Textos sobre o ser Humano
Um dos maiores medos do ser humano é do novo. Toda vez que o novo se aproxima, o medo se coloca na frente tentando proteger o nosso conforto e a permanência do velho. Às vezes, o velho não atende mais as nossas necessidades, mas ficamos ali na zona de conforto apegado a ele simplesmente porque é mais cômodo. Abrace o novo sem medo e faça a vida acontecer. Mude quantas vezes forem necessário. Toda mudança é dolorida, disso não tenha dúvida, mas depois da adaptação você só vai se arrepender de ter mudado antes e vai perceber com orgulho que não existe crescimento sem dor.
No coração humano há certas misérias que empalidecem diante do próprio reflexo; entre elas, a inveja é a mais lúgubre e rasteira desde os primórdios da criação Divina. Ela é uma soberba que se fez verme. É um vício tão monstruoso, uma deformidade espiritual tão vil e vergonhosa, que até o mais audaz dos celerados, assim como satã, recua diante do espelho de sua própria consciência deturpada.
“Celebrar o sucesso é natural ao espírito humano, pois a vitória consola o esforço e ilumina o caminho percorrido. Contudo, é no fracasso que o caráter se prova e se fortalece. A queda não é desonra quando dela se recolhe aprendizado; entretanto, desonra seria persistir no erro por orgulho ou recusar a lição que a experiência oferece. Assim, não é o triunfo que forma os homens superiores, mas a coragem de examinar as próprias falhas e delas extrair lições. Porque, ao fim, não é quem nunca caiu que se eleva, mas quem soube transformar cada queda em degrau para alcançar o ápice.”
Certa vez parei pra observar um padrão de ação que o ser humano sempre repete: o da ingratidão. Nesse instante refleti sobre essa atitude e observei que não importa a boa dádiva que se oferte a alguém no ontem, se não a ofertar hoje a pessoa se torna o pior ser "desse mundo". Errar e dizer não é o método de autodestruição das boas dádivas que ofertamos aos outros.
Somente atingiremos um ponto humano evoluído, o dia em que não olharmos somente para nosso próprio umbigo. O dia enxergamos o outro, que estendemos as mãos, e nos movemos em nos doar em boas dádivas aos outros, aí sim, chegaremos a um nível elevado. Sem acepção, sem elitismo, não levando as diferenças em conta. Sim, e é nesse dia que agimos dessa forma (não por obrigação, mas por essência e princípio) que vamos observar a mudança em nós mesmos.
O ser humano é previsível, vejam só uma simples analogia: quando se acusa alguém sem provas, afirmando também que este alguém se tornará algo que ainda não é, prevendo assim um futuro improvável, é um julgamento precipitado, baseado em si próprio, se revela com certeza o que você faria estando na mesma situação, pois em sua natureza, você já é ou se tornará o que acusa!
"Conquistas, títulos e honrarias são frutos legítimos do esforço humano e têm seu valor. Entretanto, a verdadeira sabedoria consiste em perceber que eles não representam o capítulo final da história. Em determinado momento da vida, aprendemos a olhar para trás com gratidão, a reconciliar-nos com o caminho percorrido e a compreender que o maior patrimônio não está nas distinções recebidas, mas na pessoa que nos tornamos durante a travessia. O sentido da vida reside menos nos troféus acumulados e mais no significado construído ao longo da jornada."
A paixão ao contrário do amor nos deixa cegos, e na verdade o ser humano nao gosta de sofrer, queremos amar e ser amados, porém buscamos coisas desnecessárias em um tempo torto, amar nunca foi ruim, jamais será ruim, mas só entenderemos isso no dia em aprendermos a amar, e parar de buscar em nós o que nunca poderá ser encontrado, não antes de vermos que tudo que estamos vivendo, nao passa de uma "simples" passagem aqui nessa terra. Lembre-se: Nunca acharemos respostas para coisa alguma, se a nossa mente limita-se somente a esse mundo.
Os sentimentos são inexplicáveis independente do ser humano, cada um tem seu modo de sentir. Então viva cada minuto, porque, assim como um lindo rio se mostra tranquilo e seguro em dias ensolarados, ele também se mostra feio e inseguro em dias de tempestade. Meus momentos com você são assim, curtos e inexplicáveis, mas quem foi mesmo que pediu explicação? É por conta disso que eles se tornam inesquecíveis e únicos.
Somos propensos à ilusão porque o olhar humano carrega uma tragédia secreta: deseja tornar visível até aquilo que só conservaria sentido permanecendo oculto. Há mistérios que sobrevivem apenas enquanto não plenamente revelados, mas a consciência insiste em capturá-los, nomeá-los, possuí-los. E, nesse impulso de ver tudo, muitas vezes destrói justamente aquilo que buscava encontrar.
O desejo humano raramente suporta a presença real do outro, porque o outro verdadeiro contradiz, escapa, possui vontade própria e rompe as fantasias que sustentam a idealização. Por isso, prefere-se muitas vezes amar versões fabricadas: silenciosas, previsíveis, obedientes ao roteiro interno de quem deseja. Não se ama o outro em sua alteridade, mas a imagem domesticada que dele se constrói. E é aí que muitos afetos fracassam — não pela ausência de amor, mas pela incapacidade de suportar que o outro exista para além da própria imaginação.
O ser humano moderno arde na ânsia de ser extraordinário, como se o comum fosse uma falha e não a própria teia do mundo. Esquece-se de que a vida não opera por hierarquias nem medalhas; ela apenas pulsa, indiferente aos delírios de grandeza. E é justamente aí que se revela o paradoxo: ser comum já é uma forma secreta de singularidade, pois nada mais raro do que existir sem precisar provar brilho algum.
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
O ser humano moderno proclama força, mas organiza a existência sobre alicerces frágeis: depende de dispositivos, oscila no íntimo, mendiga validação e evita a própria solidão. Teme a morte a ponto de esvaziar a vida — protege-se tanto que já não vive. Recusa o frio da realidade, tratando a lucidez como ameaça. E, assim, prefere a fantasia da invulnerabilidade — confortável, negociável — à verdade incontornável: a fragilidade não é falha, é condição. Negá-la não fortalece; apenas afasta do que se é.
O corpo humano não é mera estrutura biológica eficiente, mas um universo íntimo em fluxo contínuo — uma catedral de complexidade que a própria razão, ao tentar compreendê-lo, revela seus limites. Cada função aparente oculta camadas de interação que escapam ao controle pleno, como se a vida operasse num grau de inteligência anterior à explicação. E, nesse paradoxo, o homem habita aquilo que ainda não é capaz de decifrar por inteiro — sendo, ao mesmo tempo, autor e estrangeiro de si.
Para quem está do lado de fora: A maior lição de nobreza que um ser humano pode praticar é o respeito ao solo sagrado que é a dor alheia. Sentimentos não são descartáveis. Se você não tem a capacidade de ser abrigo, não finja ser o teto. Deixe o espaço livre para que o tempo cure ou para que alguém com a estrutura certa chegue para somar. A colheita da vida é implacável: o cuidado que você nega hoje ao coração do outro é a solidão que baterá à sua porta amanhã.Para você que está com o coração ferido: O seu erro nunca foi acreditar; o erro foi de quem não soube receber o seu ouro e o tratou como cascalho. Pegue de volta toda a coragem que você gastou com quem não merecia e use-a para blindar a sua própria história. A sua vulnerabilidade é a sua maior força, mas ela só deve ser mostrada a quem já provou, com atitudes consistentes na chuva e no sol, que merece pisar no seu jardim. Aprenda a se retirar de onde o amor é um jogo, porque você é o prêmio, não o jogador.
Todo ser humano tem limites, independentemente de ser pastor ou líder religioso. A Bíblia nos lembra que somos frágeis e dependentes da graça de Deus. Por isso, a cumplicidade entre um casal é fundamental para que tudo flua bem, pois ‘melhor é serem dois do que um’ (Eclesiastes 4:9). Quando há união, respeito e amor, Deus fortalece o lar e sustenta a caminhada.
Eu hoje sou um ser humano em processo de evolução, compreender as minhas falhas e erros, corrigir com dignidade e maturidade me faz um homem mais abençoado, hoje estou encontrando caminhos para ser a cada dia uma ser humano melhor. Tenho muito a aprender, mas aprendi a usar o tempo ao meu favor, e por onde eu passar vou sempre deixar o melhor de mim.
O ser humano e sua eterna mania de achar que é fiscal de existência. É palpite na vida alheia, na roupa alheia, na postura alheia... Um verdadeiro PhD em cuidar do quintal dos outros enquanto o seu tá pegando fogo. Alguém avise a essa gente que "alheio" significa "não é da sua conta". O outro vai continuar sendo exatamente quem ele é, restando ao fiscal apenas aceitar que perdeu tempo com o que nunca vai conseguir controlar.
"A maior miopia do ser humano é gastar a própria existência tentando revisar o rascunho da vida alheia. Vigia-se a postura, julga-se a roupa, condena-se o comportamento. No tribunal da mediocridade, a prioridade é o outro. Esquecem-se de que a individualidade é um território sagrado e intransponível. O alheio continuará sendo exatamente o que é: independente, imutável e distante da nossa jurisdição. Deixe o alheio ser. No fim das contas, focar no outro é apenas uma forma covarde de não ter que olhar para si mesmo."
