Tragédia
Separação ou divórcio não são tragédias...
A verdadeira tragédia é morrer lentamente em um relacionamento infeliz...
QUIMERA FEMININA
O cruel coração sentiu toda a tragédia...
Sim! Ela me olhava com dois olhos brilhantes que armazenavam a luz, dois olhos ardentes de desejos, enquanto eu viajava deles para eles, fingindo estar calmo e adormecido, sentindo o calor do vulcão atrás deles...
Fitado ali, na profundidade, no vão da imaginação, vagueando o olhar na transparência ou opacidade de um vestido de organza, aquele tecido lhe tocando macio e vestindo aquela pele rosada e indefesa, tão singela, cobrindo a visão do céu em um ser tão hostil em sua essência, cheia de horrores...
Logo após, vagueei pelo deserto do sonho e voltei sem nada, apaixonado, suspirando, transpirando e apertando os espinhos...
Rosimara Saraiva Caparroz
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A V C A
Só percebemos a fragilidade humana, quando a tragédia se avizinha, ou bate em nossa porta.
Pode ser que, os minutos gasto com este texto, sejam o suficiente para identificarmos o quão distante estamos de nós mesmos.
Não quero que você pense que sua vida está por um fio, mas preciso que tomes a consciência que a vida é uma incerteza constante, e o que temos para fazer, precisamos fazê-lo hoje!
Presenciei uma pessoa de meia idade com seus movimentos limitados em consequência de um acidente vascular cerebral, ahh! quanta vida pela frente, pensei, chorei por dentro, lamentei....
De fato, quando não dedicamos tempo para cuidar de nossa saúde, seremos obrigados a perder tempo com nossas doenças.
Não me prendo a junção dos fatores fisiológicos e emocionais que culminaram no ocorrido, mas reforço o sentimento de paz, por ter feito tudo o que se deveria, antes do mal que lhe sobreveio.
A importância de darmos nosso melhor, de priorizar aquilo que realmente importa, Criticar menos, abraçar mais, elogiar mais em vez de apontar falhas, e viver com capricho, faz toda diferença.
Capricho é fazer o melhor com as condições que se tem no momento.
Melhorar é uma meta vital, renovada a cada patamar alcançado, e viver com capricho torna o intangível uma realidade possível e agradável.
AVCA, a vida começa agora, sim estamos existindo, passamos a viver quando deixamos de agir no automático, quando decidimos o rumo que queremos, pois o futuro se torna muito agradável para aqueles que vivem extraordinariamente o presente.
Tragédia anunciada
Parece brincadeira,
brinca-se mal com as pessoas assim, porquê mesmo?
Joga-se riso onde devia caber abrigo,
faz-se piada com o que sangra por dentro.
Rasga-se a carta com a mão que jurou guardar,
e chama-se de leveza o peso que ficou no ar.
Que tristeza
ver o amor tornar-se moeda de troca,
ver promessas partidas como copo no chão,
e ninguém juntar os cacos.
Que tristeza
é esperar mensagem que nunca chega,
é dormir com o silêncio a fazer eco,
é sorrir na fotografia e chorar depois do clique.
Parece comédia,
os atos, as caras, o silêncio ensaiado.
Entrada, saída, aplauso na hora errada.
Toda a gente a rir da cena que me parte,
toda a gente cega para a faca que ficou cravada.
Vivemos nos últimos tempos
a falta de compaixão,
a falta de valores.
Ninguém se importa com o próximo.
Passa-se ao lado da dor alheia,
troca-se o abraço por uma notificação,
troca-se o olhar pela pressa.
O mundo gira depressa demais
para reparar em quem ficou para trás,
e chama-se de normalidade
à frieza que se tornou hábito.
Mas uma tragédia
é quando o pano cai
e só ficas tu no palco vazio,
a aplaudir sozinho a dor que ninguém viu.
É carregar o nome de quem te esqueceu,
é decorar uma despedida como se fosse verso.
É perceber que o fim não grita,
sussurra... e vai-se embora.
Parece brincadeira,
mas já não tem piada.
Parece comédia,
mas já não há plateia.
Só resta esta cena final:
eu, as luzes apagadas,
e o coração a tentar perceber
porque doeu tanto
aquilo que começou como nada
num mundo que se esqueceu de sentir.
Não é tragédia — é escolha. Repetida no cotidiano, sem testemunhas, sem drama, apenas a lenta adesão ao próprio desvio. O homem moderno não despenca no vazio: constrói-o, camada por camada, imagem por imagem, enquanto evita o espelho que o revelaria. Incapaz de se ver, inventa culpados, projeta faltas, cria bodes expiatórios para sustentar a ilusão de que não foi ele quem, em silêncio, edificou o próprio colapso.
Somos propensos à ilusão porque o olhar humano carrega uma tragédia secreta: deseja tornar visível até aquilo que só conservaria sentido permanecendo oculto. Há mistérios que sobrevivem apenas enquanto não plenamente revelados, mas a consciência insiste em capturá-los, nomeá-los, possuí-los. E, nesse impulso de ver tudo, muitas vezes destrói justamente aquilo que buscava encontrar.
Há perguntas que não têm remédio.
E isso não é uma tragédia. É uma libertação.
Passamos anos tentando consertar aquilo que nasceu para não ser consertado. Procuramos respostas como quem revira os bolsos de um casaco velho atrás de uma chave que nunca existiu. Enquanto isso, a vida passa pela porta da frente, acende um cigarro, sorri de lado e vai embora.
Há dores que não serão curadas.
Então estão curadas.
Porque a única cirurgia possível é aceitar que elas continuarão caminhando ao nosso lado.
A decisão sempre foi nossa.
Mas, por favor, caminhe com empatia. Todo mundo carrega um cadáver invisível nas costas. Uns escondem melhor. Outros bebem. Outros rezam. Outros escrevem. No fim, todos sangram.
O verdadeiro horror nunca foi sofrer.
O verdadeiro horror é morrer antes da morte.
É viver como uma máquina programada para acordar, trabalhar, consumir, dormir e repetir. É escolher a segurança como quem escolhe uma cela confortável.
Sempre imaginei a zona de conforto como um quarto mofado.
O cheiro de umidade impregnado nas paredes.
Uma luz fraca que nunca chega a iluminar nada.
Nenhuma janela.
Nenhum vento.
Nenhum risco.
Nenhuma possibilidade.
Só a lenta decomposição de alguém que ainda respira.
Não tente viver ali.
A vida não pede anestesia.
Ela pede presença.
Sem dor não existe profundidade.
Sem prazer não existe lembrança.
Sem paixão não existe história.
O fracasso nunca foi o inimigo.
O horror é nunca ter tentado.
Nada é tão urgente quanto dizem.
Nem dinheiro.
Nem prestígio.
Nem a opinião de quem sequer conhece o seu nome.
Urgente é viver.
Porque a mente humana é um universo sem cercas. Ela consegue revisitar o passado, inventar futuros, criar mundos inteiros enquanto o corpo permanece sentado numa cadeira qualquer.
Somos infinitos por dentro e temporários por fora.
Essa talvez seja a piada mais bonita do universo.
Então viva.
Até aquele instante inevitável que ninguém negocia.
Quando esse dia chegar, que encontre em você cicatrizes e não ferrugem.
Seja visceral.
Seja sanguíneo.
Não esconda as desilusões.
Não esconda as decepções.
Elas nunca foram o fim da estrada.
Foram o asfalto.
Talvez a missão que tanto perguntamos ao céu nunca tenha sido vencer.
Talvez fosse simplesmente atravessar.
Continuar andando mesmo depois de perder a fé nas placas.
Mesmo depois de descobrir que ninguém virá nos salvar.
Se as desilusões quase o mataram...
Acorde.
Quase.
Não mataram.
Você ainda está aqui.
Ainda respira.
Ainda pode amar.
Ainda pode quebrar a cara de novo.
Ainda pode rir alto de si mesmo.
Ainda pode incendiar esse quarto mofado e abrir uma janela.
E, quanto a mim...
Escrevo.
Porque existem coisas que não podem permanecer dentro de um homem.
Se eu não colocar para fora,
eu explodo.
Eu não pedi que você ficasse.
Há um momento exato em que o amor deixa de ser tragédia
e passa a ser apenas clima.
Como garoa em roupa esquecida no varal.
Como cheiro de cigarro preso no banco de um carro antigo.
Como aquela dor de cabeça que já não preocupa ninguém
porque aprendeu a morar no corpo.
Você arrumava as coisas lentamente
e eu pensei, com uma serenidade quase ofensiva:
ela finalmente cansou de mim.
Não de mim inteiro —
isso seria grandioso demais —
mas desse homem pela metade
que chega do hospital cheirando antisséptico e cidade,
que fala de literatura latino-americana
como quem tenta salvar alguma dignidade do mundo,
que coleciona moedas estrangeiras
porque nunca conseguiu pertencer completamente ao próprio país.
Escorei no Renault noventa e um.
O carro estalava baixo, esfriando o motor,
como um animal velho respirando durante o sono.
Acendi um tabaco ruim.
Misturei mate uruguaio no fumo.
Não por boemia.
Nem estética.
Por superstição.
Alguns homens rezam.
Outros adulteram o cigarro.
Você passou por mim sem dizer nada
e eu gostei disso.
As grandes despedidas são profundamente constrangedoras.
Ninguém deveria transformar amor falido em espetáculo.
Pensei em Manuel Bandeira olhando janela de pensão barata.
Pensei em Benedetti entendendo tarde demais
que Montevidéu sempre foi uma maneira elegante de sofrer.
Pensei em Clarice,
naquela coisa terrível dela de perceber a alma das coisas
até quando elas já estavam mortas.
E então percebi uma coisa pequena,
quase ridícula:
eu tinha sobrevivido tempo demais.
Sobrevivi aos problemas.
Às cobranças que pareciam ser infinitas.
À vergonha de pedir ajuda.
À escola sugando meus últimos gestos humanos.
À fumaça.
À exaustão.
À sensação humilhante de fracassar devagar.
Sobrevivi até mesmo à esperança,
o que talvez seja a forma mais adulta de tristeza.
Você abriu o portão.
O barulho do ferro ecoou na rua vazia
como ecoam certas decisões irreversíveis:
sem dramaticidade,
apenas definitivas.
Eu poderia dizer que ainda te amava.
Mas seria inútil.
O amor, às vezes, não acaba.
Ele apenas perde utilidade prática.
Então fiquei ali,
encostado naquele Renault cansado,
fumando um cigarro adulterado com erva estrangeira,
olhando você ir embora
como quem observa um país desaparecer pelo retrovisor.
Sem raiva.
Sem poesia suficiente.
Sem salvação.
Só aquela melancolia fronteiriça
dos homens que aprenderam tarde
que viver também é perder território.
A grande tragédia do ouriço é perceber que ao colher a rosa também pode ser perfurado pelos seus espinhos.
"A maior tragédia da existência é o inferno que os homens carregam no peito. Ele se manifesta na arquitetura da mentira, no veneno do racismo e no abismo de quem escolheu adoecer por dentro.
O mundo está tão perdido que, mesmo acontecendo uma tragédia na hora de um gol da Copa, o povo fecha os olhos e abre a boca para gritar GOOOL!
Que possamos sempre ter a coragem de levantar as âncoras. Afinal, a verdadeira tragédia humana não é se perder na imensidão de tentar viver intensamente, mas sim secar lentamente na segurança de nunca ter tentado.
_Enzo Ruchell_
A maior tragédia de um homem não é apenas pecar, mas perder a capacidade de se entristecer com o próprio pecado. Quando a consciência já não dói, talvez o silêncio mais assustador não seja o dos homens, mas o da alma diante de Deus.
A tragédia do Éden é o escândalo da igreja moderna. Como Eva, a noiva de Cristo trocou a autoridade inabalável das Escrituras Sagradas pelo engano do próprio coração. Não queremos um Deus que nos governe, mas um 'deus' que justifique nossas emoções.
Trump raptou o presidente da Venezuela, roubou seu petróleo e ouro e, acontecida essa tragédia, ajuda com migalhas! Pirata imoral!
