Todo Amor Precisa ser Alimentado
Mãe Mwila
Pé que dança na terra,
Reza a história que tem para contar.
Mãe Mwila, mulher ancestral,
Do seu coração, faz o teu vibrar.
Pelo som de quem cumpre a missão,
De dar tudo daquilo de quem não têm,
Alma tua vibra com a sua,
- espíritos que entretanto se fundem -
Pelo impulso de um abraço materno,
De quem toma o AMOR,
Venha ele donde vier,
Por sua mãe.
Um dia serei algo
Nem que seja um derrotado
Um homem sozinho, isolado
Astuto, instável, inconsolado
Fora de si, louco, transtornado
Um verdadeiro desgraçado
Um dia serei algo
Nem que seja um defunto
Ou ainda um conjunto:
terra, lama, pó, rejunto.
As vezes eu até pergunto:
serei eu um consunto?
Um dia serei algo
Há quem diga um mineral
Absorvido por um animal
Internamente, parte visceral
Terei um destino cru e fecal
Serei um efeito colateral
Um dia serei algo
Nem que seja uma memória
Talvez eu entre para história
Triunfarei com a minha glória
Ou apenas, terei uma vida ilusória
Um fracasso, azarado, sem vitória
Um dia serei algo
Nem que seja um sonhador
Um memorável doutor,
Um senhor sem pudor
Ou apenas um desfavor
Para uma vida sem amor
Um dia serei algo
Nem que seja um destroçado
Há quem diga um milionário
Um grandioso empresário
Ou apenas um esfomeado
Em uma rua, desolado
Um dia serei algo
Nem que seja amigaço
Um super-man, homem de aço
Um beberrão, um bagaço.
Ou quem sabe Pablo Picasso
Ou apenas um palhaço
Um dia serei algo
Nem que seja um velho instável
Há quem diga um ditador inigualável
Populista, com caráter formidável
Ou apenas, um pobre velho deserdado
Sem afeto, simplesmente, abandonado.
Um dia serei algo
E assim, com caráter ferrenho
Com esforço, confiança e empenho
Digo a única certeza que tenho:
É que um dia serei algo.
DESSE SENTIDO
Ser mãe é nascer de novo sem morrer, é sorrir com os olhos cansados, é ser o lar mesmo sem paredes, é amar sem medida e entender que o sentido da vida cabe inteiro no colo.
A doçura e a felicidade de poder dar um presente especial a quem mereça ou ainda poderá merecer ou nunca merecerá, é sempre infinitamente maior e plenamente dadivosa que a finita, previsível possibilidade de se ter, dar e ganhar de si mesmo.Se a maioria das pessoas entendessem o que à "Lei do Retorno" teríamos mais pessoas felizes pois a resposta não vem, não retorna e nem funciona propriamente dita com o que damos e com quem ofertamos o melhor de nos com amor.Se soubessem que a Lei é muito mais uma contínua corrente intermitente, um intercalar de carinhos e mimos que vão e vem, que rejubila geralmente a quem menos tem, pra dar do que aquele que sempre teve toda a possibilidade de oferecer. Mas não são moedas de trocas, permutas de favores, são docilidades humanas pelos caminhos do breve sorriso e um pouquinho de expressão de alegria e serenidade, completa com jeitinho o tudo mais que nem sempre temos para melhor oferecer.Mas tudo Isto já fortalece e vivifica o que é realmente ter,ser, entender e viver.
A gravidade do nosso pecado e de toda perversa impensada e não misericordiosa ação, perante a um semelhante, está sempre ligada a grandeza e a gravidade na proporcional dificuldade ou facilidade que temos de nos gerarmos de forma eficaz e definitiva um arrependimento e um auto-perdão. De certo só nos assustam mesmo os fantasmas e erros que ainda permanecem vivos, não resolvidos e sem aceitação.
Como seria bom se eu permanece se hoje como ainda eu era ontem.Já sinto uma forte saudade de como eu era e do pouco menos que sabia e entendia. Muitas das vezes passar a saber à verdade torna nossa convivência e nosso comprometimento mais difícil. Como entendo hoje o significado exato e doce do amor, dos sonhos e do silêncio dos inocentes. O relógio não caminha no sentido anti-horário logo já será amanhã.
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
Parece-me justo e muito importante darmos um pouco de doces carinhos para todos nossos irmãos de existência pelo tanto que recebemos de docilidades da vida desde que nascemos.
A fantasia comedida, a luxuria da novidade, o inesperado e a ilusão consentida são atmosferas imprescindíveis para iniciar a chama incandescente no vulcão do prazer.
Não sei se conseguirei por completo mas tenho a máxima certeza do exato trabalho que vim aqui neste mundo para fazer.
Feliz por que a vida em plenitude nos oferta a verdadeira capacidade da justa revanche. Toda vez quando temos a oportunidade de intensamente pela lei do retorno dar em abundancia, o pouco que não tivemos, que não nos foi dado, foi omitido, sem o minimo direito permitido de ter, nem em migalhas. Em resposta por revanche, ofertamos bem mais, maior e melhor que sonhávamos um dia receber.
Na educação infantil integral da nova pedagogia para o século XXI toda criança ri e chora pela alegria e pela tristeza que passa a fazer parte de seu mundo pois a insensibilidade matemática só faz parte da robotização tecnológica.
Só existe relação afetiva e amorosa promissora e duradoura quando ambas as partes tem o outro como prioridade.
Tudo é uma grande caminhada de encontros e desencontros. O melhor dos encontros, desta jornada aparece do novo e sempre reserva nos novas conversas, com palavras nunca ditas e caminhos a serem descobertos, re-inventados a dois dentro de nos mesmo.
