Trechos de Livros Românticos
Poderia escrever a minha história
Ela daria um livro
Seria de aventura, recheada de encontros e desencontros
Onde uma garota em busca de sonhos
Te levaria a um mundo desconhecido
Onde o tudo pode ser o nada
E o nada pode ser o tudo
Te levaria para dentro do desejo
Onde você pode escolher a aventura
Mergulharia com você na fantasia
Onde o medo não existe, apenas a esperança.
O que seria das letras
Se eu não tivesse tido você
Talvez um livro em branco
Minha vida se tornou palavras
Não mais uma folha em branco
Palavras novas
Tantos outros substantivos
Juntos compusemos
Nossos próprios adjetivos
Ao digitar seu ser
Minhas mãos
Tinham toques de quietação
Pois você era minha alma
E minha essência para existir
A vida pode até ser um livro aberto, mas não quer dizer que viver seja uma leitura fácil, tendo em vista que também possui os seus capítulos um tanto complexos, onde nem tudo que está escrito, está claro, então, não deve ser lido ao pé da letra, contendo muitos significados nas entrelinhas, ocasiões de alegrias, momentos de tristezas, diferentes contextos e uma determinada quantidade de surpresas, que provavelmente influenciará cada desfecho.
São muitas histórias distintas, vidas emocionantes, cenas próprias, genuínas, algumas páginas soltas, verdades explícitas, expectativas frustradas, pessoas que se apaixonam constantemente, podendo saborearem um dos sabores da paixão, um deleite muito caloroso, às vezes, apimentado, amoroso ou o sabor fascinante de uma doce ilusão, um prazer temporário, por isso que se apaixonar pode ser bastante compensador, porém, sempre é arriscado.
Alguns erros são cometidos, tudo bem que nenhum é agradável, principalmente, quando deixam o coração partido, entretanto, fazem parte de um enredo que está sendo vivido em um constante desenvolvimento, que não acontecerá exatamente como foi sonhado, dito, almejado e não teria graça se fosse algo tão previsível, logo, a principal preocupação deve ser em ler com amor o agora, vivendo parágrafo por parágrafo, talvez, seja esta a moral da história.
Temos tanto a ser vivido, temos tanto o que escrever em nossos "livros diários", tantas páginas. Que tentamos ao menos fazer com que as decepções não nos derrotem mas, se assim fizer-nos, que cada derrota então sirva-nos de aprendizagem sem nos roubar a PAZ, o AMOR e a PALAVRA.
Flávia Abib
CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.
INVENTO-TE💘
Invento-te num livro só meu
Escrevo-te desnudando-te a alma
Sem pudor os segredos que guardas
Para amar-te nas certezas da vida
Com a paixão que me consome
Onde dispo-me das incertezas
Que me atormentam tantas vezes
Fogo que me queima por dentro
Neste livro que vou escrevendo de ti
Saboreio cada palavra, cada letra
Que te invento para despir-me de mim
Amor procurei-te na madrugada
Para me alimentar de caricias tuas
Escritas por mim em ti só em ti
Eu sou a sombra que se satisfaz na escuridão. Sou o vazio que ninguém preenche, o livro que ninguém abre, a poesia que ninguém lê. Sou o caminho que ninguém percorre, a distância que ninguém alcança. Sou a solidão da solidão, sou a lucidez dos loucos e a loucura dos normais. Sou quietude sempre inquieta. Sou a eterna busca daquilo que nunca se acha. Sou um sonho que nunca se realiza. Sou pó, sou pedra, primavera, ilusão, sou dor e paz de cemitério. Sou o amor de alguém que veio à terra para me amar, mas que nunca na vida me encontrou...
Conhece o conteúdo do livro📖❓
Quando olhamos para a vida do outro, pensamos que ela é melhor que a nossa. Mas quem se atreve a passar pelo que esse outro passa?
Quando olhamos assim, costumamos ver somente a aparência, o exterior da vida, a capa.
É preciso abrir o livro para conhecer a história e aprender que nem tudo é um mar de rosas.
A minha vida, a sua vida, as nossas vidas são um campo constante de poda e de cultivo.
Nem sempre nossos campos estão verdinhos. As estações sempre mudam e assim as nossas colheitas.
Portanto, cuidemos cada um do seu próprio campo sem perder tempo invejando o campo do outro.
“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade” (Ec 1:2).
Vire a página. Se está difícil, rasgue fora, jogue o livro inteiro, queime se for necessário. Mas faça o favor de andar pra frente. O tempo não para e a vida pede urgência.
"O livro, o jornal, a tribuna, o gabinete, o laboratório e a pesquisa são forças imprescindíveis à formação do homem espiritualizado da Nova Era. Entretanto, observando os problemas complexos da atualidade, quando a Ciência erige catafalcos à própria grandeza, intoxicando os valores intelectuais, é imperioso atender, acima de tudo, à sementeira do coração."
Emmanuel
(Reformador / pelo espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Brasília: FEB, 8/952.)
Comecei a esperar mas de mim, ler meus livros empoeirados e tentar deslizar o mas possível em meus textos o marcador, me identificar com minha solidão é uma fase de conhecimento e espera, pelo que sempre acreditei no coríntios 13, 4 -8. Me aventuro sob o universo da leitura onde se tem companhia. Eu mesmo e com quem eu crio pra mim no ❤.coração.
Somente você mesmo pode escrever a própria história... Pense na vida como um livro na qual você adoraria ler, e escreva... às vezes haverá capítulos que teremos muitos sorrisos, momentos felizes e repleto de sonhos... mas quando tudo começar a ruir... por falta de tinta para dar continuidade no capitulo... não tenha medo de virar a página e começar a escrever um novo capítulo... com uma nova caneta cheia de tinta nas mãos...
Comece escrevendo o primeiro parágrafo do seu novo capitulo com fé, amor, GRATIDÃO pela vida... e tenha certeza de que novos momentos surgirão com grande felicidade... Não tenha medo de escrever o primeiro parágrafo do seu novo capítulo sozinho... pois só você pode ter a iniciativa de começar a escrever... e escreva... pode ser que no segundo parágrafo surja alguém especial para escrever junto contigo este novo capítulo... mas para isso use as folhas em branco e a caneta em mãos para iniciar seu novo capítulo... ESCREVA... Somente ESCREVA...
A vida é um história, o seu coração é o livro, as marcas são os capítulos escrito, ter certeza que mesmo quando há pouco para se contar, é suficiente para continuar escrevendo. O final não sei mas, tenho a certeza que quero estar com você.
"A vida é livro cada dia você escreve uma folha hoje nossa folha começou bem aí teve uns garranchos e depois passamos a limpo e viramos a página onde foi fundamental descrever uma nova história de recomeçar tudo desde do início onde meu pensamento me levou ao nosso primeiro beijo e ali idealizei os nossos sonhos e percebi que desistiria de um amor verdadeiro pro resto da vida."
Um livro é um passaporte para outro mundo. Pra uma viagem transformadora. E qdo vc retornar, já não será a mesma pessoa.
Leomirandaperegrino
