Trabalho Escravo
Pela Constituição de 1824, os escravos não eram considerados brasileiros nem cidadãos; adiante, passaram a ser considerados brasileiros, quando aqui nascidos, mas nunca cidadãos. Nos amplos latifúndios, dispersava-se a classe dos servos, submetidos às condições feudais. Condições feudais que certa faixa da historiografia brasileira nega tenham existido aqui
A REPÚBLICA, pág. 14
"O escravo psicológico não suporta contemplar a liberdade ao seu redor, pois nela enxerga as responsabilidades que não teve coragem de assumir".
Meu caro Platão quem ta fora da caverna é tão escravo quanto quem ta dentro, a unica diferença é que alguns enxergam as correntes.
"A política de reparações pela escravidão consiste em fazer cidadãos que nunca tiveram escravos dar dinheiro a outros que nunca foram escravos."
"Nenhum escravo liberta outro escravo sem antes se libertar ou acessar a chave da liberdade primeiro".
Viramos escravos da busca pela felicidade e da ilusão de ser feliz
apenas com o destino e não com na jornada.
O desejo material é o combustível do capitalismo desenfreado, marionetes do sistema e escravos das próprias ambições, seres que vendem a própria alma em troca de ilusões.
Os escravos do débito e os reféns das facilidades e promoções; enquanto estas pobres almas se alimentam de sonhos e ilusões...os banqueiros enchem seus cofres !!!
DA PALAVRA FINAL NADA SEI
Da palavra final
nada sei.
Nunca me foi concedida.
Embora escravo,
embora rei.
Embora levantasse o dedo na hora dos apartes.
Embora levantasse o dedo timidamente
Do último banco da classe contraditória de viver.
Embora sôfrego, trôpego,
embora sofrido levantasse o dedo,
meu Deus, que esquivo andar sem graça
quando atravesso a sala cheia de gente.
A sala dos correios secretos
que os olhos conhecem, reconhecem,
sempre burlesco arlequim
por fora
e massacrado por dentro
e triturado
no mais triste cavaleiro da figura da palavra.
Chegar sem preconceitos,
cotidianos simulacros:
sonho menino.
Não mero esboço de um desenho inacabado de homem,
inadequado, por certo, na forma de chegar e falar
das coisas do mundo e de mim.
Mas chegar, achegar,
e saber que entre o tempo
o ser aflora.
E amanhece.
Debaixo do sonho
aninhado.
Dentro de um cesto
desfiado.
Deixai-me participar da mesa da verdade.
E aceitai minhas dúvidas e minha fragilidade
como dádiva dos deuses.
Pois era de uma época de escravo que tão bravo me criei perante eles,
Com pensamentos que criei volto ao tempo nos meios deles.
Pois no meio de carruagem de cavalo no embalo de tambor ,como dança de capoeira ,disfarçado cão pastor e morria a fugir é o destino tem que ir a buscar a definir a direção a seguir .
Capitão assim do mato, profissão tão severa, como criança há quem dera se morresse pelas as mãos dos escravos que tu lidera.
Coração desumano, fazendeiros errados planos com engano a si domar ,pelas cores da nação
Pelas cores azuis do mar o que devo apitar?
Se por lá nem estive e pouco vim passar ?
O que devo falar?
As crateras de barracos, no espanco de imagem, tanto sangue assim caiu, tantas sacas de café suas costas ó feriu, hoje libertado assim ficou ,veja hoje o que restou,a linguagem de um povo que estorvo se tornou ,pois escravo da miséria ate hoje assim eu sou.
A formosura de uma escrita estar no criar, viva criação o poeta inspira no que se vive no que sonha no que suponha em suas teorias, liderando o belo ser o criador o criou o poeta um ser sonhador .
Por Lapyerre – valorizando os detalhes ,valorizando um ponto em nosso
Cérebro .
🩸 PACTO BRUTAL
Tem irmão que não quer irmão.
Quer empregado. Quer escravo.
Quer mandar na tua vida como se fosse pai e mãe ao mesmo tempo.
Quer dizer com quem você pode ficar,
com quem você deve terminar,
onde você deve morar,
quanto pode ganhar,
e até o que pode sonhar.
Se você cresce, ele se incomoda.
Se você ama, ele critica.
Se você é feliz, ele se morde por dentro.
E tudo isso escondido atrás da frase:
“É pro seu bem.”
Mas não é.
É controle.
É inveja.
É olho grande disfarçado de cuidado.
Tem irmão que não suporta te ver livre,
porque ele mesmo vive preso.
E sabe o que ele mais quer?
Te ver de joelhos.
Obedecendo.
Sem brilho.
Sem vida própria.
Mas você não nasceu pra ser boneco de ninguém.
Muito menos da tua própria família.
Corta esse cordão.
Rompe esse pacto.
Se salva.
E se for preciso: some.
— Purificação
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