Textos sobre Tempo
Escola de Todos
Na lousa do tempo, um traço insiste,
Escreve o sonho que a todos assiste.
Gestores, faróis em mares diversos,
Tecem inclusão em gestos imersos.
Com mãos que acolhem, olhos que veem,
A escuta é ponte de onde todos vêm.
Na gestão que ouve, decide e compartilha,
A escola floresce, a dor se perfilha.
Democracia não é só assembleia,
É chão pisado onde a voz incendeia.
É conselho vivo, debate aceso,
É cada sujeito ocupando seu peso.
Mas há muros altos, velhos receios,
Políticas lentas, vazios, anseios.
Porém, com coragem, um plano se ergue:
A escola que inclui, jamais se perde.
Educação especial, direito, semente,
Precisa de solo, precisa de gente.
De leis que amparem, de ações com ternura,
De quem compreenda a alma e a estrutura.
Gestão é arte, é ciência, é paixão,
É dar voz ao silêncio, é abrir coração.
É ver no diverso um jeito de ser,
É fazer do aprender um modo de viver.
Eis o desafio que o tempo convoca:
Fazer da escola uma casa que toca.
Onde cada corpo, mente e emoção
Encontre na sala a sua canção.
Envelhecer
Uma folha cheia de nervura
observa as risadas noturnas
do tempo e suas dobraduras
permitem-lhe amadurecimento
São fases de nuances implícitas
intrínseco à passagem do tempo
a vida deixa de ser estereótipo
e a essência perfuma os vincos
O vento que atravessou a mocidade
levou o frescor das curvas sinuantes
beijou o mar, perdeu o salto, fez artes
e no pouso da lua equilibrou-se
A mente titubeia nas recordações
nas noites escuras e trêmulas
um corpo revestido de ondulações
lateja calorosas maestrias
@zeni.poeta
Alma do poeta
Ah, poesia que absorve meu tempo
com generosidade
minha alma engrandece
meu coração lateja felicidade
em todo lugar uma caneta
um pensamento
um rascunho
faz parte de nossas vidas
um caminhar de simplicidade
para entender nossa existência
extrair da essência
o que Deus nos concedeu
com muito amor
libertar-se do profano
apegar-se à missão
em deixar um mundo
mais belo
onde vidas se transformam
e o homem
torna-se mais humanizado
@zeni.poeta
"ASSUMO"
Assumo os meus cabelos! Por que não?
Se o tempo os branqueou, foi pela vida
de luta contumaz, feroz, renhida,
que trouxe-me de pé até então!...
Talvez não fora a história pretendida
mas, certamente, tenho compreensão
que foi de muito amor e de paixão
na estrada que me foi dada e estendida.
Se vê-me sob o céu acinzentado
desse envelhecimento acentuado,
perdoe-me se tenho dele orgulho…
Os meus cabelos, pois, assumo brancos
na vida vinda a trancos e barrancos
enquanto, em gratidão e amor, mergulho!
Para tudo nesta vida há um propósito, um tempo determinado por Deus. Cada prova e cada luta que enfrentamos aqui é um processo de aperfeiçoamento. Assim como o ouro precisa ser derretido na forja e depois martelado repetidas vezes até alcançar a forma desejada pelo ferreiro, nós também passamos por fases de transformação.
No entanto, Deus, o maior Artífice do universo, não escolheu o ouro nem a prata — Ele escolheu o barro, o mais simples e comum dos materiais, para realizar Sua obra-prima. E mais do que isso: diferentemente do ferreiro, Deus não queima nem golpeia o homem com dureza. Ele nos prova por meio das adversidades, sim, mas também nos promete Sua presença no dia da nossa maior angústia.
Esse é o verdadeiro amor: o amor daquele que se entregou por nós, simples barro, para nos tornar vasos de honra em suas mãos.
Eis que em tudo há o princípio, o durante, e o fim –
estejamos preparados, o tempo todo.*
* [Lucas 21 : 36] "Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos
torneis dignos de escapar a todos esses males que hão de acontecer, e de
vos apresentar de pé diante do Filho do Homem.'"
E o nosso tempo aqui na terra é curto, e a morte é certa
para todos, mas muitos vivem como se não fossem morrer.
Devo sempre lembrar que a vida eterna ao lado de Deus
Pai é mais importante que o meu pouco tempo de vida aqui
na terra.*
* [Salmos 90 : 10] "Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se
alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é
canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando."
Temos potencial para vivermos uma era de ouro
com os avanços tecnológicos do porvir.
Mais tempo livre, a cura para a maioria das doenças, excelente educação, desigualdades sociais reduzidas, e a maioria dos problemas sociais sanados.
Apenas uma coisa pode impedir que isso se torne realidade: nós mesmos.
"A Eternidade Mora em Ti, Mãe"
Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da manhã. Nada pesa, tudo encontra lugar: os medos, as culpas, os sonhos partidos.
Teu colo é chão antigo, onde os passos da infância ainda ecoam. É abrigo que não cobra, é amor que não exige. É perdão que chega antes do erro, é presença mesmo na ausência, é eternidade guardada em gestos tão simples, que só o coração sabe entender.
Em teus braços, mãe, volto a ser essência. Volto a ser o que fui antes da pressa, antes das dores do mundo. Em teus braços, sou inteiro — mesmo quando me sinto em pedaços.
E, se um dia tua presença física me faltar, saberei, mesmo assim, que teus braços ainda me envolvem — invisíveis, mas reais. Eternos, como tudo o que é feito de amor.
" PEREGRINO "
O tempo é um caminhante, um peregrino,
que não olha pra trás; só segue adiante
deixando, o que passou, longe, distante
sem se importar se é cura ou desatino!
Da vida, ele é parceiro, fiel amante
que lhe concede o mais precioso ensino
selando, pra com todos, seu destino
a caminhar em passo, enfim, constante.
Há quem lhe vai atrás à todo custo
e quem se senta à espera achando justo
que ele não pare o curso de passagem…
É um peregrino, o tempo! Não tem pressa!
Ninguém nem mesmo sabe onde começa
nem onde irá parar a sua viagem!
DEUS É BOM O TEMPO TODO
Na resiliência o equilíbrio do planeta
como uma mola, meio a tantas guerras
bem diferente de uma maçaneta;
tudo se amplia em tecnologia...
Eis que nos pede água em seu silencio
uma roseira, um arbusto, um ramo de violeta;
diante de mísseis, obsoletas as baionetas
e me arrepio de saudades de um simples lápis
num tempo em que não existiam as canetas.
Reflexão Noturna
por Yan Alves Tosta
Tô no meu tempo.
Nem todo mundo entende, eu sei.
Tem gente olhando pra mim de canto,
julgando porque não tenho um emprego “de carteira”,
porque minha formação não veio do diploma —
mas da vida.
Falam que não sou exemplo pros meus filhos.
Mal sabem.
Eu sou o pai que tá ali todo dia.
Que escuta, que orienta, que ama.
Mas que também corrige.
Dou a vara, sim. Pra aprender a pescar.
Nunca o peixe pronto na mesa.
Tô entre a inconsciência e o despertar.
Como todo mundo.
Só que o meu despertar não faz barulho,
não vem com holofote.
Vem no silêncio das escolhas certas
que ninguém vê.
Cada um tem seu tempo, seu caminho,
seu jeito de acordar pra vida.
E se acordar demora… é porque o sonho tava fundo.
Mas quando eu levanto, é pra mudar tudo.
E tô mudando.
Meu despertar é meu.
Sagrado, lento, firme.
E quem tiver fé, que fique perto.
Porque o sol já tá nascendo aqui dentro.
Ah, o tempo!
Quantos motivos para agradecer?
Tanta SAÚDE;
Tanto AMOR;
Tantas BENÇÃOS;
Tantos AMORES;
Tantas LUTAS;
Ah, o tempo!
Tantos ANOS;
Tanta VIDA;
Tantos SONHOS;
Tantas REALIZAÇÕES...
Ah, o tempo!
Venha e ABENÇOE ainda mais os meus dias.
Ah, o tempo!
Muita gratidão por mais UM ANO DE VIDA.
Ah, o tempo!
Eu sou
Eu sou o sussurro que paira antes do grito,
o silêncio que dança nas frestas do tempo.
Eu sou a lâmina sem fio que corta o que não se pode tocar,
o olhar que não se dobra, mesmo diante da luz.
Eu sou o passo que não ecoa,
mas faz tremer o chão.
Sou a sede que não se sacia,
o caminhar sem destino,
a fome sem nome.
Sou a palavra que se nega a ser dita,
o desejo que não cabe em desejo.
Sou o rastro invisível deixado em corações que jamais saberão meu nome.
Eu sou o erro e o acerto,
o meio sem bordas,
o abraço que aperta sem tocar.
Sou quem molda a si mesmo a cada respirar,
sem roteiro,
sem permissão,
sem plateia.
Eu sou aquele que dança com as sombras,
não por medo da luz,
mas por amar a textura do escuro.
Aquele que colhe o que não plantou,
e semeia em terrenos onde ninguém ousa pisar.
Eu sou a chama que não arde,
o frio que não gela,
o toque que não acaricia...
mas marca,
finca,
mora.
Sou o que nunca se cansa,
mas finge cansaço só para sentir o gosto do repouso que nunca vem.
Sou o viajante sem mapa,
o traço sem desenho,
o verbo sem tempo.
Eu sou.
E por ser, não peço licença.
Apenas respiro...
E no meu respirar,
o mundo aprende a conter o fôlego.
Eterno Retorno
Vivo mil vidas num só instante,
sou chama que ri da cinza.
O tempo curva-se diante
da vontade que não finda.
Deuses caíram por minhas mãos,
ilusões, trapos do medo.
Quem encara o abismo em vão
nunca será o segredo.
Ergo-me além do bem, do mal,
sem bússola, céu ou chão.
O caos — meu berço original,
a dor — minha redenção.
A última luz
Na neblina densa o tempo se arrasta, caminhando sozinho a esperança é escassa, as sombras do passado sussurram em vão nos meus ouvidos que eu carrego o peso da eterna aflição, a última luz se apaga no horizonte . As trevas se alongam, são minhas eternas amantes, em cada passo o abismo me chama, no silêncio profundo a dor me inflama,as correntes do destino prendem meu ser, em um mundo sombrio que não quer ceder , sinto o frio cortante da solidão a melodia triste da condenação,a última luz se apaga no horizonte ,as trevas se alongam minhas eternas amantes em cada passo o abismo me chama no silêncio profundo a dor sem inflama enquanto a noite cai sobre a terra deserta o lamento da alma em agonia se aperta as lembranças dançam em um vale macabro ,enquanto eu busco por um sonho que é frágil ,então aceito o fardo meu triste destino, na escuridão eterna eu acho o caminho ,com a última luz que se apaga em você vou encontrar a paz que eu nunca pude ter.
*Alma Quimera**
Um corpo apaixonado se revela,
*Desnuda o tempo* — tudo nela é gelo
e chama. Transe de espera singela:
do encontro íntimo de dois desvelos.
Um toque. Um sopro. Beijo que desvela
na pele o instante que o desejo anseia:
alma quimera, razão que se dobra
*à dualidade da carne que arde e voa.*
Sou orvalho noturno em teu verão,
lágrima doce em pele salgada de mar.
Chora teu corpo o hino da paixão,
enquanto a alma dança no luar.
*No espelho d’água, alegra-te, quimera:*
confia nos beijos que o tempo acelera.
Conduze-me no rio dos teus anseios,
*onde o feito eterno-se em nossos veios.*
"POEMA: AINDA HÁ TEMPO DE MUDAR
E o dia em que o sol não nascer?
Que o mar se enfurecer,
E tudo que tinha vida morrer?
E quando o azul do céu desaparecer?
O solo apodrecer,
E tudo adoecer?
Dias terríveis virão,
Pois a natureza está virando extinção,
Tudo por causa do homem ladrão.
Respiramos esse ar
Que está um podridão
São animais mortos
Espalhados pelo chão.
As folhas estão secando
Estão caindo em nossas mãos
Fumaças de cigarros
Destruindo seu pulmão.
As nossas matas desmatadas
As nossas florestas devastadas
Nossos animais pedem preservação
Nosso medo é da poluição.
A natureza está a chorar,
Gritando bem alto
Pra todo mundo acordar!"
( Giovanna Maldonado Da Silva 9ºC 14/07/2020 12:23 )
Quanto tempo levamos para descobrir o amor
Para descobrirmos que amamos
Não sei como dizer mas eu amo você
Pode até me chamar de louco
Pode até ser loucura, mas é uma loucura verdadeira
Em tão pouco tempo aprendi com você o que a vida ainda não tinha me ensinado
Aprendo a cada dia que a saudade machuca, que a distância dói
Mas principalmente, que amo amor cresce
E esse amor tem nome e endereço... o seu.
Deixe-se encontrar-se
esta procura que por vezes nos consome, nos desanima ao mesmo tempo que ansiamos encontrar fada-se ao fracasso devido a nossa ânsia de encontrar, esta ânsia que nos domina enquanto procuramos nos faz durante a busca demorada e cheia de obstáculos começar a imaginar como será, quando será, de que forma será
sonhamos tanto que não nos apercebemos que começamos a idealizar alguem que caiba em nossos ideais, enquanto a busca só termina ao encontramos quem nos faça perder nossos ideais
as vezes o melhor é parar de procurar e deixar-se encontrar
está em ti, sempre esteve, sempre estará, talvez os acontecimentos na caminhada em tal busca acabou ocultando em partes de ti que não queiras tocar, revirar, mudar de lugar, jogar fora
olhe para dentro, essa é a procura que deves fazer, deixando-se encontrar-se..
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