Textos sobre Tempo
Em cima do muro
Isso que chamamos de amor,
Ausente por tanto tempo, sinto sua dor.
Às vezes, acredito não merecer,
Mas confio no destino, ele há de resolver.
Estou em cima do muro, incerto,
Rondando tua vida, fio a fio, descoberto.
Posso confiar em ti, em teus cuidados?
Serias capaz de me amar, mesmo com meus fardos?
A dúvida me corrói, me abala,
Por dentro, a insegurança me estala.
Quanto mais penso, mais lamento,
Um dia serei amado? É meu alento.
Assim, simplesmente desejado,
Em uma relação simples, feliz, autêntica, entrelaçado.
Quem sabe então suprirei minha carência,
Com o amor que me abrace em sua essência.
Sabe o que realmente quero ser pra ti. Quero ser apenas o que lhe da carinho. Se o tempo vinher a esfriar. Eu quero ser o corpo que irás te aquece. Se por ventura a luz vinher a se apagar. Quero ser a luz que te ilumina seu sono. Resumindo o que quero ser. Quero ser aquele que estará com tigo até quando você não quiser. E permanecerei querendo ser tudo pra você.
J. A. N
Sinceramente as coisas sempre se encaixam. Até podem demorar um tempo. Mas irás fazer sentido um dia. Nada somos sem os erros e o que ficou de aprendizado. Assim para saber viver é preciso dizer adeus ao passado e agradecer pelo presente e correr atrás pelo que se sonharmos e desejamos.
Jose A Nascimento
DEUS É SIMPLES OU COMPLEXO?
Deus é um ser ao mesmo tempo simples e complexo, e essa dualidade se revela em nossa aproximação com Ele. É simples nos aproximarmos de Deus quando buscamos um encontro sincero, com corações abertos e humildes, pois Ele mesmo se revela àqueles que se aproximam com sinceridade de propósito.
No entanto, muitas vezes as pessoas buscam conhecer a Deus por meio de métodos terrenos e intelectuais, tentando decifrar Sua natureza e compreender Seus pensamentos e ações por meio de livros e estudos. No entanto, essa abordagem complexa e intelectual acaba por limitar nossa compreensão, pois o mundo espiritual transcende os métodos humanos.
Assim, a simplicidade ou complexidade de se conhecer a Deus depende dos métodos que escolhemos. Ao nos aproximarmos com simplicidade, humildade e um coração aberto, podemos experimentar a presença e a revelação divina de forma genuína. Porém, se nos atermos em abordagens intelectuais, nos perdemos em um emaranhado de conceitos e teorias, sem jamais alcançar um verdadeiro conhecimento espiritual.
Portanto, a chave está em reconhecer que o conhecimento de Deus vai além das capacidades intelectuais e requer uma abordagem sincera, humilde e espiritual. Somente assim poderemos experimentar a verdadeira essência de Deus e compreender Sua natureza de forma plena.
Mãe, tempo livre é coisa rara,
O tempo não para,
E quando faz uma pausa,
É para ritmar.
Mãe, que encantas em cada gesto teu,
Que cantas a vida em cada verso que Deus te deu.
Onde estou, tu estás,
Onde tu estás, estou eu.
Teu amor não se iguala,
Cada gesto, tão vivido,
No ritmo do teu coração,
Bate mais forte e infinito.
Mãe, o tempo não para,
Faz uma pausa e dá ritmo,
Para que teu filho siga cantando,
Cada verso, tão bonito.
Onde tu estás, estou eu,
Onde estou, tu estás comigo.
Mãe, eu te amo!
Hoje estive pensando, será que você ainda vai esperar mais tempo para acordar?
Eu já acordei e junto veio o despertar da alma em sentir sua falta.
Eu sinto você! Pode parecer prepotência ou até maluquice, mas eu sei que em algum lugar do mundo ou do país, quem sabe até no condomínio do lado você está.
O que está esperando para me encontrar de se permitir de fato amar e ser amado de verdade.
Sabe aquele amor que dá um frio na barriga e que o beijo revigora.
Sabe aquelas frases de bom dia, as conversas demoradas. As viagens de carro e todos os planos que vou fazer com você, deitada no seu colo e você sentindo o cheiro do meu cabelo!
Sabe, eu sei que você vai falar: onde você Estava esse tempo todo?
E eu vou dizer: eu estava aqui, esperando por você!
Eu sei o quanto vai ser fascinante sorrir com você e o quanto você vai rir e de coração aberto dizer o quanto eu te faço feliz!
Sob um céu onde o tempo se desfaz,
Duas almas encontram o eterno compasso.
Na dança macabra entre a vida e a morte,
Se entrelaçam, desafiando o corte.
Os ecos de um juramento sagrado,
Ressoam nas criptas onde o silêncio é guardado.
Nem o frio do mármore, nem o peso do chão,
Pode deter a ardente união.
Eles caminham entre o limiar sombrio,
Sombras e luz fundem seu brilho.
E em cada suspiro, em cada tormento,
Renascem, imortais, em doce sofrimento.
Quando o véu da mortalha cobre seus olhos,
Ainda assim, suas almas, eternos escolhos,
Se encontram, se tocam, se tornam um só,
Num amor que o cosmos nunca destrói.
As estrelas podem cair e o mundo ruir,
Mas na vastidão do além irão insistir,
Porque mesmo diante do abismo e seu poder,
Essas almas juraram nunca se perder.
Na cripta poeirenta, onde a luz hesita,
Sob arcos quebrados que o tempo medita,
Um homem aguarda, de alma trespassada,
A dama da noite, a espectral amada.
Não carne mortal, mas sombra e desejo,
Com asas de couro e um frio cortejo
De sussurros lascivos que o vento conduz,
Ela emerge das trevas, banhada em não-luz.
Seus olhos são poços de estrelas extintas,
Promessas de gozos e dores infindas.
A pele é alabastro tocado por gelo,
Mas queima o mortal num profano apelo.
Ele busca o toque que a vida abomina,
A garra suave que a carne combina
Com a dor extasiante, o arrepio letal,
Um beijo que rouba a centelha vital.
Entrelaçam-se os corpos em dança sombria,
O mármore frio, a febre que arrepia.
Seu hálito é enxofre e jasmim decadente,
Um vinho amargo que o embriaga e mente.
Mordidas que marcam, não só pele, mas ser,
Um pacto selado no impuro prazer.
O sangue que escorre, um rubro detalhe,
Na tela macabra onde o amor não falhe.
É um amor de abismo, de fim iminente,
Nutrido na ânsia do que é diferente.
Ele, prisioneiro do encanto infernal,
Ela, demônia achando um gozo mortal.
E quando a penumbra reclama seu vulto,
Deixando-o vazio, sozinho, inulto,
Resta a marca na alma, o frio do além,
Do amor proibido com quem não convém.
passo a usar outras palavras para o tempo:
passado, pretérito mais que perfeito
presente, gerúndio
futuro (sonhos), Oportuno
alarme, ocasião
dia-a-dia, corre-corre
que não passa, relativo
que voa, se despercebido, perdido!
findo, sempre, um novo início.
à academia brasileira de letras.
se o Tempo fosse uma persona diser-se-ía que andara despercebido, mesmo tendo as horas em si não foi capaz de acompanhar Kairós, seu Senhor.
– acorde, sr. Tempo, a tempo de bater em sincronia com seu Senhor.
– em tempo, disse o Tempo, quase sem tempo, depois de perder muito de si; com o que eu não sei, com o que poderíamos dizer que o Tempo perdeu tempo?
– às vezes metido em si.
(trava-Tempo).
Eu não mando MSG,
Eu não respondo mensagens
Eu nao tenho tempo para fica na frente da tela do celular vendo oque você tá fazendo
Nem tenho paciência pra te esperar falar …
Eu tô pouco me lixando para o que você fez ou seus planos eu tô muito ocupado com a minha vida sozinha e luxuosa
Tempo.
Eu não quero te perder, não, eu não posso te perder.
Não posso te perder de novo, o tempo está me esmagando.
É como se as horas não passassem, cada minuto dura um século sem ti.
As flores nascem e morrem, a lua some e volta, até mesmo o grande mar se expande e evapora.
Eu vejo o tempo indo embora.
Será que ainda temos tempo? Será que pode me dar alguns minutos? Só mais uns minutos...
Não, não pode ser.
Não faça isso! Ainda temos tempo!
O monitor cardíaco se equilibra e vejo aquela maldita linha verde vagando calma pela tela.
Aonde está a lua? As flores?
O oceano...
Talvez eu o tenha transbordado pelos olhos...
Você perdeu seu tempo.
Adeus, minha flor.
Nossa Morte
Hoje o tempo está fúnebre
O sepultamento se iníciou
Nosso grande amor morreu
Mas morto não está aquilo que ainda pode ser lembrado
E com dolorosos éons até a morte pode morrer
O "para sempre" se trata apenas de uma ilusão
Ilusão qual nos perpetuou até o fim
E continua eterna em nossas memórias
As sombras eternas de uma mente com lembranças
Essa seria a nossa versão do seu filme favorito
Odeio ainda ver você em todos os lugares
Hoje a noite está nublada
Tão escura que parece refletir a terra negra do cemitério
Onde foi enterrada a nossa história
Se nem a morte foi capaz de levar ao esquecimento
O que será?
Então esse será o fardo que carregarei para minha cova
Te perder
Talvez com minha morte esse luto chegue ao fim
E com estranhos éons até a morte pode morrer
Preciso reler meu livro favorito uma última vez
Bruna Furtado
Tudo no seu tempo
Por que não podemos ser agora?
Tem hora certa para amar?
Te quero aqui, sem demora!
Pra que tenho de te esperar?
Não te quero pra depois
E nem muito arrumado
Te quero assim mesmo
Todo despreparado
Preciso que esteja comigo
Assim ao meu lado
Deixa esse papo de amigos pra lá
Vem ser meu namorado!!
E nem vem falar que tem que ser escondido
Vou me fingir de surda
E gritar pra todo mundo que vou casar contigo.
Então venha
E faça da minha vida um pouco mais feliz
Só preciso de alguém
Para viver as loucuras que jamais vivi.
Morro de coisas não vividas. Lá se vai o meu tempo, e fico aqui, cheio de um nada imenso que suprime todos os sonhos que poderia ter. Sobro dos riscos não corridos e caio do lombo de tantas aventuras, condenado a me danar sem saber qual seria o meu fim. Na verdade, saio de mim para não ver esse desfecho.
Bebo meu mundo numa solidão sem lados, fundo e teto. Passo minhas idades sem passar desses tombos que acumulo, apesar dos passos não dados. Morro de nascença, porque vivo da sombra de morrer, numa fuga doentia de minha auto procura. Sigo estando, porque ser me amedronta e dá preguiça.
DESESCATOLOGIA
Faz tempo, deixei de ser levado pela tua ótica infeliz de um mundo inteiramente mau. Descobri que a vida é bonita e tem mais espinhas na face - o que tem solução - do que propriamente os espinhos atribuídos ao seu todo.
Conhecer um pouco mais a humanidade - ao mesmo tempo me distanciar de seus olhos - fez ver que as pessoas não são más. Existem sim, pessoas más, nem sempre há como identificá-las, porém essas pessoas não são o mundo... Estão nele, mas não são.
Agora chega dos teus muros, lamentações e tua eterna escatologia... Percas toda esperança de me converter pelo assombro... Faz tempo que já não cedo aos teus desencantos.
IMORTAL ATÉ MORRER
O tempo é uma tampa sobre o passado. Ninguém nunca retorna dessa rampa eterna. Sequer acampa sobre o presente, pois esse logo não é. Vira passado, e o presente já é outro. Somente o futuro continua lá; sempre lá, desafiando nossa caminhada.
Uma vida é simplesmente o joio por entre o trigo, no campo das vivências que a cada dia nos impõe. Cá comigo, afirmo que a mesma é joia rara. Se acaso nos causa uns arranhões, alguns graves, morrer não ganha minha questão. Não tem como ganhar.
É que o mundo é franco. Preto no branco. Mas muitas vezes dá um branco em meu preto e não resta fundo. Mesmo assim vou à frente, porque o tempo não pode me tampar. Tomei a decisão de apostar na imortalidade que o sonho empresta.
No fim das contas, nossa imortalidade é provisória. Por isso temos que aproveitá-la e não morrer enquanto a morte não chega.
FORA DE MIM
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Perco todo esse tempo que tenho a ganhar,
quando sonho apressado e desprezo critério,
pois o mundo é mistério por ser desvendado
e voar nos exige visão de horizonte...
Já perdi muita vida por saltar no escuro,
por querer em excesso e me soltar ao léu,
rabisquei tanto céu e terminei no chão
do futuro passado, perdido e no fim...
Hoje quero conter os impulsos incautos,
o meu tempo de saltos avançou a idade,
mas às vezes esqueço que cheguei aqui...
E me perco nas perdas do tempo já gasto,
me devasto e jamais me replanto a contento,
porque tento correr para fora de mim...
FLOR DO SONHO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenha um sonho que o tempo não possa roer
ou roubar sua essência na marcha dos anos;
risque um traço afetivo que leve ao destino
entre perdas e danos de qualquer caminho...
Faça ninho por dentro, pois o vento arrasta
o que só se mantém à fina flor-da-pele,
sele a vida e cavalgue por suas certezas
do que busca e deseja com sinceridade...
É no traço afetivo que surge o desenho;
um engenho do mundo sonhado pra si,
mesmo sendo preciso apagar muitas vezes...
Erre muito, mas erre agarrado ao projeto,
redesenhe seu mundo quantas vezes for,
seu amor pelo sonho cuidará do resto...
MUNDO PLURAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje o tempo é meu sócio na vida que levo;
tenho mundo cabível na concha das mãos;
dou aos nãos do que sonho a medida real
do caminho de flores, mas também de farpas...
Não farei latifúndio do espaço excedente,
plantarei onde os olhos, a semente alcançam,
porque gente precisa partilhar o chão
pra fazer o seu campo e trasladar o céu...
Aprendi a ter tudo sem que seja o todo;
que meu tudo é meu algo, basta que me baste
sem desgaste ou batalha de vencer alguém...
Vejo além o bastante pra saber parar
onde o mar adverte que pertence ao peixe;
onde o feixe de sonhos encheu a braçada...
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