Textos sobre o ser Humano

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O ser humano passa boa parte da vida tentando evitar a angústia, sem perceber que ela talvez seja uma das experiências mais honestas da consciência. A angústia surge justamente quando entendemos que nenhuma estrutura — social, cultural ou moral — pode decidir completamente por nós. É o instante em que percebemos que a liberdade não é leve como imaginávamos, mas profundamente responsável.

Em algum momento da consciência, o ser humano percebe que muitas das verdades que o sustentavam eram apenas estruturas herdadas— e é nesse instante que surge uma espécie de vertigem interior: a compreensão de que, se aquelas bases não eram tão sólidas quanto pareciam, então a responsabilidade de reconstruir o próprio sentido da existência talvez sempre tenha sido sua.

O verdadeiro amor é o combustível que movimenta a máquina chamada corpo humano. Com ele, nossa estima se eleva, a alegria se estampa em nosso rosto, uma felicidade interior que nunca desejamos tenha um fim. Um aditivo muito importante para que possamos viver uma paz completa e a realidade de estar de bem com a vida.

A maior fortuna que um ser humano pode acumular não é o que ele coloca no banco, mas o que ele planta no coração do próximo; quem pisa nos outros empobrece a própria alma, mas quem se inclina para ajudar, descobre que a verdadeira riqueza trilionária é o amor que cura, a humildade que une e a bondade que transforma cada encontro em uma bênção divina.

Existe um tipo de amor humano, natural, que faz parte da própria essência do homem em relação ao próximo. Porém, o amor verdadeiro apresentado na Bíblia tem origem espiritual e, muitas vezes, manifesta características e profundidade diferentes desse amor comum. Enquanto o amor natural é inerente ao ser humano e possui limitações, o amor espiritual vem de Deus, é cultivado em nós pelo Espírito Santo e é capaz de ir muito além dessas limitações.

O ser humano pela instrumentalização da razão tende a entificar tudo, sobretudo o fundamento a que se reduziu a realidade. Toda conceituação é representação e entificação. A realidade é sem fundamento. Ela funda os fundamentos, os suportes, mas sem se fundamentar. Realidade é o vigorar e acontecer do fundar.

Um dos maiores medos do ser humano é do novo. Toda vez que o novo se aproxima, o medo se coloca na frente tentando proteger o nosso conforto e a permanência do velho. Às vezes, o velho não atende mais as nossas necessidades, mas ficamos ali na zona de conforto apegado a ele simplesmente porque é mais cômodo. Abrace o novo sem medo e faça a vida acontecer. Mude quantas vezes forem necessário. Toda mudança é dolorida, disso não tenha dúvida, mas depois da adaptação você só vai se arrepender de ter mudado antes e vai perceber com orgulho que não existe crescimento sem dor.

O ser humano é mesmo julgado pelas atitudes — isso é inegável. As ações são o que deixamos no mundo, o rastro visível. somos falhos, limitados, e ao mesmo tempo parecemos marionetes de um destino que não controlamos totalmente. Escolhemos, mas as cartas que nos são dadas nem sempre são justas. O livre-arbítrio existe, porém dentro de uma jaula de circunstâncias, genética, educação, tempo e acaso.

No coração humano há certas misérias que empalidecem diante do próprio reflexo; entre elas, a inveja é a mais lúgubre e rasteira desde os primórdios da criação Divina. Ela é uma soberba que se fez verme. É um vício tão monstruoso, uma deformidade espiritual tão vil e vergonhosa, que até o mais audaz dos celerados, assim como satã, recua diante do espelho de sua própria consciência deturpada.

“Celebrar o sucesso é natural ao espírito humano, pois a vitória consola o esforço e ilumina o caminho percorrido. Contudo, é no fracasso que o caráter se prova e se fortalece. A queda não é desonra quando dela se recolhe aprendizado; entretanto, desonra seria persistir no erro por orgulho ou recusar a lição que a experiência oferece. Assim, não é o triunfo que forma os homens superiores, mas a coragem de examinar as próprias falhas e delas extrair lições. Porque, ao fim, não é quem nunca caiu que se eleva, mas quem soube transformar cada queda em degrau para alcançar o ápice.”

⁠Certa vez parei pra observar um padrão de ação que o ser humano sempre repete: o da ingratidão. Nesse instante refleti sobre essa atitude e observei que não importa a boa dádiva que se oferte a alguém no ontem, se não a ofertar hoje a pessoa se torna o pior ser "desse mundo". Errar e dizer não é o método de autodestruição das boas dádivas que ofertamos aos outros.

Somente atingiremos um ponto humano evoluído, o dia em que não olharmos somente para nosso próprio umbigo. O dia enxergamos o outro, que estendemos as mãos, e nos movemos em nos doar em boas dádivas aos outros, aí sim, chegaremos a um nível elevado. Sem acepção, sem elitismo, não levando as diferenças em conta. Sim, e é nesse dia que agimos dessa forma (não por obrigação, mas por essência e princípio) que vamos observar a mudança em nós mesmos.

O ser humano é previsível, vejam só uma simples analogia: quando se acusa alguém sem provas, afirmando também que este alguém se tornará algo que ainda não é, prevendo assim um futuro improvável, é um julgamento precipitado, baseado em si próprio, se revela com certeza o que você faria estando na mesma situação, pois em sua natureza, você já é ou se tornará o que acusa!

"Conquistas, títulos e honrarias são frutos legítimos do esforço humano e têm seu valor. Entretanto, a verdadeira sabedoria consiste em perceber que eles não representam o capítulo final da história. Em determinado momento da vida, aprendemos a olhar para trás com gratidão, a reconciliar-nos com o caminho percorrido e a compreender que o maior patrimônio não está nas distinções recebidas, mas na pessoa que nos tornamos durante a travessia. O sentido da vida reside menos nos troféus acumulados e mais no significado construído ao longo da jornada."

A paixão ao contrário do amor nos deixa cegos, e na verdade o ser humano nao gosta de sofrer, queremos amar e ser amados, porém buscamos coisas desnecessárias em um tempo torto, amar nunca foi ruim, jamais será ruim, mas só entenderemos isso no dia em aprendermos a amar, e parar de buscar em nós o que nunca poderá ser encontrado, não antes de vermos que tudo que estamos vivendo, nao passa de uma "simples" passagem aqui nessa terra. Lembre-se: Nunca acharemos respostas para coisa alguma, se a nossa mente limita-se somente a esse mundo.

Bonito é o ser humano que admite o seu erro, aquele que reconhece virtude no outro mesmo não vivendo os mesmos valores, bonito é respeitar o tempo de cada um, bonito é achar beleza onde a maioria julga ser feio, bonito é doar dos seus talentos para beneficiar o outro, bonito é ser simples dar boa tarde e agradecer sempre.

Os sentimentos são inexplicáveis independente do ser humano, cada um tem seu modo de sentir. Então viva cada minuto, porque, assim como um lindo rio se mostra tranquilo e seguro em dias ensolarados, ele também se mostra feio e inseguro em dias de tempestade. Meus momentos com você são assim, curtos e inexplicáveis, mas quem foi mesmo que pediu explicação? É por conta disso que eles se tornam inesquecíveis e únicos.

O trabalho enobrece o ser humano, nos dá asas, coragem e destino. Sem ele, vagamos em vão, um vazio no meio do caminho. Sentimo-nos como o zero à esquerda, invisíveis no mar de gente, ignorados na própria incerteza, sem valor para quem não nos sente. Somos vistos só como um número, quando o mercado nos dá o valor; mas sem ele, caímos na sombra, no meio da multidão sem amor. Perdidos, carentes, distantes, como alguém que ninguém quer notar. Somos vidas, não meros instantes, que precisam do mundo abraçar.

Somos propensos à ilusão porque o olhar humano carrega uma tragédia secreta: deseja tornar visível até aquilo que só conservaria sentido permanecendo oculto. Há mistérios que sobrevivem apenas enquanto não plenamente revelados, mas a consciência insiste em capturá-los, nomeá-los, possuí-los. E, nesse impulso de ver tudo, muitas vezes destrói justamente aquilo que buscava encontrar.

O desejo humano raramente suporta a presença real do outro, porque o outro verdadeiro contradiz, escapa, possui vontade própria e rompe as fantasias que sustentam a idealização. Por isso, prefere-se muitas vezes amar versões fabricadas: silenciosas, previsíveis, obedientes ao roteiro interno de quem deseja. Não se ama o outro em sua alteridade, mas a imagem domesticada que dele se constrói. E é aí que muitos afetos fracassam — não pela ausência de amor, mas pela incapacidade de suportar que o outro exista para além da própria imaginação.