Textos sobre Chorar
Quando se passa em frente a um espelho e vê teus olhos vermelhos de tanto chorar, olheiras gigantescas de tanto noites virar, teus olhos sem vida alguma já sem amor algum pra dar.
É ai que não se reconhece mais aquela criança feliz e animada que já foste um dia, agora só uma casca tentando conquistar mais um dia.
Ah quem me dera se o mundo não fosse mal...
Eu iria amar sem medo de errar
Chorar sem me preocupar
Eu poderia ser o que eu quiser...
Menino, menina, homem ou mulher,
Viver intensamente a felicidade.
Pena que não posso ser Assim de verdade...
Hoje não existe amor sem traição, nem choro sem razão.
Não posso viver, senão vou morrer.
Não posso brilhar, senão vão me ofuscar.
Não posso correr, senão me derrubam.
Não posso voar, se não sou livre.
Não posso amar senão vão me usar.
'Eu te amo' palavra que se usa quando algo se quer, eu não uso eu dou.
Carinho, afeto, hora e amor.
Para mostrar que não mereço: Medo, Terror, injúria, infâmia, preconceito e dor.
Por que tudo que eu quero é paz e amor.
Se não podem me dar porque prometem?
Todos precisam parar, pensar e aceitar que para sermos felizes, não precisamos apontar, apenas aceitar que erramos e digno somos em perdoar, sem mágoa nenhuma carregar, porque se indagarmos o amor, nosso mundo nunca mais existirá dor.
Poema Papel
É como não poder voar...
chorar sem querer...
e quando a vontade aparecer não conseguir chorar...
é a mais pura vontade de crescer...
os sons já não se importam mais...
a tristeza de alguém que não consegue ver...
é a perspectiva que perto está...
e só faz a ansiedade aumentar...
será... que deve ser a vida como ela é...
e se todos nós vivemos de sonhos...
é como não precisar acordar...
viver o presente por ações futuras...
ou não saber viver...
É como não poder voar...
BRASIL COLÔNIA
23/12/2019
.
De tanto me indignar
Diante dos desmandos
Não posso mais chorar
Secaram os meus prantos
Engulo meus soluços
E calado me debruço
Sobre os meus joelhos
Que ouvem meus sussurros
E no abrigo do escuro
Me servem de travesseiro.
.
O Brasil voltou a ser colônia
Nossa soberania virou frangalhos
Decretaram a morte da Amazônia
E da dignidade do trabalho
Deram voz à intolerância
E transformaram a ignorância
Em política governamental
Para que as elites privilegiadas
Continuem a ser alimentadas
Com a desigualdade social.
.
Fizeram do conservadorismo
Fogueira da santa inquisição
Para com falso moralismo
Queimar quem tem outra visão
Para que impere a ideologia
Que divide, exclui e contagia
Quem tem fragilidade intelectual
E que por isso se torna refém
Dos pseudocidadãos de bem
Que integram o exército do mal.
É proibido ser diferente, é proibido chorar, é proibido sentir saudade, é proibido aprender, é proibido cantar, é um escândalo, "más", é proibido amar!
Seguimos atônicos sem saber o que fazer.
O medo escraviza nossas vidas, vivemos de lembranças...muitas vezes sem esperança!
Levantamos em meio aos problemas, lutamos sem querer.
Gostaríamos de contarmos com a sorte , poderíamos abandonar tudo pelo medo.
Todavia Seguimos, refletimos em nós uma transformação surreal, de sonhos e realidades.
É quando nossos corações se entregam nos devaneios, demonstrando as facetas do amor.
Oxalá que tenhamos a sabedoria dos grandes pensadores, compreendendo o proibido, fingindo que sem isso ou àquilo não vivemos, que não nos importamos.
Obrigado criador por sua gentileza, estamos aqui na terra para nos lembrar de você, para mostramos que somos : Sua imagem e semelhança.
Fora medo! Vida que segue, estamos longe do último suspiro.
Vamos inventar sorrisos, vamos seguir nossos caminhos, vamos acreditar que lá na frente mora infinito... Cheio de alegrias!
Se você chorar feito uma criança, eu te abraço.
Se você rir feito uma boba, eu paro e fico te olhando.
Se você surtar feito uma louca, eu te seguro.
Se você sair pulando de alegria, eu disfarço e rio.
Se você se calar de tristeza, eu te dou a mão.
Se você sair gritando de felicidade, eu te acho o máximo.
Se você se distrair, eu te protejo.
Se você se magoar, eu cuido de você.
Se você precisar de alguém, eu vou correndo te encontrar.
Se você sonhar com o amor, eu te ajudo a acreditar.
Se você acordar e não tiver ninguém, eu fico do seu lado.
Se você for atrás dos seus sonhos, eu te admiro e torço
Se você alcançar os seus objetivos, eu fico feliz e orgulhoso.
Se você mudar e as coisas não mudarem, eu não te deixo desistir.
E se o seu sorriso durar para sempre, eu fui feliz a vida toda.
O que mais dói no menino agora vacinado, e o faz chorar, não é simplesmente a vacina. É a certeza de que tudo isso estava planejado e de nada valeu seu pranto... Sua birra.
Dói também o cinismo da promessa de que a picada não dói. A promessa, por si só, fere seu brio pela constatação da mentira. Mesmo que a mentira seja verdadeira, como no fundo não é. Não será em tempo algum.
Ao reclamar dos espinhos nos meus rumos difíceis, e do velho espinho na carne por um conflito qualquer, sei que o menino já sabe do que falo. Tem experiência. Certamente o magoa bem mais do que a fisgada, ver que foi atraído para ser traído por todos. Dói demais, doendo ou não, é não ter contado com clemência.
Tanto quanto a criança, entendo bem de ser traído. Porém, o que o menino ainda saberá é que as traições crescem. Ficam muito mais sórdidas e desnecessárias à medida que se vive. É desumano saber, mas é real.
No fim de tudo, a vacina é um aperitivo. É a simulação de um contexto que se agravará em tempos vindouros. Pobre menino... Só está começando a conhecer as pessoas.
LETRA NOVA PARA UMA VELHA CANÇÃO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
É tanto pranto
para chorar,
que é como ter
um mar em mim...
Guardo as águas
de muitas mágoas;
dor sem fim.
Em minha estrada
sem horizonte,
não acho ponte
pra outro amor...
Morro aos poucos,
na solidão
dessa dor.
Estou sem céu,
sem lua, estrelas,
meu caminhar
é infinito...
Abafo angústias
e meu silêncio
devora o grito.
Nem mais espero
a quem amar
como te amei
num tempo findo...
Já não vivo,
percebo apenas
que vou indo.
Agora eu sei,
não há no mundo
um sentimento
mais denso e fundo...
Este amor
é minha sorte;
vida e morte.
VOLTANDO A CHORAR
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Passei muitos anos sem chorar. Sem verter uma lágrima; fosse de alegria, tristeza, dor. Era um ser humano impassível por fora. Cheio de sentimentos; ressentimentos; emoções contraditórias; porém, sem pranto.
Quando minha mãe morreu, a maior dor que já senti foi também minha cura. Rachaduras imensas se abriram dentro de mim, para que o Velho Chico acumulado em minh´alma entornasse todo. Fiquei surpreso comigo, ao recuperar a capacidade perdida. Sabia que não me tornara desumano, mas criara uma casca bruta, grossa e destruidora para o meu ser, que definhava dentro do corpo.
Naquele momento, eu chorava copiosamente pela mãe que tanto fiz chorar quando saí de casa. Quando fui conhecer o mundo e a fiz andar por longo tempo em meu encalço, numa luta insana para me acompanhar sem ser percebida. Para saber com quem eu andava. Quem me acolhia e dava guarida. Sobretudo, para não me perder de vista e ao mesmo tempo não negligenciar meus oito irmãos.
Chorar a morte de minha mãe foi reencontrar minha humanidade. Fazer voltar ao âmago meu eu perdido. Esquecido entre os escombros da primeira infância triste, reprimida e de violência paterna, que depois virou abandono paterno e obrigou a todos nós – meus irmãos, nossa mãe e eu – lutar com unhas e dentes contra um mundo que não nos deu moleza. Uma vida que nos testou muito além dos limites.
Mas vencemos. Foram muitos anos, e muita gente pensou que não sobreviveríamos, mas vencemos.
E a minha mãe – nossa mãe Maria de nove santos demônios revoltados por todos aqueles anos de muitas privações e quase nenhuma esperança – nunca esmoreceu. Nós os filhos, muitas vezes esmorecemos; porém ela juntou filhos, mundo e vida, carregou a todos nas costas, no colo e no coração, sempre que os nossos passos cederam ao peso de uma realidade que fechava todos os horizontes.
Depois que minha mãe morreu virei manteiga derretida. Não por coisas grandiosas nem emoções criadas para fazer chorar, mas por sutilezas. Delicadezas entranhadas nas brutalidades do mundo e percebidas por mim, que aprendi a percebê-las. Vira e mexe um acontecimento sutil, de significado ou ressignificado discreto me arranca lágrimas também discretas, e às vezes, até nem tão discretas.
Mesmo na hora da morte, minha mãe fez algo tamanho por mim. Ela me curou de não chorar. Devolveu minha percepção emocional. Fez-me rever a vida pelo prisma da simplicidade, o valor do afeto, a beleza em nuances e o quanto precisamos uns dos outros, quer sejamos família, familiares, amigos, colegas, vizinhos e até conhecidos de nos cruzarmos nas ruas em direção à padaria.
Só tive, pela vida inteira, motivos para ser grato à nossa mãe. E à vida, com todas as pedras no caminho, por todos nós, os nove, sermos cheios de graça, porque somos filhos de Maria... de Maria do Mundo.
VIDA PÓS-VOCÊ
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Vou chorar sem que o choro afogue o ego
nem me deixe vazio; raso; seco;
há um prego em que ponho essas pendências
de sentido, sentimento e razão...
Seu adeus não precisa ser simplório
ou se justificar com pranto exposto,
deixe o roto exprimir serenidade
sem achar que preciso vê-la triste...
Não encene a tal ponto; só acene;
tenho a força do brio que me blinda
pra minh´ alma ter vida pós - você...
Um adeus não me priva do meu sopro;
eu não vou disputar quem sofre mais,
pois não sofro, apesar do sofrimento...
Prisma de uma cor só
Viver na depressão é muito difícil
É como cair em um precipício
Sem chorar ou poder gritar
Ou suas paredes não arranhar
Tem gente que acaba em hospício
Outros até cometem suicídio
A dor torna-se insuportável
Deixando o até menos sociável
Você olha no espelho e busca se ver
Mas não consegue se reconhecer
Sua cama agora é o seu universo
Em dor e tristeza estás tão imerso
Em seu telhado agora só chuva negra
A sua mente está a mais pura sujeira
Suas boas emoções viraram pó
Agora tu és prisma de uma cor só
Tudo que precisas é manter a calma
Porque torturar tanto a sua alma?
Com ideias ruins que não mais fazem sentido
Entenda, não é só você que estás tão perdido.
Nem sempre quero dar conta de tudo.
Muitas vezes, somente viver o momento,
Chorar sem pensar no tempo.
Quero sentir a intensidade,
Viver sem precisar explicar tudo,
Libertar-me das amarras da vida,
Buscar por liberdade.
Todos os dias vivemos muitas lutas, mas nem sempre as pessoas sabem.
Viva a sua história
Lagrimas
Eu só choro por não ter motivos pra chorar;
Sequei as lagrimas quando vi que a dor que me faz chorar não é maior que a vontade de continuar;
Porque chorar por alguém que não chorou por você?
Porque chorar por alguém que quis não te querer?
Apenas acredite que tu tens de acreditar;
Que a dor e o desespero não são dignos das lágrimas que caém do seu olhar;
Acredite, tu tens de acreditar;
Que o olho no olhar firme é o símbolo do sonhar;
Lagrima, é um líquido produzido pelas glândulas lacrimais que serve para limpar os olhos, segundo a ciência;
Mais pra mim significa o desespero de alguém que se deicha levar pela sua inocência;
Alguém que chora pelo outro porque abandonou-o movido pela delinquência;
Seque as lagrimas pois quem te fez, te fez a sua imagem e a sua inteligência.
Por que sou poeta?
Estou sempre a sofrer e chorar
Escondida, constrangida, por tanto me emocionar.
Porque sou poeta
As flores me dão esperança
de que Deus seja bom e bonito
Criativo, como uma criança.
Por que sou poeta? Isso eu nunca eu pedi.
Mas a cada noite sozinha
Em claro,
Em prantos,
Muito escrevi.
Versos rimados
Desritmados
Sem métrica e pretensão
Palavras doces e amargas
mas sempre, de coração.
Porque sou poeta
Resta-me pouco.
Muito pouco, além de sonhar.
A beleza da vida é triste,
Mas me inspira a cantar.
Porque sou poeta
Minha vaidade é criar,
Sinto o mundo a flor da pele
para de um verso me orgulhar.
Doce presente e castigo;
Olhar para o mundo assim.
Vivo em solidão comigo
E acompanhada pelo céu.
Que serão de minhas palavras?
Alguém um dia irá as ler?
Em minha frente, estaria nua
Despedia em meu Ser.
Por que sou poeta, meu Deus?
Me queres tanto a te querer?
Tudo que escrevo é prece
Sonhando com você.
Tanto agradeço e peço;
Tanto queimo incenso e rezo;
Isso ninguém me ensinou.
Ser feliz e triste ao mesmo tempo
Por transbordar Amor.
Perdoe minha carência,
Minha manha e se me castigo.
Sei que me queres feliz,
mas sou severa comigo.
Por que sou poeta?
Canso, mas agradeço por ser assim.
Que seja essa minha sina, meu Deus;
Sofrer somente por Esperar por Ti.
Que eu te honre em minha beleza;
Palavras e ações.
Que sejam belas minha obras;
Edificadas em canções.
Que te alegre meu carinho
E também deseje a mim,
para depois de minha jornada
Nos abraçarmos, enfim.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chorar e eu lhe vi sorrindo.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu crescer e suas rugas eu nem tinha percebido.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu lhe responder e eu te vi compreensível.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me ensinou a viver e eu entendi o mundo contigo.
A sua falta me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chegar e eu só lhe vi partindo.
Porque quero você
Porque a quero sem queixar ,
Não me importo quem a fez chorar Sei que é só você deixar,
Eu te amar
E de mim derramar
O néctar desse meu amor no seu amor
Pois o meu desejo de te molhar
É tão certo e avassalador ,
Que farei ate ouvido de mercador
Pois meu amor é muito maior do que qualquer ardor ou pudor .
Deixa eu te amar
A partida
Preciso ir querendo ficar
quero ficar de onde não vim
tento sorrir querendo chorar
tendo um pranto dentro de mim
A saudade é rio, que me afoga
lembrança é o único bote
não alcanço, engulo mais água
batendo os braços mais forte
Se recordares de mim
tenha do que se orgulhar
sabendo que nunca terá fim
o eterno recomeçar.
Homens invencíveis
Quando crescemos somos a ensinados á não chorar, "porque homem não chora". Nos ensinam a não demonstrarmos os sentimentos mais profundos que carregamos dentro de si.
Um choro, um ato de demonstração de paixão, é ridicularizado até por nós mesmos, nos criam para sermos ogros, e depois pedem para demostrarmos os nossos gostos.
Se somos frios em nossa infância é porque estamos sendo homens, mas se crescemos e não demostramos carinho e afeto; somos homens insensíveis.
Não me ensine a ser frio, e depois me peça afeto, quando eu já estiver aprendido a ser frio.
Decerto, escrevo esse verso com lágrimas a chorar, pois naquela sexta feira chuvosa sabia que eu iria me entregar.
Me entregar ao seu jeitinho doce, ao aroma da minha cheirosa, aos lábios mais maravilhosos que já toquei, ao seu sorriso envolvente e sua personalidade prudente.
Cartas for Alice
Eu sinto a vontade de chorar, de vez em quando ela vem me visitar. Não há razão, não há motivo.
Apenas uma tristeza que eu não consigo explicar, compreender ou ignorar.
Deixar a dor fluir e não mais me preocupar, pois às vezes é preciso chorar para se curar.
É como se fosse uma ferida antiga, que insiste em não cicatrizar. E quando menos espero, ela grita, e me faz de novo sangrar.
Talvez seja a dor do passado que ainda não aprendi a lidar, ou o medo do futuro incerto que me faz querer me afogar.
Talvez seja o peso da vida carregada, ou a falta de amor no coração.
Uma tristeza vaga, que me acompanha.Talvez seja o peso da saudade que me aperta o peito como um laço, ou a melancolia da idade, que me faz pensar no tempo que passo.
Não sei se é fraqueza ou coragem deixar as emoções a me dominar, mas a dor que sinto é uma bagagem que em alguns dias fica difícil carregar.
Tudo bem, sem culpa, sem medo, sem pudor, porque às vezes é preciso sentir para se libertar dessa dor.
A vontade de chorar vem do nada, e eu me pego assim, sem explicação. São lágrimas que se recusam a cair, junto a uma tristeza que insiste em me seguir. Fico ali, sufocado em minha própria dor. Talvez seja porque eu já chorei demais, e agora a tristeza se tornou pesar. E é engraçado, porque é assim que a vida é, um monte de coisas que sentimos, mas não podemos explicar completamente, e mesmo quando tentamos, ainda não faz sentido.
Eu olho para o céu noturno e me pergunto se alguém mais sente como eu. Se há alguém lá fora que também está perdido e se sente tão sozinho quanto eu.
O que é que se passa aqui, neste peito que não se acalma? É o coração que dói assim, ou a alma que busca a calma?
É uma angústia antiga, que ressurge sem explicação? Ou uma dor que se consolida, e ganha força no coração?
Maldita dor que não tem remédio. É preciso se distrair buscando sentido, nessa vida tão cheia de tédio. Talvez um dia eu possa entender, por que essa dor veio a mim, e quem sabe eu possa encontrar alguma paz para o meu fim.
