Tiago de Melo Poesia
Abelardo Luz
São dois os teus laços
originários na História
que serão honrados
na minha memória.
Foi Passo das Flores
e Velho Chapecó,
Não há como ali
se sentir na vida só,
E sem querer o melhor.
Todos se unem
na Querência Farroupilha,
no Poncho Verde
e no Lenço Branco,
Só de lembrar
o peito fica cantando.
Minha Abelardo Luz
que a tua gruta seduz
por detrás do véu
branco que abrigou
mais de cem soldados
da Revolução Federalista,
Eu te amo mais a cada dia.
Nos carinhos de seda
decidimos preservar
no ônix a intimidade,
Para cada dia mais
vivenciar a liberdade
do mais lindo amor.
Agronômica
Da Agronômica romântica
recordo que da pastagem
que os ancestrais levavam
os animais se fez a primícia
da História e do nome.
Da Agronômica romântica
pelos imigrantes erguida
do pasto, da lavoura e da fábrica
é de Nossa Senhora de Caravaggio
a terra abençoada e escolhida.
Da Agronômica romântica
onde foram os destinos
de Rodeio e de Rio dos Cedros
entrecruzados e escritos
nas estrelas estão meus versos.
Da Agronômica romântica
erguida o meu coração
se transforma em poesia
de gaita melodiosa do cair
da noite até o raiar do novo dia.
Água Doce
A energia dos ventos
dos Campos de Palmas
me levam por um instante
a bravura da tua memória
inscrita no vale verdejante.
De Entradas e Bandeiras
e dos teus heróis anônimos
da Guerra do Contestado,
À Água doce eu devoto
mais de um poema apaixonado.
Do dia que se ergue
e da noite que se eleva
deste Meio Oeste a gentileza
da tua amável gente
o coração jamais se esquece.
Ouvindo o som da jiricada
por ora lembrei da primeira
picada aberta na mata
pela heróica mão pioneira.
Alto Bela Vista nasceu
de amor à primeira vista
de quem veio de longe
para construir a vida.
Um amor tão lindo
quanto o beijo do riacho,
Uma beleza que abriga
no Vale do Contestado
um carinhoso abraço,
lavoura e toda a poesia.
Alto da Bela Vista és filha
das três quedas d'água
do Rio Velho Vicente,
linda História que nunca
se fez distante e ausente.
Só sei que na travessia
desta vida só sei que
sou ponte e encontro
onde os rios Pelotas
e Peixe se reencontram,
e as matas sempre festejam.
Anchieta
Do Extremo Oeste
a esperança italiana
ternura semeou o lar
e é toda a herança.
Anchieta uma jóia
nomeada na missa
e trecho da rota
dos Cânions erguida.
Peguei o meu balão
e lá fui passear,
No Rio Araçá
eu fui mergulhar.
Anchieta querida,
a tua beleza brinda
os olhos da gente
e dá ânimo na vida.
Anita Garibaldi
Olhei para a copa
de uma araucária
e lembrei que fostes
Rincão dos Baguais,
Há tanto tempo faz
por todas auroras
amorosas que meu
peito te ama todos
os dias ainda mais.
Passaram tropas,
a tua memória
nunca se apagou,
Tua gente carinhosa
o futuro abraçou.
Imigrantes italianos
e alemães ergueram
com força do campo
uma cidade bonita,
Não é a toa que tens
o nome de heroína.
Há muito o quê fazer
na Cachoeira do Taimbé,
na Gruta de Nossa
Senhora de Lourdes
onde o povo sempre
busca aumentar a fé,
E na Trilha Geremia,
nos teus lagos e
na Usina Velha valem
cada passeio da alegria.
Anita Garibaldi és
da nossa heroína
a fiel seguidora
que honra sempre
a primeira professora,
e aos olhos brinda
com a tua paisagem sedutora.
Verei teu sorriso doce
como caldo de cana,
Os ventos do Oeste
me levarão para este
coração que me ama.
Serei a tua prenda
amada rodopiando
no Passo dos Tropeiros,
Bom Jesus, meu querido,
adoro o teu povo amigo!
Irei em dia de feijoada
encontrar contigo
e com os nossos amigos,
Temos orgulho da História
feita da glória do campo
que ergueu a cidade que amo.
Bom Jesus, minha cidade fiel,
foste rota de muitos fiéis
que rezavam e sonhavam
o melhor para o Brasil,
Hoje continua a luta na vida
e faz festa ao Padroeiro gentil.
Herdeiros do Contestado
não negamos o passado,
Por isso somos unidos
num só coração apaixonado,
E sob a bênção mística
do Monge João Maria.
Bom Jesus da minha alegria,
por você sempre cruzarei
mares, céus e estradas
em busca desta cidade
generosa cheia de energia.
O cretone do destino
foi nos unindo fio a fio
nesta imensidão azul,
Vamos juntos celebrar
num distante paraíso
onde somente dois
cabem num mar imenso
e brilhante tal qual
a água-marinha lapidada
na jóia mais fina .
Vitor Meireles
Vitor Meireles é o teu nome,
mas quem te pintou com
atlânticas cores foi Deus,
Terra da minha gente linda
da Reserva Duque de Caxias,
e da minha gente imigrante
que veio fazer do Brasil
um país ainda mais gigante.
Vitor Meireles, preciosa,
teu nome era Forçação
onde os Rios Faxinal
e Palmitos se encontram
ali nasceu a nossa
História de amor e paixão,
tens em ti a reserva poética
que mais me fascina
as araucárias que sempre
fazem parte da minha vida.
Vitor Meireles é o meu amor,
com tudo o quê abriga
e a força desta gente que ergueu
uma cidade com alma bonita,
a cada verso e o baile
da Mata Atlântica poética
só aumenta a cada dia
a minha fascinação por esta terra.
Bom Jesus do Oeste
Bom Jesus do Oeste,
nasceste Linha Gaúcha
e o teu nome consagra
a quem se deve
toda a mais grata prece.
Bom Jesus do Oeste
tu és filha gentil dos caboclos,
e desta História todos
admiram, a gente reconhece
e virou o destino de povos.
Bom Jesus do Oeste,
tu és reconhecida pelas tuas
matas, cachoeiras e belezas,
e deste caminho de ternuras
o meu coração está entregue.
Bom Jesus do Oeste
amo a tua gente amável,
vou onde o vento do Oeste
a araucária ainda venera,
és fortuna brasileira e poética.
Guabiruba Poética
Eu te amo do pé
até o topo do Mirante,
e no Morro São José
onde o Sol te beija
como um diamante.
Tu és amada por mim
com vasos nas mãos,
com teus sabores postos
na mesa e com teu povo
que é a tua maior riqueza.
Eu te amo com toda
a tua História raiz
e imigrante europeia,
És a Guabiruba poética.
Tu ergueste cidade e memória
com teus bravos filhos
originários, alemães,
italianos, poloneses e austríacos,
e fez-se assim muito brasileira.
Eu te amo com as linhas
da vida entrelaçadas
com a querida Brusque,
por todas as jóias têxteis
que tu na vida fizestes.
És a Guabiruba poética,
e assim te amo por tudo
o quê fostes, és e ainda será,
no meu coração tu és o quê
demais precioso sempre existirá.
Por ela sou
lágrimas,
desespero
e agarramento
pelas patas,
garras, cantos
terras,
correntezas
das águas
e no mais
alto dos
mil céus;
ela existe
por todo
o lugar,
e até mesmo
nas brumas
das cavernas
e profundezas.
Por ela sou
desconforto,
inquietação
e tormento
pelas peles,
faros, plumas,
asas, ossos,
barbatanas,
ruídos, sons,
escamas,
e pegadas;
ela existe,
deixa rastros,
é só observar.
Por ela sou
altiva, grito,
e assumo
que sempre
tento pelos
caules, folhas,
troncos,
sementes,
frutos,
espinhos,
pedras
fósseis
e areias,
há muito
mais Pátria
do que
te ensinaram,
e muitos
imaginam:
é nelas
que estão
a mística
do Estado
e tua vida.
Por ela sou
aquilo que
você ignora,
e mesmo
resistindo
me atormento.
Soberania
não se
negocia,
não se
flexibiliza,
não se
anistia,
não se
usa de
enfeite,
e tampouco
de amuleto,
e não se
coloca
em degredo,
e não se
desperdiça
nem em
cumprimento.
Balneário Barra do Sul, relicário
Balneário Barra do Sul,
meu precioso relicário,
Te levo no meu peito
sacrário em no segredo
pintado de azul sagrado.
Rodeio Poemário do Vale
Tu és o meu poemário
perfeito que levo
em mim o tempo todo,
Rodeio poemário do Vale
és o meu recanto de paz,
de aconchego e de liberdade.
Ascurra Poema
Erguida como homenagem
para uma glória patriótica,
És filha de povo de pé
que não teme tempestades,
És cidade poema de métrica
perfeita e de sabores
bem postos rimando na mesa,
Ascurra poema és cheia
de beleza que com teu amor
todos os dias me captura
para ti como doce sentença.
No alto a serra,
o passado
não querem
que a encerra.
Temem a liberta
porque cedo ou
tarde o poder
irá escapulir
das mãos
de quem pensa
que a governa.
Na ponta da
lança ela está
sofrendo todo
o tipo de cruel
perseguição,
e suportando
muito além
da rendição;
e clamando
com canto
e poética
para evoluir
a consciência
em convivência.
Os heróis
de Palmares
me concedam
a clemência
porque se é para
ser quilombo,
e resistência,
vou até a última
consequência.
Porque eu que
vivo escapando
todos os dias
das prisões
e fazendo
revoluções,
prefiro muito
estar mais sob
a proteção
memória
e honra
de Dandara.
Uma vergonha
Que na vida
Não passarei:
É a de prestar
Continência
À bandeira
Do Império
Porque nasci
Descalça,
Brasileira
E ao poder
Não me
Agarrarei,
Na minha
Áurea tenho
O hemisfério.
Não repito
Lema do
Passado,
Não aplaudo
Quem entoa
Tão pesado
Fardo exaurido:
'Brasil ame-o
ou deixei-o',
Na minha
Alma tenho
O indígeno
E o mistério.
No meu peito
Está escrito
Com o brilho
Das estrelas
Do céu da Pátria,
Com o verde
Das matas,
Com o amarelo
Das nossas
Riquezas,
E com o
Amazônico
Azul do mar
Que com toda
A mística
Consigno:
Brasil ame-o
ou ame-o.
Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.
Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.
No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.
Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.
Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.
Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.
Cedo conheci
a dureza da
vida no início
do decolar da
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades
para prevenir
dos abismos
do destino que
são cavados
pelas leis.
Para um povo
em transe
entender
os segundos
faltantes
para combater
o fascismo
não seriam
o bastante
para o povo
voluntariamente
ensurdecido.
Podem vir mil
solos de guitarra
que não serão
suficientes,
Resistência
é um caminho
que abre a
vida inteira.
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