Trânsito e Transitoriedade
“Se há um termomêtro para medir o grau de cidadania de um povo, o trânsito certamente encabeça a lista de itens culturais que fazem isso com precisão: constitui-se dentro do espaço público, lugar de encontro entre classes sociais distintas, e requer um convívio igualitário, com Leis que valham para todos e que sejam respeitadas”.
Tenho inspiração nos momentos mais estranhos possíveis, como por exemplo, no trânsito, Iniciando um atendimento, na hora que vou fazer algum trabalho... parece que a inspiração gosta de me ver ocupada.
Ao olhar um semáforo de trânsito, as três cores, poderão ser indicativo para avaliar como anda sua vida amorosa, simples assim: verde – sonhando juntos, com projetos e muito carinho; amarelo – o primeiro e o último pensamento do seu dia, não são mais para aquela pessoa; vermelho – não sente falta, sua presença tanto faz. Pare, acabou!
Se há um lugar por onde não transito muito bem é na política... quem me conhece bem sabe muito bem do que estou a falar: o máximo que sei... e sei muito bem... é que tenho o direito de votar. E exerço esse meu direito.. e o exerço muito bem. Punto e basta!
Mas, por aqui... por aí... fico sabendo a quantas anda o nosso país no que diz respeito à política... sei que, coitado, não é muito bem governado... sei que há muito dinheiro desviado... lavado... de mão em mão - alheias - passado.
Dinheiro... pois é! Dinheiro que sai do meu... do seu... trabalho suado... muito... mas muito mal usado. bem mal empregado... indo pra todo tipo de bolsa... desviado... usado errado...
Tanto buraco pra ser tapado.
Sou contra as tais bolsas que andam espalhando por aí!? Contra a maioria delas... sou sim. Sou contra porque sei que é dinheiro mal empregado. Se o cara que recebe estivesse bem empregado, caso solucionado! Pois quem está bem empregado de bolsa não é necessitado... não precisa ser ajudado... beleza... tudo arrumado. Não, nem tudo não.. porque o empregado, coitado, rala, rala e, ainda, tem um monte descontado... que vai pra outro 'coitado'...
Um triste espetáculo estou eu a assistir neste país... e, como todo espetáculo, há alguém nos bastidores a comandar, a orquestrar, a mandar e a desmandar... Ou estou a me enganar? Não há ninguém a governar?
Estamos num barco à deriva... prestes a afundar?
Sim... porque do jeito que a coisa vai, coitado por coitado é melhor um coitado que é ajudado.
Sei que este post não será lido por quem dever teria... se fosse, muita cabeça rolar iria...
Mas só que não...
Passei uma maquiagem incrível..
Arrumei meu cabelo..
Botei uma roupa de parar o trânsito...
Cabeça erguida.... uma puta alto estima...
Hoje eu tô me amando...
O mundo caindo lá fora... barulho , trânsito , gente falando , TV ligada ...
E eu aqui com meu fone de ouvido ... totalmente viajando na música..conectada ... ai me perguntam : menina , qual a tua vibe? .. eu respondo ... a vibe de tá no meu mundo ... eu comigo mesma..eu e o meu universo paralelo de pensamentos e incertezas..eu e minhas paranoias...
Ela é desses furacão de parar o trânsito e revirar qualquer pensamento pelo avesso...ela é dessas que passa e sempre é notada..ela é dessas que deixa qualquer um de boca aberta, sem fôlego...
Ela causa impacto ...incêndio ...ela para o trânsito, ela é bonita por natureza , essência, delicadeza em pessoa ... ela chama atenção, ela desperta olhares , sorrisos ..ela é o sol , o infinito..ela é um mulherão... um avião, ela é um espetáculo... por onde passa arranca suspiros ..por onde passa ela deixa sua marca... seu perfume..seu brilho pois a beleza dela emana da alma e não somente do corpo
..
Ela é de parar o trânsito, de levar a loucura, a devaneios intensos.... Ela é furacão daqueles de revirar tudo... Pensamentos, lençóis, vidas...
Ela é forte, destemida, sabe o que quer e faz acontecer! Ela é paraíso, incêndio, fogo e desejo, por onde passa, passa feito tsunami... Cuidado garoto, ela é alta voltagem ... Caminho sem volta, então pense bem antes de mexer com fogo..porque no fim das contas você literalmente se queima!!!
Para reflexão:
Por que existem pessoas que estão virando monstros no trânsito, na direção de veículos, colocando em risco a sua própria vida e as vidas de outras pessoas?
Obedeça a legislação de trânsito.
Respeite a vida, inclusive a sua.
A dor de um acidente geralmente nunca acaba.
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
