Trechos de Livros Românticos

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⁠⁠Intensa doçura às vezes revestida de uma certa frieza como uma forma de auto-preservação por já ter saboreado o sabor amargo da indiferença, por isso que o seu amor é tão raro, o seu apreço é sincero, faz valer cada instante ao seu lado, uma versão prudentemente compartilhada com poucos, os quais são agraciados semelhante aqueles que podem ver o nascer do sol, que param para observar a lua com um resplendor majestoso, conseguem admirar o desabrochar de uma linda flor, sem dúvida, ela provém do Deus amoroso, sendo uma intensa doçura.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠⁠⁠A visita cativante da lua durante a tarde, que se destaca num céu azul com sua aparência elegante, mesmo de uma maneira mais discreta e traz com ela, um pouco da essencialidade da noite, uma oportunidade para se pensar em um amor, baseado na verdade, num raro entrosamento, olhares que se correspondem, integridade de sentimentos, onde as qualidades são mais chamativas, sobressaem os defeitos, a cumplicidade é nítida, enriquece certos momentos, entre os quais, à noite, sob o luar, ele está encantado, agradecido, bem apresentável diante dela, toda radiante, sorridente, perfeita em um lindo vestido, cena imensurável, veemente, típica de um bom livro, em cujas páginas, o amor está presente demasiadamente vivo.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Entre as tuas amáveis versões, existe uma que honestamente considero bastante intrigante, que se destaca fortemente das outras, provavelmente, desconhecida por muitos, desfrutada por um grupo seleto de pessoas ou até percebida por aqueles que forem atentos, pelo menos, o suficiente, mesmo através de um breve momento.

Esta tua versão é mais atrevida, instigada por uma veemência apaixonante, que oferece uma medida certa de loucura para que a sanidade não se perca, porém, sem perder a tua doçura, sendo como uma adição moderada de pimenta, o bastante para intensificar o sabor da tua presença a partir do teu olhar, uma bela chama acesa.

Atrevimento caloroso que ao meu ver, sempre está presente de alguma forma, no charme confiante dos teus olhos, nos teus afetos veementes, no teu amor ardente que se renova, nas vezes que estás sorridente, demonstrando o calor de um sorriso, belo e verdadeiro, quiçá, também o fervor de beijos bem demorados e sedentos.

Serias um livro de romance, cuja história predomina com um romantismo amável e prudência, um tom digamos sensato e realista, entretanto, em algumas ocasiões inusitadas, uma paixão desenfreada toma conta em um banquete de emoções que proporcionam cenas mais acaloradas, empolgantes sensações.

Posso ser um daqueles que têm o mínimo de atenção em relação a ti, se eu estiver certo ou sou apenas um simples poeta, detentor de uma imaginação constantemente ativa, que muitas vezes mistura a realidade com a ilusão, tudo vai depender se encontrares a verdade contida neste poema, a devida identificação.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Sutileza de ⁠lábios protuberantes de uma boca formosa, sedenta por beijos demorados e viciantes, doçura audaciosa no olhar, olhos cintilantes, encantos cacheados, deleite singular, propício para tornar noites marcantes, vivências calorosas, personalidade provocante, cenas veementes, típicas de um livro de romance que conseguem ofuscar as horas, dessarte, presença intensamente emocionante, seria uma honra se eu pudesse estar com ela agora.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Influenciado às vezes pelo meu lado melancólico, faço-me a seguinte indagação, se um dia experimentarei a sensação do amor correspondido, aquele que é raro e existe entre um casal que se ama verdadeiramente, descrito frequentemente em livros, mas sem o apego pela ilusão, sendo o mais racional e sadio possível.

Seria algo muito inusitado se eu encontrasse uma linda mulher que tivesse seu coração atrelado ao meu semelhantemente à arte e a inspiração, às estrelas e o céu numa exultação recíproca que superaria a imperfeição gerada por nossos defeitos e desafios, uma sinergia genuína seguindo por um mesmo caminho.

Tenho acreditado cada vez menos nesta possiblidade, talvez, não seja pra mim, entretanto, graças a Deus, não estou entregue à solidão, pois aprecio o lado bom da minha atual realidade, busco alimentar o meu próprio amor, ainda sou responsável por minha felicidade e Deus presente, não estarei só.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Não é o poeta que faz a poesia, ela é quem o faz. Apesar dos pesares - em todo momento bom ou ruim - ela está junto a ele, num laço apertado envolvendo sua alma que não consegue calar.
Poesia é a arte, o poeta é apenas seu tradutor. Não pode fugir disso porque foi escolhido.
A poesia não tem explicação, não pode ser definida e cada um a sente de uma forma.

Inserida por neusamarilda

"O monstro do mercado na fila do pão (pg 38)
Encontra sua dama com as mãos perfeitas de unhas feitas " to be continued...

Inserida por vivi_da_silva

⁠Sou como a poesia de meus versos, literária.

Inserida por ARRUDAJBde

De repente a insônia...e você acorda de madrugada e se vê pensando na vida e ai que se dá conta que a árvore cresceu e deu frutos e que seu melhor momento é o próximo capítulo no livro da vida... A sombra do projeto que Deus esboçou no ventre materno e entregou pra ti e disse: - Vai e colhe os frutos que caírem da árvore (destino) que Eu adubarei a terra por onde passares... E serei a sombra envolvendo-te em meus braços de amor. Segue e não olhes mais para trás...

Inserida por Lulena

⁠" Diz que sou tua e prova
com um abraço de não deixar ir
jamais...

Inserida por OscarKlemz

"O destino projeta o futuro a lápis, mas a história escrevemos a caneta"⁠

Inserida por tiagorampelotto

⁠Se eu pudesse, eu não queria; se eu quisesse, eu não podia! Como? Se eu pudesse deixar Jesus, eu não queria de jeito nenhum. Tem nada melhor. E se quisesse deixar, não podia não. Meu nome está no Livro.

Inserida por VerbosdoVerbo

O Perfume da Renúncia.

Há gestos que se dissolvem no ar como perfumes invisíveis fragrâncias da alma que ninguém vê, mas que perfumam silenciosamente a atmosfera onde passam. São as oferendas sutis dos que aprenderam a servir em silêncio, flores humanas que, em vez de buscar aplausos, se abrem ao sol do dever e ao orvalho da dor. Assim é a dedicação em renúncia: um cântico mudo da consciência desperta, um perfume espiritual que não exige olfato para ser sentido.

A flor que se doa não questiona a quem se destina o seu aroma. Ela apenas floresce. Assim também o ser que alcançou o verdadeiro autoconhecimento já não indaga sobre o retorno de suas ações, pois compreendeu que servir é o mais puro estado do amor. Sua existência se faz como uma lâmpada acesa em um aposento onde ninguém entra e, mesmo assim, continua a iluminar.

Quantos caminham entre nós nessa silenciosa via-sacra da bondade anônima? São almas que vivem a felicidade não em palavras, mas em gestos; que suportam o esquecimento com serenidade e transformam a própria dor em brisa consoladora. São aquelas criaturas cuja presença acalma, mesmo quando os lábios emudecem; cuja ausência, paradoxalmente, se faz presença no coração dos que aprenderam a sentir com o espírito.

A renúncia verdadeira não é grito, é eco. Não é ausência, é transfiguração. É o ponto onde o ser humano se despede de si mesmo para encontrar-se em sua essência. Nesse instante de lucidez interior, o coração entende que a vida não é palco, mas altar. E que cada ato de humildade é uma prece sem palavras, uma oferenda sem testemunhas, um perfume que sobe, discreto, à eternidade.

Há uma melancolia suave nessa entrega, porque o renunciante contempla a beleza e sabe que dela não fará uso. Ele toca o sublime e, em vez de retê-lo, o devolve à vida. Essa tristeza, porém, não é desespero é maturidade espiritual. É a nostalgia do Espírito que recorda, no silêncio do dever cumprido, o perfume do lar divino de onde partiu.

Quando a flor murcha, não deixa de ter sido flor; quando o perfume se dispersa, não deixa de ter existido. Assim também o amor que se doa em renúncia jamais se perde: ele permanece, invisível, sustentando o mundo em suas raízes mais secretas.

A servidão, quando nasce da consciência iluminada, não é submissão, mas liberdade. É o ato supremo de quem já não precisa ser visto, porque aprendeu a ver. O autoconhecimento, então, torna-se um espelho onde a alma se reflete e reconhece o rosto sereno da paz dentro de si.

E, nesse ponto, o perfume da flor silenciosa se confunde com o hálito da eternidade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO — CONTINUIDADE.

Havia dias em que o porão respirava antes de mim.
Ele exalava um ar morno e antigo, como se fosse o pulmão cansado de uma casa que aprendera a guardar segredos demais. Eu descia os degraus devagar, escutando o ranger que nunca deixava de soar como um aviso não um aviso de perigo, mas de revelação. Porque o porão não dói: ele apenas devolve o que és.

E naquele dia, a luz que escorria pela fresta da porta parecia ainda mais tímida, como se tivesse vergonha de tocar as superfícies que me acompanhavam desde a infância.
Era estranho pensar que eu crescera tentando fugir de mim, quando na verdade tudo o que o porão queria era que eu me sentasse no chão frio e o escutasse.

As lembranças começaram a surgir em ondas baixas, como se alguém soprasse perto do meu ouvido. Não eram memórias lineares, mas fragmentos inquietos. O rosto de alguém que não sabia amar; a voz de alguém que soube ferir; a ausência de mãos que deveriam ter me segurado quando eu caía.
E, acima de tudo, a velha sensação de que o mundo lá fora não tinha espaços para os meus silêncios.

Foi então que percebi: o porão não era um cárcere, mas um espelho.
E espelhos, quando te devolvem inteiro, costumam ferir mais que qualquer lâmina.

Sentei-me. Ouvi. Respirei. A dor tinha um timbre próprio, e eu quase podia vê-la, uma figura pálida encostada na parede, observando-me com a paciência das coisas que não envelhecem.
Eu a encarei.
E, pela primeira vez, ela não recuou.

“Eu não vim para te destruir”, parecia dizer sem palavras. “Vim para te mostrar onde colocaste as tuas ruínas.”

Meu peito apertou. Não por medo, mas por reconhecimento.

Porque cada pessoa guarda dentro de si um porão, e quase todos tentam negar sua existência.
Mas negar o subterrâneo nunca apagou sua porta.
A dor continua ali, esperando a coragem de ser encarada.

Enquanto os minutos escorriam, percebi algo que não ousava admitir:
a luz que eu nunca encontrara no mundo não estava ausente, estava apenas voltada para dentro, como uma lamparina distante, protegida do vento pela própria escuridão que eu evitava.

E então, pela primeira vez, compreendi.
Não há arco-íris no meu porão…
mas talvez nunca devesse haver.
O porão não foi feito para cores; foi feito para verdades.

O arco-íris pertence ao céu.
O porão pertence à alma.
E não há conflito nisso.

A beleza nasce do contraste e eu, ali, no chão frio, comecei a entender que para tocar a claridade de cima, eu precisaria, antes, decifrar a minha noite.

Foi quando ouvi passos suaves atrás de mim...

Inserida por marcelo_monteiro_4

O CÂNTICO DO PÓ E DA ORDEM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Virou pó.
assim começa a narrativa e assim ela jamais se encerra
pois tudo quanto é dito nasce já inclinado ao retorno
No princípio não houve clamor mas sedimentação
o pó repousava em silêncio anterior à forma
e desse silêncio ergueu-se o verbo não para criar o real
mas para ordená-lo segundo uma lei mais antiga que o tempo
Do pó surgiu o corpo
não como triunfo mas como concessão
cada osso cada nervura cada fôlego
foi apenas um intervalo entre dois silêncios
o anterior que chama
o posterior que recolhe
In totum in veritate
não há fuga possível dessa arquitetura
o homem ergue templos escreve tratados funda impérios
mas tudo é feito de pó organizado
e todo gesto que ignora essa origem carrega em si o germe da ruína
Os antigos sabiam
por isso falavam pouco
por isso escreviam com gravidade
o pó era mestre severo
ensinava sem palavras
que toda ascensão traz consigo a memória da queda
e toda queda preserva a dignidade do retorno
O verbo então aprende sua função
abandona o excesso
despoja-se da vaidade e antecede aos momes
torna-se servo da verdade
não para explicá-la mas para alinhá-la
pois falar corretamente é um ato moral
e ordenar as palavras é reconhecer os limites do ser
Vrou pó
não como lamento mas como sentença cósmica
o pó não destrói
o pó reconduz
nele o orgulho dissolve-se
nele o medo aquieta-se
nele a alma compreende que nada se perde
apenas se recoloca na economia eterna
Assim o corpo retorna à terra
como quem devolve um empréstimo
e o espírito liberta-se da densidade
não em fuga
mas em fidelidade à ordem que sempre foi
In verbis tantum
nas palavras apenas
quando purificadas do supérfluo
permanece o testemunho
de que toda verdade se sustenta não pelo brilho
mas pela gravidade
E quando tudo parecer noite
quando a forma ceder
quando o nome se calar
o pó continuará a falar em silêncio
lembrando ao universo que a ordem não morre
apenas espera que o verbo volte a pronunciá-la com reverência.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A vida é como um livro
Cada página é
como um dia vivido
Que não podemos reescrever
e nem apagar

⁠Cultivar sentimentos em terra infértil onde juras românticas não fecundam é uma das piores experiências que o ser humano pode vivenciar — por isso desejo amores não correspondidos a todos os meus inimigos.

⁠Todo e qualquer ditador, ou mesmo um demagogo – quase toda estrela de cinema ou cantor romântico – é capaz de arrastar dezenas de milhares de ovelhas humanas consigo. (...) Capture o flautista mágico e todos os ratos o seguirão.

Cartas de um Diabo a seu Aprendiz (livro)
Lewis, C. S. Cartas de um diabo a seu aprendiz. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017.
Inserida por pensador

Românticos, pós-românticos, vitoriano, pós vitoriano.
Livros livros, sinto falta de lê - vos .
Saudades de vossas línguas, vossas graças, suas histórias.
Não era eu quem vos tinha, eram vós que me possuíam.
Saudade de fantasiar às vossas custas ou graduar minha inteligência modesta.
A vida não deveria jamais afastar - me de vós, oh livros!
Foi cruel.
Ainda espero por voltar a lê - vos tão furiosa e intensa e calmamente que voltarei a moldar o mais íntimo do meu íntimo, o mais perfeito do que eu posso "Ser".

⁠Ser pobre só é romântico nos livros.