Textos Vc Nao foi Homem pra Mim
MENTIRA
Acreditei em ti, poética, no emocional
Verso, foi assim, que me vi com ilusão
Cevando dentro de mim algo especial
O amor singelo e ledo, na composição
Pensei ter alcançado então, um final
Enredo, cheio de alegria, de emoção
Tão desejado, e, tão transcendental
Num soneto com sentido e sensação
Tudo em vão, mentiste, burlou tudo
Disfarçou cada detalhe do conteúdo
Deixando túrbido poetizar que delira
Ah! a ode de paixão que tanto ansiei
E o sentimento que contigo poetizei
Acabou, afinal, sendo uma mentira!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08 maio, 2024, 13’18” – Araguari, MG
Poema Infantil
O Cavalo Caramelo.
Félix di Láscio.
Um cavalo
Foi resgatado,
Tinha a mão branca
E era manca.
O Cavalo Caramelo
Viveu o tempo,
Sem chinelo.
Divido as chuvas
Muitas pessoas
Ficaram desabrigadas,
Essa é parte malvada.
Coitado!
O Cavalo Caramelo
Passou horas
No telhado .
A pequena República que nasceu canhota, para se tornar leviana foi assassina e fez batota.
Vendeu a vida de milhares aos Bretões, e com dores de crescimento tornou-se autoritária por dois tostões.
Depois de exausta pôs o cravo ao peito para libertar, tornou-se ilusionista e começou a escamotear.
Nos tempos que correm continua latrinária com ar de asseada, usa água-de-colónia para não cheirar a depravada.
e quando se ve, aquilo que voce mais amou a uns anos atraz foi embora
e voce conseguiu suportar a dor
mas eu ainda me pego lendo as mensagens e esperando que algum dia voce volte
porque eu sinto sua falta
parece ridiculo mas voce me pegou no pior momento
e na realidade
quem foi truxa foi eu
quem mandou mensagem foi eu
quem se preocupou foi eu
quem pensava todos os dias sobre nos era eu
tudo eu
voce nunca foi um se humano o suficiente para fazer as coisas basicas
se nao me amava era so me dizer
nao deveria ter prazer em ver a angustia dos outros
porque eu so queria amar
ms voce me fez odiar o amor
se nao sabia amar era so sair
a porta estva aperta
e voce sempre soube onde ficavam as chaves
Retrospectiva
Foi você, meu grande amor
Desses que congela, e ao mesmo tempo
queima de calor.
Me dei tanto para você, que restou muito pouco para mim
Por esse amor enorme que viveu em mim.
Só um grande sentimento nos deixa perdidos
quando termina, comigo foi assim.
Demorei para me encontrar, me trazer de volta para mim.
Se em um desses acasos, nos encontrar, não vai mais ver
o mesmo brilho em meu olhar. o tempo magestoso se encarregou
de apagar.
Tenha certeza, leve para sua vida inteira
Que amei de todas as maneiras.
Amei com emoção e fé, querendo ser sua mulher
Amei querendo ter para você, alguma importancia
Amei chorando feito criança.
Nossa historia não aconteceu
Culpado, não é você, nem eu.
Te escolhi para meu destino
Mas você não me escolheu.
Hoje fiz uma retrospectiva da minha vida
De tudo que já acontece, e em algum lugar da minha
história estamos, você e eu.
A internet
A internet foi a destruição da humanidade. Ela, que outrora prometia conectar corações e mentes, revelou-se um labirinto inescapável de ilusões. Cada pixel brilhante de uma tela se tornou uma lâmina que cortava a essência da realidade, desfiando os fios do tecido social até que ele se desintegrasse.
No princípio, a rede mundial de computadores era um sussurro de esperança, uma teia de saberes interligados. Mas, como Ícaro, voamos alto demais, embriagados pela vertigem do conhecimento instantâneo. O ciberespaço, em sua vastidão sem fronteiras, transformou-se em um espelho distorcido onde cada um via apenas o reflexo de seus próprios desejos e medos.
A verdade, outrora um farol no horizonte, foi devorada por um mar de desinformação e fake news, onde cada onda era uma mentira travestida de fato. Os algoritmos, esses deuses modernos invisíveis, moldaram nossas percepções e desejos, criando bolhas de realidade onde o diálogo genuíno e o entendimento mútuo se tornaram impossíveis.
A solidão, ironicamente, foi amplificada pela promessa de conexão constante. Amigos e famílias tornaram-se avatares distantes, suas vozes filtradas por bytes e códigos. A empatia, aquela chama que nos torna humanos, se apagou lentamente, substituída por reações instantâneas e superficiais.
A economia digital, enquanto enchia os cofres de poucos, esvaziava a alma de muitos. O trabalho perdeu seu sentido, transformando-se em um ciclo interminável de produção e consumo sem propósito. A natureza, nossa casa, foi devastada pela insaciável fome de recursos necessários para alimentar servidores e redes.
Por fim, a internet transformou a política em um teatro grotesco, onde as sombras projetadas nas paredes das câmaras de eco eram tomadas por realidade. Governos caíram, regimes autoritários ascenderam, todos manipulando o fluxo de informações para manter o poder.
O Homo sapiens, antes uma criatura de carne e osso, transformou-se em uma entidade digital, um conjunto de dados flutuando no ciberespaço. E assim, a internet, com sua promessa de um novo mundo, revelou-se o carrasco que selou o destino da humanidade
“Felicidade sempre foi saber ouvir você mesmo, ser gentil consigo mesmo, aprender diariamente e como conviver consigo mesmo. Sua felicidade nunca foi estar nas mãos e aprovação dos outros. Felicidade é sentir o prazer da jornada da vida da forma mais leve que puder, use a sabedoria@
#bysissym
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
é que ela nunca foi uma dessas pessoas que buscam ativamente o sentido da vida e nem acha que encontrará esse sentido lá fora;
para ela, o propósito devia encontrar a pessoa, e não o contrário.
talvez por isso, creio eu, a sua existência seguia em linha reta, monótona, sem curvas abruptas ou subidas vertiginosas.
até aquele dia. sempre tem o dia que muda toda previsão de trajeto até de quem nação se perdeu.
casa que já foi refúgio
paredes tem o que era
resto de segredo guardado
ainda sorrio tímida
fé de quem ainda espera
apesar de tudo da vida
e do coração arrebentado
há dor que hoje é suave
há você em todo canto,
saudade quebra o silêncio
das sobras em desencanto
timidamente meu sorriso,
resistente, atentar
teimosia arde em chamas
forças para caminhar
vai sorriso, vem comigo
não some mais, por favor
tira tudo que não finda
e as sombras ilumina
Como já foi dito, os acontecimentos que precedem os tempos do Fim, de acordo com a Escatologia Bíblica - ramo da Teologia Sistemática -, são brilhantemente comparados, "às dores de parto". Acontece que logo no início da gravidez, a Mulher, sente pequenas contrações em intervalos maiores de tempo. E conforme os dias de dar à luz ao bebê , se aproximam, é o inverso - maiores dores ou contrações, num espaço mais curto de tempo. Intervalos menores. Até que finalmente a bolsa rompa-se, e ela então gere a Criança!
Isso em Escatologia Teologicamente Bíblica, significa que quanto mais próximo do tempo final da História da Humanidade, maiores as dores do Mundo! Maior seu gemido de sofrimento! Muitos acontecimentos sucessivos, em espaços menores de tempo. Um evento pior que outro, sucedendo-o ininterruptamente. Veja que mal se lamenta um evento catastrófico, natural ou premeditado, e já se sucede outro, tão ruim quanto ao anterior, ou ainda pior que ele. E já está perto do nascimento desse filho!!! E seu nascimento nada mais é, que o tão temido FIM!!!
Às 09h24 in 24.05.2024”
Um singelo sorriso, um abraço apertado, e tudo se foi, transformado em lembranças.
- "Oi vô! , oi vó"!, só me resta saudades, um dia aqui, no outro um adeus.
Eu sei que não adianta chorar pelo que se foi,
é a vida, o que resta são lembranças de um velho cachimbo e o caldo de peixe da tarde.
- "Vem, meu filho, senta aqui, vamos comer".
São apenas lembranças.
Tudo o que nos resta são lembranças, abrace quem realmente importa, porque daqui um tempo será um adeus e as velhas lembranças
Você foi e sempre será o amor da minha vida.
Até cheguei a pensar que te esqueceria um dia. Mas parece que estava subestimado esse sentimento.
Sinto falta das nossas conversas, e não imagina o quanto desejei receber uma mensagem sua.
Não me leve a mal, mas ainda tô na pira de ter um futuro contigo.
Sei que realisticamente não irá acontecer, mas ainda assim é o meu desejo ficar ao seu lado.
Quando conversamos, disse que mesmo se correspondesse meu sentimento. As coisas não teriam dado certo pela distância e talvez tenha razão. Ainda assim eu faria de tudo para que desse.
Quando você se foi, meu amor,
Meu coração se desesperou
Pediu socorro como se tivesse sido arrancado
E ele falou:
-Não vá, volta... tenta de novo... você vai conseguir.
-Eu to machucado, mas eu suporto tudo por ti.
-Não me abandone pra sempre, não tenho mais para onde ir
-Por favor, me pegue de volta. O chão é frio, diferente do seu colo.
A minha chance de ser feliz pra sempre tá indo.
-Guilherme, faz alguma coisa seu burro.
-Não deixa ela ir, ela é a sua única e última chance de ser verdadeiramente feliz.
-Por quê é que ela desistiu de você, e de mim?
-Por quê é que ela tá nos tratando assim?
"Não era a sensação que me causou espanto,
mas a impossibilidade de descrevê-la"
Talvez um dia passe, talvez essa dor se acalme
Mas todo dilúvio deveria ser evitado.
"A gente se acostuma, eu sei, mas não devia"
Fiz da minha rotina um mix de Dostoiévski e Marina
Enquanto o doentio amor de Romeu e Julieta eu assistia.
Era noite no dia que te conheci, "naquela noite".
A noite que se tornou dia, a noite em que meu mundo se coloria
E um futuro feliz, pela primeira vez, se abria.
E eu sonhei.
Foi ali que eu falhei
Foi ali que eu amei
Foi ali que eu mudei
Quando eu sonhei.
Quando eu pretendi tornar todas as minhas noites pelo resto da minha vida: Dia.
Fernando Pessoa tinha razão,
Que pretensão mais "ridícula".
Sem a pretensão de saber o que dizer,
Mas com a pretensão de não te deixar ir
Eu disse.
Para que você ficasse mais um pouco,
Para que meu mundo não voltasse a ser sem cor de novo,
Mas foi ali que eu falhei
Foi ali que todo meu mundo, eu entreguei,
Com a covardia e o medo de ser triste de novo, eu tentei.
E agora para meu mundo eu volto
Um mundo o qual não existe mais,
Porque mais que colorir meu mundo
Você me deu um novo.
E agora estou no espaço
Sem mundo e um choro.
Minhas lágrimas tomaram conta do vácuo
Minha tristeza virou um buraco negro
Sugando tudo, e a mim mesmo.
-But don't judge me, Guilherme,
Who would give up the chance to be eternally happy?
Meu amigo meu outro eu
Estaríamos sempre "juntos"
Foi isso que a gente prometeu
Mas foi o teu Comportamento que Separou a palavra "juntos"
Confiança existia
Para o mundo te exibia
Mas te tornaste na ilusão que esse mundo cria
Esqueceste o que é ser um amigo
Não mantiveste uma relação de afeto, consideração e respeito
Para ti eu era inferior
Nunca dei-te motivo
Parecia competição
Onde tu eras o melhor
Amigos não competem
Amigos convergem
Entretanto o tempo mostrou quem é quem
A tua arrogância
A tua prepotência
A tua demência
E inveja
Tem um nome
"Amigo falso".
E foi no dia 28 de novembro de 2007, em uma sorveteria modesta, onde o aroma doce de baunilha dançava no ar e o som de risos e conversas despretensiosas preenchiam o espaço, que nossos caminhos se cruzaram pela primeira vez . Não houve anúncios grandiosos ou sinais evidentes, mas o universo em sua sabedoria silenciosa, sabia que aquele encontro não seria mero acaso.
Lembro-me como se pudesse estender a mão e tocar aquele momento: o brilho singular dos seus olhos, o sorriso que parecia desenhar o mundo ao redor, e aquela sensação quase etérea de que algo maior do que nós dois estava em movimento.
Naquele fim de tarde, eu não fazia ideia de que estava vivendo o prólogo de uma história que atravessaria o tempo, marcada por amor, distância, desafios e uma cumplicidade única.
Porém, a vida com suas curvas imprevisíveis, não foi feita somente de caminhos retos, e, ao longo desses 17 anos, enfrentamos distâncias que pareciam intransponíveis, escolhas que nos lançaram em direções opostas e silêncios que nos ensinaram a ouvir a essência um do outro. Foram tempos de crescimento individual, de erros e acertos, de ausências que, paradoxalmente, fortaleceram o que nunca deixou de existir: o fio invisível que nos conectava. Como se, mesmo distantes, o nosso laço permanecesse intacto, aguardando pacientemente pelo reencontro.
E eis que aqui estamos, após tantas voltas, celebrando não apenas aquele dia de 2007, mas o que ele simboliza. Hoje, brindamos à força da nossa história, à resiliência de um amor que sobreviveu às marés do tempo, e à beleza de um reencontro que só o destino poderia arquitetar. É um dia para recordar o começo de tudo e, ao mesmo tempo, lançar os olhos para o futuro que ainda construiremos.
Te amo hoje e sempre!
Com amor, Thati
A menina que amava as estrelas
Por muito tempo a imensidão do céu sempre foi objeto de fascínio e questionamento de todos. Entender e explicar o que é aquilo que nos cercava era uma missão que parecia impossível, principalmente vendo do planeta terra.
Ao longo dos anos descobrimos as estrelas, constelações, planetas, sistemas solares, galáxias e muito mais… bilhões de corpos celestes que se perdem em uma imensidão de escuridão, mas possuem um brilho tão grande que é capaz de atravessar o tempo e o espaço e assim brilham até aqui.
Mais incrível ainda é pensar que muitas dessas estrelas são uma lembrança “viva” do passado, afinal já se apagaram há muito tempo, e o que vemos é apenas a sua memória luminosa. Essa talvez seja a forma mais bela de como o universo nos mostra que tudo é efêmero e eterno ao mesmo tempo.
Estranho pensar que em um determinado momento depois de tantas descobertas parece que nos acostumamos com tudo isso, algo que por muito tempo nos encantou, por sua imensidão desconhecida.
Lembro do dia em que todo mudou. Estávamos sentados ao lado da piscina olhando para o céu, e em meio às preocupações que pareciam grandes das nossas vidas percebi um universo inteiro ao nosso redor em silêncio.
Uma hora ela, aponta com o dedo para o infinito me mostrando uma cruz de estrelas, contando que eram suas favoritas. Cruzeiro do Sul, a menor das 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional, onde suas principais estrelas formam uma cruz.
Era fascinante a forma como ela encontrava beleza nos pequenos detalhes, muitas vezes que sempre estiveram ali, mas nem tinha percebido. Inclusive o céu, para ela, o céu nunca era apenas céu.
Foi ali que entendi que as estrelas eram muito mais do que simples pontinhos pra ela. Com o tempo, percebi que eu também comecei a olhar para cima de uma forma diferente. Tornou se impossível não olhar para cima e procurar a sua cruz, agora cada uma daquelas estrelas ganharam significado. Como se, de alguma forma, elas também contassem nossa história.
A historia da menina que amava as estrelas, que tinha um brilho próprio, um olhar tão puro que parecia refletir a luz do universo inteiro. Poder enxergar o brilho das estrelas mesmo a milhares de quilômetros é impressionante, mas poder ver como o seus olhos brilham mesmo no escuro é apaixonante. Era como se cada constelação estivesse desenhada nos seus olhos, e cada palavra que dizia carregava todo brilho de uma noite.
E, hoje, enquanto escrevo isso, penso em como ela me ensinou a ver o mundo com outros olhos. Não apenas olhar, mas sentir. Não apenas existir, mas sonhar. Ela, que amava as estrelas, acabou me ensinando a amar também e que quem ama as estrelas, eu descobri, aprende a amar o infinito e a eternidade.
*Saudade Esquecida*
No silêncio da noite, ela se fez presente,
Memórias de um amor que foi ardente.
Esquecido, dizem, mas no fundo do peito,
A saudade surge, sem jeito.
Seus olhos, estrelas em um céu apagado,
Sussurram segredos de um tempo passado.
Cada lembrança, um aperto no coração,
Um amor perdido, uma eterna canção.
Nos cantos da alma, guardado está,
Aquele sorriso que não volta mais.
O toque suave, o abraço seguro,
Desvanecem-se no tempo, como um sonho obscuro.
A vida seguiu, passos leves, hesitantes,
Mas no peito, a dor é constante.
O que foi amor, agora é saudade,
Uma cicatriz profunda, marcada na idade.
Chorarei cada vez que te recordar,
Pois o amor esquecido, não se pode apagar.
E a saudade queima, sem cessar,
Um fogo eterno, difícil de amar.
' NO MIRAR DE TEUS OLHOS '
Foi no brilho verde dos teus olhos,
Que um dia o amor encontrei,
Neles também achei os Abrolhos ;
no teu olhar, confiei,me frustrei .
Um amor imenso,agigantado ;
Era lindo, o amor que vivenciei
Fostes por mim muito amado,
Unico amor que conjecturei.
No mirar de teus olhos aos meus,
Na tua boca com sede eu beijei,
foi no brilho verde de teu olhar
Que ao seu amor me entreguei !
Pensava ser um amor infindo
Enquanto na terra viver
Por ter sido um amor tão lindo
Fostes embora; me pergunto porque ?
Não existe mais alegria; ou vontade de viver
Sem o brilho de teu olhar, Teus abraços a me aquecer
Ele partiu com sonhos na mala,
um adeus abafado, a promessa no ar.
Foi buscar o futuro em terras distantes,
e no caminho, deixou de amar.
Tinha o mundo na palma da mão,
dinheiro no bolso, coragem no peito.
Mas trancou a faculdade, perdeu a razão,
e hoje só carrega um vazio desfeito.
Os livros fecharam, os planos fugiram,
as aulas ficaram no pó do passado.
O futuro, outrora tão claro, escureceu,
e o amor que deixou, ficou apagado.
Ela esperou, com olhos cansados,
contando os dias que não voltariam.
Mas ele, perdido, nos ventos soprados,
desfez os laços que os uniam.
Agora, com tudo, ele nada tem.
O brilho do ouro não aquece a alma.
A riqueza preenche, mas não detém,
a dor do silêncio que nunca se acalma.
Ele queria o mundo, mas perdeu o chão.
Tropeçou em escolhas, esqueceu-se do “nós”.
Hoje, ouve distante a melodia do amor,
uma música que já não tem voz.
