QUANDO O PODER COMEÇA PELA CONSCIÊNCIA... Valdinei Moreira de Souza
QUANDO O PODER COMEÇA PELA CONSCIÊNCIA
O poder político raramente começa tomando palácios.
Muitas vezes começa tomando consciências.
Não é necessário proibir todas as ideias quando é possível controlar aquilo que as pessoas consideram aceitável pensar.
1. Enfraqueça os valores da juventude.
Uma geração sem referências pode se tornar mais vulnerável a qualquer ideologia que prometa sentido e pertencimento.
2. Controle a narrativa.
Quem influencia a informação não precisa controlar todas as pessoas — basta influenciar aquilo que elas enxergam como realidade.
3. Divida a sociedade.
Quando cidadãos deixam de enxergar uns aos outros como compatriotas e passam a enxergar apenas inimigos de classe, raça, grupo ou ideologia, a unidade social se enfraquece.
4. Destrua a confiança nas instituições.
Uma sociedade que não confia em nenhuma autoridade, liderança ou instituição torna-se mais suscetível àquele que promete reconstruir tudo sob seu próprio comando.
5. Use a linguagem da liberdade.
Toda concentração de poder pode procurar legitimidade utilizando palavras nobres: democracia, igualdade, justiça e liberdade. Por isso, mais importante que o discurso é observar os mecanismos concretos de poder.
6. Expanda continuamente o Estado.
Quanto maior a dependência econômica e administrativa do cidadão em relação ao Estado, maior pode ser sua influência sobre a sociedade.
7. Enfraqueça as convicções espirituais.
Uma sociedade sem princípios que transcendam o poder político pode acabar tratando o Estado como sua principal fonte de sentido, proteção e autoridade.
8. Transforme diferenças em conflitos.
Diferenças sociais existem. O perigo está em transformar cada diferença em uma guerra permanente entre grupos.
9. Substitua responsabilidade por dependência.
O Estado deve proteger direitos e oferecer serviços públicos, mas uma sociedade saudável também precisa preservar iniciativa, responsabilidade individual e liberdade.
10. Inverta as acusações.
Na política, existe uma tentação antiga: atribuir ao adversário aquilo que você próprio pratica. Por isso, não basta ouvir acusações — é necessário examinar fatos, documentos, decisões e resultados.
