Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
"Uma pessoa que não tem controle de seus impulsos desordenados,na hora da raiva fica parecendo com um animal irracional atacando sua presa."
"As implicâncias de uma pessoa com a outra sem motivo algum,pode significar que querem chamar a atenção uma da outra. Quando não há dialogo entre ambas as partes para resolverem seus problemas,então procuram se esquivar dos verdadeiros sentimentos.Ao fugir da realidade procuram conviver com as implicâncias que tem um sentido especial nessa futura relação.
Se erro tu choras e me culpo
A cada falha uma nova cicatriz no teu pobre coração
Tristemente reconheço e peço que me desculpe
Como nuvens carregadas sobre caiem pensamentos tenebrosos
que fazem falar por emoção
E lá está eu errando de novo com quem só dá amor
Em meio a essa guerra de consertar quem sou, se desculpando por linhas inapagáveis
Você me afasta, se esquece e diz que vive desamor
Como isso seria verdade se meu coração diminuioo compasso só para bater á mesma sintonia que o teu?
Existe uma sabedoria em mim desenhada para uma vastidão de momentos cravejados no meu futuro, essa sede por viver cada momento me aquece o coração como combustível.
Não foi lavrada somente por história, foi moldada também nos silêncios e na escuta respeitosa ao meu soberano.
Existe uma sede por encontrar além das chegadas, os afetos, as partidas, os abraços.
Enquanto uns brindam com taças de vinho durante a Copa do Mundo, outros travam uma batalha pela própria sobrevivência entre os escombros da Venezuela.
Me olho no espelho e não me reconheço,
Me olho mais uma vez e simplesmente desapareço.
Quem é este que insiste em me olhar?
Pois não é o mesmo que outrora gostava de se pentear.
Olho no espelho e vejo o invisível,
Pois não tem expressão, está irreconhecível.
Se ponho um espelho de frente para o outro, vejo um túnel sem fim.
Tenho vontade de entrar no espelho, que Deus tenha misericórdia de mim.
UMA CARTA PARA A MORTE
Tenho medo de olhar em teus olhos, mas tenho vontade de sentir o teu beijo frio e o teu abraço gelado, me envolve com tua mortalha, me leva daqui, quero derramar minhas tristezas em teus braços. A vida me fez te desejar, sinto que nasci para morrer, parece que fui feito pra você, quero ir ao mais profundo do abissal, onde ninguém possa me encontrar. Deixa eu lavar tua veste com minhas lágrimas, canta pra mim uma música triste, então deitarei em teu colo e dormirei e não mais acordarei.
Autor: Raone Fonseca
Me sinto tão longe dos meus sonhos, dos meus planos, é como se de uma hora pra outra eu me visse diante de um penhasco, só, sem rumo.
Alguém que é digno do seu amor nunca o colocará em uma situação em que você sinta que tem que sacrificar sua dignidade, honestidade ou autoestima para estar com eles.
AO DIVINO ASSASSINO
Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha
Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível
que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.
Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.
Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida
e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada
à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral
e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade
com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–
pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,
as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,
sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa
de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi
solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio
aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão
concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,
mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for
aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.
A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,
Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,
quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,
à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos
Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?
Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai
contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?
Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse
teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor
que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos
que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;
Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro
pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz
ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?
Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude
imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte
como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira
e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,
mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,
a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,
intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–
mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,
no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,
metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão
de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,
se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha
enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,
enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que
amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,
mata, Senhor, que a morte não faz mal!
Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.
Ultimamente fiz uma pequena descoberta, descobri que tentar encontrar a resposta pras nossas maiores questões existenciais é como entrar na auto estrada em contra mão, mais depressa levamos com o que não queremos do que chegamos a saída que procuramos.
Querer saber quem somos ou porque existimos... Só nos traz mais dúvidas e questões. Acho que o segredo é mesmo aceitarmos quem somos, sem questões. Apesar de a partir desse momento, passarmos a ter que lidar com um estranho que vive em nós.
É que na realidade, pensava que o facto de estar sozinho, se devia a uma anormalidade minha.
Afinal é apenas a minha maior e mais importante arma ou atributo.
Eu estou sozinho porque ,até encontrar alguém que ouça e Sintonize a mesma frequência, tenho a capacidade de rejeitar as outras e não as deixar mudar de posto emissor no meu próprio rádio.
A ingratidão é filha de uma alma pequena e mãe de todas as rupturas indignas: primeiro, porque não reconhece o que recebeu sem merecer; depois, porque renega sem vergonha o bem que se lhe fez.
Odisseia Terrestre e Sagrada
Minha odisseia é terrestre e sagrada.
Sou apenas uma pequena entre as Evas,
aprendendo a florescer
meu próprio jardim.
Recolho do barro
a parte de mim
que o tempo julgou indigna.
Sob as unhas,
a terra guarda
a divindade.
Toda flor
nasce depois
de uma longa conversa
entre a raiz e a escuridão.
Não temo o inverno.
Se trago cicatrizes,
que sejam sulcos.
É neles
que a primavera
encontra morada.
Carina Gameiro
A quantidade de tempo que uma pessoa tem para desempenhar uma tarefa é o tempo que será utilizado para completar a tarefa.
Houve uma garota em minha vida. Certamente, eu não ocupei a vida dela da mesma forma que ela ocupou a minha.
Ela era especialmente bonita. Tinha um sorriso pleno e uma convicção admirável, mas, ao mesmo tempo, carregava uma doçura e uma fragilidade que a tornavam única. Era diferente de tudo o que eu já havia conhecido. Não era daquelas pessoas que atraem todos os olhares ao entrar em um lugar, mas possuía algo raro: era inesquecível para quem realmente a percebia.
Hoje, imagino que tenha uma vida feliz. Faz tanto tempo que não a vejo ou tenho notícias dela que já não saberia dizer quem ela se tornou. Talvez a última vez que nos encontramos já tenha acontecido sem que eu soubesse. Talvez ela nem se lembre mais de mim.
E tudo bem.
Pode ser que ela nunca saiba o quanto marcou a minha vida. Pode ser que jamais descubra que algumas pessoas permanecem conosco muito depois de terem partido.
Ainda assim, gosto de pensar nela de vez em quando.
Espero que esteja feliz. Espero que a vida tenha sido gentil com ela. Espero que o sorriso que carregava continue iluminando os dias de quem tem a sorte de vê-lo.
Garota, onde quer que você esteja, desejo que encontre o mesmo amor que um dia despertou em mim.
E, se já o encontrou, desejo que ele jamais a abandone.
INCERTA
Queria tanto um dia sentar numa mesa com você, jogar conversa fora, tomar uma cerveja ou o que você gostar, sem hora, nem compromissos, sorrir, falar... de amor, de tudo ou do quê for... Olhar profundamente em seus olhos, enxegar a tua alma, a tua beleza, ver o teu sorriso e a tua calma... Será isso uma coisa incerta? Sim! Eu bem sei! Isso não passa das vontades de um Poeta, que só queria, isso, não passa de poesia...
Não existe uma receita para a felicidade.
Os ingredientes para sermos felizes são escolhidos por nós.
São ingredientes simples, estão ao nosso dispor.
Basta saber usá-los.
Não inveje a felicidade alheia.
A inveja nunca deixa ninguém ser
feliz.
Elabore sua própria receita e seja feliz a sua maneira.
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