Textos sobre Tempo
Na cabeça do tempo, sempre fica faltando alguns fios de cabelo, ele passa, deixa marcas, cicatrizes, deixa sempre uma sensação de saudosismo de quando tudo era mais simples, de quando nada era mais importante que não pensar no próprio tempo...
Tudo era festa, a noite era apenas mais um momento e os dias eram sempre produtivos, seja brincando, seja estudando, seja fazendo qualquer coisa, o tempo era apenas uma palavra que aprendemos na escola...
Mas na escola da vida, ele acabou se tornando um carrasco, um bicho guloso, que vive faminto..., comendo nossas horas, nossos minutos e por um segundo, temos a nítida sensação que o dia vira noite, que a noite vira dia e ele simplesmente passa...
Mas afinal, de quem é a culpa disso tudo? Do tempo que decidiu passar, sem nos avisar... Ou nossa, por nos esquecermos, de como realmente deveríamos aproveitá-lo melhor?
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Meu tempo eu não gasto, apenas peço emprestado umas "horinhas", para poder visitar oportunidades e me tornar uma pessoa melhor..., a noite eu devolvo ao tempo, o resultado que obtive durante o dia..., e depois de fechar a conta, vou dormir (satisfeito)..., porque ninguém é de ferro!
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O tempo, perverso como sempre, passou!
Distorcidas, as lembranças que ora eclodem
Ecoam na alma que se esgueirou
Tentou se acostumar à sua desordem.
E quanto ao cenário do rosto que sorria?
Mostrava toda a beleza da Terra.
Ao olhar para ele sentia sobrepor a seu medo uma apatia,
Que venceria a mais tormentosa guerra.
Na incerteza de tudo o que há, ele pairava
Queria conseguir entender para lutar, sentir para crer
A ignorância, com uma facilidade covarde, o driblava.
No fim, o silêncio acabou sendo seu melhor amigo.
Lobo acostumado ao próprio instinto,
Deixou que o mesmo tempo perverso fulminasse seu castigo.
Quantos anos se passaram em vão?
Durante quanto tempo eu dormi?
Os anos se passaram e eu finalmente descobri que nada era real, não era para ser. Tudo isso simplesmente se fora.
Todas as fotos, todas as cartas, todas as lembranças... Todas queimadas, não me sobra nada, nada do que me lembre de você.
Para mim, você não existe mais, você me fez isso. Fez isso com nós.
Tenho momentos de nostalgia por querer ver tudo que não vivi, às vezes com frequência sou tão indefinido e indeciso. Às vezes parece que estou sendo o que não sou, mas afinal, o que eu sou!? tantas vezes me sinto tão sem sentido, porém, isso até que faz algum sentido, embora ainda não descobri qual! É tudo tão às vezes, é tudo tão incerto que já nem sei se estou realmente diferente por fazer tudo perpetuamente igual ou se ainda permaneço o mesmo agindo de forma diferente...
Em meios as constantes incertezas, às vezes tenho a convicta sensação de ser um espectador de mim mesmo, talvez por isso busco tantas referências, resquícios, reflexos, rastros que de uma certa ou incerta forma mostra-me alguma direção. E assim quase que por fim acabo me encontrando em alguém, em alguns, em canções, enfim, vou me descobrindo, e sem que perceba me perco novamente nalguma curva do caminho, e então como instinto eu pressinto que não preciso mais me achar...
Às vezes e por enquanto vou seguindo do meu jeito na esperança de que este por enquanto dure para sempre, mas que não perdure essa nossa pressa de querer que tudo passe a caber no tempo, e de tanto passar ele já não para mais, já não sobra mais, já se escuta demais e não se ouve mais o som “ensurdecedor” do silêncio. Esquecemos que o tempo é que deve ser a dimensão de cada instante, pois, só ele é capaz de fazer com que tudo dure exatamente o necessário!.
Queremos viver sem medo, mas não temos coragem, morremos de medo de morrer sem ter vivido e assim vivemos, esquecemos que os maiores e mais temidos fantasmas ainda não morreram...
Somos movidos pelo medo, se não temêssemos perder jamais valorizariamos, existem tantas formas de sentí-lo, são tantas formas de entender uma única palavra, mas teimamos em querer que sejamos todos iguais!
Medo pode até ser sinônimo de fraqueza, mas se força for não temer a nada e ninguém, permaneço-me vulnerável, indeciso e medroso, temo a mim mesmo, a solidão, ao escuro, ao espelho, ao silêncio...
É fácil encontrar o horror nos outros, se defender de ataques inimigos, mas, como nos proteger do nosso próprio mal?
O tempo nós faz esquecer o porque de sermos tão esquecidos, mas afinal de contas o que nos trouxe até aqui, medo ou coragem? Talvez nenhum dos dois, o fato é que estamos aqui, e mais uma vez o tempo passa e transforma tudo em lembranças, aguardamos confiantes que ele nos traga também a coragem para enfrentar o medo destemido que insiste em nos rodear. Irônico é esperar e torcer que o destino sempre mude tudo e esquecemos de nos mudar para tentar modificar o mundo, quem sabe um dia tenhamos destreza, mas, isso só o tempo dirá.
Se eu tivesse o dom...
A se eu pudesse voltar atras, não para corrigir erros mas sim para aproveitar ainda mais os meus tempos de escolas em que meus problemas eram todos imaginários, em que a minha unica preocupação era de não querer que a brincadeira acabasse e minha fala-se: Filha, já esta tarde é hora de criança entrar.
Eu queria ter o dom, o dom de mostrar para essas crianças que tão novas desejam realizar o sonho de ser adultas o quanto faz falta e vale aproveitar o tempo de criança, um tempo tão curto que se encerra mais cedo a cada ano que passa.
Eu queria ter o dom de pelo ao menos por uma hora do meu dia pudesse viver como aquela menininha que só queria brincar e brincar sem se importar com o que as pessoas vão achar, que ria sem se preocupar, que não possuia nenhum problema, que não tivesse que dormir e acordar pensando na responsabilidade que a vida adulta trouxe junto a ela e que devemos carregar nas costas.
Eu queria dizer a todas essas crianças que a infância é muito curto, e que como diz o ditado: "Tudo que é bom, dura pouco". Se permita ser criança, se permita brincar até os seus 12 ou 14 anos, se permita aproveitar tudo aquilo que a vida tem de melhor, se permita desfrutar de cada segundo da melhor fase de sua vida.
Não se esqueça, a vida adulta só ira terminar quando a velhice chegar.
Thayna Peçanha
Quando Cabes Tu, Além do Tempo em Mim
Não sou dos sonhos que se foram,
Quando dos teus olhos abrirem.
Não sou o tempo que se gastou,
Quando da tua pele, os dias se mostrou.
Não sou as flores de outrora,
Quando do teu jardim, o vento arrancou.
Não sou uma história apagada,
Quando dos teus lábios,
Meu nome sempre ecoou.
Não penso no futuro em ti,
Quando do presente, estás dentro de mim.
Não vago por terras e mares,
Quando do teu céu, é o que me faz luzir.
Não corro mundo afora,
Quando do teu corpo, jamais quero sair.
Não me cubro de fantasias,
Quando de doces realidades,
Tu sabes bem me vestir.
Não sou o que nada sentes,
Quando dos meus toques, hás de ansiar.
Não sou amor sem vida,
Quando de tantas e tantas outras vidas,
Eu sei que viemos de lá.
Não sou o que te amas no agora,
Quando cabes tu, além do tempo em mim.
Não sou vida que se apaga,
Quando da tua vida,
Eternamente me fazes sentir.
Bom , a vida é complicada ...
As vezes , criamos tanta expectiva com alguma coisa ... e no final , se decpcionamos ... quem nunca ?
.. Achou , que tinha o mundo em mãos ... quem nunca , fez coisa errada , quem nunca riu , chorou , brincou , lutou , ganhou ou perdeu ...
Quem nunca amou ou sofreu ..
Quem nunca correu atras .. De pipa , carinho , amigo , ... de um amor ..
Quem nunca se esforçou ao máximo ... sem ser reconhecido ...
Quem nunca esperou aplausos .. e foi vaiado ..
Quem nunca lutou ... sem ganhar ...
A vida muitas vezes é injusta .. Olhamos , para o céu por horas e horas , procurando uma resposta ... e só ouvimos , o leve silencio que a brisa tras ... talvez essa seja a melhor resposta , para tudo ... para o mundo .. ,
mais .. a melhor resposta .. está dentro de nós .. sabemos o que fazer ou agir ... mais temos medo .. de se arrepender ..
é tão dificil fazer uma escolha , uma nova moradia , um novo emprego , nova vida ou novo amor ...
essa é a lei da vida ... a melhor resposta que você pode encontrar ... pra tudo isso ... só você sabe dar .... e quem sou eu ? .. sou apenas uma leve brisa , sou palavras , sou segredo .. sou tudo ... mais tbm .. sou nada ...
PREDICADOS
Aproximar de ti
Mais e mais
É poder ter a sorte grande,
Um trevo de quatro folhas
No bolso esquerdo da camisa
Cada dia mais
É poder viver e respirar bem o ar
Que nos faz tão vividos
Encarar- te todos os dias
É como fitar um arquipélago
Particular e Panorâmico
É suspirar pela grandeza e inspiração
Que você me proporciona
Ao me aproximar
Apaixonar
Encarar-te
Demonstrando
Vários predicados
A tua existência
Vim do Norte, vim de longe, só para tentar te resgatar
De um lugar onde tuas lembranças já não tinham mais o que se falar
Vim dormindo pela estrada e aqui estou neste lugar
As setas indicavam vida, cheguei a tempo com tempo e no tempo
Mas, sem tempo tive que voltar, vida se foi, vida ficou
Saudades não, resgate sim, tua semente germinou e deu frutos
Um dia vamos nos encontrar, até lá serei eu e tu, tu e eu.
Consoante o tempo passa você amadurece,e não se preocupa mais em agradar as pessoas preocupa-se simplesmente, em estar bem consigo mesmo.
Depois de um tempo estar "só" não significa tristeza,mas sim auto conhecimento.
A proporção que o tempo passa você já não corre atrás de ninguém a não ser que a pessoa realmente valha apena.
E mais tarde, surgiram novas vidas em outros planetas. E eles descobririam que os homens que viveram na terra haviam morrido de uma doença estranha chamada de 'falta de sentir'.
Eles descobriram que a vida da humanidade que habitava a terra havia se tornado fria e seca demais para que sobrevivessem. Contudo, ao contrário do que todos cogitavam, não foi frieza por falta do brilho do sol ou a secura da falta da água. O fim chegou porque o mundo havia se tornado sem valores, os homens se matavam e se isolavam para proteger seu dinheiro, tudo porque haviam perdido o sentido da felicidade e em busca do dinheiro não tinham tempo para quase nada que era essencial. Foi a maior guerra fria e silenciosa de todos os tempos. Muitas foram morrendo e pouco se percebia.
Assim, a vida havia se tornado tecnológica e automática demais no planeta terra. As pessoas já não sabiam o que era felicidade. Não se falavam mais, não tinham tempo para sentar-se à mesa, mal faziam as refeições com os filhos, faltava tempo para apreciar as paisagens, para olhar nos olhos, para o dialogo, não havia tempo para estar uns com os outros e muito menos tempo para Deus.
Tudo havia ficado tão automático que as pessoas foram perdendo a capacidade de sentir e, assim, não tiveram a capacidade de sentir a sua própria infelicidade, tendo que procurar pessoas que lhe explicassem o que era aquela sensação estranha que tanto lhes afligia. Acredita-se que a maioria começou a tomar remédios para aliviar o que tinham sem saber que aquilo era causado pela necessidade de reaprender a sentir...de reaprender a falar, de reaprender a viver, de recomeçar e assim de novo serem felizes.
Mas não havia mais tempo.
Inocência
Acordo
Pela manhã com saudade
De minha doce infância,
Da minha escola,
Da primeira professora,
Dona Mariza, tão meiga
Na hora de ensinar o Be a Bá
Era uma paciência que só...
Da correria no recreio,
Da fila pra pegar o lanche,
De pular amarelinha,
Da boneca de pano,
Do tempo que era inocente
Sem pensar na vida,
Nos problemas que só adulto têm.
Doce inocência,
Porque se foi...
As vezes,
As vezes vem aquela vontade de voltar no tempo,
de arrumar tudo, ou simplesmente desfazer tudo,
de tornar o presente mais fácil,
mas ao mesmo tempo triste,
por saber que teria algo ali e já não o tem mais,
algo que por sua vez fora tão precioso,
seja de sentimentos bons, que acarretam em memorias incríveis
seja de sentimentos ruins, que nos faz crescer intensamente...
mas ao voltar no tempo e mudar
não haveria nenhuma das duas lembranças,
e isso seria um pouco bom, pois a dor delas
seja de perda ou crescimento já não existiria
e é disso que preciso, disso ou que
as vezes aquela memoria incrível pudesse se realizar novamente
ou aquela dor terrível, pudesse novamente ser superada
e me sentir novamente feliz, amado ou simplesmente realizado.
CADA TEMPO NO SEU TEMPO
As vezes o que precisamos é de esperar, não ficar intediado para fazer ou ter logo o que só com uma determinada idade ou tempo é comum as pessoas terem.
Ter paciência é um dos primeiros passos da sabedoria, pois no decorrer dos dias cada um dos nossos desejos e vontades vão se realizando automaticamente, cada pessoa terá a chance de ter uma família, ter netos, em fim ter uma vida normal, por isso esperar e ser como o rio que devagarinho chega onde quer, calmo tranquilo e não tentar fazer ou ter logo de uma vez o que não é tempo de ter, pois acontecerá o mesmo com o rio que quer chegar com pressa, acaba levando vários entrulhos, lixos, folhagens e barro junto com ele e no decorrer da viagem essa bagunça que acumou o deixa pesado e cansado.
Incontáveis foram as vezes que me questionei como poderíamos demorar cerca de 30 minutos no trajeto de apenas dois quarteirões que separam minha casa da pracinha.
Inúmeras foram as vezes que me impacientei com o menino de alma desacelerada, que brincava calmamente de subir nas beiradas dos canteiros, tão concentrado quanto um equilibrista realizando a façanha de atravessar um cabo de aço. O menino que sempre insistia em criar regras e competições amalucadas, nos fazendo seguir metros e metros em traçados sinuosos, “desenhos” tortos, formados ao longo dos anos nas calçadas.
Paradas repetitivas a cada milissegundo. Umas para afagar os cachorrinhos já tão familiares, sempre com seus focinhos enfiados nas grades dos portões. Outras para admirar as formiguinhas que sobiam pelos altos muros das casas, carregando pequenos itens maiores que seus próprios corpos (o que obviamente impressiona a qualquer um).
A cada passo, era uma parada para recolher flores, folhas e pedrinhas. Preciosidades segundo o meu pequeno. Para cada item, um suspiro cheio de significados. Um olhar, que aguardava a tão esperada aprovação. Devolver ao chão ou seguir caminho conosco? Tanto eu quanto ele sabíamos que cabia a mim esta decisão.
Muitas vezes, e me arrependo amargamente disso, simplesmente disse não. Sem sequer ponderar ou analisar. Compreendem o tamanho do erro que foi cometido aqui? Estamos falando de perspectivas. Duas pessoas, um objeto, opiniões distintas. Meu filho olhava para uma pedrinha e via algo precioso. Eu olhava para esta mesma pedrinha e via uma simples pedrinha.
Nossas crianças estão imersas em um mundo diferente do nosso, são especialistas na arte de ver beleza em tudo, mesmo aonde não há. Encontram alegria na simplicidade da vida. Soltam gargalhadas contagiantes e barulhentas por coisas pequenas e por vezes, bobas. É a mágica de ver tudo sob um prisma que nós adultos já estamos condicionados a não enxergar.
Por diversas vezes classifiquei as preciosidades do meu filho. Julguei através da minha visão sobre aquele objeto. Quem sou eu para criticar e não aceitar a capacidade do meu menino de enxergar riqueza e beleza aonde eu só vejo pedra?
Infelizmente a realidade tem roubado nosso tempo, nossa serenidade, e principalmente nosso bom senso. Ah, a pressa. Diante de tantos compromissos e horários rigidamente controlados no relógio, nos tornamos intolerantes com as demoras. Incalculáveis são as vezes que dizemos aos nossos filhos “vamos logo” “anda logo” “mais rápido” “acelera”. Incalculáveis são as vezes que perdemos os momentos por conta de nossas almas aceleradas.
“Insight Redentor”, li este termo outro dia em um texto. Deve ter sido isso que aconteceu comigo, honestamente não sei. Sei que como mães, por mais perfeitas que tentemos ser, cometemos equívocos dos mais diversos. Não somos infalíveis. Também erramos. Mas o mais importante é sabermos reconhecer, diante do que a vida nos apresenta (só falta fazer apresentação em PowerPoint), se estamos agindo certo ou não.
Minha intuição dizia “Mude sua perspectiva, seus hábitos, sua realidade. Mude suas regras. Regras estas que você mesma criou”. Hora de acordar, hora de dormir, hora de chegar da escola, hora de comer. Crianças necessitam de rotina? Sim, obviamente! Mas não serão 10, 15 minutos que farão a diferença. Pense nisso. Renuncie um pouco à pressa. Dê valor a estes momentos. Restabeleça suas prioridades.
Não estranhe se me vir recusando uma carona ou optando pelo caminho mais longo até a minha casa, é que desejo que nossos dias sejam inundados com paradas repetitivas e equilibristas de beirada de canteiro. Pequenos, grandes, felizes e recompensadores milagres cotidianos.
Caixa de Preciosidades...
Foi o nome que demos para ela. Abrigo dos mais variados itens que se possa imaginar. Fotos velhas, folders, cordões arrebentados. Chaves que abrem "portões secretos". Pedras e conchinhas dos mais diversos tamanhos, texturas e cores. Lar dos objetos perdidos e achados (dentro da nossa própria casa). Um mundo só nosso, aonde tudo que faz parte dele tem seu devido significado, importância e valor. Ainda que não sejam feitos de diamante, rubi ou cristal. Meu relógio também está lá, me fazendo lembrar que o tempo é nosso bem mais preciso, por isso não devemos desperdiça-lo.
Quanto a você meu filho, lembre-se:
Esta é a primeira vez na vida em que sou mãe, por isso não escute todas as bobagens que te digo, certamente não sou dona da verdade e ainda tenho MUITO o que aprender com você e com a vida.
Podemos dizer que a mentira é como uma casca, que uma vez descoberta, deve apenas ser jogada fora. Não tem perdão, o mentiroso se equivale ao ladrão, porque rouba seu direito de saber a verdade dos fatos .....
E quando a verdade começa a aparecer cada dia um pouquinho, muitas sensações vêem à tona : A raiva, o ódio, a pena de nós mesmos, a decepção.
Saber pelos outros, saber por você mesmo, não existe alternativa menos ruim...
A vontade é realmente se enfiar em um buraco e sair quando tudo passar, as pessoas começam a falar contigo em tom de proteção, de cuidado, porque sabem que você é a idiota da história....
Os amigos sentem um misto de pena e cuidado com as palavras, porém todos participam do grande circo, onde existe apenas um personagem : O palhaço, você mesmo !
Meu Deus !!! Porque permitiu que eu me abandonasse, e me deixasse cegar a este ponto ??
Abstrato.
Ele me foi alvissareiro e promissor.
Feliz e inocente.
Espichava as horas para não encolher meus sonhos,
e encolhia sonhos que eu queria eternizar.
Às vezes corria tanto que um dia, atônito,
Percebi que já não era infância.
Vieram então as aventuras e devaneios,
As conquistas e decepções,
Os amores e desilusões.
As poesias e canções.
E numa tarde assim bem derrepente,
Um vento outonal virou a pagina da juventude.
Toquei então com ele vida a fora
Travei batalhas insanas, acumulei vitórias
Mas, tive também que contabilizar derrotas.
Houve noites de aflição.
Mas, houve também dias de recompensa.
E em meios as alternâncias,
nem vi cruzar a grande porta da plenitude .
...E ai já não era mais novidade.
E ele mais uma vez veio brincar comigo.
Arou meu rosto, pôs vidro nos meus olhos,
peia nos meus pés e branco nos meus cabelos.
Me impôs limites e tive que aceita-los.
Me fez ver que os grandes projetos
e os sonhos mirabolantes
Teriam que ser substituídos por outros valores.
E ele me deu, então,
Discernimento e contemplação,
Paciência e aceitação,
Me fez ver através das mais simples coisas
a grandiosidade das mãos de Deus.
Me deu sabedoria para entender hoje,
que os grandes problemas de ontem,
são tolos e irrelevantes.
Diante do sorriso de uma criança.
Ah, abstrato implacável absurdo
tempo levou e me deu tudo.
As pessoas dizem que existem amores verdadeiros.
Amores eternos... Amores Passageiros... Amores de diversos sentidos. As vezes paro e me pergunto se realmente existe algo assim?
Eu realmente tive um? Eu realmente terei? Essas perguntas todos nos fazemos, a resposta é o tempo, ele é a voz da razão do seu coração.
