Tiago de Melo Poesia
Tenho nas veias as correntes
oceânicas que me conduzem
para as Ilhas de Barlavento
e para as Ilhas de Sotavento.
Na minha embarcação levo
a doçura da palavra que
é combustível para além
das Antilhas dar voltas ao mundo.
Conhece os meus sinais
melhor do que ninguém,
temos tudo para ir muito além.
Que o teu fascínio pertence
somente a mim e a mais ninguém,
o inevitável acena fortemente.
As correntes me levam
ao encontro onde o destino
e o possível se encontram
nas Ilhas Virgens Americanas.
Onde o belo Ginger Thomas
floresce perene, infinito
empresta cura e sombra:
quero me encontrar contigo.
Com o teu olhar paradisíaco
quero enxergar a beleza
que veremos pelo caminho.
O nosso mundo viverá
pela crença de que
o amor é tudo, e assim será.
A ventania oceânica tece
um fino tapete branco com
as flores do White Cedar
só para o meu amor passar.
Nas Ilhas Virgens Britânicas
será uma festa quando
o meu amor por chegar
e por aqui comigo ficar.
Espalharemos romance e folia
por todo o lugar e poesia
escreveremos na beira do mar.
O presente e o futuro nos
encontrará no mesmo lugar
o melhor do oceano de amar.
O meu poema é bem
superior a mim,
Ele é canoeiro e cantador
das tradições do meu país,
Enquanto ele lembrar
e fizer mais poetas
para ajudar quem
lembre delas,
Seremos sempre
uma terra de gente feliz.
...
Está fazendo
muito calor,
Não vejo a hora
do frio chegar
para preparar
Canjica só
para agradar
o meu bonito amor.
...
De longe vejo
a Dança do Canjerê,
Tem gente
que não me vê,
Oxalá tudo sabe
e tudo Ele vê.
...
Pagar promessa
em Canindé,
Talvez de Jegue
ou até mesmo a pé.
...
Canjica da morte
servida a meia-noite
para a vigília de quem
guardar o falecido,
Tradição talvez
esquecida em alguma
cidadezinha do Paraná,
Com amendoim era
solenemente perfeita,
Uma recordação
para a toda a vida.
...
Toco Cangá como
quem toca as tradições
para tocar a alma
sem ofender a ninguém,
Amar a terra que nasceu
ou escolheu para viver
é querer multiplicar o bem,
Porque se minha tradição
não ofende a ninguém que mal tem?
#poesiabrasileira
Nas Pequenas Antilhas
se permitir congregar
com as belezas por todo
o lugar e se entregar.
Por La Désirade na beira
do mar ver a Lua surgir
e o Sol com esplendor raiar,
e deste mundo desligar.
Só terá realmente graça
se for pelo andor de ser
pelo seu amor acompanhada.
Se não for assim deste jeito
não terei interesse em mais nada,
porque só contigo estarei amainada.
Rose e Marguerite na mão,
com muita fé no coração,
Cantando as canções
tradicionais de Santa Lucia.
Assim nasci toda feita
das correntes das Antilhas,
E faço festa para os meus
e também para os seus dias.
Tu és a minha inspiração,
tornei-me a sua alegria,
um passo por vez e poesia.
Nascemos para ser sabor
e não deixar nada faltar sempre
que o assunto for o nosso amor.
12/10
Nem todos são
obrigados a saber de tudo,
Em tempos de Internet
e fora dela também,
Quem se expressa tem
o dever de explicar tudo
para o entendimento profundo.
O meu coração que
não é nenhum pouco
santo não resiste
ao som de um Adarrum,
Tocando dentro como
o trovão toca o céu,
Vou dançando pedindo
a bênção do destino
para pôr no meu caminho
a indicação que mostre
como seguir contigo.
Fiz Ado temperado
com Azeite-de-dendê só
para te deixar gamado,
Depois disso não irá querer
nem olhar para o lado.
Colher folhas de Buriti
para Adjuloná por aqui,
Porque sou apaixonada
por desde o instante que te vi.
Adjá para convidar
e sinos de outros
credos igualmente
para ver se consegue
a atenção do mundo
para pedir a paz nem
que seja por um segundo.
Ado-Chu no alto da cabeça determina o religioso destino
para quem quer servir em plenitude,
Aquele salve em forma de poema
a quem se dedica sem vicissitude.
(O Santo é forte, e ele vem!)
Adubalê como dever
deve ser feito com amor
por quem se dedica a crer,
Algo muito parecido
acontece com o meu coração
sempre reverencia você.
(Amor de devoção).
Se silencia
o peito fica
tipo Adufe
disparado,
Em segredo
sei que me ama,
e está deixando
o meu peito
todo envolvido,
Não sei, não é
de hoje que te sinto.
Olhar como o tempo está,
colher frutas para adoçar,
Lidar com as expectativas
e não deixar o melhor perder.
Ouvir Tucano-bico-de-quilha,
levar frutas para ele e os outros,
Reviver para alma os tesouros
e não permitir-se desanimar.
Desafiar cada desafio com altivez,
e buscar para que brilhe a sua vez:
Não deixar nada te desanimar.
Sem deixar de lado a sensatez,
nas asas de Bill Bird se você inspirar
e si próprio com alegria cultivar.
Nesta nossa Terra
Afonjá não quer
ver o Deus da Guerra
alheia por aqui dançar,
Não duvide e não
tente o desafiar.
Vibram em mim
os mais profundos
autos e reisados,
Trago nas duas mãos
para os enamorados
poemas apaixonados
para que venham ficar
ainda mais ligados.
Busco ser direta e simples
para falar ao coração,
Se não me fizer entendida
não vale continuar
tentando ser poeta não,
Tem mais valor
do que a poesia é alcançar
a própria compreensão,
Por isso vou te arrastar
no ritmo de Fandango Nortista
para quem sabe ver
na sua companhia a Marujada,
e mostrar que sou eu a sua amada.
Rejeito o Deus da Guerra
insinuar a sua dança
seja na minha Terra,
no meu continente
ou em outro lugar
para tirar a paz da gente.
(Poema anti-guerra)
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