasgam as vestes
Alagam e apedrejam a imbecilidade do poeta
Sei de ti pelo uivo do lobo, na serra, no monte
Sei de ti pelo vento que trás a tempestade de neve
Sei de ti pelo murmúrio das flores em desespero
Sei de ti pelas águas que correm no rio do sonho.
Qual subsistir me arremetas em trevas, revejo as magoadas heranças, afável companhia a tua que em medidas cantigas me julgas, pois bem sinfônica sintonia me plurificas...
Caminhar em meio a trevas nem sempre é algo negativo. Às vezes é preciso obscurecer a alma para não se matar o espírito.
