Textos sobre Mar
O mar é mágico...
A inspiração vem numa boa
de barco, de bote de canoa...
Vem como dote nas lufadas
nas fragatas e vela abanadas, na âncora afundada, carregada pelas correntes...
Vem de repente nos mastros ao vento, nos rastros dos cometas, nos braços fortes, nas areias das ampulhetas...Vem com as vagas em milhões de dobraduras, nas conchas das mãos cheias de mariscos, vem nas flâmulas estampados nos emblemas e nos coriscos, vem no tom das águas salgadas nos dilemas, nos marítimos ritmos das celeumas...
Vem de todo lugar, vem cá do som dos poemas...
cORaçÕES qUEImadOS
uma constante caça
no meio desse mar de lava,
antes até parecia ser mais fácil
mas sozinho se torna assustador.
a vida é um grande terror
sem medo, sem pudor.
até que eu gosto desse caos,
pois é ele que me traz ânimo de estar aqui,
por provar desse fogo
que no calor é mais gostoso.
eu amo esse jeito de não levar desaforo
e dar a desculpa que é um crime culposo.
vou desmestificar os tais "fiéis",
espalhar o meu fogo nos bordéis.
meu coração é de bar em bar,
sou infernos a superar.
o mundo inteiro quer me desmanchar
só por que tenho o poder de me curar.
porque ninguém nunca teve o poder
de voltar depois de se dilacerar.
cada ferida se cicatriza, ateia fogo,
recupera das cinzas.
os corações que já tive foram queimados
e hoje, reconstroem em todos os pedaços.
lindo é o caminho, fé que vai chegar
um santo que me mostre
o dia que os corações queimados
vão se encontrar.
que sempre esteja vivo
o meu poder de recomeçar e fazer das cinzas
um fogo que nunca vai apagar.
Depois de um tempo, a onda abaixa, o mar se acalma. A brisa do vento é leve, tranquiliza.
Pouco ou quase nada te faz falta. Tudo está completo. De dentro pra fora.
A paz reina no peito. Sentimentos bons florescem.
Ao acordar, luz. Ao dormir, plenitude.
Palavras são ditas bem baixinho, frases longas já não existem. Dai você aprende, que menos é sempre mais.
Aprende que as responsabilidades alheias são alheias, e não cabe a você mudar o mundo. Mas respeita o mundo que existe em você.
Entende que nem tudo que vai, volta. E tudo bem, e tudo bem. Tem coisas que não precisam voltar.
Aprende que silêncio também é resposta, e que pode haver muitas palavras em um suspirar baixinho.
E aprende a aprender, às vezes, até desaprendendo...
Pernambuco
Conhecer Pernambuco é giro, como se diz na boa gíria de Portugal.
Baila-se cavalo marinho pra esquecer-se a lida negreira
Nos batentes dos pandeiros, da rebeca e do ganzá.
Na colheita e na caçada indígena
A velocidade impetuosa do ganzá a arrebentar maracatu.
Pólvora, cachaça e limão.
Mamulengo, que delícia, dá pra ri e pra chorar.
Da quadrilha, do maxixe e do galope, vem o frevo se exaltar.
É alegria da tesoura da pernada do carrossel nos passinhos a sublimar.
Tem a coco a pastoril a ciranda
É pra tudo o carnavá.
Além da linda Oh! Linda tem Recife
De arrecifes de corá.
Ah!!! como estou...Me sinto uma nau em mar aberto enfrentando grandes tribulações...mas da proa já posso enxergar um ponto longínquo que parece ser terra . É preciso manter o leme, a direção esta definida, clamo a Deus toda hora para que me conceda novamente botar meus pés em terra firme.
Nene policia
"Se"
Se não existisse voce , como seria meu mar
Se não existisse voce , como seria meu sol
Se não existisse voce , no céu não haveria luar
Se não existisse voce , a casa da vovo não teria quintal
Se não existisse voce , eu teria que inventar o amor
Se não existisse voce , não haveriam lembranças
Se não existisse voce , meu mundo seria sem cor
Se não existisse voce , cessaríam-se todas as esperanças.
Se não existisse voce , ficaria sem tela o pintor
Se não existisse voce , eu não seria tão verdadeiro
Se não existisse voce , meu corpo não teria calor
Se não existisse voce , trocaria o Brasil pelo estrangeiro
Se não existisse voce , eu seria apenas um ponto a mais
Se não existisse voce , qual finalidade minha vida serviria
Se não existisse voce , de nada eu nunca seria capaz
Se não existisse voce, pra que neste mundo eu existiria?
"Homenagem á irmã Isabél"
Verás em terras distantes,o mar!
Que entrará em teus olhos o cintilante
A perfeição sublime do que é amar
E voltarás ao passado por um instante.
Admiras o poderoso Sol astro Rei
Respeita á Lua sua majestade
Linda,em diversidade,alguém te fez
Vai curtindo como deves a maturidade.
Tua força aumentará,mais e mais por tua Fé
E sempre terás amor e paz vindo do céu
És abençoada,és guerreira és Mulher
És tudo para Allah,és Isabél.
Ela é (a)mar e amor,
calor e alegria,
ansiedade, desejo e intensidade
no que faz e no que vive.
Pura vontade de crescer
cada vez mais,
sentindo o gosto da maturidade
e da verdade que
emana do seu ser.
Ela corre atrás
e não desiste nunca,
porque acredita sempre no seu potencial!
Essa sou eu...
flor da vida,
mulher aguerrida
e de alma que brilha!
A moça que eu quero casar
Já falei pra lua declarei pro mar
Que sem você não quero ficar
Você faz parte do meu respirar
É a moça que eu quero casar
Todo mundo ver todo mundo nota
Que você é a panela e eu sou a pipoca
Feito pra se misturar
Eu sou café e você é açúcar Ta na hora de se entregar Não deixe o amor passar Vem ficar juntinho de mim
Agente vai passear no jardim Porque amar é bom
E te querer é o meu dom
Não consigo te dizer não Porque meu coração
Te quer pra sempre
Eu te quero eternamente
Já falei pra lua declarei pro mar
Que sem você não quero ficar
Você faz parte do meu respirar
É a moça que eu quero casar
Poeta Antônio Luis
GUERREIRA VERDADEIRA
quero mergulhar nos teus beijos
dividindo o mesmos desejos
você é meu mar quero navegar
te amando oba
sou pescador de amor
tentei te visgar fui visgado
pelo elo da paixão
você deságua em mim uma louca sedução
é abstrato uma ficção
te chamar de mar
te chamo por que te amo
você é uma guerreira tao verdadeira
É por isso que eu te amo
você é uma guerreira tao verdadeira
É por isso que eu te amo
Antônio Luís Compositor
31/07/2015
VOU ATRAVESSAR O MAR
Eu não preciso muito pra ser feliz
O motivo da minha felicidade é você
É você
Sempre foi você.
No trabalho em casa na escola
Fazendo compras na feira trazendo sacolas
Você vai é vem pra lá e pra cá
Você vai junto no meu pensa
Qualquer obstáculo vou atravessar
Vou atravessar o mar
Só pra te amar.
Eu não preciso muito pra ser feliz
O motivo da minha felicidade é você
É você
Sempre foi você.
Poeta Antonio Luis
CRIADO DE BORDO
Posso até sentir o mar, escutar o que tem a sussurrar, posso sentir sua força quando meus olhos se fecham… o grande oceano, soprando uma forte brisa sobre meu rosto, vem temporal aí.
As velhas tábuas do navio, rangendo sobre meus pés, as cordas a segurar tamanha força dos mares sobre as velas.
Quando der repente, uma grandiosa onda anuncia sua temerosa presença sobre nossos olhos.
É em momentos como esse, que separamos os homens das crianças.
Ela se aproxima como a morte dos homens.
Os céus mandaram um grande raio para
despertar o grande mar, que com a luz resplandecente do raio, por uma fração de tempo, uma onda tão grande quanto os montes da terra, é revelada sobre aqueles pobres marinheiros.
Os homem naquele dia já haviam desistido da vida, alguns lamentável suas vidas, outros pecadores, assassinos e ladrões oravam por perdão antes da morte.
Mas aquele dia ainda nos traria muitas surpresas.
Quando já não havia esperanças, e seus coração já haviam transbordado de medo e insanidade, por tudo que tinham vivenciado. O Sol anuncia sua presença, espantando a poderosa ventania entre as ondas.
Naquele dia aprendemos a viver.
CRIADO DE BORDO…
Às margens do teu ser.
Meu mar doce,
represá-la?
Não posso.
És livre, mar...
Navegantes?
Só os que permites,
mas
não há ainda quem
te desbrave.
És livre, mar,
de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.
Povoas a mente dos homens,
morada do desejo.
És livre, mar,
a ti, tenho
apenas
um pedido:
Afoga-me.
Meu mar doce,
represa-la?
Não posso.
És livre mar...
Navegantes?
Só os que permitiu,
mas
não há ainda quem
o desbrave.
És livre mar,
de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.
Povoa a mente dos homens,
morada do desejo.
És livre mar,
a ti, tenho
apenas
um pedido.
Afoga-me.
Eis que o tempo passou…
E o vento, findou…
O mar, já não ruge.
Nem a chuva, mais surge.
Mas só há o bem!
As crianças cantam…
Os pássaros dançam
E a Deus, louvam.
Os meninos e os homens, não choram.
Mas num rio de tranquilas, águas,
Sobre elas, caminham…
Eis que veio, o bem
O rio, já o mal, não tem.
Mas agora, veio a luz.
A dos meninos, pequeninos…
E dos homens e dos leões…
E a que vem, da cruz.
Há paz, para sempre…
Há paz nos corações,
Sem, que mais, haja tempo!...
,
Joaquim
Joaquim! O vento parou! O mar está sereno...
E nesse teu calmo, mar!
Olha! Olha os peixes, no seu nadar.
E com eles, vai! Sim! Nesse empenho.
Caminha nas águas que correm pr'a norte.
Nao mais, para o sul.
Mas nesse teu rio azul....
Em aguas de paz... segue a vida e deixa a morte...
Mas canta com os peixes, seus belos hinos.
Hinos de amor, sem dor...
Vai nas verdes algas. Nesses caminhos...
Então, vida terás ...
Eterna... eterna. Nesse nosso mar.
a razão
O mar levanta sua voz forte!
A terra clama desde o norte!
O sol levanta seu grande calor!
O homem grita de tanta dor!
As águas tudo destroem...
e os ventos, tudo levam!
Mas o que é isto!? Afinal?
Tudo está no seu final!
Para quem olhar então?
Para perguntar, qual a razão?
Olha para Deus, Jesus Cristo!
E então vencerás tudo isto!
Pois ele está vindo, nesta hora.
Aceita-o sem nenhuma demora!
Meu rio
Sinto paz no meu rio que corre, para o meu mar!
Meu rio é manso, lento no seu ao mar, chegar!...
Corre corre rio, nesse teu tranquilo correr.
Não tenhas medo do mar! Ele não tem poder!
Ondas altas eu vejo, que me querem matar!
Vai, rio, vai! Nesse teu lindo! Lindo andar!
Recebe o vento! Ele já vem do teu norte!
Deixa ele te guiar! Sem medo da morte!
Fortes são os rugidos, desse alto mar!
Mas o teu vento, é forte sem cessar!
Ao mar tu já vais chegar! Calmo sim!
E o vento, ao mar me fez chegar...
Sem medo nenhum do alto mar,
que bem me recebeu, assim!
Maré Ancestral
O quilombo é mar aberto,
profundo e vivo
roda acesa de memórias, de tempos:
os ecos dos ancestrais ressoam,
guiando o povo
na maré da história
e da luta contínua que navega mesmo em tempestade.
Nas encruzilhadas das águas,
entre travessias, cantos e tambores,
seguem,
celebrando a vida,
a força do coletivo.
Invisível
No mar de rostos, sou a sombra esquecida, um eco perdido, sem voz, sem vida.
Mas em meu silêncio, encontro a beleza, a força de ser invisível, uma sutileza.
Nas entrelinhas da multidão que passa, eu me escondo, observo sem ser visto.
É nos detalhes que encontro meu encanto, na solidão, sou livre, um ser em pranto.
Não ser notado é uma dádiva secreta, um refúgio para a alma que inquieta.
Pois na quietude encontro meu abrigo, e na invisibilidade, sigo meu caminho.
Não busco aplausos nem olhares atentos, prefiro a paz dos cantos mais desertos.
Sou o verso esquecido nas páginas do tempo, um segredo guardado no vento.
Então sigamos na sombra do anonimato, descobrindo a magia do ser ignorado.
Pois é no silêncio que encontramos a luz, e na singeleza do invisível, somos conduzidos à cruz.
