Textos sobre a Consciência
Quando temos a mais alta consciência que Deus existe , Deus impera no nosso coração por esse entendimento , amor essa percepção .
Sentimos , vivemos o despreendimento , vemos que as luzes se ascendem ao nosso redor , somos protegidos e amparados , temos fé , nossa força é revigorada a cada amanhecer , nos chega a gratidão .
Sabemos que servir é um ato nobre e humildade , cheio amor e entendimento a vida , estendemos as mãos .
Que os bons sentimentos e gestos nos aproxima do Pai , nos disciplina diante da vida porque evoluímos , e essa verdade impera porque Deus se encontra aí , dentro de um coração puro e despreendido.
Noite do dia 20.
Eu dormi com a consciência pesada.
Você não dormiu, com o coração partido.
Eu a conquistei e a deixei.
Eu machuquei você, te furei com agulhas; te queimei com fósforos; fiz cortes em sua pele e joguei álcool por cima de cada uma dessas feridas.
Elas doiam tanto, sangravam tanto e você chorava mais um tanto.
Dor que não se esquece, saudade não desaparece.
Nas noites geladas; noites caladas, esse sentimento se fazia mais presente. As lágrimas mais realistas e os cortes mais ardentes.
Te feri com a minha confusão e indecisão.
Perdão.
Seu quarto era bagunçado, escuro e gelado. A porta sempre trancada e as janelas sempre escancaradas.
Bitucas de cigarro em sua escrivaninha, eram várias. Várias como as garrafas de bebida quebradas; vazias e espalhadas, como suas roupas todas jogadas.
Os olhos inchados; olheiras escuras; descabelada; roupa amarrotada; amassada; toda suada; lágrimas obviamente molhadas.
As janelas permanecem sempre abertas.
A ventania lá fora que agora bagunça tudo, só não tão bagunçada quanto sua mente e o asfalto, definitivamente não tão rachado quanto seu coração.
Tarde do dia 20, meses depois.
"Me ligue quando puder, se quiser. Saudades."
Não basta semear a ideia.
É preciso, antes, interrogar o solo da consciência.
Uma mente pode estar saturada de respostas
e, ainda assim, revelar-se estéril à dúvida.
Pode consentir que o mato se multiplique sem freio
enquanto nega à árvore o espaço para enraizar-se.
A sabedoria não principia no encontro da verdade,
mas no gesto corajoso de extirpar aquilo
que já não permite o crescimento.
Pois certas sementes só germinam
naquele coração que, durante anos,
soube transformar-se em jardim.
A Consciência da Própria Força
Que alegria extraordinária nasce no peito quando finalmente despertamos para o fato de que somos capazes! Romper com as correntes do desânimo, vencer a preguiça da alma e compreender que trazemos na bagagem eterna todas as ferramentas para vencer é um ato de profunda libertação. Saber que você pode mudar a sua história, ajustar os seus pensamentos e dar o próximo passo por mérito próprio traz uma dignidade inabalável. Você foi planejado para a vitória e para o crescimento. Quando você confia no seu potencial, o mundo ao redor se ilumina
A Gratidão pelo Milagre da Vida
Despertar a cada manhã e tomar consciência da nossa própria existência é o primeiro e maior motivo para nos alegrarmos. Existir é uma oportunidade bendita concedida pelo Criador para que possamos aprender, evoluir e reparar os nossos erros. Muitas vezes nos perdemos no que nos falta, deixando de celebrar o milagre que já somos. A sua jornada na Terra tem um propósito único e elevado. Sentir o ar renovar os pulmões e ter a chance de escrever uma nova página na nossa história é um presente diário que merece ser acolhido com um sorriso sincero e o coração transbordando de paz.
O Eu Superior
O poder infinito
A consciência pura: Deus
Flui através de ondas
Frequências: Infinitas possibilidades
E quando permitimos que esse fluxo
Esse poder avassalador, Flua através de nós
Vemos o impossível manifestar_se
Em nossas vidas
Porque vemos partículas finitas
Mas o campo vê tudo: sabe tudooooooooo....
Paz no 💓
Tese sobre o Caos e a Consciência
Antes da inteligência humana, havia o caos — não mero desarranjo, mas um abismo fecundo, um entrelaçar de forças indomáveis e silenciosas que pulsavam sem testemunha. A expansão do universo — efeito da grande explosão — moveu massas, gerou órbitas, incendiou estrelas; e ao longo de milênios incontáveis, dessas forças surgiu uma ordem apenas aparente: uma harmonia caótica, tão tênue quanto ilusória.
Os humanos, criaturas de um lampejo tardio de consciência, acreditam enxergar perfeição onde há apenas fluxo, perceber mistério onde existe apenas processo, e, com vaidade, tentam nomear o que escapa a toda nomeação. A inteligência, ainda jovem, nasce dos erros involuntários do próprio caos, e é com ela que se edifica a pergunta — não a resposta.
A consciência — esse clarão que se anuncia no “penso, logo existo” — produziu infindáveis interrogações. Mas que respostas poderia oferecer a criatura que emergiu de uma ignorância tão profunda? É impossível que uma mente tão jovem compreenda o abismo anterior a si mesma, o princípio inominável de onde tudo se ergueu, o silêncio primordial que, ao se desfazer, fez nascer não apenas o universo, mas também a angústia de quem o contempla.
— Evan do Carmo, 14-10-205
“Quando a consciência abandona o conforto das certezas e ousa habitar o território das perguntas profundas, o pensamento deixa de ser reflexo do mundo e passa a ser força criadora dele. É nesse instante — raro e silencioso — que enxergamos não apenas o que é, mas o que pode vir a ser, e assumimos, enfim, a responsabilidade de existir com lucidez.”
Por Roberto Ikeda
Cada um de nós, depende do seu conhecimento, e da sua consciência para viver.
Resiliência não é dada, não é herdada mais sim conquistada.
O vento assopra em todas as direções, Mais o que nos manten firme parado e resistente!
É como uma montanha inabalável sobre a tempestade, isso é poderoso.
Aquele que aprendeu a andar na escuridão! Nunca mais se perde.
Você é a luz que manter o fogo acesso, nessa escuridão.
As pessoas se aproximam dessa luz querendo se aproveitar dela, mais não trás combustível para manter essa chama viva.
Um rio tem muitos desvios no caminho, encontra pedras moinhos, mais nunca para seu fluxo buscando encontrar o mar.
Muitos duvidaram de você, diram coisas te julgaram!
Mais o caminho a perseguir é seu.
Não busque validação ou aplausos, apenas força dentro de si para se tornar a luz nessa estrada escura que o persegui.
Por que a luz que você agora anda! Seus pés não vacila mais.
Porquê esse caminho de clareza! te levará a eterna glória.
A consciência deve permanecer tranquila a respeito de um acontecimento indesejado, se não há nada que possa ser feito, se o possível erro não está claro, já que não compensa ficar se culpando, buscando encontrar respostas, trazendo um desânimo para mente, uma angústia veemente ao coração, logo, é melhor seguir em frente
Certamente, houve uma razão alheia, que fez dispensar a necessidade de uma conversa, simplesmente, por falta de consideração ou por ser uma decisão difícil e assim evitar um clima chato, de qualquer forma, foi uma atitude imediata, desagradável, incompatível até com a menor satisfação, então, passa a ser um desgaste em vão ficar pensando nisso
O vitimismo não se faz presente nesse caso, o fato é que não faz sentido ficar de mal consigo por causa de uma responsabilidade inexistente, pelo menos, até que se prove o contrário pela pessoa que não quis chamar para conversar e assim, por suas razões, decidiu partir e ficar afastada, portanto, não vale a pena insistir com uma culpa infundada.
A vida é menos complexa que julgamos ser.
Aqueles que têm consciência sabem que caímos e levantamos, que a vida é de altos e baixos, ela nāo é linear.
Temos que sair muitas vezes do nosso conforto, e com espírito de sacrifício e esforço podemos nos vencer a nós e outros.
Como?
Às vezes temos que mudar de ambientes, fazer outros caminhos, procurar outras pessoas, nós estamos todos interligados e nossos actos trazem boas e más consequências, nāo somos perfeitos, erramos, falhamos e acertamos.
Temos que estar seguros e ter confiança naquilo que somos e no que queremos nos tornar.
Muitas das vezes saciamos nossos desejos, nossa razāo e emoçāo fala mais alto, mas com o conhecimento, podemos descernir e optar pelo nosso melhor a cada instante.
Também pelo exemplo e advertência de terceiros, como um alerta se ouvirmos e dermos ouvidos, que é colocar em prática vamos vencendo-nos nos aspectos negativos, é preciso crer e querer e fazer.
Não há criminoso
que durma sonos tranquilos.
A consciência, essa faca afiada,
sempre encontra
o ponto exato
onde cutucar.
Deita, mas não descansa.
Fecha os olhos,
mas o escuro conhece seu nome.
E no silêncio da madrugada,
o próprio sangue
cobra o preço
das sombras que escolheu.
@MiriamDaCosta
QUANDO O PODER COMEÇA PELA CONSCIÊNCIA
O poder político raramente começa tomando palácios.
Muitas vezes começa tomando consciências.
Não é necessário proibir todas as ideias quando é possível controlar aquilo que as pessoas consideram aceitável pensar.
1. Enfraqueça os valores da juventude.
Uma geração sem referências pode se tornar mais vulnerável a qualquer ideologia que prometa sentido e pertencimento.
2. Controle a narrativa.
Quem influencia a informação não precisa controlar todas as pessoas — basta influenciar aquilo que elas enxergam como realidade.
3. Divida a sociedade.
Quando cidadãos deixam de enxergar uns aos outros como compatriotas e passam a enxergar apenas inimigos de classe, raça, grupo ou ideologia, a unidade social se enfraquece.
4. Destrua a confiança nas instituições.
Uma sociedade que não confia em nenhuma autoridade, liderança ou instituição torna-se mais suscetível àquele que promete reconstruir tudo sob seu próprio comando.
5. Use a linguagem da liberdade.
Toda concentração de poder pode procurar legitimidade utilizando palavras nobres: democracia, igualdade, justiça e liberdade. Por isso, mais importante que o discurso é observar os mecanismos concretos de poder.
6. Expanda continuamente o Estado.
Quanto maior a dependência econômica e administrativa do cidadão em relação ao Estado, maior pode ser sua influência sobre a sociedade.
7. Enfraqueça as convicções espirituais.
Uma sociedade sem princípios que transcendam o poder político pode acabar tratando o Estado como sua principal fonte de sentido, proteção e autoridade.
8. Transforme diferenças em conflitos.
Diferenças sociais existem. O perigo está em transformar cada diferença em uma guerra permanente entre grupos.
9. Substitua responsabilidade por dependência.
O Estado deve proteger direitos e oferecer serviços públicos, mas uma sociedade saudável também precisa preservar iniciativa, responsabilidade individual e liberdade.
10. Inverta as acusações.
Na política, existe uma tentação antiga: atribuir ao adversário aquilo que você próprio pratica. Por isso, não basta ouvir acusações — é necessário examinar fatos, documentos, decisões e resultados.
Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.
A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.
Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.
Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.
O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.
Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.
(Douglas Duarte de Almeida)
A riqueza genuína não é uma questão de saldo bancário, mas de consciência. O bolso pode estar vazio, mas a mente deve ser um terreno fértil de possibilidades.
Se as suas palavras são apenas lamentos sobre escassez e dificuldades, você está cultivando a pobreza dentro de si. A mente cria a realidade que ela habita.
Em um evento gratuito, descobri que as pessoas mais ricas que conheci não eram as que tinham mais dinheiro, mas sim as que possuíam uma visão de mundo mais ampla e generosa. Elas entendiam que a prosperidade é um estado de espírito, não apenas um acúmulo de bens materiais.
A verdadeira riqueza é a capacidade de ver a beleza e a oportunidade onde os outros veem apenas obstáculos. É a coragem de agir em direção aos seus sonhos, independentemente das circunstâncias atuais. É a generosidade de compartilhar o que você tem, mesmo que seja apenas um sorriso ou uma palavra de encorajamento.
Portanto, liberte-se das crenças limitantes sobre dinheiro e comece a cultivar a riqueza dentro de si. Invista em sua educação, expanda sua mente, conecte-se com pessoas inspiradoras e acredite no seu potencial.
A verdadeira prosperidade o aguarda.
"Isso é apenas um desabafo nada pessoal pra ninguém leu e gostou me segue"
@EvansJ_oficial
A ALMA ANIMAL E O MISTÉRIO DA INTELIGÊNCIA RUDIMENTAR: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE A CONSCIÊNCIA DOS SERES INFERIORES
O CÃO RAIVOSO E O ENIGMA DE UMA MENTE QUE PERCEBE O INVISÍVEL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Na edição de setembro de 1865 da Revista Espírita, Allan Kardec trouxe à reflexão um dos temas mais delicados e profundos da filosofia espiritualista: a existência de uma atividade inteligente nos animais e sua possível relação com o mundo invisível.
O ponto de partida foi um relatório apresentado pelo médico veterinário francês Henri Bouley à Academia de Medicina, descrevendo fenômenos observados em cães acometidos pela hidrofobia (raiva). O estudo revelava algo extraordinário: durante determinadas fases da enfermidade, o animal apresentava comportamentos que pareciam ultrapassar a simples reação instintiva.
O cão, em certos momentos, permanecia imóvel, como se estivesse observando atentamente algo inexistente aos olhos humanos; subitamente, lançava-se ao espaço, mordendo o vazio, como se perseguisse um objeto invisível. Em outras ocasiões, investia contra paredes, uivando furiosamente, como se respondesse a ameaças que somente ele percebia.
A questão levantada por Kardec era de profunda importância filosófica:
Seriam esses fenômenos apenas manifestações fisiológicas de um cérebro enfermo ou revelariam uma faculdade perceptiva desconhecida?
A ciência materialista da época tendia a atribuir tais manifestações exclusivamente à perturbação orgânica. Entretanto, Kardec observou que, para explicar determinados fenômenos, era necessário admitir algo além da matéria: uma forma rudimentar de atividade psíquica.
A IMAGINAÇÃO ANIMAL: O PRIMEIRO INDÍCIO DE UMA INTELIGÊNCIA ELEMENTAR.
Um dos pontos mais revolucionários do artigo está na afirmação de que, se o animal possui imaginação, já existe nele algo que ultrapassa o automatismo puro.
A tradição filosófica durante séculos estabeleceu uma separação quase absoluta entre homem e animal. O homem possuiria razão; o animal apenas instinto. Entretanto, a observação cuidadosa dos fatos demonstrava uma realidade mais complexa.
O cão sonha.
Ele corre durante o sono, movimenta as patas, geme, demonstra alegria ou inquietação. Evidentemente, há uma atividade interior ocorrendo. Existe uma elaboração de imagens, sensações e experiências.
Kardec argumenta com extraordinária lucidez:
Se admitirmos que o animal possui imaginação, memória e percepção subjetiva, então já reconhecemos nele um princípio que não pode ser reduzido simplesmente à matéria.
A madeira não imagina.
A pedra não sonha.
A matéria bruta não cria representações internas.
Logo, quando observamos no animal sinais de uma vida psíquica, estamos diante de uma manifestação de um princípio inteligente, ainda que em estado primitivo.
INSTINTO E INTELIGÊNCIA: A DIFERENÇA ENTRE O ANIMAL E O HOMEM.
A comunicação espiritual assinada pelo Espírito Moki, publicada na mesma edição da Revista Espírita, apresenta uma reflexão fundamental:
“O instinto não é neles a inteligência rudimentar apropriada às suas necessidades?”
Essa frase contém uma das ideias centrais da visão espírita sobre a evolução dos seres.
O instinto não seria ausência absoluta de inteligência, mas uma inteligência ainda limitada, especializada e direcionada principalmente à conservação da existência.
O animal sabe construir sua morada, proteger seus filhotes, encontrar alimento, reconhecer perigos e demonstrar afeto. Essas ações não são simples movimentos mecânicos.
Há nelas uma finalidade, uma adaptação e uma percepção das circunstâncias.
Entretanto, essa inteligência encontra-se em estágio diferente daquela desenvolvida pelo ser humano.
O homem possui:
consciência moral;
livre-arbítrio ampliado;
capacidade abstrata;
reflexão sobre o próprio pensamento;
responsabilidade espiritual.
O animal possui:
percepção;
memória;
sentimentos;
inteligência prática;
formas rudimentares de escolha.
Assim, a diferença não seria uma ausência total de princípio inteligente, mas uma diferença de desenvolvimento.
O ANIMAL COMO ELO NA GRANDE CADEIA DA CRIAÇÃO.
A questão dos animais sempre esteve ligada ao problema maior da justiça divina.
Se Deus é infinitamente sábio e justo, como compreender seres que demonstram sensibilidade, sofrimento, afeição e inteligência, mas que parecem desaparecer completamente após a morte?
Essa pergunta já havia sido formulada por diversas correntes filosóficas. O Espiritismo procurou analisá-la dentro de uma perspectiva evolutiva.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec aborda a relação entre os três reinos da natureza e afirma que existe uma progressão dos seres, uma continuidade no desenvolvimento do princípio inteligente.
Na questão 597, os Espíritos afirmam:
“Pois se tudo se encadeia na natureza, o animal não pode ser uma exceção.”
Essa concepção rompe com a visão de uma criação fragmentada e apresenta a existência como uma grande cadeia evolutiva.
A vida não seria composta por compartimentos isolados, mas por etapas sucessivas de desenvolvimento.
A PERCEPÇÃO EXTRAORDINÁRIA DOS ANIMAIS.
O artigo da Revista Espírita também destaca diversos relatos sobre animais que parecem perceber acontecimentos invisíveis aos humanos.
Cães que recusam passar por determinados lugares, cavalos que demonstram medo diante de obstáculos inexistentes, animais que parecem pressentir acontecimentos graves.
A interpretação espírita sugere que certos animais possuem uma sensibilidade mais desenvolvida para perceber elementos que escapam aos sentidos humanos comuns.
Isso não significa atribuir ao animal uma consciência idêntica à humana.
O ponto essencial é outro:
A natureza possui graduações de percepção.
Assim como alguns animais possuem audição e olfato infinitamente superiores aos nossos, também poderiam possuir modalidades perceptivas desconhecidas pelo homem.
O cão não pensa como o homem.
Mas também não é uma máquina biológica.
Ele sente, percebe e reage dentro das possibilidades próprias de sua evolução.
A SABEDORIA DO MÉTODO ESPÍRITA: OBSERVAR ANTES DE CONCLUIR.
Um aspecto admirável do texto de Kardec é sua prudência científica.
Ele não apresenta uma conclusão precipitada. Pelo contrário, afirma que somente a observação dos fatos poderá estabelecer uma teoria segura.
Essa postura diferencia o método espírita de uma simples crença.
A investigação deve partir dos fenômenos.
Primeiro observa-se.
Depois compara-se.
Em seguida formula-se uma hipótese.
E finalmente busca-se uma compreensão racional.
Essa metodologia aparece como fundamento da própria Doutrina Espírita, que Kardec frequentemente denominou uma ciência de observação.
CONCLUSÃO: O ANIMAL COMO TESTEMUNHO DA UNIDADE DA VIDA.
O estudo sobre a raiva nos cães, aparentemente restrito à medicina veterinária, tornou-se nas mãos de Kardec uma profunda reflexão sobre a natureza da inteligência.
O animal revela uma consciência em formação.
Ele não possui a razão humana, mas manifesta uma inteligência rudimentar.
Não possui a linguagem articulada, mas comunica emoções.
Não possui filosofia, mas demonstra afeição, memória e percepção.
A distância entre o animal e o homem não seria um abismo absoluto, mas uma estrada evolutiva.
A grande mensagem filosófica extraída desse estudo é que a criação divina não apresenta rupturas bruscas, mas uma continuidade harmoniosa.
Como escreveu Kardec:
“Tudo se liga, tudo se encadeia, tudo se harmoniza em a Natureza.”
O animal, portanto, não é apenas um organismo movido por reflexos; é um ser em desenvolvimento, participante da grande marcha da vida, conduzido gradualmente pela evolução do princípio inteligente.
FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Setembro de 1865. “Alucinação nos animais — Nos sintomas da raiva.” Sociedade Espírita de Paris.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda — Capítulo XI: “Dos três reinos — Os animais e o homem.”
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Capítulo XXII — “Da mediunidade nos animais.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Junho de 1860. “O Espírito e o cãozinho.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Julho de 1860. “Dos animais.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Março de 1864. “Da perfeição dos seres criados.”
BOULEY, Henri. Relatório apresentado à Academia de Medicina sobre os sintomas da raiva no cão (referenciado por Kardec na Revista Espírita, 1865).
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A caridade ajuda com o peso de nossa consciência e nosso ego, mas não nos concede o perdão de nossos pecados, fazer caridade por crer na salvação ou perdão, seria como afirmar que um assassino será perdoado ao praticar o dízimo ou doar uma cesta básica a um necessitado. Contradizendo o proprio mandamento.
- Não matarás. ( Êxodo 20: 1–17)
Repente
“O ser humano contra o ser humano”
E se votar fosse consciência,
não favor nem barganha dada?
Se a escolha viesse da mente
e não da promessa encenada?
Talvez o palco ficasse mudo,
sem mentira bem ensaiada.
Prometem o que já é do povo,
tá escrito, ninguém inventou,
mas entre a lei e a vida real
algo sempre se desviou.
Vai nos cofres, vira silêncio,
e o direito nunca chegou.
No fim não tem lado certo,
nem esquerda, nem direita, não,
a máquina pública gira
moendo sonho e intenção.
Quem sustenta paga a conta,
quem comanda faz sermão.
É a desunião que sustenta
corrupção e desigualdade,
desemprego bate à porta
com nome falso de oportunidade.
Troca a roupa, muda o rótulo,
mas é a mesma crueldade.
É o ser humano contra o humano,
irmão virando adversário,
dividido por fronteiras
desenhadas num cartório.
Língua, moeda e passaporte
definem quem vale salário.
Divide pela fé que se reza,
pela cor, pelo amar,
por ideologia e partido,
por camisa de jogar.
Criamos muros invisíveis
que nem o tempo vai quebrar.
Tentamos nos tocar em redes,
mil amigos numa tela,
mas falta abraço verdadeiro
na vida que nos revela.
Conectado com o planeta,
desconectado da janela.
Queremos cura instantânea,
emprego com solidez,
um amor sem imperfeição,
um futuro de uma vez.
Queremos filho salvador
pra corrigir nossa vez.
E mesmo assim eu acredito
nesse povo resistente,
que cai, levanta, se quebra
e recomeça diferente.
Que chora pouco em público
e luta bravamente.
Somos duzentos milhões sonhando
nesse chão chamado Brasil,
e oito bilhões no planeta
num destino tão frágil.
Tanta boca, tanta língua,
tão pouco diálogo civil.
E se o mundo falasse igual?
Sem moeda pra separar?
Com fronteira só no mapa
e humanidade no olhar?
Quem seria rico de verdade?
Quem ia pobre se chamar?
Talvez a maior fronteira
não seja terra nem chão,
seja o medo de enxergar
o outro como irmão.
(pausa)
O ser humano contra o humano…
essa é a guerra em questão.
O Dia Internacional da Mulher não é sobre aplausos.
É sobre consciência.
Não é sobre presentes.
É sobre postura.
Não é sobre discurso.
É sobre prática.
Que o respeito deixe de ser exceção.
Que a igualdade deixe de ser promessa.
Que a segurança deixe de ser sorte.
E que nenhuma mulher precise ser forte
apenas para sobreviver.
Porque respeito não é homenagem.
É dever.
E igualdade não é gentileza.
É justiça.
E justiça…
não se pede.
Se faz.
Salpicos de espiritualidade permitem lampejos de consciência espiritual.
Um pouco mais despertos em dado momento, nossos corações tocam a música da vida com tambor sagrado.
Gratidão eclode, olhos lavam o rosto
É quase possível tocar o propósito maior e nos fartamos do gentil banquete que vivermos na casa da Gaia.
