Textos sobre infância que encantam todas as idades
A MAIOR MISSÃO NA TERRA
Enquanto trabalho em minhas planilhas, lembro das suas pequenas unhas do pé que precisam ser cortadas.
Enquanto almoço rapidamente, penso se as professoras da escola integral insistem algumas vezes para você comer o brócolis, assim como eu faço lá em casa.
Na academia (que tento fazer no horário do meu almoço, entre uma reunião e outra), tento levantar um pouco mais de peso nos equipamentos. Meu corpo precisa estar inteiro e saudável para organizar a sua festa de 15 anos.
Olho o extrato bancário e vejo que já debitaram a parcela mensal do meu seguro de vida que fiz antes mesmo de você nascer. Mesmo em minha ausência, caso ocorra, quero lhe deixar algum conforto.
Sorrindo, engulo mais um sapo a seco e aguento agruras no trabalho pois preciso do salário ao final do mês para o seu nobre sustento.
Viajo para as minhas aulas do doutorado muitas vezes em lágrimas e com o coração apertado por uma noite a menos com você, mas com a certeza que será melhor para o seu futuro. E com a esperança de tê-la orgulhosa citando a mãe doutora.
Faço questão de percorrer algumas horas de trânsito por dia para levá-la e buscá-la do colégio, pois são horas em que me dedico só a você, mesmo desviando dos ciclistas e cachorros que cruzam o nosso caminho.
Aliás, no percurso até a sua escola, fico inventando uma nova brincadeira para interagirmos até chegarmos em nossa casa, na esperança que não pegue no sono e durma sem jantar.
Colei os seus desenhos ao lado da minha mesa do trabalho para eu lembrar que um dia duro faz todo sentido quando se tem um “pedacinho de gente” dizendo que te ama ao final da tarde.
Declaro com um sorriso escapando do rosto que aprendi a matar baratas, fazer omeletes, cantar no chuveiro, assistir desenhos animados e cuidar bem melhor da minha saúde depois que você nasceu.
Morri um pouquinho quando me pediu, pela primeira vez, para deixá-la no portão da escola e vê-la caminhar sozinha, e não deixá-la pessoalmente dentro da sua sala, aos cuidados da sua professora, como eu sempre fiz.
E falando de novo em morrer, quase morri de culpa quando vi uma cárie microscópica em seu dente do fundo. Eu me senti a pior mãe do mundo por isso. Fui derrotada, mesmo tentando cuidar dos seus dentinhos da melhor forma possível.
Revolto-me discordando das pesquisas que relacionam mães que trabalham muito com filhos com problemas psiquiátricos. Escolha cruel e injusta demais entre ser pobre ou ter sucesso, ter filhos saudáveis ou doentes.
E falando de doenças mentais, saí chutando a lixeira do consultório do meu psiquiatra quando ele me disse que a minha doença se chamava “sono” e que bastaria eu dormir oito horas por noite para eu sarar. Alguma mãe aí pode me dizer como faço isso?
Falando de perder sono, foram incontáveis as vezes que saí da minha cama e fui até a sua só para certificar se estava tudo bem, se você respirava, se a janela entreaberta te incomodava, se algum pernilongo te rondava, se sua “bexiguinha” suportaria até o amanhecer, se a manta que te cobria te protegia do frio ou te dava calor…
Chorei com a maior das paixões quando jogamos a primeira partida de xadrez juntas. E você só tinha 4 anos.
Chorei de novo quando soletrou “batata” e “boneca”. Quando pegou os meus dedos e contou-os até dez… Em inglês.
E falando em chorar, só “aprendi” a chorar mesmo, quando você contorceu de cólicas pela primeira vez, aos 20 dias de vida, e nós duas sozinhas em casa na madrugada. Antes eram só lágrimas de crocodilo ou derramadas sem um motivo tão nobre.
Depois que você nasceu, reconheci que fazê-la dormir segurando as suas mãozinhas pequenas é muito mais prazeroso (e saudável!) do que comprar uma garrafa de absinto e beber sozinha, andar em alta velocidade com um carro novo ou fumar um maço inteiro de um importado da Indonésia, sabor canela, pela madrugada…
O suor infantil exalado dos seus pezinhos após um dia todo de estripulias é muito mais perfumado do que uma “explosão de rosas”: o cheiro daquele meu perfume que você desde bem pequenina sempre pediu um “tiquim no pecôço”.
E quando fecho os olhos, naqueles dias que parecem não ter fim, eu lembro do nosso diálogo no dia da mais terrível tempestade que passamos juntas, sozinhas, você com apenas 4 anos de vida, salvando a minha:
– Filhinha, se tudo o que temos for perdido, tudo o que a mamãe precisa para recomeçarmos está aqui dentro, ó (e apontei para a minha cabeça).
– Mamãe, não se preocupe. Só não fique olhando para a chuva, nem para o vento, nem para as árvores (que se contorciam nessa hora). Me abrace, me dê as suas mãos (pegou as minhas mãos nas delas, tão miúdas), olhe aqui pra mim, para os meus olhinhos e repita comigo várias vezes: “eu não tenho medo, essa chuva vai passar, eu não tenho medo…”.
Obrigada meu amor por me fazer piloto dessa nave, na maior missão na Terra.
Suco de maracujá
A década era de 1980, o ano não lembro ao certo, eu era acordado por minha mãe todas as manhãs com o intuito de ir à escola, época de prova acordava mais cedo pra estudar. Meio que no automático eu levantava e ia para a mesa tomar meu café, me servia de café com leite e pão caseiro com margarina, na época chamava de manteiga, não tinha noção que a verdadeira manteiga era mais cara. Dificilmente aguentava tomar um banho que preste, quando somos crianças sentimos tanto frio, meio que só molhava o cabelo e vestia a farda azul da escola Instituto José de Anchieta de Bragança, pegava a merendeira e nunca sabia ao certo qual seria o lanche daquela manhã.
Junto com meus irmãos, já prontos, também seguíamos em caminhada com destino à escola, eu nunca fui só para a escola, já que fui o segundo filho a nascer, sempre tive a companhia do meu irmão mais velho nessa caminhada. Os demais irmãos se juntavam assim que alcançavam a idade de estudar.
O caminho pra escola era seguido de algumas brigas e brincadeiras. Cada parte do caminho tinha para a gente uma conotação especial. Chegado à escola nos dirigíamos as nossas respectivas salas. Ainda lembro das primeiras letras que consegui fazer e sempre ficava muito feliz com cada coisa nova que aprendia. Na hora do intervalo, todos as crianças tiravam de sua lancheira os lanches e faziam sua refeição, ali mesmo sentados na mesma mesa a qual estavam estudando. Naquele dia minha mãe colocara alguns biscoitos e suco de maracujá, após o termino do intervalo recomeçava a aula, o pensamento as vezes voava longe, dando asas à imaginação e dando continuidade àquilo que a professora acabara de falar. O término das aulas era anunciado, me juntava aos meus irmãos e fazíamos o caminho de volta, com as mesma estórias, as mesmas brigas, com o pensamento longe e a imaginação fértil, imaginação que apenas as crianças podem ter...
Súplicas de Uma Criança do Século 21
Quando eu nasci...
Eu vim ao mundo como anjinho...
Sem rótulo, sem definição e sem prazeres...
Independente da minha indentidade sempre fui cercado de carinho...
E assim fui me fazendo com direitos e deveres.
Me deram cores como que se isso influenciasse no meu futuro...
Fizeram meu mundo rosa...
Em algumas vezes verde...
Me deixando confuso...
Me vi rotulado de uma forma espantosa.
Agora como criança querem decidir minha profissão...
Querem a todo custo decidir com o que posso brincar...
Se brinco com carrinho ou boneca...
Com isso querem subjulgar meu eu por orientação...
Sem se preocupar o que vou achar...
A verdade é que minha opinião nessa fase não conta.
Não entendem o que eu quero ser é criança...
O Que a própria essência me classifica.
Dizem que vim ao mundo provido da Pureza e da Inocência...
Mais há aqueles que querem me obrigar a crescer rápido...
Na mais cruel indecência...
Querem me expor ao vergonhoso e ao estúpido.
Muitos me rotulam dizendo que já vim ao mundo sabendo o que eu quero...
Falam que tenho aptidões, sentimentos, prazeres, paixões e mediante a isso querem distinguir meu gênero.
Eu vim ao mundo como anjo...
Sem Romance, sem paixão e sem prazer...
Coberto de essências e afeto flaternais de modo recíproco com meus país e família me esbanjo...
Sem colocar a julgamentos meu jeito de ser.
Enfim eu sou um anjinho...
Eu sou o milagre da vida...
Eu sou um ser pequenininho cheio de carinho...
Eu quero ser criança e quero ter minha infância vivida.
Quero um mundo de Paz...
Poder imaginar...
Uma vida infantil sagaz...
Que me permita sonhar...
Por favor não destrua a minha infãncia.
Autor: Jhon Alex Modesto
Dedicatória: A todas as crianças do mundo e adultos que nunca deixaram sua velha infância morrer, que possamos preservar as verdadeiras riquezas do ontem para garantir o futuro, devemos fazer o bem principalmente as nossas crianças pois o mundo vai mal.
Aquela velha rua me trás saudades de velhos momentos que ali aconteciam.
Aquela velha rua, com a velha simpática, falastrona e cheia de boas histórias e estórias sentada à calçada.
Aquela velha rua, cheia de velhas casas com toda a simplicidade de um lar cuidado com carinho, onde o amor reinava.
Aquela velha rua, com os velhos de hoje, sendo crianças brincando com as velhas brincadeiras.
Aquela velha rua me faz querer trocar o novo pelo velho.
Trocar o atual pelo antigo.
Quem dera poder voltar ao velho tempo, naquela velha rua, com os velhos de lá, com as velhas brincadeiras e as velhas casas, mas com todos aqueles momentos que não ficam velhos em minha memória.
Sentados na calça, ainda meio terreiro, limpo e preparado para passar a noite ali. Uma roda ia se formando, velhos, crianças e cachorros.
De tudo se falava. Falava-se da filha da Maria que saiu de casa roubada pelo filho do Francisco. Comentava-se acerca do vestido da Joana, que não tinha necessidade de usar roupa nova antes da missa da quaresma. Os meninos ficavam a roubar pela rua, a roubar bandeira, brincadeira essa que fazia todos ficarem molhados de suor. Depois, sentavam-se todos aos pés das velhas senhores que contavam histórias assustadoras de seres encantados, assombrados e enfeitiçados. Até que se ficava tarde, já era hora de cada qual ir ao seu lugar. Nesse tempo, todos moravam perto. Não era preciso telefone para se comunicar. Se fosse necessário chamar alguém, bastava da porta gritar: “Fulano, é hora dormir”. A rua inteira ouvia, e prontamente o fulano corria para cama. Esse tempo era bom, era intenso e cheio de boa intenção. Tudo hoje mudou, queria eu poder voltar ao tempo que a rua era o lugar de reunião.
As crianças hoje não querem um momento com os mais velhos e nem os mais velhos querem um tempo para as crianças. Perdem-se as referências, quando não temos tempo para ouvir as histórias e as estórias dos mais antigos. Lembro-me de cada oportunidade que tive em ouvir os velhos contos e causos contados pelas experientes pessoas que moravam próximas a mim. Uma das mais inesquecíveis foi a Dona Ilda, uma velha senhora que além de contar histórias e estória maravilhosas, nos deitava em seu colo e nos fazia cafuné. Isso tudo trouxe uma lembrança maravilhosa da minha infância. A INFANCIA É A MELHOR PARTE DA VIDA; PORÉM, A PARTE MAIS CURTA DELA. Nossa alma não se conforma em crescer e deixar de ser criança, ela deseja e luta desesperadamente para possuí uma eterna infância. Por isso, quando ficamos idosos ficamos “bestas”, frágeis e precisando de alguém para cuidar de nós. Isso é a alma querendo voltar ao seu melhor estado.
Tenho saudades da infância.
Ás nossas crianças...
quando eu era pequeno,
era inocente e tinha esperança...
brincava com os meus amigos
e vivia uma bela infância;
eu já quis ser um rio,
já quis também ser um mar
mas o que eu mais queria
é voltar a ser criança
a minha inocência voltar.
que Jesus abençoe as nossas crianças,
que iluminam o mundo com seus sorrisos, suas brincadeiras, palavras e luz
porque fases passam.
ontem fui um adolescente, hoje sou jovem, serei um adulto mas eu ainda me sinto criança;
porque criança é inocente, tem amor puro
tem vida e esperança,.
dedico este texto a você que o lê, e ás nossas crianças.
,
Quando eu era criança, pensava.
Quando eu era criança, pensava... quero ter um quarto com video game, computador, quero sair sem ter hora pra chegar, vo ganha meu próprio dinheiro, fazer o que eu quiser, vai ser muito legal, vo ser muito feliz.
Sempre pensava em momentos recíprocos de diversão e felicidade. Sempre imaginei que quando crescesse ia ter uma vida perfeita ao lado da minha família, amigos e trabalho.
Quando chegou a adolescência, continuei sonhando com o futuro que desde a infância tinha planejado. Mas agora acabou, com a realidade que me foi apresentada.
Lembro-me de quando era criança, via o paraíso nos adultos. Queria ter obrigações e responsabilidades, mas hoje eu vejo, era tolice imaginar que crescer seria bom.
Hoje cresci, e honestamente, ser adulto é um SACO.
Queria voltar a ser criança, porque o tampão do dedo arrancado no jogo de futebol no campinho, curava bem mais rápido que o coração partido.
Quando eu era garoto,eu via os pais dos meus amigos e colegas todas as tardes
irem buscar seus filhos depois das aulas.
Eu retornava pra casa de a pé mesmo,ou de ônibus,quando eu chegavá na frente de casa e la via o belo carro do meu pai parado
Eu perguntava para ele.
Pai porque o senhor nunca me busca na escola ?
Ele respondia-meu filho quando você for um pouco maior E mais velho eu te explico,então você irá me entender
Eu deixava passar
Quando meus
amigos se juntavam pra sair
Eu,eu nao podia ir pois meu mais
me falava sempre as mesmas palavras
Se você quer sair conquiste seu dinheiro
para fazer péssimo aproveitamento
Eu ficava bravo e então não saía
ficava no meu quarto furioso
Fiquei quieto e triste muitas vezes
E ele sempre com as mesmas
Respostas;filho quando você for maiôs e mais velho vai entender quando eu explicar
você vai ver que será diferente de todos os seus amigos e colegas
Hoje todos nós crescemos e nos tornamos adultos.
Alguns amigos da época da escola
ainda moram com seus pais
Não trabalham,e estão sem dinheiro
dependem de seus pais para se vestirem
E para poderem sair
Hoje meu pai me abraça e diz
filho como tenho orgulho de ver
como você aprendeu a nunca depender
dos outros,eu disse que você seria
diferentes de muitos
A leveza poderia ser eterna
Momentos de felicidade poderiam ser mais duradouros
O silêncio poderia ser escutado todas as noites
A vida poderia ser um incessante brilho
A infância poderia se enraizar intimamente
O amor poderia trazer um novo sabor e que fosse sem dor
Os paralelos poderiam se quebrar e se encontrar
O mundo poderia mudar de cor
Seria mais sereno poder escolher o sabor
E a caminhada partiria de um SE
Sem as encruzilhadas do impossível
* Por uma vida que peça bis
Hoje procurei desenho em nuvens
"Hoje olhei pro céu,
Estava encoberto,
E não sei ao certo
O que me aconteceu.
Procurei desenho nas nuvens.
Lembrei da minha infância,
Brincadeiras de criança,
De muitas traquinagens.
A gente cresce, fica sério.
Nada mais tem graça.
Nos divertimos só pra fugir do tédio.
Faz bem pra alma mudar a sintonia.
No calendário da rotina,
Volte a ser criança por um dia."
ANIVERSARIAR!
Não quero desapegar do riso de criança
Descobrindo inocente, novos sabores e cores.
E depois, o botão carmim virando flor,
A cada amanhecer uma valsa debutante.
Da juventude colher cada conquista,
E na sequência, com o fruto sazonado e pronto,
Viver na madura plenitude e esplendor
De mais um dia, mais um ano... Enfim.
Até que, com os grisalhos e voz trêmula
Espécie perpetuada correndo e gritando
Eu possa, em sessões nostalgia
Lembrar de todos meus amores, viagens e amigos...
E sorrir para a vida, aniversariando mais uma vez!
E na 125ª primavera (não duvide, eu chegarei lá!)
A fibra que enlaça o espírito ao meu corpo se arrebentará
... E dormirei o sono eterno
Tendo todos os meus deveres cumpridos
(E os meus impostos e pedágios pagos!)
E para sempre ficarei no coração e na mente
Daqueles que bem me querem... 🌼
E todas as vezes que o calendário chegar
No três de janeiro, às sete da manhã
Esfregue os seus olhos e me veja renascer
Olhando pela janela, ao amanhecer
Em cada gota do orvalho evaporando sobre as folhas
No ar que enche os seus pulmões de vida
Em cada piado e algazarra dos pássaros
Nas frutas multicoloridas penduradas nas árvores
Nos pisca-piscas do Natal ainda não retirados
(Ou nas luzes por apagar dos postes e das casas)
No calor esplendoroso do sol
Ou na úmida chuva de verão que cai de fininho...
Lá estarei pra todo sempre
Enquanto eu for lembrada
No terceiro dia de cada ano:
Aniversariando!
Dilemas do tempo
Quando era criança, podia pensar o que quisesse
Agora, não me atrevo a pensar tudo que me vem à mente
Certos pensamentos podem não ser para mim!
Quando era criança, podia falar tudo o que pensasse
Agora, tenho que tomar cuidado com o que falo
Certas ideias são perigosas!
Quando era criança, eu podia sorrir de tudo
Agora, tenho que escolher a hora certa para sorrir
Certos sorrisos podem ser mal interpretados!
Quando era criança, projetava meu futuro
Agora, prefiro regressar ao meu passado
Certas infantilidades são mais interessantes que muitas adultilidades!
Quando era criança, simplesmente era feliz
Agora, tenho que buscar ser feliz
Certos sentimentos não se acham facilmente!
Quando era criança, tinha muitas soluções
Agora, parece que só tenho problemas
Certos problemas parecem não ter solução!
Quando era criança, podia esquecer
Agora, sou obrigada a lembrar
Certas coisas são importantes demais para serem esquecidas!
Quando era criança, só pensava em viver
Agora, só vivo pensando
Certos pensamentos são a vida em si!
Quando era criança, queria estudar
Agora, às vezes estudo sem querer
Certos conhecimentos não podem ser deixados em segundo plano!
Quando era criança, não me importava com o tempo
Agora, o tempo é tudo o que importa
Certos prazos sempre vencem!
Quando era criança, eu queria crescer
Agora, se pudesse, voltaria a nascer
Mas, certos tempos nunca voltam!
Talvez eu não tenha tanto tempo
Que seja hoje... talvez não haja o amanhã.
Seu sorriso é o mais bonito de todos
Seus pequenos olhos me encantaram
Sua honestidade e seu coração me conquistaram.
Eu sei que a distância é grande entre nós
Mas não tão grande como o amor que sinto.
O que o futuro reserva? Eu realmente não sei
Mas eu sei que Deus tem tudo e pode nos surpreender.
Eu decidi amar você e respeitá-lo.
E eu sou grato a Deus por esse amor.
Amor bonito que traz respeito, simplicidade e verdade.
Um sonho que tirei desde a minha infância.
Esse amor que está em mim
e impregnou em minha alma.
Este amor nunca será negado.
Então ...
Eu te amo em silêncio
Eu te amo em palavras
Eu te amo no vento
Eu te amo no tempo
Eu te amo, eu te amo.
Até um dia eu posso encontrá-lo.
E continuarei a amá-lo até o fim da minha vida!
Nunca pensei que sentiria saudade de alguém cuidando das minhas feridas, lembro como se fosse hoje, minha mãe jogando água gelada na minha cabeça, até escorrer todo sangue, eu de calcinha na rua, bem no meio da rua, em meio a multidão de gente, que me olhava preocupados. Os vizinhos pegando toda água gelada que tinha em suas casas, correndo para lavar a cabeça da menina, gente humilde e de bom coração, os vizinhos da minha vó.
A água deslizava gelada, tão gelada que chegava a doer, e eu só lembro de me encolher de frio e vergonha por estar de calcinha na frente dos meus amigos, que até pouco tempo estavam comigo brincado,no pezinho da ladeira, minha vó morava perto de uma ladeira bem íngreme e nela todo mundo se aventurava, inclusive eu anos depois com minha bike monarque roxa de cestinha que eu me achava muito foda com ela. Não foi diferente naquele dia, alí vinham os ciclistas, loucos na adrenalina da ladeira e quando vimos: IXEEEE!!! Christina levou uma barruada, e que pancada! Tenho a marca até hoje por dentro dos cabelos. Fosse nos tempos de hoje teria levado no mínimo uns 4 pontos, mas naquele tempo lavava com água gelada e tava bom, dalí a 1 hora eu já estava brincando novamente, o único cuidado era não baixar muito a cabeça para não voltar a sangrar. Bons e perigosos tempos haha. Como era bom ter alguém que ao menos lavasse minhas feridas com água gelada. Hoje em dia por sorte eu tenho alguns amigos para me apoiar, conversar, eles lavam um pouco, mas quem levanta e pega a garrafa hoje em dia sou eu. E agradeço a Deus, por ainda poder lavá-las.
Leda
Minha avó Leda está doente. Não se sabe bem ao certo se é orgânico, se é cansaço, ou se é uma soma das duas coisas.
Acho que a preocupação, o querer alguém tão bem a ponto de desejar pegar todo para si o seu sofrimento, é a maior prova de que amamos alguém. E eu a amo pelos seus detalhes.
A amo pelas pequenas mesinhas de abrir que mantinha em sua casa em minha infância, nas quais eu desfrutava de sua deliciosa salada de maionese nos almoços de domingo.
A amo pelos vistosos brincos de pressão que nunca deixaram de estar pendurados em suas orelhas, pelo batom coral em seus lábios e pelas suas unhas sempre bem feitas.
A amo por ter uma poltrona só dela em sua sala de estar, e pelo jornal rigorosamente posto a sua frente.A amo por seu amor à leitura.
A amo por sua intimidade e gentileza aos garçons, aos porteiros de seu prédio, aos filhos desses porteiros.
A amo até mesmo por sua sinceridade muitas vezes cruel, mas, acima de tudo, por sua sinceridade consigo mesma.
A amo pelo cheiro, pelas camisolas, pelos olhos azuis brilhantes, pela inteligência, pela coragem, pelo medo, pelo senso de humor, pela preocupação, por ser minha.
Todos os meninos
têm sonhos
inventam as viagens
com seus barquinhos de papel
que colocam
sobre um fio d´água
exploram as terras
com seus aviões d´ aerograma
que entranham no vento
com uma linha invísivel
Por vezes
nao
Limitam-se
a viver e morrer
sobre
o fio
da linha
[Távola De Estrelas] A Imponderabilidade Dos Sonhos
O Menino, o Jovem e o Velho
O Menino que nasceu
No berço de palha
E que desde cedo
Tirava as terras a brocar
Tornou-se o Jovem,
Ainda brocador, mas
Com irmãos
Para cuidar
A vida desse Jovem
Foi conturbada
E demorada para
Arrumar
O Jovem tornou-se
O Velho
Que tinha que brocar
Para suas 3 crias criar.
GUARDEI
Brinquedos em uma caixa,
bonecas descabeladas,
peças de quebra cabeças
fios de telefones estragados.
Guardei sem saber porquê,
juntei tudo sem saber como,
e no meio de tudo que somei,
achei,
uma blusa, uma meia e uma tiara,
perdidas na minha organização.
Coloquei bijuterias em uma pequena mala,
brincos que amarelavam,
anéis de plásticos,
pulseiras de miçangas,
colares de sementes emaranhados
que jamais ficavam desembaraçados,
Coitados.
Em uma bolsa pequena,
guardei minha mocidade.
Pós compactos,
rimeis,
lápis de olho preto,
gloss labial e corretivo.
Guardei meu eu em uma bolsa,
tornei-me palhaça,
maquiada,
uma farsa,
que deveria ter deixado guardada.
Guardei palavras dentro da boca,
engoli gritos que se alojaram em meu estomago,
me afoguei em lágrimas guardadas,
quase transbordadas.
Na mente da gente, há sempre uma semente guardada,
semente semeada, mágoas que guardamos,
de coisas que escutamos.
Guardei sentimento,
e hoje lamento,
ter guardado
o que de mais valioso eu tenho
e poderia ter compartilhado.
O mundo das crianças não tem dor
O sorriso singelo o olhar a brilhar,
envolvidos em braços que amparam
Crescendo como uma sementinha,
e faz da sua infância uma magia
Imaginar que é piloto de avião,
e flutuar no céu com seu coração
Brincar de mocinho usando o estilingue,
e prender todos os bandoleiros
Se os brinquedos quebram em pedacinhos,
nunca, jamais perdem a esperança.
Pezinhos no chão chutando as pedrinhas,
brincando na chuva saltando nas poças
Enquanto a chuva molha seu o rosto,
respira fundo a água é gelada
sentindo o cheiro da terra molhada
Nos pequenas detalhes , nos pequenos gestos,
Encontra o amor nas coisas tão simples,
Sua maior riqueza ser uma criança,
Seu maior tesouro sua inocência,
Por isso, feliz o dia em que nasce uma criança.
- Relacionados
- Texto sobre Infância
- A Felicidade está nas Coisas Simples
- A Vitória da Infância
- Poemas para Refletir sobre a Vida
- Lembranças da infância: frases para celebrar e reviver momentos
- 28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
- 75 frases sobre crianças que celebram a magia da infância
