Textos sobre Tempo

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Desejo, Utopia, Desespero, Único

O amor é tempo e o tempo é amor
Ouça por favor o meu clamor
Eu te amo e você nem liga
Eu só quero um "também" só peço que diga

No começo foi só briga
Eu quero beijo, amor, não intriga
Quero carinho e abraço mas
Em você não vejo esse traço.

Acha que o meu amor não é válido e falido
Mas eu não duvido do que eu sinto, só queria uma chance
Mas antes que se canse
Ouve mais algumas palavras desse sentimento colorido
Que para você é impossível e dolorido.

Eu só queria um sim e um beijinho
Mas de você não recebo carinho
Você tenta uma amizade comum e distante demais
Mas só aceito seu beijo, nada mais.

Me ame mais, tenho certeza que você é capaz, so não tenta
Isso pra mim é de tamanha tormenta
O meu amor você não fomenta
Você só se afasta e isso me alastra de um vazio imenso
Mas o que sinto por você é intenso.⁠

Inserida por elesandro

⁠Faz um bom tempo que sonho com a residência de psiquiatria, mas, estranhamente tenho me interessado em cuidados paliativos. Digo "estranhamente" porque tratar um paciente que quer o fim da sua vida é totalmente diferente de tratar um paciente que quer poder ter mais dias vivo mas não pode porque uma doença já traçou o seu destino.
Refletindo bem, no fundo, todos queremos viver, mas enquanto uns só querem acabar com o seu sofrimento em vida, outros querem mais vida, mesmo que com ela venha o sofrimento junto. Acredito que não existe certo e errado nessa história, e sim que, no fim, os dois extremos precisam de cuidados dos 4 pilares: familiares e cuidadores facilitando o processo, controle adequado dos sintomas de sofrimento, trabalho em equipe entre os profissionais de saúde, comunicação eficaz. Eu os chamaria de "4 pilares do amor". Não são capazes de salvar somente um paciente em doença terminal física, como salvar almas também. É a chave para reestruturar nossa saúde da alma pra fora, onde a vida física passa a não ser tão importante mediante as coisas que carregamos dentro de nós e sabemos que vão além de poder ter fôlego por mais um dia ou não. Quem chega a esse nível de pensamento certamente sabe que estar vivo vai muito além de estar aqui em carne e osso. Muita gente já não possui mais carne alguma e ainda assim continuam vivos entre nós.

Inserida por niviahott

Lendas da paixão
Causa e efeito dita o adágio
Tempo e duração por estágios
O diagnóstico determina os sintomas
Primeiro um presságio em vão
E o coração é pulso forte de repente ama
O segundo nosso tirocínio
Elementar segue o primeiro raciocínio
O terceiro suicida todas as razões
O coração não aceita empate
A paixão bate com fúria é mortal combate
De quanto em vez o Amor vence esse embate.

Inserida por SoniaMGoncalves

Acaso
Já que o acaso ocasiona
Que o destino extravasa
Que o tempo não estaciona
Vamos acender as estrelas
Uma a uma e deixá-las em brasa
Um brinco sempre procura uma orelha
Uma ovelha negra faz a revolução
Mas a semente que o Uno une em conspiração
Só depende da estação apropriada para a floração
Para cada par de orelhas
Há una ovelha!

Inserida por SoniaMGoncalves

Almas inocentes

Olhando nos olhos de uma criança eu vejo muitas coisas, muito tempo perdido e vidas sem abrigo, Muitos falsos amigos maquinando a mente para mal, pouca educação e muito furto dos engravatados vivendo uma vida de luxo, tem gente achando que isso e normal! Olhos viram sangue que não pode ser esquecido, a eles foram mostrada o imprevisto. Morte, pobreza e fome em seu vocabulário está, mas além disso a foça, alegria e um suspiro de uma mãe a chorar. Talvez seja falta opção ou até mesmo querer, alguns dizem falta de carácter eu digo falta de poder.

Inserida por anndre_mendanha

O tempo se contorce como espiral de fumaça, e os ventos sussurram segredos que ninguém pediu. “Percebo ao fechar os olhos”

Talvez não seja loucura talvez seja só o cosmos.

Na galáxias tortas, dança com os sapatos trocados, rindo para não gritar. “Penso nos astros em movimento”,

dançando no cosmo

Inserida por Jcardos

Depois de um tempo, a onda abaixa, o mar se acalma. A brisa do vento é leve, tranquiliza.
Pouco ou quase nada te faz falta. Tudo está completo. De dentro pra fora.
A paz reina no peito. Sentimentos bons florescem.
Ao acordar, luz. Ao dormir, plenitude.
Palavras são ditas bem baixinho, frases longas já não existem. Dai você aprende, que menos é sempre mais.
Aprende que as responsabilidades alheias são alheias, e não cabe a você mudar o mundo. Mas respeita o mundo que existe em você.
Entende que nem tudo que vai, volta. E tudo bem, e tudo bem. Tem coisas que não precisam voltar.
Aprende que silêncio também é resposta, e que pode haver muitas palavras em um suspirar baixinho.
E aprende a aprender, às vezes, até desaprendendo...

Inserida por rodrigorsilver

⁠REFÚGIO DE MALÍCIAS
(Nepom Ridna)

Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.

Sinto saudade do tempo encantado
Quando o que era roubado era só o passado
Minha alma ingênua acreditava na cena
Hoje só restam malícias em nossa arena

Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu

Nas noites vazias lembro com tristeza
Daquela ignorância que chamava de certeza
Os sorrisos fáceis e as promessas vãs
Agora são fragmentos em minhas mãos

Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu

O tempo mudou e mudou com ele
Minha alma vela um novo impasse
Um novo emblema
E nos versos soltos encontro meu abrigo
Entre a emoção e a razão tão antigo

Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.

Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu

Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.

Inserida por ridnaruJ

⁠Fui abstraído de minha posição de poeta
Por ser altruísta demais para o meu tempo,
E reconhecer o altíssimo valor do contratempo
Para a preparação de um ser exegeta

Exegeta este que é interpretador e poeta
de textos há muito esquecidos pelo homem
Pois os tolos seguem o idealista super-homem
mas esquecem dos antigos eunucos ascetas

Pois por isso eu repudio este povo
povo este de falsos ídolos e estátuas
Buscam bens, trabalhando os promovo
sujando-se por aquilo que lhes convém

Inserida por rei_asa

Não se obrigue a nada! Elabore tudo com naturalidade. Vivemos pouco tempo neste mundo para nos obrigar a qualquer coisa, tente diferenciar obrigação com vontade de realizar:
Não se obrigue a fazer dieta, realize com calma
Não se obrigue a praticar exercícios físicos, realize com naturalidade e assim por diante.
A VIDA NÃO É UMA OBRIGAÇÃO, ELA É NATURAL, VIVA COM SABEDORIA!

Inserida por nosor_beluci

VISÃO LEVIANA
⁠O tempo passa e tudo muda.
Ele mostra tantas coisas:
Sofrimento, maldade, tristeza;
A loucura chega para todos !
Manigold não era tão leviano
Como dizia o mestre.
Seus olhos contemplaram tanto mal
Que tudo era escuridão.
Aos poucos tudo se torna banal,
Inclusive a morte.

Inserida por YuriMeireles

⁠O tempo passa organizando os acontecimentos,
marcando datas, definindo épocas.
Passa de forma diferentes pra todas as pessoas,
Passa diferente pra mim.
Dizem que é relativo.
O vento eu nunca vi, apenas senti.
Nunca soube de onde veio, nem tampouco pra onde foi.
Mas veio, e foi. Mudando as coisas a cada instante
de uma forma diferente.
Foi, e nunca mais vi!
A água do mar, De lá eu vim!
Tantas ondas se passaram.
Mas nenhuma era como a outra: umas frias, outras geladas, ou nem tanto.
Pareciam todas iguais mas não eram!
Eu conheci todas!
E todas passaram.
O tempo, o vento e a água do mar todos marcaram tudo, ao mesmo tempo, de uma forma diferente.
Diferente pra mim do que para todos os outros.
Não sei como, nem porque.
Apenas lembro. Lembro de algumas coisas
que foram marcadas e deixaram saudade!

Inserida por salzano_william

⁠O meu entanto, no tempo, a fundo.
Nem por um segundo deixei de Amar;

Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.

De um profundo encanto, me contento,
entendo que o Amor é minha Escolha.
Momento de paz para quem sabe Amar.

Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.

Inserida por Cleibson

Novos tempos

Não estamos mais no tempo dos coronéis
Naquele tempo que o homem tudo podia
Em que as mulheres escravizadas
Aceitavam as regras por intimidação,
As pobres Amélias consumidas.
Ainda existe por aí, homens coronéis,
Que vivem no passado
Achando que indo aos bordéis
Ainda serão reverenciados.
Pobres ignorantes do planeta
Irão ficar somente embriagados.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Embaixo do Equador

No Brasil é assim
Três meses de bom tempo
Nove meses de inferno
Porém, colonizadores aqui chegaram
Inteligentes como eram
Ao invés de tirarem os agasalhos
Vestiram os Tupiniquins
Fomos ul-trajados a rigor
Brasileiro que se preze
Não camufla a sua beleza
Mantém a sua frescura e pureza
Embaixo desse hemisfério
é povo que anda nu.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Eu queria ter vivido
Eu queria ter vivido
quando o tempo era manso
e as palavras não corriam
numa tela sem trato.
Quando o vento escrevia
nas janelas abertas,
e o silêncio trazia
respostas concretas.
Eu queria ter vivido
onde o olhar era carta,
onde o encontro não era
só um nome sem face.
Quando a praça era o mundo,
o degrau era escola,
e a verdade não vinha
mastigada em retórica.
Eu queria ter vivido
num instante sem pressa,
onde a vida pulsava
no compasso das eras.
Mas vivo no ruído
de um tempo sem tato,
onde o toque é um vulto
e a alma, um contrato.⁠

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠A dança dos extremos

Na praça do tempo, a extrema direita grita,
Faz da espada seu verbo, da fúria sua escrita.
É um vendaval que ruge entre os campos de dor,
Plantando espinhos onde o trigo já foi amor.
Lá vem o cavaleiro, com bandeiras rasgadas,
Ecoando promessas de glórias passadas.
Mas são sombras de reis que nunca existiram,
Fantasmas de um poder que tantos sucumbiram.
E do outro lado, suave, a esquerda caminha,
Com pés descalços sobre a terra que alinha.
É o sopro da aurora no campo semeado,
O canto das mãos que constroem o legado.
Dos livros nascem pontes, dos sonhos, revoluções,
É o abraço do povo contra as prisões.
Mas a bonança tem curvas, também seus tropeços,
Pois no campo das ideias, há espinhos nos começos.
A história é mestra, nos sussurra ao ouvido:
Já vimos extremos ferirem o perdido.
Mas também vimos florescer, em terreno infértil,
A coragem de lutar, ainda que em solo hostil.
Que não nos guie o ódio, que não nos cegue o temor,
Que a mão que aperta o punho também saiba dar flor.
E que na dança dos extremos, o equilíbrio seja o fim,
Para que a história cante o melhor de seu jardim.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠O arquivo das estações
Guardei um mapa num lugar perdido,
onde o tempo, por descuido, hesita.
Os traços são rios que secaram cedo,
mas ainda guardam o murmúrio da vida.
As árvores falam línguas apagadas,
e suas folhas, arquivos de eras,
sussurram verdades disfarçadas
nos códigos de antigas primaveras.
O céu é um espelho de névoa e ferro,
onde as estrelas, frias, descansam.
Os ventos carregam ecos austeros,
memórias partidas que não se alcançam.
Ainda assim, no silêncio partido,
há mãos que moldam o que não existe.
Nas cinzas do velho, o novo é tecido,
num fôlego breve, sutil, mas persiste.
Os sonhos futuros não têm formato;
são só fragmentos em órbita errante.
Mas cada estação, num ciclo exato,
guarda uma semente sempre pulsante.

Inserida por MariadaPenhaBoina

A definição de felicidade para nós muda com o passar do tempo.
O que me fazia feliz ontem não me faz feliz hoje; o que me faz feliz hoje, no passado pode não ter sido nada e amanhã cresça ou diminua; e o que me fará feliz amanhã, bom, isso, é o mais incerto de tudo. Não sei, não sei mesmo.
O andar da carruagem é duro e olhar pra trás só atrapalha, afinal, vemos o que nos fez realmente felizes e agora evaporou. Olhar para o futuro, esperando vivê-lo bem também é bobagem. E se o futuro não chega? Até lá, muita coisa ainda pode mudar.
O jeito mesmo, é viver. Aproveitando os bons momentos, mesmo que sejam poucos. O resto, que fique ali, parado no chão porque nessa estrada, eu não volto atrás buscar nada que deixei.

Inserida por NHETOMIL

TEMPO (1979)

Mestre e correto é o tempo
Todas as coisas norteiam o tempo
Até o sobrenatural depende
Do tempo

O querer é algo com que sonhamos
O querer é o precisar
O morrer não é o querer
É o ter é o depender.

Maldito tempo
Faz-nos mendigar na vida
E traz-nos o necessitar
Por ser um cruel inimigo em apoiar.

Deveríamos fugir
Do maldito tempo
Pois dele não podemos
Vingar.

Inserida por MariadaPenhaBoina