Textos sobre Amar

Cerca de 10990 textos sobre Amar

Quero te amar com a urgência dos primeiros beijos e a calma de quem sabe que encontrou onde ficar.
Quero teu corpo perto do meu, tua boca procurando a minha, teus braços me envolvendo como se o mundo pudesse acabar lá fora e, ainda assim, nada nos alcançasse.
Quero envelhecer desejando teu toque, sorrindo para o mesmo olhar e escolhendo você, dia após dia.
E quando a vida cobrar de nós o último suspiro, que ele ainda encontre nossos corações batendo no mesmo compasso.
Porque o tempo pode levar nossa juventude, nossa pressa e até nossos dias… só não quero que leve o desejo de amar você.

Se o poeta disse que amar é um verbo intransitivo
e entre outros adjetivos tem seu sentido completo,
eu te digo que o amor é um tanto quanto relativo,
um sentimento cativo, que não aceita decreto.
​Se ele se basta em si mesmo e não pede complemento,
como explicar o aperto que dá no meu coração?
Como entender esse laço, esse doce tormento,
que me rouba o pensamento e me joga na tua mão?
​O amor pode até ser livre na teoria da gramática,
mas na vida prática ele é dependente sim.
Precisa de um sujeito que lhe dê a voz exata,
que mude a sua fonética e faça ninho em mim.
​Não me venha com a lógica de que o amor é isolado,
pois quando estou do teu lado a regra perde o valor.
O meu amor só é pleno se for conjugado contigo,
no presente do indicativo...
No plural do nosso amor.

O amor dói:


Deuses qual é o preço a pagar para não sentir o amor, pôs amar dói e já não quero mais sentir o amor.


Deuses de baixo por favor falam para mim, qual é o preço a pagar para não sentir, pôs eu quero pagar para nunca mais sentir, e do amor se livrar.


Estou amaldiçoado no amor pelos deuses de baixo, pôs zombam de mim em me fazer sentir, deuses qual é o valor a pagar para nunca mais voltar a sentir.


Deuses de baixo estou desesperado a pagar para a maldição quebrar, e do amor se livrar.


Deuses por que não aceitam o valor que estou disposto a pagar, para mim se livrar da maldição de amar, pôs eu não quero nunca mais amar.


Os desuses de baixo não querem receber nenhum valor, pôs eles já ganhão com o meu sofrimento de amor.


Estou amaldiçoado pelos deuses de baixo e não há o que fazer apenas resta sofrer.

Porque amar é tão difícil, porque o outro nunca se satisfaz com que é oferecido, porque quando se tem alguém bom ao lado o outro sempre exige mais, como se o que estivesse recebendo não fosse o suficiente. Porque é tão difícil acreditar que podemos ser amados da mesma forma que amamos?
Quando não se tem amor, se humilha por migalhas e quando se tem o despreza.

AMAR É ....que saudades do romantismo !Agora só dá Smartphone !
CRÔNICA DA VIDA VIRTUAL 1
autor: Gilberto Braga

AONDE FORAM PARAR O AMOR, O ROMANTISMO ....?
Na lua de mel ...não se larga o smartphone...o tablet...o Note...
E enquanto isso....o romantismo..o amor....o namoro...tudo trocado por essas malditas teclas !
Que pena !
Não se namora mais, apenas se: curte ...compartilha....adiciona ....
Que falta de criatividade!
Larga esse celular gente !!!
Se namora por celular...se casam pelo smartphone !!!
Caramba !!
Bons tempos do : AMAR É ....que não voltam mais !

A minha fé esta no amor...
A minha esperança é o amor...
A minha "religião" (?) é amar com amor....
O meu milagre esta no amor que cura...
A minha vida quem conduz é o amor...
Quem esta no controle é o amor...
Quem salva é o amor...
Sómente o " amor" restaura...
Só quem ama perdoa...
O amor, sómente o amor, pois acima de tudo,o mais importante é o amor.

Viver é amar
Mas amar a quê?
Amar a verdade
Não somente
O conhecimento da verdade
Amar a verdade sobre você
E ter a consciência leve
Compreenda que nem tudo é permitido
A maior verdade da vida
É que a vida é muito breve
Amar ao silêncio
Ouvir a voz do vento entre as folhas
O suave movimento
da aranha que tece a teia
Amar ao emaranhado
da história da sua vida
Enquanto vai sendo tecida
Amar a solidão
Que te faz amar a cada companhia
Amar a luz e a escuridão
Pois cada coisa tem tempo e lugar
Amar ao amor de Deus
Pois só assim se pode ouvir a Deus
Na luz
Na solidão
Na teia que foi tecida
Amar ao tempo que passou
E aprender a não mais lamentar-se
Amar a paz
Aguardar com serenidade
A surpresa que haverá
Ela vem na certeza que há
de um dia, um desenlace
Feliz ou não
Eis aqui toda a importância
de saber amar
A essa vida que não nos pertence
E que há de se apagar como uma vela
Pois um dia
Todo mundo vai ter que prestar as contas
Sobre ela.

Edson Ricardo Paiva.

Tempo

Preciso de um tempo pra mim, preciso chorar sozinha, sorrir das nuvens amar os animais e gostar mais de flores, faz tanto tempo que me sinto menos mulher, faz tanto tempo que nem se quer um botão. Preciso calar minha mente e despir meus atos e completar-me em alguma ação.
Preciso voltar só não sei quantos sorrisos verdadeiros... Mas sei que um dia eu volto a sorrir.

“Amar Não Foi Minha Culpa”

Há amores que terminam deixando saudade. Outros deixam perguntas.
E talvez as perguntas sejam mais difíceis de carregar, porque a saudade aprende a envelhecer conosco, enquanto uma pergunta sem resposta continua batendo à porta da consciência.
Onde estava a minha culpa?
Foi ter amado demais?
Foi ter chegado sem armadura, colocado o coração sobre a mesa e acreditado que sinceridade seria suficiente?
Porque existe uma estranha crueldade em certos encontros: alguém deseja nossa presença, mas recusa nosso afeto. Quer nossa atenção, mas teme nossa profundidade. Aproxima-se para sentir o calor e depois se afasta quando percebe que o fogo também ilumina aquilo que preferia esconder.
E quem amou fica procurando o próprio crime.
Revira palavras.
Reconstrói noites.
Interroga silêncios.
Procura naquela página branca da memória alguma frase que explique por que aquilo que parecia tão inteiro acabou deixando apenas espaços vazios.
Mas amar profundamente não deveria ser uma confissão de culpa.
O erro talvez não esteja na intensidade do sentimento, mas na ilusão de que todo amor oferecido encontrará do outro lado alguém disposto a recebê-lo com a mesma coragem.
Podemos entregar o corpo sem entregar a alma.
Podemos dividir uma cama sem dividir a verdade.
Podemos pronunciar palavras de amor enquanto escondemos de nós mesmos aquilo que realmente sentimos.
É por isso que a intimidade mais difícil não acontece quando dois corpos se aproximam. Acontece quando duas pessoas conseguem permanecer diante uma da outra sem máscaras.
E poucos suportam essa nudez.
Há quem prefira perder um grande amor a ser obrigado a olhar profundamente para si mesmo.
Então chega o dia em que precisamos parar de perguntar apenas por que alguém foi embora e começar a perguntar quem nos tornamos tentando fazê-lo ficar.
Talvez seja aí que a dor comece a se transformar em consciência.
Não quero uma verdade confortável.
Quero a verdade inteira.
Mesmo que doa.
Mesmo que destrua aquilo em que acreditei.
Mesmo que me obrigue a atravessar sozinho lugares que imaginei atravessar acompanhado.
Porque uma mentira pode oferecer abrigo por algum tempo, mas somente a verdade nos devolve a nós mesmos.
Por isso, se um dia você me mostrar onde ela está, eu caminharei em sua direção.
Não porque ainda espere recuperar aquilo que perdemos, mas porque compreendi que há algo maior do que permanecer ao lado de alguém:
permanecer inteiro diante de si mesmo.
E se ainda me perguntarem onde esteve minha culpa, talvez finalmente eu saiba responder.
Minha culpa não foi amar.
Talvez tenha sido acreditar que amar com todo o coração obrigaria outro coração a fazer o mesmo.
E essa é uma das verdades mais difíceis da existência:
o amor pode ser inteiro dentro de nós e, ainda assim, não ser suficiente para fazer duas pessoas permanecerem.

Para a unica garota em que eu realmente amei e continuo amar!



Minha loirinha, que não é mais minha
Escrevo esta carta no dia 17/09/2026 com o meu coração partido, sem esperar nada em troca, apenas com a necessidade sincera de colocar em palavras tudo o que ficou guardado em mim por tanto tempo. Passo os dias lembrando da nossa história, dos momentos simples e daqueles momentos em que o mundo parecia girar só para nós dois. Sentado aqui no chão gelado, com a chuva caindo, percebo o quanto nós mudamos e o quanto aprendi com tudo o que vivemos juntos.Antes de qualquer outra coisa, quero te pedir desculpas. De todo o meu coração, me desculpe por cada palavra dita sem pensar, por cada silêncio ensurdecedor que machucou mais do que qualquer discussão, e por todas as vezes em que falhei em te entender. Me perdoe pelas minhas imaturidades, pela falta de paciência e por não ter sabido cuidar do nosso amor o qual eu dizia que era inefável,não cuidei da forma que ele merecia naqueles momentos difíceis. Sei que magoei você em situações onde eu deveria ter sido seu porto seguro,o seu amigo, e me dói saber que causei qualquer tipo de tristeza no seu olhar. Admitir os meus erros não apaga o passado, mas quero que saiba que carrego um arrependimento genuíno por tudo o que aconteceu de ruim entre nós.Por outro lado, o que prevalece em mim é uma gratidão imensa por ter compartilhado a vida com você. Obrigado, minha loirinha, por ter trazido tanta luz e cor para os meus dias. Agradeço por cada gargalhada compartilhada no meio da tarde, por cada abraço apertado nos momentos em que eu mais precisava e por ter sido minha maior companheira e incentivadora. Lembro com um carinho enorme de todos os seus detalhes: do seu jeito único de sorrir, da sua risada leve, de como o seu cabelo loiro brilhava ao sol e do cuidado e carinho com que você tratava tudo ao seu redor. Lembro-me do nosso primeiro beijo, nosso primeiro encontro. Tudo estará bem guardado. Você me ensinou tanto sobre amar, sobre ter empatia e sobre enxergar a beleza nas pequenas coisas do cotidiano.( é eu sei, sou um reclamão)Mesmo que os nossos caminhos tenham seguido rumos diferentes, o impacto que você teve na minha vida é permanente. Guardo com muito respeito tudo o que construímos e a pessoa incrível que você foi para mim. Torço do fundo da minha alma para que você seja imensamente feliz, que realize cada um dos seus sonhos e que encontre sempre motivos para sorrir com essa leveza que só você tem.
EU NÃO QUERO QUE OS FILHOS DE OUTRO HOMEM TENHA OS OLHOS E O SORRISO DA GAROTA QUE EU JAMAIS ESQUECEREI!!Com todo o meu amor e eterna gratidão, me despeço mais uma vez.

AMAR COM LUCIDEZ: QUANDO O CORAÇÃO CAMINHA AO LADO DA RAZÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo."
— O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5. Tradução de José Herculano Pires.
A recomendação do Espírito de Verdade, dirigida especificamente aos espíritas, está longe de ser uma exortação meramente afetiva. Ela constitui uma síntese admirável da pedagogia espírita, revelando que a verdadeira transformação moral nasce da união entre o sentimento e a inteligência. Não se trata de escolher entre amar ou instruir-se, mas de compreender que ambos são inseparáveis.
Entretanto, é comum observarmos que esses dois imperativos são vividos de forma fragmentada. Há quem exalte o amor, mas relegue o estudo a um plano secundário; há também quem cultive o conhecimento, porém se esqueça da ternura, da humildade e da fraternidade. Em ambos os extremos, perde-se o equilíbrio proposto pela Codificação.
O amor, quando desprovido de discernimento, pode transformar-se em sentimentalismo inconsequente. Sob a aparência da bondade, acaba tolerando o erro sem esclarecê-lo, confundindo indulgência com conivência e misericórdia com omissão. Nesse estado, a caridade deixa de educar para apenas consolar, esquecendo que o verdadeiro bem também orienta, desperta e corrige.
José Herculano Pires, um dos mais lúcidos intérpretes de Allan Kardec, advertiu com admirável precisão:
"Não basta amar. É preciso saber amar."
— Curso Dinâmico de Espiritismo.
E, aprofundando ainda mais essa reflexão, acrescenta:
"Não se pode confundir Espiritismo com sentimentalismo barato. A emoção sem inteligência é o caminho mais curto para a mistificação."
— Introdução à Filosofia Espírita, cap. 4.
Essas palavras permanecem profundamente atuais. Quando o amor abandona a razão, abre espaço para interpretações personalistas da Doutrina, para concessões injustificáveis e para atitudes que, embora revestidas de aparente bondade, acabam obscurecendo os princípios espíritas.
Foi justamente para impedir tais desvios que Allan Kardec estabeleceu uma das maiores salvaguardas da Doutrina:
"Fé inabalável é somente a que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade."
— O Evangelho segundo o Espiritismo.
No Espiritismo, a razão não limita o amor; ela o ilumina. A inteligência não esfria a caridade; ela lhe oferece direção. O verdadeiro amor jamais contradiz a justiça divina, porque nasce dela e para ela converge.
Por isso, o espírita que busca apenas ser "amoroso", sem estudar, sem refletir e sem vigiar as próprias tendências, corre o risco de substituir o Evangelho pela emoção. Em vez de auxiliar o próximo em seu crescimento moral, pode apenas alimentar ilusões, evitando confrontar o erro quando a consciência exige esclarecimento.
Ao mesmo tempo, o conhecimento sem humildade converte-se em orgulho intelectual. A instrução que não sensibiliza o coração produz rigidez, vaidade e espírito de superioridade. Saber muito sobre a Doutrina não significa vivê-la.
É precisamente nesse ponto que a máxima do Espírito de Verdade revela toda a sua profundidade. "Amai-vos" e "instruí-vos" não representam duas etapas sucessivas, mas duas forças simultâneas que se sustentam mutuamente. O amor preserva o conhecimento da frieza; a instrução preserva o amor da ingenuidade.
O próprio Allan Kardec recorda que:
"O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas o que se reforma moralmente, esforçando-se por dominar suas más inclinações."
— O Evangelho segundo o Espiritismo.
Essa reforma íntima exige constante vigilância sobre nós mesmos. Ainda estamos longe da perfeição. Muitas vezes, defendemos o amor enquanto nos irritamos diante da menor contrariedade; pregamos humildade, mas desejamos que tudo se faça conforme nossas ideias; falamos de fraternidade, porém resistimos às críticas e aos limites que a própria consciência nos apresenta.
O verdadeiro amor não elimina a responsabilidade moral; antes, fortalece-a. Amar não é aprovar indiscriminadamente. Amar é desejar sinceramente o progresso do outro, ainda que isso exija orientação, firmeza e exemplo. A caridade autêntica jamais abandona a verdade, porque sabe que somente ela conduz à libertação espiritual.
Assim, algumas responsabilidades permanecem inadiáveis para todo aquele que deseja viver autenticamente o Espiritismo:
Amar é unir misericórdia e justiça, jamais fraqueza moral.
Instruir-se é dever permanente da consciência, e não simples ornamento intelectual.
Evangelizar-se significa vigiar a si mesmo antes de corrigir os outros.
Preservar a Doutrina exige fidelidade aos princípios codificados por Allan Kardec.
Reconhecer as próprias imperfeições é o primeiro passo da verdadeira humildade.
Compreender que o amor sem esclarecimento pode transformar-se em indulgência equivocada, enquanto o conhecimento sem amor converte-se em orgulho.
No Espiritismo, não basta possuir um coração sensível; é necessário possuir também uma consciência esclarecida. A luz da inteligência e o calor da caridade não competem entre si: completam-se. Quando uma delas falta, a outra perde sua plenitude.
O Cristo jamais separou a verdade do amor. Kardec jamais separou a razão da fé. O Espírito de Verdade jamais separou o estudo da fraternidade. Eis por que amar com lucidez é amar de verdade.
Frase final.
" Quanto mais a consciência se ilumina pela verdade, mais o coração aprende que o amor não consiste apenas em sentir, mas em servir, educar e transformar, começando sempre por si mesmo. "
#Espiritismo #AllanKardec #JoséHerculanoPires #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspíritoDeVerdade #FéERazão #ReformaÍntima #Caridade #EstudoDoutrinário #LucidezEspiritual #AmorComLucidez #EducaçãoMoral #DoutrinaEspírita #Evangelização #Autoconhecimento

O AMOR QUE NÃO DÓI, MAS ESCLARECE.
Há uma concepção amplamente difundida de que amar é, inevitavelmente, sofrer. Tal ideia, reiterada por tradições literárias e por experiências humanas mal compreendidas, cristalizou-se como uma espécie de dogma emocional. Contudo, sob uma análise mais rigorosa, percebe-se que aquilo que fere não é o amor em si, mas as projeções, os apegos e as ilusões que o indivíduo deposita sobre o outro.
O amor autêntico não obscurece a razão, tampouco aprisiona a consciência. Ao contrário, ele a amplia. Trata-se de uma força que ilumina zonas antes ignoradas da própria interioridade, promovendo um processo de esclarecimento que, embora por vezes exigente, não é destrutivo. O que há de desconforto nesse percurso não advém do amor, mas do confronto com as próprias imperfeições.
Sob a ótica da filosofia moral, o amor elevado não se confunde com posse, dependência ou carência afetiva. Ele se estabelece como reconhecimento da dignidade do outro enquanto ser autônomo. Amar, nesse sentido, é desejar o bem do outro sem subjugá-lo às próprias necessidades emocionais. É um exercício de liberdade compartilhada.
Na tradição espiritualista, especialmente à luz da O Evangelho segundo o Espiritismo, o amor é compreendido como a mais alta expressão da lei divina. Não se trata de um sentimento passivo, mas de uma prática ativa de benevolência, indulgência e caridade. Quando vivenciado dessa forma, ele não dilacera, pois não nasce do ego, mas da consciência expandida.
Do ponto de vista psicológico, relações que geram sofrimento constante costumam estar ancoradas em vínculos de dependência emocional. Nesses casos, o indivíduo não ama o outro, mas aquilo que o outro supostamente preenche em si. O amor esclarecedor, por sua vez, não busca preencher lacunas, mas compartilhar plenitudes. Ele não exige completude do outro, pois já parte de um estado interno mais equilibrado.
Esse tipo de amor tem uma característica singular. Ele revela. Ao invés de cegar, como frequentemente se afirma, ele permite ver com maior nitidez. Mostra virtudes e limitações, tanto do outro quanto de si mesmo, sem que isso gere desespero ou negação. Há aceitação lúcida, não idealização.
Além disso, o amor que esclarece educa. Ele conduz ao aperfeiçoamento moral não por imposição, mas por inspiração. A convivência com alguém que ama de forma elevada desperta no outro o desejo de também elevar-se. Não há coerção, há exemplo.
Importa destacar que esse amor não é frio nem distante. Ele é profundamente sensível, porém não se deixa governar por impulsos desordenados. Há nele uma harmonia entre sentimento e razão, o que impede que se converta em fonte de sofrimento contínuo.
Em termos antropológicos, sociedades que valorizam vínculos mais conscientes tendem a produzir relações mais estáveis e menos conflituosas. Isso não elimina desafios, mas modifica a forma como são enfrentados. O amor deixa de ser campo de batalha emocional e passa a ser espaço de construção mútua.
Assim, ao contrário do que muitas narrativas sugerem, o amor não precisa ser sinônimo de dor. Quando alinhado à lucidez, à ética e à maturidade espiritual, ele se torna um instrumento de esclarecimento profundo.
Amar, então, não é perder-se no outro, mas encontrar-se com mais verdade dentro de si mesmo, à medida que se aprende a ver, compreender e respeitar o outro em sua essência. E é nesse encontro lúcido que o amor deixa de ferir e passa a revelar, com serenidade, aquilo que o espírito sempre esteve destinado a compreender.

“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.

Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.

Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.

Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.

Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.

“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.

E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”

Amar você é como finalmente encontrar o caminho de casa depois de uma longa viagem por estradas desconhecidas. Sabe aquele suspiro de alívio quando a porta se abre e o frio lá de fora deixa de importar? É assim que me sinto ao seu lado.
O mundo lá fora é barulhento, incerto e, às vezes, um pouco assustador. Mas em você, encontrei meu lugar de descanso. Se o amor é um oceano, aceito de bom grado as suas marés, porque até na dor existe a beleza de saber que não estou navegando sozinho.
Você é a luz que atravessa a janela de manhã e o fogo que me aquece quando a noite insiste em ser gelada. Se alguns dizem que amar é deixar ir e outros dizem que é segurar firme, eu digo que amar você é simplesmente ser. É a paz de saber que, independentemente de onde a vida me leve ou de quantos sonhos eu consiga realizar, a memória mais bonita que carregarei comigo será sempre o brilho do seu olhar.
Porque, no fim das contas, todos os meus caminhos — os tortos, os planos e os novos — sempre tiveram um único destino final: você.

Amar-te até em Marte..


Amar-te, é compreender o que há de mais belo


Amar-te, é sentir o doce néctar do existir


Amar-te, é tocar a alma com o coração


Amar-te, é juntar os sabores da vida


Amar-te, é e sempre será a mais bela das emoções


Amar-te é simplesmente amar


"Caio Camara Cesar"

Viver por inteiro


Às vezes, não é falta de amor, é apenas medo de amar outra vez... Medo de se entregar, baixar as defesas e descobrir que aquilo que pode nos fazer felizes também pode nos ferir.


Talvez por isso algumas pessoas esperem encontrar alguém que lhes mostre que pode ser diferente, que as compreenda e as ajude a superar seus medos. Mas acredito que o amor não deveria nascer da necessidade de alguém provar alguma coisa. A pessoa certa não precisa representar um papel para ser amada; precisa apenas ter coragem de ser quem realmente é.


E talvez seja justamente aí que o medo comece a perder força: quando encontramos alguém diante de quem também podemos ser nós mesmos, sem precisar esconder o que sentimos ou explicar tudo aquilo que somos.


Porque amar nunca veio com garantias. É apenas o encontro de duas pessoas imperfeitas que, sendo verdadeiras uma com a outra, decidem correr o risco de sentir.


No fim, coragem não é deixar de ter medo. É não permitir que o medo nos faça viver pela metade.

Título : Medo de Amar
Yeah, é o medo de novo...
Olho pro visor, seu nome brilha e eu hesito
O coração acelera, mas o medo é meu grito
Já estive nesse palco, já conheço o roteiro
Entrega total, pra depois ser o passageiro
De um trem descarrilado, sem freio, na contramão
Amor é investimento, mas cansei da inflação
De sentimentos vazios que drenam minha paz
Eu quero o seu "pra sempre", mas o "nunca" me atrai
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
E você chega com esse jeito, desarmando o meu forte
Dizendo que o destino é questão de escolha, não sorte
Mas o histórico é sujo, cicatrizes não mentem
Eu sou um campo minado onde poucos se sentem
Seguros pra pisar, seguros pra ficar
Eu construí um muro que você tenta escalar
Mas cada tijolo é um erro que eu jurei não repetir
Você traz a primavera, eu só quero me cobrir
Será que é real? Ou é só mais um tombo no meu degrau?
Eu sinto o fogo, mas temo a queimadura
Tua luz é linda, mas eu prefiro a minha sombra escura...
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
Talvez amanhã eu atenda...
Talvez amanhã o medo se renda.

O evangelho nos chama a sermos especialistas em amar e servir, porque foi isso que Jesus fez. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos (Marcos 10:45).


A verdadeira coroa dos santos
é o amor praticado.
O verdadeiro diploma do céu
é ter sido especialista em ajudar.

Muitas pessoas amam a justiça quando ela corrige os erros dos outros, mas Deus nos chama a amar a misericórdia também.
Foi isso que Jesus revelou continuamente. Ele não ignorava o pecado, mas via além dele. Enxergava pessoas feridas que precisavam de restauração.
A cruz é a maior demonstração dessa verdade. Nela vemos a justiça de Deus contra o pecado e, ao mesmo tempo, Sua misericórdia para salvar o pecador. miriamleal

Amar no meio da peste e do caos é o gesto mais aristocrático que um ser humano pode realizar, pois exige a doação total sem a garantia de qualquer colheita futura. É o compromisso de cuidar da fragilidade do outro como se fosse o último tesouro de uma civilização que está prestes a desaparecer sob as águas do esquecimento. Que o afeto seja o diapasão que nos mantém afinados com o que é humano, impedindo que o gelo da indiferença técnica congele as fontes da nossa compaixão.


- Tiago Scheimann