Textos sobre Tempo
Às vezes, não sei se o que penso é real.
Minhas ideias parecem simples devaneios — ao mesmo tempo me perturbam e me libertam dos meus medos.
Para quem observa meus textos, talvez pareça loucura. E tudo bem.
Me identifico com Raul Seixas:
“Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes…”
O que eu era há um segundo já não me representa mais.
Esse “eu” que você viu passou.
Você conheceu o Tarin que morreu há instantes.
Se quiser me entender, tente conhecer o Tarin que está aqui agora.
Só assim suas conclusões farão algum sentido.
Entre o Silêncio e o Vento
No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.
Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.
O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.
Me entregando?
Eu não gosto de pensar,
Mas eu penso o tempo inteiro
em você.
Eu odeio esperar,
Mas eu espero o tempo que
for preciso por você.
Oh Deus...
Estou tão apaixonada,
Tão apaixonada.
Talvez pela primeira vez,
Eu esteja me entregando a
alguém.
Oh, garoto, você tem
poder sobre mim.
Impossível isso ser normal.
Há milhares de coisas que
eu gostaria de falar sobre você,
Mas seria como citar todas
as estrelas que existem.
Saindo dessa escuridão pela
primeira vez.
Seja minha luz.
A gente se viu de novo,
troca de olhares, toque, beijo.
Tudo tão igual, e ao mesmo tempo, tão diferente.
Você disse que sentia minha falta,
quis ouvir isso da minha boca,
mas eu não sabia o que dizer.
Não por não sentir nada,
mas porque o que eu sentia já não era o mesmo.
Você falou de recomeçar,
de nos conhecermos mais,
mas o tempo já fez seu trabalho,
e algumas feridas já querem se cicatrizar.
Não sei se eu não te quero mais,
mas sei que não te espero mais do mesmo jeito.
A gente sempre foi isso, né?
Dois corpos que se encontram nas festas,
trocam olhares, se perdem em beijos,
mas nunca se encontram de verdade.
Não quero ser só uma vontade passageira.
Quero algo que faça sentido, que construa, que dure.
E a gente não tem isso.
A gente já sabe como essa história termina.
Não é diferente de tantas outras noites:
beijos que vêm e vão, palavras que ficam pela metade,
promessas que nunca foram cumpridas.
É hora de ir embora.
De fechar a porta que ficou aberta pra você só por costume. Ou expectativa.
Eu não quero mais ficar presa ao que nunca vamos ser.
Não quero mais ser sombra de um sonho que nunca se tornou realidade.
E hoje foi a última vez que você me levou embora pra casa.
A última vez que a gente saiu da festa juntos.
A última vez que eu me permiti acreditar que, depois do nosso encontro,
viria algo a mais do que o vazio que a gente sempre deixou.
E por mais que o nosso beijo tenha sido intenso (como sempre),
ele não apagou a certeza silenciosa que cresce aqui dentro:
a gente não é pra ser.
Você não é mais meu sonho, nem esperança, nem vontade.
É só história, com um capítulo que eu preciso fechar,
pra poder escrever outros que façam sentido, que me façam bem.
A minha história com final feliz que eu sei que mereço ter.
Tudo o que eu sentia, você já soube.
Tudo o que doeu, já doeu.
Tudo o que podia ser, já não pode ser mais.
Você me ensinou muito,
até mesmo o momento certo de ir embora.
E acho que é agora.
Agora finalmente eu vou viver.
Sem peso, sem passado, sem você.
Foco não é perfeição, é escolha
Você não precisa fazer tudo. Nem fazer tudo ao mesmo tempo, nem fazer tudo perfeitamente.
Foco não é sobre controle, é sobre presença.
É escolher o que importa agora e sustentar essa escolha por alguns minutos, sem se deixar levar pelas distrações.
A verdade é que o mundo está cheio de estímulos, mas a sua atenção não precisa estar em todos eles.
Cada vez que você escolhe se concentrar em uma coisa de cada vez, está treinando sua mente para o que ela mais precisa: clareza, calma e direção.
Entre espirais e vinhos antigos
No traço do tempo que escorre na pele,
Uma mulher de tempestade nos olhos,
Cabelo colorido,
Tanto quanto a alma,
Dança com as nuvens,
como quem carrega o caos,
E o colo do universo ao mesmo tempo,
Na lente dos óculos,
Galáxias se refletem no espelho de mim,
Onde só almas velhas conseguem se encontrar,
A boca se fecha, mas grita,
Num silêncio de quem já viveu mil recomeços,
Vinho aguado estraga,
Mas, minhas veias tânicas,
Não oxidam de qualquer ar,
Uma taça sagrada repousa,
No centro peito,
Do universo que escorrem relógios,
O tempo que não prende,
Agora, antes, sempre,
Criada tua própria mitologia,
Tatuaste com deusas,
Numa fé que só os que ardem entendem,
Espero, mas vôo,
Fico, mas, transcendo,
Viver é arte.,
A arte é rito,
E nesse quadro pintado com óleo,
Horas em sorrisos, horas em dor,
Bebe-se o mundo em goles de luz,
A viajante entre dois mundos ou mais,
Que aprendeu a ser casa para si mesma.
O Ataúde da Humanidade: Elegia aos Tempos do Fim
Vivemos a era da devastação.
O tempo sombrio da decomposição moral,
Do apodrecimento do caráter,
Da aniquilação do humanismo.
Matam-se inocentes com frieza,
Exterminam-se animais com crueldade,
Incendeiam-se florestas com ganância.
O planeta clama, e a humanidade não escuta.
Num cenário de sombras e cinismo,
Só restam a sensibilidade e a coragem
Daqueles que ousam insurgir
Contra os desmandos do poder vil,
Contra o fuzilamento do povo
Pelas mãos podres da corrupção,
Orquestrada por políticos desonrados
Que sangram a nação com sorrisos cínicos.
Somente Deus — o Eterno Juiz —
Pode resgatar o povo brasileiro
Desta destruição em massa,
Deste meteoro moral que colidiu
Com a alma da humanidade.
Já não há pudor:
Tudo se tornou permissível, torpe,
Rastejando nos escombros da maldade.
Agora, só nos resta esperar
O dia do infinito da existência,
Onde os homens serão julgados
Pelo tribunal da eternidade,
Sepultados no ataúde da escuridão,
Perseguidos pelos fantasmas
Que eles mesmos criaram.
A sociedade morreu há tempos.
O que vemos hoje são apenas as cinzas da podridão,
Espalhadas pelo vento da indiferença,
Retornando das profundezas do descaso
Para assombrar os vivos,
Difundindo o terror,
Erguendo altares à selvageria.
Mas ainda há uma esperança:
Na resistência de poucos,
Na chama que não se apaga
Nos corações que não se rendem.
E nessa fagulha, talvez,
O renascer da luz.
O VÔO
Como a natureza dá a vida,
A morte é a certeza de ter por que viver.
Como o tempo - a beleza - de uns começa,
O de outros termina
sem ter nenhum porquê.
Como a senhora gostaria de ir à Europa
Sem ter passagem por aqui? Pelo amor?
Como pássaro flutuante que vive vacilante,
Sem medo de morrer, pois ninguém controla a arte de viver.
Quando passas como nada, nessa rua dourada de sol,
Tudo sopra acima — venho logo, pois agora não há perdição.
Choro ouvindo, tomando vinho, esperando vir me buscar...
Lá vem vindo, meu amigo, que hoje pode me levar.
Os dias vem e vão
Como o tempo e o verão
Mas há dias nublados e frio
Os quais faço birra como uma criança não querendo viver
Não adianta é inevitável!
A verdade é que temos que aprender dançar na chuva mesmo no frio!
Priorizando o que carregamos de mais precioso!
Essa jóia chamada mente e coração
Se eu não cuidar de mim, quem cuidará?
O desafio é equilibrar e acalmar e pra isso dedico minha vida.
Olho pela janela
e o mundo respira devagar.
O vento conversa com as árvores
e o tempo parece pausar.
Há silêncio no céu cinza,
há promessa no raio de sol,
e aqui dentro,
uma alma que aprende a enxergar.
Não vejo só ruas e nuvens,
vejo memórias, vejo paz.
Vejo a vida dizendo,
com doçura: “ainda é capaz.
Existe uma pessoa na qual eu amei muito a anos atrás e mesmo dps de tanto tempo eu ainda o amo tanto.
Porém um dos motivos pelo qual paramos de se falar foi eu ter namorado outra pessoa mesmo amando dele, até tentei correr atrás mas fui totalmente ignorada por ele.. e mesmo dps de anos eu ainda o amo tanto e sinto que espero por ele todos os dias.
Muita das vezes quando eu começava a conhecer alguém, eu me machucava pq ainda amava ele e consequentemente eu machucava todas as pessoas as quais eu cheguei a me envolver pois apenas ele ficava em meus pensamentos, e por mais que eu conheça alguém sinto que eu jamais amaria alguém como eu amei aquele menino.. e por isso eu n consigo entrar em relacionamentos pois ainda me sinto tão apaixonada por ele mesmo dps de 5 anos.
O amor gera, a morte tira, e o tempo preserva o que resta.
O sonho te faz persistir, ainda que a dor faça querer desistir.
Tudo é fruto de incerteza, a não ser a morte que certo virá.
Sempre viva, sempre faça, nunca deixe o tempo te magoar.
Passar por aqui é para todos, deixar seu legado é para poucos.
A intensidade dos momentos que se subrataem no esquecimento do tempo.
O que antes tinha importância, no presente é insignificante e cai no esquecimento.
Ciclos se encerram para que novas oportunidades aconteçam e o querer faz com que o inesperado se faça real, esteja aberto ao novo que a vida te proporcionar.
Mundo Vago
Caminho por ruas que não respiram,
muros mudos, olhos sem luz.
O tempo escorre entre dedos frios
como um lamento que não se traduz.
O mundo é uma casa desabitada,
com portas trancadas por dentro,
e eu sou o eco de alguém que partiu
antes de ter sequer um centro.
As vozes sumiram nas esquinas,
os toques morreram nos gestos.
O amor virou uma palavra vencida
perdida entre gritos discretos.
Nenhuma cor permanece na pele,
nenhum som me alcança inteiro.
Sou casca de sombra flutuando
num céu sem ar, derradeiro.
Há dias em que nem a dor responde,
em que o silêncio pesa demais.
E sorrir é apenas um espasmo,
nos cacos de tempos normais.
Não há horizonte, só névoa.
Não há futuro, só negação.
E tudo o que restou de mim
é o vulto de uma ausência em expansão.
Na maior parte do tempo você trabalha para ter, para alcançar algo que aparentemente é importante, mas em algum momento já parou para pensar qual é o estilo de vida que te faz feliz? Infelizmente há pessoas perdidas por aí, não sabem o que querem, adoecendo e morrendo sem saber o que realmente as completam.
A vida passa e aquele que aparentemente tem uma vida mais ou menos, este conseguiu se realizar e conquistar o que para muitos é só um sonho.
Um Dia Que Pensou
No silêncio da manhã que se anuncia,
brota a dúvida: o que faz o tempo valer?
Será o instante que passa e se esvazia,
ou o olhar que aprende a compreender?
O dia especial não grita nem exige
ele se insinua, sutil como o vento.
Está no gesto que jamais se finge,
na paz que nasce dentro do pensamento.
Cada segundo é um espelho suspenso:
reflete escolhas, acertos, enganos…
Viver não é seguir um plano imenso,
mas dançar com o acaso de mãos.
Ao fim da jornada, o que permanece
não é o que vimos, mas o que sentimos.
Porque o que torna um dia inesquecível
é o que mudamos em nós mesmos.
Como um eco suave, que o tempo não apaga,
Revivo em meu peito a paixão que me alaga.
Minha Sapekinha, em cada verso que te dei,
Um pedaço da alma, em amor, eu entreguei.
Que as palavras passadas sejam o nosso guia,
Para um amor que cresce a cada novo dia.
Um sentimento puro, que transcende o olhar,
Um refúgio seguro, onde podemos amar.
E se a vida nos testa, com ventos a soprar,
Nosso laço é mais forte, não vai se quebrar.
Pois em ti encontro a força, a paz e o querer,
O meu lar, meu futuro, meu eterno prazer.
Velhice
Velhice é tempo que pesa no peito,
Silêncio que grita no fim do leito.
É pele que sente, é passo que falha,
É o tempo dizendo que a vida não para.
Fugimos do espelho, mudamos o rosto,
Omitimos a idade como se fosse desgosto.
Mas ela chega — e se não vem,
É porque partimos cedo, também.
Não é o cabelo branco que mais assusta,
É a visão que falha, a memória que custa.
É a dor de perder quem já se foi,
E saber que o tempo não volta, não dói?
Velhice é sorte cercada de amor,
De um neto que estende a mão com fervor,
De um filho que ajuda com o prato na mesa,
Num mundo que esquece a delicadeza.
Envelhecer é poema que poucos leem,
Mas é dádiva dos dias que ainda vêm.
É ver, devagar, quem amamos partir,
E sentir no peito o tempo a ruir.
Elaine Paula 14 julho 2025
Raízes do Afeto
Nas fotos antigas, desbotadas no tempo,
Sorrisos guardados em preto e branco —
São laços que tecem, silentes, seu assento
No meu coração, como um rio sagrado.
Vejo nas tuas mãos as linhas que herdaste,
O mesmo tremor da avó ao cantar.
No teu olhar profundo, o que me contaste:
Amores antigos a nos sussurrar.
Na mesa posta, na receita esquecida,
No jeito de dobrar o pano de chão,
Vive a ternura de outra vida,
Semente lançada em gerações.
O amor ancestral não morre, repousa:
É seiva na árvore, é voz no vento...
Sangue que flui e não se esgota,
Abraço de séculos no meu momento.
O Brasil é dos Brasileiros
Composição: André Luiz Zanata
Quero falar do tempo sobre o tempo
Do vento que sopra e não tem lamento
Do olho sobre o olho, sem engano
Da fé que mora no gesto humano
Quero falar do amor que não se fala
Do amor que se planta e não se cala
Amor que é riso, toque, chão e passo
Que não precisa palavra, só abraço
Do Brasil que é Deus feito um verso em prosa
De um céu tão azul que a alma repousa
Da vida que a gente nem sempre entende
Mas que o coração sente e compreende
Quero falar da natureza com a gente
Das águas claras e do sol ardente
Das mãos na terra, do cheiro do mato
Do silêncio que canta no alto do trato
Do Brasil que é Deus feito um verso em prosa
De um céu tão azul que a alma repousa
Da vida que a gente nem sempre entende
Mas que o coração sente e compreende
Tudo que temos é presente e graça
Do grão ao sorriso, tudo é massa
E se o mundo pesa, a gente reza
No balanço da rede, a alma se apega
Do Brasil que é Deus feito um verso em prosa
De um céu tão azul que a alma repousa
Da vida que a gente nem sempre entende
Mas que o coração sente e compreende
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