Tocar tua Alma
MESA DE BAR
A noite é fria... Lá fora a chuva incessante
Lembra tua ausência que chega a todo instante...
O seresteiro indiferente à minha dor,
Solfeja notas de saudades em langor!
A canção me diz de cabelos anelados,
Longos cachos de fios negro – prateados,
A lembrar teu rosto amado, teu corpo esguio...
Versos de queixumes, lamentos entoados,
Que dentro d! alma ressoam em tons magoados,
E então me perco num olhar distante e frio...
As mãos do artista deslizam ágeis, ardentes
E ao som do piano ando em voos transcendentes...
Na febre dos desejos e da insanidade,
Vejo-me longe, fora da realidade...
Onde estás? Que fazes doce criança?
Meu alento! Derradeira esperança!
Ah! Sorte madrasta... Incauta solidão!
Pobre vate: Inunda de dor a face ingrata,
Tal qual a chuva lá fora, caindo em prata,
Inunda de lágrimas a negra imensidão!
Podem te apontar, te humilhar, te julgar, até mesmo te condenar. Mas quem pode dar a tua sentença é o único que realmente tem todo o poder nos céus e na terra.
Mostrando para aqueles que te rodeiam a verdadeira justiça e o que você espera alcançar.
Deus é e sempre será o dono da única palavra que poderá ou não se assim for da vontade dEle mudar a sua vida; reescrevendo toda a sua história.
Uma das coisas mais significativas dessa tua partida foi que enquanto eu me perguntava sobre a ausência de uma última despedida, como sempre me preocupava boca vestida. A falta daquelas palavras que deixam a alma despida era o que por muito tempo me prendia. Era filme que se repetia, acho que já era tricologia sem expectativa.
Já passava da quinta hora de um novo dia e eu envolto em uma conversa amiga, daquelas descontraídas e regadas a doses de palavras honestas, mesmo que ardidas. Parecia tequila, talvez fosse tequila. Esse velho amigo me alertou um detalhe clássico do roteiro interpretado. - Qual seria o problema daquela partida sem conversa estabelecida? Completou afirmando: Talvez fique para outra quinta ou outra vida. Eu via clareza no que eu dizia.
Passei tanto tempo focando no roteiro e do outro e pelo meu fiz pouco. Isso não era de esboço pronto, era passo após o outro e sim com esforço.
Aos poucos me liberei das trevas da tal última conversa e rumei feito caravela a superação daquelas curvas tão belas.
Tua Presença
sinto a tua presença tão dentro do meu ser, que quando quero lembrar-te, fecho os olhos pra te ver.
sem te ver eu fico louco, e nisso vai o meu tormento, não basta todas as vezes que te vejo em pensamento.
O mal se revolta ante a tua paz, enquanto quem o revida se estagna no mesmo pântano escuro e fétido o acompanhando na intenção da busca por vingança. Perdoa-o em tua paz, pois quem responde mal a ofensa recebida não se liberta da ofensa.
Não confunda velhice com idade. Velha é a tua opinião barata e preconceituosa, que se sente com competência para julgar uma alma jovem pelo simples fato dessa habitar um corpo com marcas da passagem do tempo.
Arruma o teu coração da mesma forma que arruma tua casa..
Não a deixe bagunçada, não a deixe desorganizada ... teu coração é teu lar, tua morada..teu refúgio...
Não despreze aquele que está começando. Sempre estenda a tua mão. Porque é do pequeno que nasce o "gigante", com toda força de subida.
Ainda que tu foste meu sol.
A tua luz não deslumbraria mais meu universo!
Há quanto tempo a luz da tua glória já não brilha em meu céu? Ou mesmo que consiga ofuscar meus olhos com tua mais vivida luz, já é tarde demais... Meu corpo celeste já não pertence a tua rotação!
Agora, somos corpos alados, tão, tão distantes, que meu universo se perdeu e a tua luz se tornou um quasar.
Lá vem o passado surgindo em terríveis imagens tortas! Lá vem! Batendo apressadamente em tua porta Em uma noite escura e feia... A trazer-te novamente o momento sombrio à mesa da solitária ceia - Como se estivesse a saborear um corpo que jaz, ferido e frio, nas ruínas eternas de um velho segredo! Lá vem o passado e seus fantasmas para lhe trazer tormentos e medo! Lá vem o passado brincando com o teu futuro enquanto em tua pertubada mente ele vagueia. Lá vem ele jogando à tona tudo o que um dia você deixou escondido lá do outro lado do muro. Lá vem! Lá vem o passado a visitar o leito do doente, os desejos de um jovem sonhador, bebendo insaciávelmente o nectar escarlate de uma moça inocentemente, aqueles que fizeram estranhas coisas por amor... Lá vem os fantasmas do passado assombrando pensamentos, trazendo arrependimentos, horror, medo de viver... Lá vem! Lá vem o passado rindo daquele que não consegue mais lutar, mas não quer morrer! Os fantasmas do passado aparecem repentinamente em um pequeno instante de incerteza, onde certas coisas pareciam esquecidas. Lá vem os fantasmas do passado apagando qualquer esperança e trazendo terror por entre sombras desconhecidas. O teu passado - mórbidas lembranças - É a fonte maior de todos os teus sofrimentos nesta vida!...
Força do pensar
Águia estranha, o que te guia?
Sem o intervalo da despedida
Tua nova presa finda ao acordar
Se tu falas ao vento tua lida
Se estala a sorte que te movia
Tornas o que se passa a amedrontar
Mas se tu ages, porém, na surdina
Sem alardes e sem serpentina
Com a graça do silêncio a observar
Tu atrais a vitória sobre uma vida
Pois a força que, então, te guia
É o irremediável poder do pensar
Esse instante intenso de vontade
De delírio, sorte e intimidade
De encontro do nosso rio com nosso mar
É esse tempo que na luz se abate
Que na medição não possui metragem
Que atrai o que estamos a vibrar
Penso tenso, denso lenço
Escorre a lágrima da saudade
O que me tinhas era vaidade
O que me vens é o pe(n)sar.
Haverá lutas perdidas, rios de lágrimas, mas ainda assim, abrace a tua história e não a descartes. Usá-la como almofada para descansar a alma, tranquilizar o espírito, espalhar os ressentimentos que possam advir de tais perdas, e não te esqueças de ser feliz.
Quando eu deixar de ouvir tua voz
Os gritos do silêncio perturbando meu ser...
A tua voz ecoa na minha mente silenciosa...
Tantos anos junto a você, em um só coração...
Acordando com sua voz cheia de amor...
Hoje vivo o silêncio da minha solidão...
Procuro teus beijos e abraços no escuro do silêncio...
Onde está a voz do meu doce amor...
Preciso ouvir tua voz
Tua voz acalma a minha alma e meu coração...
Uma voz inconfundível...
Igual a favos do puro mel...
Hoje procuro por você em meu coração...
E lá no fundo eu te encontro...
Lá tua voz é nítida e límpida...
Só assim te encontro nesse triste desencontro...
Onde o destino separou você de mim...
Quando eu deixar de ouvir tua voz...
Estarei ao seu lado de corpo e alma...
Assim terminarei meu sofrer...
E encontrarei você em sonhos ou realidades de um viver...
Meire Perola Santos ©
O teu ressentimento pelos justos e a tua carícia pelos perversos podem ter consequências fatais para os teus semelhantes, mas nenhuma criatura sai deste habitat sujeita à lei do carma, este ato consciente que te permitirá experimentar os mais "amargos dos pratos".
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