Textos sobre Tempo
TEMPO.
Em tuas mãos espinhos tornam-se flores
entre os amores cada sonho retratado
rosto enrugado nos caminhos sem rumores
por dentre as cores se desvenda o teu passado
Se a vida trouxe um ponto de desgosto
mesmo exposto teu semblante foi polido
tempo sofrido tem um plano mais composto
que ver no rosto o que jamais foi esquecido
A tua história se atira em um porão
e a ficção traz um tom que se revela
a cor singela se transforma em perfeição
e do carvão brotam vidas em uma tela.
MEMÓRIAS DA CHUVA
(Laércio J Carvalho)
...Não levou muito tempo até que a chuva começasse. Veio tão forte que o motorista da jardineira foi obrigado a fazer uma breve parada por que os limpadores de para-brisa não deram conta da tromba d’água que caiu. Foi então que Cândido, apesar do vidro embaçado da janela, viu duas garotas se protegendo da chuva num ranchinho à beira da estrada. Entre raios e trovões, o coração de Cândido parecia querer saltar fora do peito. Do outro lado, a garota que deveria marcar para sempre a sua vida, também o observava. Parecia um botão de rosa sob o bombardeio dos pingos da chuva. De tão molhado, o vestido amarelo grudado à pele exibia o lindo corpo de menina moça e seus cabelos dourados ao sabor do vento que varria de um lado para outro o rancho de latas de leite de uma indústria de lacticínios.
A tempestade não durou mais que cinco minutos. Da janela do veículo já era possível enxergar a torre de uma igrejinha. Não estavam a mais que trezentos metros da praça central do povoado e, assim que a jardineira teve o motor acionado, passaram pelas meninas que, de tão distraídas com os jovens viajores, pisavam mais sobre as poças d’água que sobre o lastro da estrada. Cândido se lembrou da música que ouvira naquela manhã no toca-fitas do Corcel amarelo: “Rain Memories”, Memórias da Chuva, com Paul Denver. Estranhamente, ambos sentiram medo; medo de se perderem daquele casual encontro e nunca mais se reencontrassem.
Assim que o motorista encostou a velha jardineira no ponto de embarque e desembarque, o olhar de Cândido não desgrudou das meninas até que virassem à esquerda em uma rua na cabeceira da praça. Porém, de um último olhar antes de virar a esquina, Cândido fez uma leitura de pensamento: *Ela vai voltar!*, concluiu. Enquanto isso, seu amigo não pensava noutra coisa que não fosse um sanduíche e uma garrafa de refrigerante gelado.
Na pracinha, com a esperança de rever seu lindo “botãozinho de rosa molhado”, Cândido ficou a observar os passarinhos em festa nos galhos de uma caneleira em frutificação, enquanto o amigo, bem informado por um habitante local, seguiu rumo à única lanchonete do bairro. Naquele instante o Sol deu suas caras. Como criança assustada com a chuva, aos poucos perdeu o medo voltando a brilhar novamente entre nuvens rarefeitas de algodão. Os manacás de jardins, com floração tardia nos braços da Mantiqueira, inebriavam o ambiente com um doce e suave perfume. As abelhas, num constante vai e vem entre flores e colmeias, não davam trégua ao bem cuidado jardim do pitoresco “Morada do Sol”.
Cândido, entretido com a algazarra dos beija-flores, não percebeu a chegada do amigo trazendo nas mãos um pão com mussarela e uma garrafa de coca-cola. Ao mesmo tempo, do outro lado do jardim, sob a sombra de uma jovem acácia, a mais linda flor de “Morada do Sol” o aguardava. Cândido, com coração a mil, agradeceu a gentileza do amigo, porém recusou a oferta.
_Não vai tomar nem a coca, seu tonto? // Insistiu o amigo.
_Não!... Obrigado!... Sei que está ficando tarde... Mas, por favor, me aguarde no bar por mais alguns minutos.
_Fica frio!... Sem pressa!
Enquanto o amigo caminhava para a lanchonete, Cândido seguiu em direção à bela princesinha dos cabelos dourados que, percebendo sua intenção, se levantou e veio ao seu encontro. Por um momento, ambos tiveram a impressão de estarem caminhando sobre nuvens. De pernas bambas e corações palpitantes, se viram frente a frente a dois passos de se tocarem. Seus olhares se cruzaram; suas bocas tinham sede; seus lábios molhados se mordiam de desejo. Do outro lado da praça, a sentinela que a acompanhava não desgrudava os olhos de ambos os lados da rua. Parecia bastante ansiosa, temendo por algum imprevisto.
Apesar das pernas bambas e o suor excessivo, Cândido tomou a iniciativa:
_Oi!
_Oi!
_Posso saber seu nome?
_Claro!... Meu nome é Lucy!... E o seu?!
_Chamo-me Cândido!... Não é um nome tão bonito quanto o seu.
_Obrigada!... Adorei seu nome!... Você está visitando alguém no bairro ou apenas de passagem?
_Somos estudantes... Estamos vindo de “Espírito Santo das Araucárias”... Meus pais moram em uma fazenda num bairro conhecido como “Voz do Vento”... Você conhece?
_Sei onde fica... Certa vez passei por lá com meus pais... Fomos visitar uma tia doente no município de “São Francisco do Mogi”.
_Não posso parar muito tempo... Meu amigo está ansioso à minha espera... Você pode me dizer se esse ônibus que nos deu carona faz algum horário para “Caracol” no domingo?
_Sim... Às três da tarde, em ponto, ele parte.
_Tenho que visitar meus pais, mas amanhã estarei nesta mesma praça por volta do meio dia... Gostaria muito de vê-la novamente.
_Eu também!... Acho que nem vou dormir direito... Tenho medo de não te encontrar outra vez.
_Preciso seguir adiante... Meu amigo deve estar impaciente... Mas antes quero te fazer uma pergunta.
_Faça!
_O desejo de beijar tua boca está me matando... Posso te beijar, Lucy?
Por um instante a garota sentiu que poderia ter um “piripaque”. A pele de seu rosto tornou-se rosada; seu coração batia tão forte que podia ser ouvido a um metro, que era a distância que os separava. Lucy olhou para a sentinela que, mesmo apreensiva, usou o polegar de sua mão esquerda e respondeu com um sinal de positivo. Suas mãos não paravam de suar. Com voz meio rouca, proferiu sua resposta:
_Sim!... Quero muito o teu beijo... Só te peço que não faças mau juízo de mim.
Cândido aproximou-se de Lucy e, com as mãos envoltas em seus cabelos dourados, puxou-a de encontro ao seu peito, suspirou fundo, inebriou-se no perfume de sua pele, antes de se perderem num beijo apaixonado.
Assim como o cérebro, o paladar e o olfato também têm suas memórias e, ainda que passassem cem anos daquele primeiro encontro, ambos jamais esqueceriam o doce sabor daquele beijo, o qual ficaria registrado para sempre em suas vidas.
No domingo de manhã, já a par das novidades daqueles primeiros quinze dias de ausência, apesar da felicidade de estar junto à família, Cândido saiu a cavalo pela fazenda; porém, por nenhum segundo tirou Lucy do seu pensamento.
Aquele lindo domingo de céu azul não lhe parecia um dia qualquer. As flores do campo se exibiam mais coloridas e perfumadas. Até os passarinhos cantavam mais alegres, em sintonia com os seus pensamentos. A “primeira vítima” dos arroubos daquela paixão adolescente foi um frondoso pé de jequitibá que, a golpes de canivete, teve seu tronco ferido. As inicias “C & L” no centro de um coração ilustraram uma curta frase: “Lucy, eu te amo”.
Após o almoço de domingo, o pai de Cândido, que o levaria até o vilarejo de “Morada do Sol” para tomar o ônibus, percebendo certa ansiedade no filho, perguntou:
_Cândido!... Não acha que está sendo precipitado?... Afinal, o ônibus parte somente às três da tarde, não é isso?
_Pai... Na verdade eu estou em dúvida: não sei se ouvi treze ou três horas da tarde... Melhor irmos mais cedo que perder a jardineira... Não acha?
Mal sabia ele que o filho estava apaixonado e não via a hora do reencontro com sua amada.
Por volta das treze horas, senhor José encostou seu jipe num ponto de ônibus. Bem que desconfiou que a linda garota sentada em um banco à sombra de uma árvore, não estava ali por acaso. Fingindo não prestar atenção, abençoou o filho e retornou à fazenda. Lucy, com um lindo sorriso nos lábios, não continha sua alegria por aquele feliz reencontro. Cândido, caminhando em sua direção, tinha nas mãos um botãozinho de rosa. Antes de beijá-la, pediu licença para ajeitar em seus cabelos o lindo adereço roubado. O céu, de tão azul se confundia com os canteiros de lírio, e o beijo de Lucy, de tão doce, com mel jataí, cujo aroma recendia por toda a praça.
E assim, muitos domingos felizes se sucederam. Quase sempre os encontros se davam naquela mesma pracinha, num intervalo de quinze dias entre um e outro. Para driblarem a saudade, muitas cartas de amor eram trocadas. Porém, a saudade era tão grande que não era incomum o remetente chegar ao destinatário antes da carta apaixonada.
Comum nos arroubos da juventude, certas atitudes ultrapassam os limites do bom senso. Isso na visão de quem nunca viveu uma grande paixão adolescente. Certo dia Cândido esculpiu num fio de arame uma letra do alfabeto. Lógico! Não seria outra senão a letra “L” de Lucy, nome de sua doce namorada. Nas chamas de um isqueiro a gás, aguardou a incandescência do artefato antes de cravá-lo na pele de seu punho esquerdo. Não gritou, nem chorou. Homem não chora, pensou consigo, embora não evitasse uma lágrima sorrateira deslizando sobre a face. Errou feio quem apostou que Lucy não seria capaz de tamanha loucura. Na primeira oportunidade, apesar das lágrimas de dor, cravou em seu punho direito um artefato incandescente com a letra “C” esculpida em arame de aço. Naqueles áureos tempos o romantismo ainda era moda e os amantes amavam. Diferente dos costumes de hoje onde “os ficantes” ficam.
Alguns meses se passaram. Eis que chegaram as tão sonhadas férias de julho. Cândido foi para a fazenda dos pais e alguns hábitos tiveram que ser mudados. Os encontros que se davam com a luz do dia passaram a acontecer no período noturno. Um cavalo branco que atendia pelo nome de Corisco era o meio de transporte utilizado para as visitas de sábado à noite ao vilarejo de “Morada do Sol”. Nessa ocasião, Cândido já tinha a autorização para cortejar Lucy, desde que fosse um “namoro respeitoso”, dizia o orgulhoso pai da menina.
Naquelas noites enluaradas, o pé de Dama da Noite, que próximo ao portão exalava seu perfume, por muitas vezes foi testemunho de beijos apaixonados e suspiros de amor ao som de lindas melodias tocadas numa vitrola no interior da sala de estar da casa dos pais de Lucy. A romântica “Do You Wanna Dance”, na voz de Johnny Rivers, ainda era a música mais tocada naquela época. A paraguaia Perla despontava nas rádios com “Estrada do Sol”; em Italiano, Alle Porte Del Sole, uma versão do grande sucesso de Gigliola Cinquetti de 1974.
Tempos depois, já com a volta às aulas, uma tarde de domingo do mês de agosto ficaria marcada por conta de uma das lembranças mais felizes de suas vidas. Os ipês amarelos, carregados de flor, ditavam a transição para o início da primavera. No banco da praça do inesquecível vilarejo de “Morada do Sol”, Cândido e Lucy se beijaram pela última vez. Apesar dos momentos, até então, só de alegrias, aquela foi uma tarde triste. Quando a velha jardineira buzinou no costumeiro ponto, uma sensação ruim mexeu com os sentimentos de ambos. Lucy parecia adivinhar o que estava por vir. No momento em que a jardineira partiu, Cândido, com o coração apertado no peito, olhou pela janela. Lucy, que tinha nas mãos uma flor de ipê, acenou-lhe pela última vez daquele pedacinho de chão encantado...
Não existe uma forma de parar o tempo,
Mas o tempo em mim parou.
Vivo olhando por onde passou
E vi que tudo de mim já roubou.
Sou triste, mas tudo já passou
Com tudo que me levou.
Não sei o que fazer, pois tudo passou
Venho lhe perguntar, por que não me espera
O tempo não espera ele flutua
Por você toda vez sentada nessa rua.
Confuso já estou, o tempo já passou?
O trem
(Verso 1)
Num trilho sombrio, onde a noite persiste,
Um trem fantasma, onde o tempo desiste.
Carruagens de névoa, deslizando no ar,
Desejos tecendo o destino, num silencioso mar.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Verso 2)
Sombras dançam nos corredores sem fim,
Almas perdidas, buscando um destino enfim.
O condutor invisível guia a jornada,
Onde o desconhecido se torna uma estrada.
(Pré-Refrão)
No eco do apito, o tempo se congela,
Nesse trem de mistérios, a verdade se revela.
Olhares vazios, segredos entre suspiros,
Cada estação, um portal para devaneios.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Ponte)
A neblina se adensa, encobrindo a visão,
O trem se perde, na última estação.
Na penumbra, um sussurro, uma metamorfose,
Eu me vejo refletido, numa sombra que se propaga.
(Verso 3)
No vagão final, a névoa se entrelaça,
O tempo desvanece, a realidade embaraça.
Eu, outrora vivo, agora parte do espectral,
Numa jornada sem fim, onde tudo é celestial.
(Pré-Refrão)
No eco do apito, o tempo se congela,
Nesse trem de mistérios, a verdade se revela.
Olhares vazios, segredos entre suspiros,
Cada estação, um portal para devaneios.
(Refrão)
No trem misterioso, onde o passado é presente,
Passageiros espectrais, rostos indiferentes.
Desejos dançam, tornam-se realidade,
Eu sou o único vivo, na eternidade.
(Outro)
Na névoa dissipada, eu me reconheço,
Um passageiro etéreo, num destino confesso.
No trem misterioso, onde o tempo se desfaz,
Eu me torno sombra, na dança que nunca jaz.
DEUS É BOM O TEMPO TODO
No aniversário de Jesus sempre
um dezembro de festa e alegria
somos suaves, doces, leves, somos simpatia.
E a esperança qual semente eclode em nós
em tons de realeza e somos flores, frutos,
virtudes, caridade e harmonia.
Momento de transcendência evolutiva
tatuado nos arcabouços da memória
ao 2024 que em breve se inicia.
Os anos flutuam, o tempo voa,
Personagens secundários em nossa própria história.
Nos meses de encerramento, o ciclo pesa,
Refletir se vivemos ou apenas sobrevivemos, a mesa.
Foram 365 dias, um ano a completar,
Amar sem querer amar, metas pequenas alcançar.
Fomos atrás do nosso EU verdadeiro,
Objetivo de vida, visão sobre o mundo inteiro.
Ilusão pensar que conhecemos nosso propósito,
Neste planeta vasto, intrigante e misterioso.
Somos marionetes ou criadores da jornada,
Cortar as amarras, seguir nossa própria estrada.
Quem somos afinal, em meio a tantas tramas,
Meros protagonistas ou apenas flamas?
Pegando migalhas do grande EU,
Objetivo de vida, ainda à mercê do que desconhecemos.
Ação e reação, princípios em movimento,
Efeitos colaterais, lembranças do tempo.
Coragem e cunhão para enfrentar as trilhas,
Seguir a trajetória, moldar nossas vidas.
Nos anos que flutuam, no tempo que voa,
Personagens secundários, cada um à toa.
Que a coragem nos guie, as amarras se desfaçam,
E em cada encerramento, a vida se renasça.
💥 O Natal tem o poder de nos transportar no tempo, fazendo-nos lembrar com carinho das pessoas ausentes, das músicas que ecoavam na vitrola e do sabor único das refeições preparadas com amor. É uma época especial que transcende o presente, conectando-nos às preciosas memórias que moldam nosso afeto e gratidão.💥
🙏🙏❤️❤️
UM FELIZ NATAL
✨️ADRIANA DO POSTO✨️
Nas entrelinhas do tempo, em silêncios que se entrelaçam,
Minha alma sussurra um segredo que os olhos disfarçam.
No jogo das palavras, escondo o que o coração confessa,
Como notas suaves, uma melodia que só tu percebesa.
No Natal, onde luzes piscam, meu sentimento se camufla,
Como estrelas fugazes, uma declaração que se anula.
Entre presentes e risadas, nas entrelinhas de um olhar,
Guardo segredos que só a noite de Natal pode desvendar.
DEUS É BOM O TEMPO TODO
Na superficialidade que abastece e mantém
minha pequena elevação espiritual,
uso o verniz de que fala Lázaro no Evangelho Segundo o Espiritismo
onde me vejo e eventualmente me assemelho.
Ainda não sou espelho, mas já o coração saltita leve diante de algum conselho.
Covarde não é o que retrocede e recua, é o que busca tempo para melhor avaliar a situação ou a força do oponente ou inimigo.Portanto, evitar nem sempre é covardia, mas as vezes e prudente e inteligente fazer isso.
Nada vai te bater mais forte do que a VIDA, e não se trata só de também bater, bater e bater, lógico que uma hora irá conseguir entrar, ou por insistência ou porque a porta parede ou muro não irão aguentar.
Mas se for o caso dela bater mais, e for você caindo, o que mostrará resiliência é quando toda vez que isso acontecendo, o que conta são as vezes que conseguindo se levantar, possa seguir em frente desviando, e furtivo contornando e contorcendo, evitando com isso ficar perdendo tempo com certas pessoas. Parafraseando Silvester Stallone como Rocky Balboa 👍
SAUDOSISMO, NOSTALGIA
O tempo passa para todos, e quem não morre cedo fica mais velho.
Muito se vê de pessoas com 70,80,90,100 e até mais.
Estou chegando aos setenta, lembrando de minha vó Zula que nos deixou já faz quase 30, de minha minha mãe que nos deixou a quase 40, de meus avós paternos que nos deixaram há quase 70.
Aos 90 dizia, não tem mais ninguém de minha era.
Estou só aos 70, mas já começo enxergar mais para traz do que para frente,
E ver que muitos que comigo viveram, já não estão mais aí.
A simplicidade da felicidade.
O que é felicidade ? Talvez é aquele curto espaço de tempo em que você consegue apreciar pequenas coisas,estes instantes preciosos que parecem ser apenas mais um dia em nossas vidas .
Não se deve esperar grandes acontecimentos para que possamos agradecer e sorrir pelo dia de hoje .
Porque não existe momento de vida perfeito o que existe é saber conduzir e apreciar as lições que cada momento da vida vem nos trazer.
Não se apegar a dores passadas , nem sermos ansiosos demais com o dia de amanhã. Aprender apreciar pequenas alegrias já é um grande passo para se sentir Feliz nem que seja por um instante, um segundo ou a semana inteira!
É como se diz é devagar que se vai longe...
Izabela F Drumond de Vasconcelos
O que é a vida se não um grão perdido no meio de outros trilhões de grãos?
Cada um vive seu tempo, sua história, seu caminho, seu propósito.
Mas que propósito?
Todos temos o mesmo dever, nascer, crescer, viver e aprender, evoluir pois nada do que juntamos do lado de fora se leva daqui.
E pra onde ir depois daqui?
A vida pra ti não pode ser apenas uma busca incessante por algo material que tu acha que preencherá o vazio em ti.
Não somos daqui, nem viemos pra ficar. Foca em construir tua paz dentro de ti porquê enquanto estiveres aqui, este deve ser o teu melhor lugar e quando finalmente te for isto é tudo que poderá levar.
Trabalhe pois tens que trabalhar mas nunca esqueça de olhar a vida com os olhos de um passageiro prestes a embarcar.
DEUS É BOM O TEMPO TODO
Vivenciando desafios, saltando barreiras
no trem, no ônibus, na fila do supermercado, sem ter um centavo, esmolando no transito,
fazendo malabarismos no semáforo, morando na marquise, sem banho, sem água, em meio a muitas guerras...
A moedinha que cai no prato é a
esperança em movimento e
no coração daquele que recebe
o lindo sonho de soerguimento.
O Tempo é contínuo. Não existe o novo. O que existe, frente a nova partícula do Tempo, tempo este que nós mortais ousamos dividir cronologicamente, é a vontade de fazer diferente. E para fazer diferente, não precisamos de um evento atribuído à transição do Tempo. Basta determinação individual.
FELIZ NOVA PARTÍCULA DO TEMPO.
QUESTÃO DE TEMPO
"(...) a nossa vida não é um conto de fadas, a realidade é aqui eu e você. Aquele príncipe que você tanto sonhava, mudou, mudou, loucamente aqui estou. E a princesa por quem sou apaixonado, não largo nunca de você, meu grande amor (...)"
Fragmento da música: QUESTÃO DE TEMPO - AUTOR: DIBARBOSAD.
Para você, cartas de amor?
Eu até te escreveria cartas de amor
Mas não perderia meu tempo
Pois, na sua vida sou um ser passageiro
Que mesmo te desejando por inteiro
Não te faz ter o mesmo sentimento.
Eu até te escreveria cartas de amor
Mas não vale apena perder minhas escritas
Pois, você não entenderia
Trataria tudo com ironia
E tristeza me daria.
Eu até te escreveria cartas de amor
Mas não valeria de nada
Você não sabe amar
E não sei oque é ser amada.
Eu até te escreveria cartas de amor
Mas você os destruiria
Assim como fará com meu coração um dia.
Eu até te escreveria cartas de amor
Mas não quero te amar apenas por uma escrita
E não quero um amor de mentira
Eu quero alguém que as aprecie
E entenda que meu sentimento não é ironia.
Eu até te escreveria cartas de amor
Mas você iria me trazer dor
Por não ser um bom leitor
E tratar tudo com pudor
Aquilo que um dia escrevi por "amor".
"O Tempo"
Em uma janela temporária
Eu me vi a repensar
Sobre um mundo cruel
Que ainda não sei como lidar
Achar um caminho sem resposta
Nele é pura indignação
Dar no mesmo a meia volta
É um tempo, uma missão.
Sentir-se frágil e debilitado
Neste, é só apenas uma junção
Das dores de um peito,
Onde habita aflição.
Num calendário deplorável
Vemos meses de exploração
De uma vida angustiante
Chamada solidão
Dos dias singelos e nostálgicos
Busquei no mundo a gratidão
Nos altos e baixos
Mostrei força e superação
E para quem duvidou de mim
Entreguei minha dedicação
Em tudo que eu queria
Para decifrar meu coração.
Não sou dos poemas,
não sei rimar,
nao sei versar,só contemplar,
contemplo o tempo
que poderia ter passado junto a ti
se tu não me afastasse de ti
Então me vejo presa a somente te amar
Amar por telas,
telas que te vejo e pinto,
a tela de uma caixa mágica,
onde te juro um te amo
e só sai amor profano.
meu gato mudou de dona
partiu e me deixou marcas
eternas? só o tempo dirá
a ideia dele voltar me faz pensar
devo ou não aceitar?
-
meu gato se foi embora
pulou o muro e um novo lar achou
ele sabe que esperarei ele voltar
sempre de braços abertos
esperando as boas novas
-
(meu) gato dormia para fora
um dia, cansado disso,
ele foi embora.
sua partida me desola
mas ele tinha motivos de sobra.
ficar em casa não era algo que estava ao meu alcance
sem poder explicar isso
perdi a minha maior chance
de tê-lo comigo
de hoje em diante.
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