Textos sobre Tempo
Senta sem pressa
Deixa a alma vibrar,
No eco do tempo, vem se revelar.
Teu olhar calado, um mar a dizer,
Histórias profundas que eu quero saber.
Não temas o mundo, nem tua emoção,
Eu vejo em teus gestos o toque da razão.
Se o instante é frágil, guardemos, então,
Esse elo sublime que é pura conexão.
Me abraça sem filtro, sem culpa ou rancor,
E juntos faremos do medo, amor.
SimoneCruvinel
Poema: Ano Novo e o Cuidado com a Mente
O ano novo chegou, trazendo renovação,
É tempo de cuidar do corpo e do coração.
Mas a mente também pede atenção,
Para que a paz habite nossa imensidão.
Deixe para trás as dores que o tempo curou,
E abrace os dias que a esperança trouxe, com amor.
As metas deste ano têm um toque especial,
Cuidar da mente é o maior bem essencial.
Comece o ano com pequenos passos de cuidado,
Valorize os momentos, deixe o estresse de lado.
Defina para si uma meta a cada mês,
Procurar a calma, a serenidade, a sua vez.
Em janeiro, respire fundo e se permita ser,
No silêncio, o autoconhecimento pode florescer.
Em fevereiro, talvez uma prática de meditação,
Em março, buscar a paz em cada respiração.
O autocuidado é um objetivo constante,
Cuidar da saúde mental, sempre avante.
Estabeleça limites, diga não quando necessário,
Cultive a gratidão, mantenha o olhar solidário.
Que a ansiedade não seja seu guia,
Mas a tranquilidade seja sua companhia.
Na busca por equilíbrio, faça do descanso,
Uma prioridade, sem sentir nenhum embaraço.
Este ano é o momento de parar e refletir,
Buscar ajuda quando for necessário, sem se omitir.
Cultive amizades que tragam luz, que ajudem a crescer,
E sempre se lembre: cuidar de si é o maior poder.
Que cada dia seja um passo na sua jornada,
De autocompaixão, de mente equilibrada.
O ano novo é a chance de um recomeço,
Com metas claras, para a saúde mental, o progresso.
Quanto tempo para amar
Quanto tempo devemos esperar para falar eu te amo
Muitas vezes passamos anos com alguém e não sentimos
Mas muitas vezes em tão pouco tempo você sente algo diferente sem explicação
Vamos tentando entender todos esses sentimentos e chegamos a uma conclusão
Se não tem explicação é amor...
Então me desculpe.. mas te amo.
JOSEFINA
Matriarca, raiz que o tempo não arrancou,
hoje repousa no infinito.
Nas mãos do vento, espalha-se em nós,
semente eterna de força e memória.
O ciclo não cessa, transforma.
Ela é agora o sussurro das árvores,
o abraço do sol, o silêncio que acalma.
Uma partida que não é fim,
mas caminho que floresce em outros.
(Minha vó te amarei nas palavras e nas memórias 🤍 Saudades eternas!)
Lamúrias de um jovem adulto contemporâneo
Existem, ao mesmo tempo, o amor e confiança?
Em quem posso confiar? No que acreditar?
Em meio a tantas aparências, quais eu posso cultivar?
Posso, realmente, cultivá-las?
Será que estou enlouquecendo?
Será se sou eu lúcido em um mundo de mentecaptos?
Por que lapido a mim mesmo?
Para, ainda sim, ganhar a aprovação deles?
O modo heathcliffiano de viver estava correto?
O que é correto?
Entendo Ilitch em seus últimos momentos
Desejar
Quanto tempo ainda me resta?
Pergunto-me às vezes
Que a vida é efêmera e findável
Isso eu tenho consciência
E diante disso não há o que fazer
Se não, desejar
Desejar que o dia outro
não seja monótono e vão
Desejar que o amigo outro
não seja apático e desleal
Desejar que o amor outro
não seja tépido e fugaz
Desejar que o poeta outro
não seja falsídico e indolente
Desejar que o desejo outro
não seja nefando e ominoso
LIBERDADE DO CORAÇÃO
Não perca tempo tentando acender a luz em olhos que não veem,
Nem em mostrar a razão a quem não sabe discernir.
Não desperdice afeto com quem não pode sentir,
E não se force a encaixar em um mundo que não tem espaço pra você.
Evite os lugares onde precisa usar máscaras para ser aceita,
E não se engane achando que foi você quem perdeu,
Pois há fins necessários, mesmo que inicialmente amargos,
Desilusões de um coração entregue a mãos erradas.
Mas o gosto da liberdade logo aparece,
Pois ninguém nasceu para viver
Prisioneiro de um amor que não é verdadeiro.
A verdadeira essência do amar é libertar,
É encontrar felicidade ao ver o outro voar,
Ao lado ou acima de nós, sempre juntos na alegria.
A felicidade está em ver o outro brilhar,
E celebrar cada conquista como uma doce melodia.
Dizem que o tempo tudo cura,
Mas aqui estou, ainda na esperança,
Dos sorrisos que eram minha aventura,
E do calor que o coração tempera.
Os dias passam, lentos, vazios,
O vento leva memórias ao luar,
E eu, no silêncio dos meus desvarios,
Ainda espero o tempo curar.
As horas sussurram promessas vãs,
Enquanto a alma clama pelo abraço,
Um eco perdido em terras distantes,
Um sonho esquecido no compasso.
Será que o tempo se esqueceu de mim?
Ou sou eu que me recuso a partir?
Na esperança teço meu frágil jardim,
Onde a dor e a esperança insistem em florir.
DEUS É BOM O TEMPO TODO
Aquele que ofende nem
sempre tem noção do que diz.
Se possui, levado por sentimentos,
qual velhas colunas em despenhadeiro
fala do que aprendeu e ainda sente,
pálidas memórias de vidas passadas
ou até de vidas recentes
que convocadas pela Nova Era
gemem de morte no inconsciente.
ASSIM É O TEMPO
Entram as estações
Entre chuva e o vento
Às vezez fico em silêncio
Perdida em pensamento.
Tristezas e alegrias
Fazem parte da vida
O dia pode escurecer
E a noite ser colorida.
Banhada de estrelas
Numa noite de verão
Ou nums tempestade
Turbilhando de emoção.
Assim o corpo envelhece
Sem perder a felicidade
Não importa o tempo
A alma não tem idade.
Autoria Irá Rodrigues.
Há tanto para se fazer e dizer, frente à crueldade do tempo
Sentado, olhando o cair da noite, antecipo o que é inevitável
Revejo cada momento, cada minuto, que passei com você
Enlaçados, apaixonados
Sempre me perguntando: será que deixei evidente o bastante meu amor? será que não esqueci o que tenho a fazer?
Uma frase, uma palavra
O desespero do que foi e do que não foi dito
Tudo, absolutamente tudo, parece conspirar
A folha que cai, o riso da desconhecida, o telefone que toca
Não há nada que aconteça à minha volta que não lembre você
Dia após dia, cidade após cidade, seja olhando o chão negro e duro das estradas, seja viajando na maciez branca do céu, vejo-te
O semblante triste, renitente, delata o medo que, em vão, busco esconder
Medo do seu desamor e das histórias passadas e desconhecidas que procuro esquecer
Eu sei da força inexorável que pode nos afastar, e tremo
Sei das suas armas e do que ela é capaz
Mas, também sei do nosso amor e sua imensidão
Os termos é que me apavoram
O início ainda arde em mim, o interlúdio está repleto com nosso calor...
No fim (não nos é dado conhecê-lo), o que era dúvida se torna certeza e o que era tristeza se torna valor.
Em um tempo distante...passado! Pensei que seria para sempre,fiz questionamentos ao meu destino, atiçei minhas lembranças de quando eu fui protegida,vasculhei milhares,milhões de vezes uma pequena caixa dentro de mim que guardava meus sentimentos de gratidão,ao observar,me dei conta de que a gratidão contida era por me permitir viver. Grata pela vida.
Certo dia, vi fagulhas de alegria dentro de mim,o primeiro amor a gente nunca esquece,seja para sempre ou não,deixa rastros,em mim ficou incertezas,caminho perguntando e se...Como se pudesse ter feito diferente.
Descalço me deito,descalço me levanto. Mas gosto de deitar para lembrar das inúmeras vezes que fui feliz, dei o melhor que pude como eu pude dar, guardei lembranças das palpitações, guardei o cheiro da saudade,mas,deixei para trás o que não estava ao meu alcance,as incertezas do destino. Deixo-me descansar, guio-me pelas veredas e espero o melhor. A vida me ensinou a nunca desistir.
"Tempo chuvoso, Amor ao longe
No tempo chuvoso, o amor se faz sentir,
Mesmo distante, ele não deixa de existir.
As gotas que caem do céu como lágrimas de saudade,
Aceleram o pulsar do meu coração, com intensidade.
Na chuva, imagino como será nossos momentos,
O som das gotas no telhado trazendo alento.
E mesmo que estejamos separados pelo destino,
O amor ao longe continua a ser meu abrigo divino.
As ruas molhadas se tornam nosso caminho,
E nas poças d'água, vejo o reflexo do teu carinho.
Cada gota que cai é um beijo que não posso dar,
Mas na minha mente, nosso amor continua a brilhar.
Então que chova, que o tempo seja chuvoso e sereno,
Pois no amor ao longe encontro paz e pleno.
E mesmo que a distância nos separe por agora,
Nosso amor resistirá.
Como uma chuva que não vai embora.
Que nunca vai cessar."
TEMPO.
Em tuas mãos espinhos tornam-se flores
entre os amores cada sonho retratado
rosto enrugado nos caminhos sem rumores
por dentre as cores se desvenda o teu passado
Se a vida trouxe um ponto de desgosto
mesmo exposto teu semblante foi polido
tempo sofrido tem um plano mais composto
que ver no rosto o que jamais foi esquecido
A tua história se atira em um porão
e a ficção traz um tom que se revela
a cor singela se transforma em perfeição
e do carvão brotam vidas em uma tela.
MEMÓRIAS DA CHUVA
(Laércio J Carvalho)
...Não levou muito tempo até que a chuva começasse. Veio tão forte que o motorista da jardineira foi obrigado a fazer uma breve parada por que os limpadores de para-brisa não deram conta da tromba d’água que caiu. Foi então que Cândido, apesar do vidro embaçado da janela, viu duas garotas se protegendo da chuva num ranchinho à beira da estrada. Entre raios e trovões, o coração de Cândido parecia querer saltar fora do peito. Do outro lado, a garota que deveria marcar para sempre a sua vida, também o observava. Parecia um botão de rosa sob o bombardeio dos pingos da chuva. De tão molhado, o vestido amarelo grudado à pele exibia o lindo corpo de menina moça e seus cabelos dourados ao sabor do vento que varria de um lado para outro o rancho de latas de leite de uma indústria de lacticínios.
A tempestade não durou mais que cinco minutos. Da janela do veículo já era possível enxergar a torre de uma igrejinha. Não estavam a mais que trezentos metros da praça central do povoado e, assim que a jardineira teve o motor acionado, passaram pelas meninas que, de tão distraídas com os jovens viajores, pisavam mais sobre as poças d’água que sobre o lastro da estrada. Cândido se lembrou da música que ouvira naquela manhã no toca-fitas do Corcel amarelo: “Rain Memories”, Memórias da Chuva, com Paul Denver. Estranhamente, ambos sentiram medo; medo de se perderem daquele casual encontro e nunca mais se reencontrassem.
Assim que o motorista encostou a velha jardineira no ponto de embarque e desembarque, o olhar de Cândido não desgrudou das meninas até que virassem à esquerda em uma rua na cabeceira da praça. Porém, de um último olhar antes de virar a esquina, Cândido fez uma leitura de pensamento: *Ela vai voltar!*, concluiu. Enquanto isso, seu amigo não pensava noutra coisa que não fosse um sanduíche e uma garrafa de refrigerante gelado.
Na pracinha, com a esperança de rever seu lindo “botãozinho de rosa molhado”, Cândido ficou a observar os passarinhos em festa nos galhos de uma caneleira em frutificação, enquanto o amigo, bem informado por um habitante local, seguiu rumo à única lanchonete do bairro. Naquele instante o Sol deu suas caras. Como criança assustada com a chuva, aos poucos perdeu o medo voltando a brilhar novamente entre nuvens rarefeitas de algodão. Os manacás de jardins, com floração tardia nos braços da Mantiqueira, inebriavam o ambiente com um doce e suave perfume. As abelhas, num constante vai e vem entre flores e colmeias, não davam trégua ao bem cuidado jardim do pitoresco “Morada do Sol”.
Cândido, entretido com a algazarra dos beija-flores, não percebeu a chegada do amigo trazendo nas mãos um pão com mussarela e uma garrafa de coca-cola. Ao mesmo tempo, do outro lado do jardim, sob a sombra de uma jovem acácia, a mais linda flor de “Morada do Sol” o aguardava. Cândido, com coração a mil, agradeceu a gentileza do amigo, porém recusou a oferta.
_Não vai tomar nem a coca, seu tonto? // Insistiu o amigo.
_Não!... Obrigado!... Sei que está ficando tarde... Mas, por favor, me aguarde no bar por mais alguns minutos.
_Fica frio!... Sem pressa!
Enquanto o amigo caminhava para a lanchonete, Cândido seguiu em direção à bela princesinha dos cabelos dourados que, percebendo sua intenção, se levantou e veio ao seu encontro. Por um momento, ambos tiveram a impressão de estarem caminhando sobre nuvens. De pernas bambas e corações palpitantes, se viram frente a frente a dois passos de se tocarem. Seus olhares se cruzaram; suas bocas tinham sede; seus lábios molhados se mordiam de desejo. Do outro lado da praça, a sentinela que a acompanhava não desgrudava os olhos de ambos os lados da rua. Parecia bastante ansiosa, temendo por algum imprevisto.
Apesar das pernas bambas e o suor excessivo, Cândido tomou a iniciativa:
_Oi!
_Oi!
_Posso saber seu nome?
_Claro!... Meu nome é Lucy!... E o seu?!
_Chamo-me Cândido!... Não é um nome tão bonito quanto o seu.
_Obrigada!... Adorei seu nome!... Você está visitando alguém no bairro ou apenas de passagem?
_Somos estudantes... Estamos vindo de “Espírito Santo das Araucárias”... Meus pais moram em uma fazenda num bairro conhecido como “Voz do Vento”... Você conhece?
_Sei onde fica... Certa vez passei por lá com meus pais... Fomos visitar uma tia doente no município de “São Francisco do Mogi”.
_Não posso parar muito tempo... Meu amigo está ansioso à minha espera... Você pode me dizer se esse ônibus que nos deu carona faz algum horário para “Caracol” no domingo?
_Sim... Às três da tarde, em ponto, ele parte.
_Tenho que visitar meus pais, mas amanhã estarei nesta mesma praça por volta do meio dia... Gostaria muito de vê-la novamente.
_Eu também!... Acho que nem vou dormir direito... Tenho medo de não te encontrar outra vez.
_Preciso seguir adiante... Meu amigo deve estar impaciente... Mas antes quero te fazer uma pergunta.
_Faça!
_O desejo de beijar tua boca está me matando... Posso te beijar, Lucy?
Por um instante a garota sentiu que poderia ter um “piripaque”. A pele de seu rosto tornou-se rosada; seu coração batia tão forte que podia ser ouvido a um metro, que era a distância que os separava. Lucy olhou para a sentinela que, mesmo apreensiva, usou o polegar de sua mão esquerda e respondeu com um sinal de positivo. Suas mãos não paravam de suar. Com voz meio rouca, proferiu sua resposta:
_Sim!... Quero muito o teu beijo... Só te peço que não faças mau juízo de mim.
Cândido aproximou-se de Lucy e, com as mãos envoltas em seus cabelos dourados, puxou-a de encontro ao seu peito, suspirou fundo, inebriou-se no perfume de sua pele, antes de se perderem num beijo apaixonado.
Assim como o cérebro, o paladar e o olfato também têm suas memórias e, ainda que passassem cem anos daquele primeiro encontro, ambos jamais esqueceriam o doce sabor daquele beijo, o qual ficaria registrado para sempre em suas vidas.
No domingo de manhã, já a par das novidades daqueles primeiros quinze dias de ausência, apesar da felicidade de estar junto à família, Cândido saiu a cavalo pela fazenda; porém, por nenhum segundo tirou Lucy do seu pensamento.
Aquele lindo domingo de céu azul não lhe parecia um dia qualquer. As flores do campo se exibiam mais coloridas e perfumadas. Até os passarinhos cantavam mais alegres, em sintonia com os seus pensamentos. A “primeira vítima” dos arroubos daquela paixão adolescente foi um frondoso pé de jequitibá que, a golpes de canivete, teve seu tronco ferido. As inicias “C & L” no centro de um coração ilustraram uma curta frase: “Lucy, eu te amo”.
Após o almoço de domingo, o pai de Cândido, que o levaria até o vilarejo de “Morada do Sol” para tomar o ônibus, percebendo certa ansiedade no filho, perguntou:
_Cândido!... Não acha que está sendo precipitado?... Afinal, o ônibus parte somente às três da tarde, não é isso?
_Pai... Na verdade eu estou em dúvida: não sei se ouvi treze ou três horas da tarde... Melhor irmos mais cedo que perder a jardineira... Não acha?
Mal sabia ele que o filho estava apaixonado e não via a hora do reencontro com sua amada.
Por volta das treze horas, senhor José encostou seu jipe num ponto de ônibus. Bem que desconfiou que a linda garota sentada em um banco à sombra de uma árvore, não estava ali por acaso. Fingindo não prestar atenção, abençoou o filho e retornou à fazenda. Lucy, com um lindo sorriso nos lábios, não continha sua alegria por aquele feliz reencontro. Cândido, caminhando em sua direção, tinha nas mãos um botãozinho de rosa. Antes de beijá-la, pediu licença para ajeitar em seus cabelos o lindo adereço roubado. O céu, de tão azul se confundia com os canteiros de lírio, e o beijo de Lucy, de tão doce, com mel jataí, cujo aroma recendia por toda a praça.
E assim, muitos domingos felizes se sucederam. Quase sempre os encontros se davam naquela mesma pracinha, num intervalo de quinze dias entre um e outro. Para driblarem a saudade, muitas cartas de amor eram trocadas. Porém, a saudade era tão grande que não era incomum o remetente chegar ao destinatário antes da carta apaixonada.
Comum nos arroubos da juventude, certas atitudes ultrapassam os limites do bom senso. Isso na visão de quem nunca viveu uma grande paixão adolescente. Certo dia Cândido esculpiu num fio de arame uma letra do alfabeto. Lógico! Não seria outra senão a letra “L” de Lucy, nome de sua doce namorada. Nas chamas de um isqueiro a gás, aguardou a incandescência do artefato antes de cravá-lo na pele de seu punho esquerdo. Não gritou, nem chorou. Homem não chora, pensou consigo, embora não evitasse uma lágrima sorrateira deslizando sobre a face. Errou feio quem apostou que Lucy não seria capaz de tamanha loucura. Na primeira oportunidade, apesar das lágrimas de dor, cravou em seu punho direito um artefato incandescente com a letra “C” esculpida em arame de aço. Naqueles áureos tempos o romantismo ainda era moda e os amantes amavam. Diferente dos costumes de hoje onde “os ficantes” ficam.
Alguns meses se passaram. Eis que chegaram as tão sonhadas férias de julho. Cândido foi para a fazenda dos pais e alguns hábitos tiveram que ser mudados. Os encontros que se davam com a luz do dia passaram a acontecer no período noturno. Um cavalo branco que atendia pelo nome de Corisco era o meio de transporte utilizado para as visitas de sábado à noite ao vilarejo de “Morada do Sol”. Nessa ocasião, Cândido já tinha a autorização para cortejar Lucy, desde que fosse um “namoro respeitoso”, dizia o orgulhoso pai da menina.
Naquelas noites enluaradas, o pé de Dama da Noite, que próximo ao portão exalava seu perfume, por muitas vezes foi testemunho de beijos apaixonados e suspiros de amor ao som de lindas melodias tocadas numa vitrola no interior da sala de estar da casa dos pais de Lucy. A romântica “Do You Wanna Dance”, na voz de Johnny Rivers, ainda era a música mais tocada naquela época. A paraguaia Perla despontava nas rádios com “Estrada do Sol”; em Italiano, Alle Porte Del Sole, uma versão do grande sucesso de Gigliola Cinquetti de 1974.
Tempos depois, já com a volta às aulas, uma tarde de domingo do mês de agosto ficaria marcada por conta de uma das lembranças mais felizes de suas vidas. Os ipês amarelos, carregados de flor, ditavam a transição para o início da primavera. No banco da praça do inesquecível vilarejo de “Morada do Sol”, Cândido e Lucy se beijaram pela última vez. Apesar dos momentos, até então, só de alegrias, aquela foi uma tarde triste. Quando a velha jardineira buzinou no costumeiro ponto, uma sensação ruim mexeu com os sentimentos de ambos. Lucy parecia adivinhar o que estava por vir. No momento em que a jardineira partiu, Cândido, com o coração apertado no peito, olhou pela janela. Lucy, que tinha nas mãos uma flor de ipê, acenou-lhe pela última vez daquele pedacinho de chão encantado...
Reavaliar crenças e paradigmas ou
Entender a si próprio leva tempo,
Sabedoria e muita paciência.
Impossível não entrar em pânico às vezes
Saber chorar é preciso para aliviar.
Tudo acontece para nos ensinar que
Êxito teremos no momento interno certo.
Não conseguiremos nada com agressão.
Cada vida tem histórias, derrotas e vitórias.
Importante ter equilíbrio emocional.
A vida passa rápido, viva o presente, ame-se.
Aqui vai um conselho
Não converse com quem não tem conteúdo poupe o seu tempo e o da pessoa, tire da sua vida quem não soma em nada porque só vai atrasar você,no começo é doloroso e triste, mais depois você vai perceber que precisava disso para evoluir, a vida é feita de ciclos tudo um dia acaba e um novo ciclo se inicia, tendo em vista isso temos que ter em mente que tudo passa nada é eterno,o que e bom vai ter que passar e o que e ruim também, quando estiver com a alma cortada estanque vc mesmo o sangue quando estiver chorando enxugue você mesmo as suas lágrimas,
Não vá atrás de ninguém, convide todos a estar com você mais nunca insista,tente levar todos mais não pare para esperar ninguém,porque assim você vai se atrasar,
Seja feliz sem motivo
Pq já dizia drummond ser feliz sem motivo é a mais autentica forma de felicidade,e aprenda com a tristeza mais nunca permita que ela entre no seu coração.
Não existe uma forma de parar o tempo,
Mas o tempo em mim parou.
Vivo olhando por onde passou
E vi que tudo de mim já roubou.
Sou triste, mas tudo já passou
Com tudo que me levou.
Não sei o que fazer, pois tudo passou
Venho lhe perguntar, por que não me espera
O tempo não espera ele flutua
Por você toda vez sentada nessa rua.
Confuso já estou, o tempo já passou?
O trem
(Verso 1)
Num trilho sombrio, onde a noite persiste,
Um trem fantasma, onde o tempo desiste.
Carruagens de névoa, deslizando no ar,
Desejos tecendo o destino, num silencioso mar.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Verso 2)
Sombras dançam nos corredores sem fim,
Almas perdidas, buscando um destino enfim.
O condutor invisível guia a jornada,
Onde o desconhecido se torna uma estrada.
(Pré-Refrão)
No eco do apito, o tempo se congela,
Nesse trem de mistérios, a verdade se revela.
Olhares vazios, segredos entre suspiros,
Cada estação, um portal para devaneios.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Ponte)
A neblina se adensa, encobrindo a visão,
O trem se perde, na última estação.
Na penumbra, um sussurro, uma metamorfose,
Eu me vejo refletido, numa sombra que se propaga.
(Verso 3)
No vagão final, a névoa se entrelaça,
O tempo desvanece, a realidade embaraça.
Eu, outrora vivo, agora parte do espectral,
Numa jornada sem fim, onde tudo é celestial.
(Pré-Refrão)
No eco do apito, o tempo se congela,
Nesse trem de mistérios, a verdade se revela.
Olhares vazios, segredos entre suspiros,
Cada estação, um portal para devaneios.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Outro)
Na névoa dissipada, eu me reconheço,
Um passageiro etéreo, num destino confesso.
No trem misterioso, onde o tempo se desfaz,
Eu me torno sombra, na dança que nunca jaz.
DEUS É BOM O TEMPO TODO
No aniversário de Jesus sempre
um dezembro de festa e alegria
somos suaves, doces, leves, somos simpatia.
E a esperança qual semente eclode em nós
em tons de realeza e somos flores, frutos,
virtudes, caridade e harmonia.
Momento de transcendência evolutiva
tatuado nos arcabouços da memória
ao 2024 que em breve se inicia.
