Tolerância
Pessoas difíceis nos estimulam a paciência,
a tolerância e o entendimento.
Devemos trazer mais empatia ao nosso dia a dia.
A religião só não é tolerada por se colocar como palmatória do mundo, mas a causa do caos estar nas imaginações, nas fantasias, nos dramas e nas queixas humanas, pela incapacidade de lidar com os próprios confrontos e conflitos de sua alma.
Fazer o que se pode, nem sempre é fazer o que se quer, e fazer o acessível às vezes é tolerar o indesejável
Quando esquecemos de usar os óculos para enxergar o caminho da tolerância fatalmente iremos tropeçar na calçada da injustiça
A tolerância nos faz enxergar que o intolerante não é alguém a ser combatido, mas um irmão a ser abraçado
A espiritualidade é a maior prova de que podemos conseguir o impossível com o que é tolerável e o improvável na medida do possível
Entre um trago e outro no beco, sob os olhares dos tolerantes, dos que acreditam que podem nos salvar, mas ignoram que sobre esses telhados travam-se batalhas apocalíptica; os projeteis sibilam na madrugada como um aviso, até que um ou outro corpo jaz inerte e ensanguentado. O mal está bem armado e equipado; fala suave, manso e sereno em nome da paz.
Sobre os telhados os espíritos vagueiam invisíveis e insaciáveis em busca de vítimas, mas a fumaça delineia seus vultos maquiavélicos arquitetando o mal.. Entre um trago e outro as luzes que pontilham a colina são referencias para os males de uma sociedade injusta. Durante todo dia a turba caminhava como uma manada de búfalos enlouquecida, mas até mesmo a loucura tem seus momentos de temor e lucidez; calaram diante de um batalhão seus gritos de ordem ou de desordem; na verdade são imbecis comandados por uma oposição sequiosa de poder. Pensam que fazem a história. Entre um trago e outro nos becos das favelas, a juventude definha nas suas alucinações; uma fuga louca de uma realidade cruel e implacável, o que não deixa de ser um sinal apocalíptico. A rapaziada “esperta” acende seus cachimbos, cheira seu pó, tem sua alucinação; os projeteis sibilam na madrugada, é uma troca de satisfação de lado à lado; tudo dentro da normalidade. É a normalidade; quem quer saber disso, o que importa é o poder.
“Enquanto a mansidão da tolerância aceita tudo passivamente, a estupidez ousada a todos atropela e aniquila, inclusive os mansos de coração.”
Nenhuma mulher pode tolerar qualquer tipo de agressão física de seu esposo ou companheiro, nunca; jamais. Se, por infelicidade, acontecer uma vez, que seja, definitivamente, a última.
TOLERÂNCIA
O discurso sobre tolerância tem-se tornado num negócio ao serviço de minorias intolerantes. A tolerância é condescendente e sabe que faz parte da diferença e ao reconhecer-se como tal assume uma atitude de apreciação e respeito perante a vida. Não perde, porém, a capacidade de discernir entre o bem e o mal!
TOLERÂNCIA
Tolerância, baseada na ignorância ou na desumanidade de não querer ver, não passa de intolerância camuflada ao serviço da autoafirmação desconexa.
Tolerância ou paciência?...
Bem, uma mente pensante e inteligente que reiteradamente se aquiesce, sempre lutará contra a sua própria intolerância; mas a manterá viva; é porque sabe que não conseguirá viver sem o confronto; aquilo que a anima e a afasta do abismo estéril do ócio"; é paradoxal; haja paciência. (Victor Antunes)
Ser tolerado, ser querido, ser amado, pontos cardeais de uma busca sem fim pela aceitação.
Por isso, antes de tudo, se tolerar, se querer e se amar, pois com fome do básico qualquer migalha parece pão.
