Textos sobre o ser Humano
Na pandemia pudemos perceber com excelência o quanto a arte salva e sempre salvou o ser humano das suas mazelas interiores. Através da arte podemos nos expressar e nos reconhecer, nos autoavaliar e autoperceber. É reconfortante quando lemos algum livro, poesia, ou frase que exprime nosso sentimento atual e dá a sensação e de que aquele texto nos leu. Ou ainda, é terapêutico ouvir uma música e se identificar, assim como é libertador dançar, escrever, pintar, desenhar, assistir a algum filme que emociona etc.
E hoje, com a vinda da internet, em que as crianças e jovens estão cada vez mais "desconectados" de si mesmos, olhando somente para fora, para o outro, e muitas vezes para o fútil através de vídeos curtos e banais, a arte é imprescindível para que esses seres possam desacelerar e ter momentos de reflexão, autoconhecimento e aprendizagem de habilidades socioemocionais.
Por fim, acredito que a arte é necessária em qualquer fase da vida e ela se faz presente, mesmo nos momentos em que nem percebemos. A música do despertador é arte, o design do relógio da cozinha é arte, o papel de parede do celular é arte, a capa do caderno é arte...
Cada ser humano possui um determinado tipo de temperamento que carrega consigo desde o nascimento. As disfunções ocorrem em detrimento do não reconhecimento do próprio temperamento, aliado ao fato da ausência de conhecimento da prática correta por parte dos pais do “como” lidar com aquele tipo de temperamento da criança, gerando traumas. Deste modo um temperamento dominante pode se tornar agressivo, um paciente pode se tornar sem resultado, um analítico pode se tornar complexo e insuportável e o extrovertido em inconveniente.
José Luiz de Sousa Neto - Psicanalista
Um dos grandes dilemas que o ser humano pode vivenciar é encontrar-se entre lutar por um determinado objetivo ou cultivar o amor-próprio, aceitando o risco de que seus sentimentos autênticos sejam interpretados como um mero desejo trivial, ao compreender que o mais sensato é não persistir diante de uma negativa enfática.
A recuperação da autoestima se constitui numa prioridade no processo de transformação do ser humano. A dor existente em alguma área da vida tem ligação intrínseca com o baixo nível de respeito por si mesmo ou amor próprio. Esta reconstrução permitirá a reconciliação do Eu, harmonizando o individuo com o seu universo, semeando humildade e gratidão, consequentemente culminando no equilíbrio emocional. Este novo individuo não aceitará se vilipendiar e muitos menos permitirá andar com alguém que o mutile emocionalmente.
JOSÉ LUIZ DE SOUSA NETO
PSICANALISTA
A igreja só vai te amar nos dois primeiros dias, quando é aquele calor humano no qual eles conseguiram te trazer de volta. Após isso, você vira apenas um número. Pastor te olha seco, irmãos te barram, o corte é geral em tudo, e nem questão fazem de ter você na membresia.
Sorte que temos Jesus, que esse não nos abandona, e muitas vezes ele nos tira de certos clubes religiosos, para nos dar a cura mental
Não, Friedrich.
Deus está vivo, ele nunca morreu. O 'Deus' é humano, o 'Deus' é a sociedade, o 'Deus' é o medo, o 'Deus' é a ciência, o 'Deus' são os pequenos detalhes que se infiltram e nos manipulam, o 'Deus' são as escolhas, o 'Deus' é a suposta liberdade, o 'Deus' é derivado do medo. Enquanto os humanos sentirem medo, Deus nunca morrerá. Deus é todos os humanos. Deus nunca morreu; ele se adapta e se reinventa. Ele é puramente humano.
É muito mais fácil “dançar” com o ser humano desconectado… Afinal, ao tentar ensinar o caminho da presença e do poder pessoal, o primeiro a vivenciá-los deve ser você. No entanto, nem todos estão preparados para estar verdadeiramente presentes, pois a presença traz à tona a verdade, e a verdade nos desconstrói, nos tira da zona de conforto e nos convida a encarar dores e traumas que tentamos reprimir ao longo da vida.
Mas, ao mesmo tempo, se nos dispusermos a trabalhar e nos desenvolver como seres humanos, aprenderemos naturalmente a lidar com essas dores. Assim, nossa alma entrará em um estado de reparação física, biológica e espiritual. Com o tempo a dor deixará de ser um incômodo e se tornará combustível para o autodesenvolvimento e autocontrole pessoal, emocional, espiritual e psíquico.
E, então, você conquistará a liberdade de viver, gerindo suas emoções, administrando e aprimorando o seu próprio ser.
Manuscrito: O Que É Ser Humano
Ser humano é caminhar em direção ao fogo, mesmo sabendo que ele pode nos consumir. Não o fazemos por glória ou por ganância, mas porque lá, no meio das chamas, pode haver uma vida que amamos. Um rosto desconhecido, um choro de criança, uma mãe esperando seu filho, ou até mesmo um inimigo rendido. E por mais contraditório que pareça, é por esses que somos capazes de morrer.
Somos a única espécie que caminha até a morte de livre vontade, não porque queremos morrer, mas porque aceitamos a possibilidade da morte se ela significar salvar algo ou alguém. Esse traço suicida é, paradoxalmente, o que mais define nossa humanidade. Seguimos para o inferno com a esperança de encontrar o paraíso depois. E quando tudo parece perdido, ainda lutamos, mesmo que não haja mais armas, mesmo que não haja mais forças. Lutamos com os punhos, com os dentes, com a vontade.
Na guerra, descobrimos duas faces da mesma moeda: a monstruosidade e a irmandade. O caos nos revela o pior que podemos ser, mas também o melhor. Unimo-nos por sobrevivência, por amor, por lealdade. Inimigos de hoje tornam-se aliados amanhã, e às vezes, pelo bem maior da vida, fazemos acordos com o próprio diabo. Mas nem ele pode nos controlar, pois há algo que nunca se pode roubar: nossa alma.
Há momentos em que o sacrifício parece ser a única opção. Pular no arame farpado para que o outro passe, dar a vida por uma criança, uma mulher grávida, um animal indefeso. Mas também aprendemos com o tempo que coragem não é só se sacrificar. Coragem é encontrar uma solução quando todos vêm apenas o fim. Como disse um certo herói: “Não pularia no arame. Eu cortaria ele.”
E ainda assim, mesmo com toda essa força, há dias em que pensamos em desistir. Que pensamos em nos matar. Mas então, uma voz nos lembra: se eu me matar, não estou tirando só a minha vida. Estou destruindo aqueles que me amam, estou roubando suas esperanças. Quem sou eu para fazer isso? Sou humano. Sou parte dessa espécie imperfeita, cruel, mas também cheia de luz. Uma espécie onde alguns preferem ficar calados, mas outros dão tudo o que têm para ajudar alguém. E são esses poucos que ainda podem salvar a humanidade de si mesma.
Somos caos e ordem. Se tirarmos o caos, a vida perde o sentido. Se tirarmos a ordem, mergulhamos na barbárie. Mas no equilíbrio entre os dois é que vivemos. E mesmo que um dia sejamos escravizados por uma raça superior, basta que um de nós descubra o que é esperança. Uma fagulha. Uma centelha. E tudo mudará. Pois às vezes, enfrentamos até mesmo os deuses por nossa liberdade.
Quando tudo está perdido, quando a fé acaba, resta a memória. Nossa história. Ela é nossa alma coletiva. Não tentem apagá-la, pois ela carrega os nomes de quem amamos, de quem perdemos e até de quem fomos obrigados a matar. Nela está tudo que é ser humano.
Ser humano é lembrar. É resistir. É morrer, se preciso, mas nunca deixar de amar.
Esse é o nosso legado. Esse é o nosso manuscrito.
O ser humano, tão imerso em seu mundo digital, muitas vezes age sem refletir e fala sem ponderar. Assim se desenrolou a história de uma amizade marcada por diferentes perspectivas sobre presentes e gestos de afeto.
Uma pessoa de grande importância na vida de outra costumava dizer que não se importava em não ganhar presentes de aniversário. Para ela, o mais importante era saber que era querida. Inspirado por esse espírito e enfrentando dificuldades financeiras, o amigo decidiu não deixar a data passar em branco. Trabalhou arduamente durante todo o dia, mesmo em algo que não gostava, e com o pouco que tinha conseguiu comprar um jogo de toalhas de qualidade intermediária. Ele sabia que sua amiga precisava delas, pois havia ouvido suas queixas sobre não ter toalhas novas. Além disso, foi a primeira pessoa a cumprimentá-la pelo aniversário, colocando atenção e carinho em cada detalhe.
No entanto, a aniversariante também recebeu um cobertor luxuoso de outra amiga. Curiosamente, essa amiga não havia comprado o presente, mas o tinha guardado há anos como uma herança de uma antiga patroa rica. Para ela, o gesto não exigiu esforço ou sacrifício algum.
Mais tarde, no fim de semana, o amigo levou suas ferramentas para cumprir uma promessa: limpar o jardim da aniversariante. Com bondade e dedicação, dedicou seu tempo ao serviço. Porém, ao chegar à casa dela, ouviu algo que o magoou profundamente. Ela comentava com a amiga do cobertor que, entre os diversos presentes recebidos, aquele era o mais especial, mesmo tendo inúmeros outros cobertores que sequer havia usado.
A verdadeira essência de um presente não está em seu valor material, mas no sacrifício, no carinho e na intenção de quem oferece. Muitas vezes, somos tão envolvidos pelo que nos agrada momentaneamente que deixamos de reconhecer o valor dos gestos que vêm do coração. Gratidão e sensibilidade são virtudes que nos ajudam a enxergar além da superfície.
SER HUMANO
Demétrio Sena - Magé
Quem sempre cultivou espontaneidade, alegria, inclusão e calor humano, jamais permita que uma eventual conversão religiosa lhe torne uma pessoa fechada, soturna, preconceituosa (ou seletiva) e fria. Se a religiosidade vai lhe tornar um ser humano pior, prefira continuar sem religião... pelo menos sem essa religião.
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Respeite autorias. É lei
Ser humano é reconhecer que todos somos iguais, com nossas fragilidades, falhas, sonhos e sentimentos. O amor é a força que nos move para frente, não apenas nos grandes gestos, mas também nos pequenos atos diários: no sorriso, no ouvido atento para quem precisa ser ouvido, na mão estendida para quem está caído ou caindo. O amor que recebemos de Deus deve ser convertido para o bem ao próximo.
Todos somos moldados por diferentes histórias, e a verdadeira riqueza da vida está em respeitar e aprender com as diferenças, sem preconceitos. Ao olhar para o outro com empatia, podemos acolher, apoiar e fazer a diferença no mundo.
Seja a luz que deseja ver no mundo. Espalhe esperança, amor e bondade, e juntos, podemos transformar o mundo em um lugar melhor para todos.
"Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles"
Mateus 18:20
Eu costumava me achar inteligente
Hoje em dia eu sou tao pouco genio quanto humano
andando no pensamento de fernando pessoa:
Olho, e as coias existem
Penso e existo só eu
Claro que sinto e vejo apenas a mim.
sem mundo a ensinar, sem nao eu
como falar de um jeito poetico?
tem sequer um jeito certo hein?
epero que sim, mas nada de certo vem de dentro
o mundo exite e basta, e sinto e isso nao serve ao mundo
independente de mudança sobre tal belo mundo, sou fruto de mim mesmo, logo errado e
Hoje, no silêncio da Quarta-feira Santa, somos convidados a olhar para o coração humano com sinceridade. É o dia em que a liturgia nos recorda a figura de Judas Iscariotes, aquele que, mesmo caminhando com Jesus, escolheu traí-lo.
Essa lembrança nos toca profundamente. Quantas vezes também traímos Jesus em nossas atitudes, omissões e escolhas? Judas representa a tensão entre o amor de Deus e a liberdade humana. Mas diferente dele, somos sempre chamados à reconciliação, ao arrependimento e ao recomeço.
Que essa Quarta-feira Santa seja um convite à conversão. Que possamos silenciar o coração, reconhecer nossas fragilidades e, com humildade, voltar nosso olhar para o Cristo que caminha para a cruz por amor a nós.
“O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Ai daquele que o trair!” (Mt 26,24)
Que o amor vença a frieza, e que a fé nos conduza à luz da Ressurreição.
Pecado
Num certo sentido todo o ser humano, sabe o que é "pecado" e também o que não é "pecado"! Em todo o capítulo 2 aos romanos, encontramos esta verdade! A não ser que o homem tenha a consciência "cauterizada", toda a consciência do homem o acusa do que é pecado e não é. Depois mesmo com a consciência "cauterizada", o homem, não pode dizer, que não é "pecado", aquilo que é "pecado". De "pecado", ao homem sempre lhe é imputado, ficando ele sempre culpado! O
homem, é diante Deus inescusável do seu "pecado".
Pois além da consciência, tem a lei de Deus escrita na natureza criada e na palavra de Deus escrita na bíblia, Romanos 1:18-32! Por isso todo o ser humano está condenado diante Deus, quer seja Judeu, quer seja gentio, ninguém pela sua justiça, poderá ser salvo. Judeu, pelas obras da "Lei" (justiça própria), jamais poderá ser salvo! Gentio também não pela justiça própria ( Consciência, Lei de Deus escrita na natureza, Biblia sagrada), Jamais poderá ser salvo!
Mas agora para Judeu e Gentio, há um meio, pelo qual ambos podem ser salvos! Unicamente pela justiça de Deus. Unicamente pela fé naquele que morreu para o "pecado" e ressuscitou para nossa justificação! Jesus Cristo morreu por nós todos; pela fé nele recebemos o perdão dos nossos pecados; Mas é necessário nos arrependermos do nosso "pecado" e dos nossos "pecados"! "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo"! Salvo não pelas obras, mas fé, por meio da graça de Deus!
A saber, salvo não pela justiça própria, mas salvo pela justiça de Deus. Não pelas boas obras, mas para fazer boas obras, "As quais faremos então, depois de nós termos arrependido.
Então TODOS os seres humanos, sabem o que é o Pecado. Pecado é "errar o alvo"! É fazer o que desagrada ao Espírito Santo; É fazer o que desagrada ao Deus "Todo poderoso"! Portanto para termos vida eterna, só por meio de Jesus Cristo, que veio, que morreu, ressuscitou e voltará novamente!
Se há um instante em que o humano transcende sua condição terrena e toca o sublime, é quando empreende o resgate de um ser além de sua própria espécie. Nesse gesto desinteressado,na essência divina que nos habita irrompe como centelha ética, desobrigada de liturgias ou panteões. O impulso salvador emana das profundezas do ser, brotando não como imperativo externo, mas como epifania interior que converte compaixão em ato concreto.
Aqui, a sacralidade não desce dos céus, mas ascende do âmago da consciência, ética autóctone, forjada na quietude da reflexão e cristalizada em movimento altruísta. Mais que mero afeto, é metafísica aplicada:
reconhecer no Outro (ainda que distinto em forma) um valor intrínseco que demanda tutela.
Nessa alquimia moral, o homem não obedece deuses, mas dialoga com o infinito que carrega em si. Cada ato de proteção animal torna-se, assim, liturgia silenciosa onde o divino não é adorado, mas encarna do testemunho de que a transcendência começa onde termina o egoísmo.
A bondade deveria ser uma matéria exigível desde quando o ser humano entra no colégio.
Prática a bondade é um ato tão lindo..
Quando praticamos sentimos uma alegria tão grande transbordando dentro do nosso coração.
A paz flui na nossa vida...
O amor flui na nossa vida.
Vamos deixar essa marca da bondade registrada em todos os lugares que estivermos..
Bondade gera bondade..
Amor gera amor...
Paz gera paz... Dias Fátima
Entre o Assassino e a Vítima
Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.
Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?
Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?
Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?
Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.
E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.
Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.
E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.
A verdadeira medida do valor humano transcende as artificiais barreiras da educação formal e do status socioeconômico. Julgar um indivíduo por tais parâmetros superficiais não apenas demonstra uma profunda ignorância sobre a natureza da inteligência e do potencial humano, mas também revela uma lamentável tendência à segregação social que contradiz os princípios fundamentais da evolução do conhecimento.
Vitor Ferreira de Paula
Quartzo humano
É como um mar
capaz de vitimar
mesmo sem saber nadar
eu vou-me aventurar
Entre sobreviver e viver
hei-de arriscar
com determinação e vitalidade
irei triunfar
Não descansarei
não repousarei
não adiarei
E te encontrarei
E finalmente te encontrar
Será esplêndido
poder novamente respirar.
Óh meu Quartzo Citrino
Instantaneamente tatuei-te
apelei-te, amei-te e procurei-te.
Beber-te com meus olhos mansamente
Embarquei em tua mente
como alguém que escondesse.
Óh sentimento sem idade
Não Repita os Mesmos Erros
Errar é humano, permanecer no erro é diabólico.
Esta frase é atribuída a Santo Agostinho, e é um axioma filosófico com o qual tentamos mitigar uma falha, um erro, ou mesmo uma queda moral na sua primeira parte - errar é humano. Já a segunda parte - permanecer no erro é diabólico - nos afirma que a aceitação da fraqueza humana não deve justificar a continuidade do erro.
Têm pessoas, que como Agar, insiste em praticar os mesmos erros repetidas vezes, mesmo lhes trazendo dor e sofrimento.
Em Gênesis 16, relata que o anjo do Senhor encontra Agar e o menino Ismael no deserto, fugindo de Sara, que a oprimia, porque Agar debochava de Sara por ser estéril, depois que deu a luz a Ismael. Agar foi punida por seu comportamento desrespeitoso e covarde com a esterilidade de Sara.
A história prossegue dizendo, que mesmo depois que Sara teve seu filho do seu próprio ventre, Ismael, filho de Agar debochava de Isaque, logico, motivado por Agar, que continuava a provocá-la (Gênesis 21), talvez lhe lembrando, que o primogênito (que tinha todos os direitos naquela cultura), era Ismael.
Como vimos, a lição não foi aprendida, e ela e seu filho acabaram expulsos pela segunda vez, sem outra chance (Gênesis 21.14). Em Provérbios 29.1 está escrito: “Quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído...” NVI.
Portanto, devemos aprender com os erros cometidos e não jogar fora as novas oportunidades que Deus e as pessoas que ferimos nos dão.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
