Marttän Wasserman Cohën

Encontrados 3 pensamentos de Marttän Wasserman Cohën

Das profundezas deste deserto de homens, onde o Tempo rói a alma e o Silêncio grita mais alto que a multidão, eu jamais creria que este meu coração — já tão gasto, tão miserável e habitado por assombrações — pudesse render-se à magia de uma criatura tão soberana. Tu surges, ó Beleza, não como o sol da manhã, mas como uma noite estrelada e balsâmica: um porto de paz mística plantado no centro exato da minha tempestade interior. És o meu ópio sagrado, o turbilhão onde a realidade resplandece e purifica o fogo dessa paixão que me devora. Tu és o anjo que arrebata meu coração. Tu és minha Eva: única, possível, desejável, arguciosa, amada, minha inspiração poética.

Ao contrário dos homens, que se desfazem em angústia diante do vazio, as mulheres, quando entregues ao isolamento de seus próprios aposentos, revestem-se de uma força soberana e terrível. Não que a fraqueza humana as abandone por completo — pois somos todos herdeiros do mesmo barro decadente —, mas porque elas possuem o dom divino ou vil de prolongar a ilusão de sua própria invencibilidade.

No coração humano há certas misérias que empalidecem diante do próprio reflexo; entre elas, a inveja é a mais lúgubre e rasteira desde os primórdios da criação Divina. Ela é uma soberba que se fez verme. É um vício tão monstruoso, uma deformidade espiritual tão vil e vergonhosa, que até o mais audaz dos celerados, assim como satã, recua diante do espelho de sua própria consciência deturpada.