Textos Reflexivos sobre Inclusão
Às vezes me pego pensando em todos os meus erros do passado, indescritíveis, absurdos e até insanos, coisas de um jovem em evolução...
Mas daí me lembro que tudo isso é normal, faz parte de nosso crescimento, algo que através do tempo, de alguma forma foi moldando o meu pensamento.
O importante é aprender e não cometer os mesmos erros de outrora, repetindo o mesmo argumento.
Talvez o aprendizado se realiza através da dor, da tristeza, da falta de domínio do problema, pois assim, de alguma forma, poderemos sair do estado de imaturidade para resolver o tal dilema.
Viver um dia de cada vez e tentar encontrar a solução, melhorar como pessoa, assim como um jovem aluno, que na escola, pouco a pouco vai aprendendo a lição...
Assim eu fui criado, se estivesse com bermuda ou camiseta, nem perto eu chegava do que era sagrado...
Com boné, nem pensar, pois seria um absurdo entrar na Igreja assim para rezar...
Uma reverência eu fazia, me curvava com respeito e devoção, mostrava apenas meu olhar, isso quando não me lembrava de alguma oração...
Tempos de fé e de emoção, de pedir a benção ao Padre, de dar valor em receber a Santa Comunhão...
Ao passar em frente a uma bela Igreja, em sinal de respeito, fazia um poderoso sinal com a minha mão, pensando em Cristo e em seu sagrado manto, em formato de Cruz: Pai, Filho e Espírito Santo.
DESEJO ABSURDO:
Eu desejei ser adulto, crescer e ser respeitado, entendido e valorizado...
Eu desejei ser adulto, para adentrar em outra realidade, ser um senhor de verdade, deixar o meu mundo de criança, para criar e poder modificar a minha própria esperança...
Eu desejei ser adulto, para abandonar a imaturidade, viver de forma séria, alterando a verdade, criando expectativas e modificado a minha própria realidade...
Que desejo absurdo, deixar aquele mundo de fantasias, de vitórias e conquistas, de descobertas e expectativas, de brincadeiras divertidas...
Ah, se eu pudesse no tempo voltar, desfazer aquele desejo de ser adulto e poder crescer devagar, aproveitar cada segundo e com a vida não me preocupar...
Que desejo absurdo, pois hoje crescido e adulto, sonho com o que tinha, pois tenho saudade das brincadeiras e dos amigos pestinhas, de chutar bola e apertar campainhas, de sair correndo e brigar na escolinha...
O que eu tinha era a verdadeira felicidade, por isso, mesmo adulto de verdade, me sinto ainda uma criança, pois o meu desejo agora, é de voltar para aquela realidade.
Jamais permita que as pessoas comandem a sua vida, principalmente no tocante aos seus sonhos de conquista...
Jamais permita que elas imponham seus próprios desejos, não ouça ideias e sugestões "ancoradouras", não seja escravo das circunstâncias, que às vezes podem ser destruidoras...
Não fique parado diante da possibilidade de uma grande conquista, pois o mundo é todo seu, as oportunidades estão por toda parte, basta apenas observar com cuidado e harmonia...
Algumas pessoas querem apenas que você seja limitado igual a elas, desta forma, uma visão mais ampla do mundo sobre as suas possibilidades, causa uma estranheza para quem é escravizado, aquele que está no campo das ideias, mas sempre viveu fechado!
Sentir raiva de vez em quando é algo normal, não é raro, pois todos nós temos estes momentos de instabilidade emocional...
Uma decepção, um julgamento, ter que presenciar e ouvir um lamento, de alguém que vive em função de querer desestabilizar o nosso sentimento...
O importante é não guardar conosco este referido lamento, juntando com outros que adquirimos em algum momento, pois isto é de fato o pior veneno, que causa a nossa morte por insuficiência de bons pensamentos...
Desta forma, não me dou ao luxo em ficar calado, se agredido ou mal falado, revido com o olhar fulminante e com palavras bem elaboradas, direcionando ao agressor que não conhece a minha jornada...
Não é falta de educação, muito menos uma grosseria direcionada, é uma autodefesa, algo que todos nós temos, mas que muitos não colocam em prática.
Minha personalidade não me permite esquecer, de algo ou de alguém que um dia me ajudou a crescer, da mesma forma que não me esqueço da negatividade daquele que tentou me desmerecer...
Pois a vida é feita de ciclos, cada um de nós tem a sua hora e o momento de vencer, mas as dificuldades estão por aí, por isso, nesta caminhada é preciso até mesmo ao chão descer...
Pensar, refletir e reaprender, tudo em sinal de humildade e superação, pois para recomeçar e seguir adiante, é preciso estar fortalecido para enfrentar as próximas dificuldades que virão...
Esteja com a cabeça erguida e com os pés firmes no chão, pois sem dúvida, como protagonista, você será de sua própria história o verdadeiro campeão!
Só tenho que agradecer por tudo que Deus tem me proporcionado, são muitas bênçãos recebidas, caminhos bem moldados...
Sempre fui batalhador e um curioso nato, já viajei o Brasil inteiro, com todo tipo de cargas em um caminhão pesado, já me deparei com perigos intensos, por bandidos já fui ameaçado.
Transportando o progresso por toda parte, muitas vezes nem fui notado, pois estava sozinho naquele espaço de trabalho, acelerando e vislumbrando um futuro desejado, mas estava feliz, porque era um sonho realizado...
Poder viajar pelo Brasil cortando fronteiras e Estados, aprendendo com a vida e me decepcionando com as pessoas, mas nunca sendo fraco diante do mal direcionado, pois o mundo me fez mais forte, desta forma, continuo na luta, porque ainda há muito para ser conquistado.
DEVANEIO POÉTICO
A gente cresce e amadurece, pois, colocando na mesa o nosso passado, dizendo em voz alta como se fosse uma prece, observamos as minúcias da vida, o que já passamos e o que na atualidade ainda acontece.
Olhamos o nosso passado e percebemos as diversas bobagens que já realizamos, muitos fatos que não nos enobrece, mas que serviram de aprendizado para que pudéssemos evoluir, sendo superior a algo que já aconteceu, mas que atualmente ainda nos entristece.
Muita coisa absurda e exagerada, mas que no momento de lembrança até se torna engraçada, mesmo que no ridículo dos acontecimentos, de imaturidade entranhada, nos faça lembrar e dar muita risada.
Juventude abobada, de descobertas e adivinhações exacerbadas, de falas e certezas de tudo e de nada, de um jovem se achando adulto e sábio, mas que na inocência apresentada, tinha mesmo um certo conhecimento, mas não para ensinar aqueles que já estavam no mundo há décadas passadas...
Esta é a minha visão de alguns que ainda não viveram em sua plenitude, mas que se acham sábios e cheios de razão, que talvez até possam ensinar um ou outro cidadão, os que não viveram e não tiveram a mesma sensação.
Mas não se assuste, esta é a minha intenção, instigar, dizer que para ensinar com exatidão, é preciso possuir vivência e ter sentido na pele a dor da evolução.
Nossa igreja não é uma simples construção, não se trata de um espaço fechado, onde nos reunimos em oração.
Ela é mais do que possamos imaginar, não são apenas pedras, monumentos construídos por tradição.
Nossa igreja é infinitamente superior ao que criamos e tornamos físico neste mundo de ilusão.
Nossa igreja é viva e está em toda parte, não é somente uma opinião, não é brincadeira e tão pouco imaginação...
Nossa igreja não precisa ser estudada, ela precisa ser vivida, pois a salvação virá dela, mas de forma unitária, pessoal, íntima.
Minha igreja não é uma construção de granito, minha igreja é Rocha firme e se chama JESUS CRISTO!
MEU EU
Em relação a sentimentos, eu sempre me entreguei demais, seja em relações amorosas ou mesmo de amizades.
Quando menino, eu me doava, minha vida de bandeja eu entregava, demais eu cofiava, deste modo, sempre acreditei em tudo, no amigo que dizia ser parceiro, na menina que dizia que me amava.
Por acreditar demais, as decepções vinham em dobro, de um lado, era o amigo que mentia, do outro, era a menina que me traía, deste modo, a vida, pouco a pouco eu conhecia.
Eu chorava, eu sofria, mas dia após dia, entre decepções e amarguras, eu crescia.
Eu chorei, em meu rosto a lágrima descia, era doloroso, dentro da minha alma, doía, era o mundo se apresentando, estava aprendendo com a vida.
Ainda hoje sou assim, acredito, confio e me entrego, mas tenho algo diferente, o que conquistei com anos de estrada, a experiência, algo que me deixou com a visão muito mais aguçada.
Vejo melhor e percebo a maldade, isto eu conquistei com a vivência da idade, não quer dizer que não me decepcione, pois esta fraqueza ainda tenho, mas não demonstro como antes, ainda choro, ainda sinto a dor, acredito haver em cada ser humano a presença do verdadeiro amor.
Meus sentimentos são os mesmos, mas a minha força e confiança, esta mudou!
(Jean Carlos de Andrade)
Não gosto de fazer nada forçado, detesto reuniões, mas se é preciso ir, nunca chego atrasado, pois tenho responsabilidade e sou britânico quando se trata de compromisso agendado.
Não me canso atoa e não saio de casa em troca de agrado, se não me faz feliz e não me dá prazer, pode acreditar, não vou e não faço.
Minha intenção é evitar o estresse e o cansaço, o melhor remédio é ficar em casa, ouvindo boa música, bebendo chá e escrevendo relaxado.
Sou assim e ninguém consegue mudar o meu jeito despojado, este sou eu, mesmo parecendo um pouco debochado, me sinto muito feliz em estar criando e vivendo em um mundo à parte, me inspirando, trabalhando no que eu gosto de verdade.
Às vezes um pouco afastado, mas nunca isolado, pois gosto de ter comigo as pessoas boas de fato, as ruins eu deixo de lado, me afasto delas e vivo minha vida feliz e sossegado.
(Jean Carlos de Andrade)
A vida é um aprendizado constante, estamos caminhando com fé e seguindo adiante.
Cada dia é um recomeço, em cada momento haverá uma nova experiência, um entendimento diferente diante de nossa existência.
O que pensávamos anteriormente vai mudando, a observação fica mais apurada, sendo que a percepção de mundo se diferencia conforme a nossa caminhada.
É a evolução interna, a compreensão de uma nova jornada, o sentido de tudo, conforme nos é apresentada, é a vida nos ensinando através de nossa alma.
Talvez o que antes fazíamos com graça, hoje não cabe em uma simples conversa de praça, era um riso bobo e sem maldade, mas que hoje apesar do conhecimento adquirido, se tornou sério de verdade.
Aprendemos que a dor, a vergonha e o sofrimento, também nos traz conhecimento, pois, sempre que houver a mesma oportunidade, mudaremos de ideia neste exato momento, sendo assim, apenas um reflexo de nossa idade!
Ninguém começa grande, na vivência, somos como meninos, todos nós iniciamos a nossa caminhada ainda pequeninos, com o tempo, vamos crescendo e evoluindo, com as decepções, vamos aprendendo e seguindo...
Um dia estaremos grandes, em sabedoria e conhecimento, deste modo, neste mundo não mais caberemos!
E tudo se tornará passado, ilusões de momento, apenas histórias, contratempos.
Quando chegar este momento, para uma outra dimensão, seguiremos, e com Deus encontraremos, Ele, que é a razão de tudo o que conhecemos.
Se o caos trouxer sabedoria para amar.
Posso me jogar.
A natureza é sábia no final.
Meus rancores podem soar egoístas.
Meus desafios podem me tornar otimista.
A me tirar do centro do umbigo.
A tremer o chão conformista.
Vem um dia após o outro.
Vem a chuva após a outra.
Logo o sol do jardim do amanhã.
Ilumina a paisagem.
A secar as lágrimas dos olhos.
Se o caos trouxer novidades.
Pra amolecer rochas resistentes.
Pra estremecer teimosos insistentes.
E trazer a sabedoria para amar.
Posso me jogar.
Caminho das flores
Sua semente é a que
floreia o seu redor.
Alguns preferem regar
com lágrimas, outros com suor.
Desde que tenha amor.
A beleza define a primavera,
regada com o choro de Deus.
Podemos fazer da nossa
vida um belo jardim.
Desde que haja o cuidado e o manuseio
com lágrimas e suor do coração.
A se transformar num
jardim belo e florido.
No caminho vou, onde haja amor.
No caminho eu vou onde haja cor.
As flores do jardim estão
esparsas como estrelas.
Simulam o infinito e eu andando
aqui embaixo no caminho das flores.
As estrelas estão formando um imenso colar de pérolas suspenso.
Caminhando vagarosamente
aprendi a observar a beleza.
O dia é um clarão,
diante a imensa escuridão.
Mas as estrelas sempre
dançam no universo.
O planeta é um enorme
emaranhado de terra.
Mas as flores sempre
embelezam os jardins.
No caminho vou, onde haja amor.
No caminho eu vou onde haja cor.
O mundo grita que você está ficando pra trás. Que sua vida já devia ter dado certo. Que o tempo está passando, e você está perdendo. Mas Deus nunca atrasa. E também não antecipa.
Enquanto você acha que está parado, Ele está alinhando o que você ainda não consegue ver. Não é sobre correr mais.
É sobre confiar mais. Você não está fora do tempo. Está no tempo de ser moldado. Porque quem anda apressado, se perde. Mas quem anda com Deus, nunca se atrasa. A promessa não tem prazo. Tem propósito.
Pais não partem.
E não partem porque nós, como um produto criado, carregamos partes dele. Como que um ser criado, deixa seu criador?
Pais não partem, porque as experiências, os ensinamentos, as memórias boas ou ruins, sempre se farão presentes em nossa vida.
E falando em experiências boas ou ruins, estas experiências sempre nos levam a reflexão, a indagação e em seu estágio maior, nos conduz ao crescimento pessoal.
Para melhor explicar esta situação, irei me furtar da ideia do trecho de uma canção que se intitula Pai, cantada por Fábio Junior.
Pai. Você foi meu herói, meu bandido. Sim! Pais possuem este efeito antagônico em nós, pais são heróis, quando estão a nos socorrer, a nos amparar, a nos prover, a nos carregar em seus braços. Pais; são bandidos, quando pelas mais diversas ações ou razões, em nossos sentimentos, nos fazem sentir abandonados, desamparados, traídos, incompreendidos, separados do criador. Todo pai, é herói e, é bandido. Isto acontece porque somos seres de julgamento e em eterna formação, as vezes acertaremos ou erraremos. Faz parte da condição humana tal situação.
Se eu entender isso, posso ir para a próxima frase da canção que diz: Hoje é mais muito mais que um amigo. Para aqueles que souberam experenciar todo exemplo paterno, bom ou ruim, e fazer seus acertos devidos, aplicando-os a vida, terá certamente crescido em sua condição humana. Esta condição de melhoria e crescimento transcende a verticalidade da paternidade, ela nos une, nos elos de amor, compaixão, entendimento, fraternidade, paternidade e amizade.
E a canção segue: Nem você, nem ninguém tá sozinho. Você faz parte deste caminho. Sim! nossos pais nunca estão sozinhos, porque estão cravados no nosso coração e mente, porque como já disse somos uma parte desta criação, uma parte desta soma de experiências que moldam a nossa vida, e a replicaremos, e a carregaremos até o seu findar.
Com o peso da idade que ora recai sobre mim, e na condição de filho, eu posso hoje dizer ao meu pai em oração e a todos os pais que não estão presentes neste plano. Obrigado.
Obrigado pelas experiências vivenciadas.
Obrigado pelas lições ditas e não ditas.
Obrigado por todas as situações boas ou ruins que passamos juntos, pois aprendemos juntos.
Obrigado por depositar em mim a esperança de que eu seja uma pessoa melhor do que sou.
Pai onde quer que esteja, receba a minha gratidão em oração, e pode tirar o eterno peso da responsabilidade paterna por que graças a você, Pai. Hoje eu sigo em paz.
Obrigado.
As virtudes e o aprisionamento do ser.
Virtudes são definidas como qualidades morais, que levam os indivíduos à prática do bem. Das virtudes mais conhecidas podemos citar as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. Bem como as virtudes cardiais: Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança. O hábito das virtudes transforma o ser humano em uma pessoa melhor, contribuindo de forma positiva ao meio social em que está inserido. A prática das virtudes exige a participação de outro ser, para o reconhecimento desta. E, aqui, para muitos, começa o aprisionamento.
Ora, o ser humano vive uma relação consigo de crime e castigo, bondades e bençãos. Há uma constante troca entre seu “Eu” interior com o seu “Eu” exterior. E essas trocas em algum momento, levam a confusão, colocando o indivíduo em um sofrimento quase que perpétuo em razão de suas escolhas, pois estas passam a serem orientadas mais pela consequência dos atos, do que pela ação pura inicial.
O que escrevi no parágrafo acima pode ser melhor explicado através de um exemplo: Alguém que faz um ato de caridade, esperando com isso ganhar créditos no reino celestial. Ou, alguém que vivendo sobre princípios de honestidade, justiça e moralidade, quer o reconhecimento destes e espera que todos ajam nos seus moldes.
Entenda que embora você possa cultuar, cultivar ou praticar algumas virtudes, estas para serem destacadas, sempre precisará da aprovação de outro ser que as reconheçam. É neste momento que você se aprisiona. Ora, se outro ser precisa reconhecer, logo, eu tenho que ter um feedback de minha ação. Se o feedback for positivo, ótimo. Se for negativo, a pessoa não me compreendeu. Se inexistiu, sofro.
Embora a prática da virtude tenha como fim a harmonia social, em minha visão, ela sempre foi utilizada como um meio para um fim maior ou uma relação de escambo nas esferas humanas. Por isso, há tantos conflitos e dificuldades quando nos entregamos à prática das virtudes. Sim, entregar-se a prática da virtude não é tarefa fácil, pois não é fácil ser bom em um mundo de maldades. Como ser honesto em um mundo desonesto? Como ser justo perante a injustiça? Como ter fé vendo e vivenciando mazelas? Como ter esperanças em um mundo de sofrimento? Como acreditar no bem se o mal sempre vence? Respondo as minhas próprias perguntas: Sendo bom, sendo honesto, sendo justo, tendo fé, tendo esperanças, tendo credo. Simples né! Ou não.
Como a virtude na essência é uma relação de troca, e sendo o ser humano um ser possessivo, este em muitos casos quer possuir a titularidade da virtude. Neste momento ele cria seu demônio. Ele cultiva o seu demônio quando ele começa a dizer a si mesmo que, sendo este o seu jeito e sua forma, não consegue mudar ou aceitar as falhas alheias. Ele acredita que todos estão errados e se prende em seus conceitos. A virtude o coloca em uma cela tendo o diabo como carcereiro. Ele esquece, que a troca se dará com outro indivíduo com características, formas, saberes, valores, as vezes destoantes de seu ser e de sua moral. Ele esquece que pessoas, são pessoas e falham. Esquece que pessoas tem níveis de compreensão, entendimento e participação, diferentes, e que nem todos gostam de coentro.
Se pessoas são diferentes, se cada indivíduo tem características próprias devo entender que o doar das virtudes, nunca será ação igualitária, nunca terá a resposta que eu quero, podendo no máximo aproximar-se desta, havendo sempre um desequilíbrio entre a ação proposta e a ação recebida. Por isso, não devemos nos prender as virtudes que nos aprisionam. Devemos praticá-las de forma livre e consciente. Fazer a minha parte, sem esperar que o outro a faça. Quem sabe se pelo exemplo eu possa contribuir mais do que com as minhas indignações acerca do reconhecimento das falhas alheias, ao meu julgo.
O mundo está cheio de julgadores, tendo como juízes os prisioneiros das virtudes, condenando a todos que estão em dissonância com sua forma de ser, esquecendo que tolerância, fraternidade, amabilidade, simpatia, generosidade, compaixão, humildade, misericórdia, flexibilidade, são também virtudes que devem ser regadas, e talvez com maior intensidade.
Ser virtuoso é praticar virtudes, e não sinônimo de aprisionamento de outro ser ao seu, e as suas vontades, mesmo que corretas. Ao contrário é a libertação de si para doar-se ao todo sem esperar nada em troca, praticando o bem-viver social, buscando de sua parte, viver em harmonia com o seu semelhante. É entender que não posso fazer das virtudes que cultivo os meus demônios pessoais.
Finalizando, apenas seja e faça o seu melhor, só isso. Não viva a virtude, mas se dilua nela, seja ela parte integrante e não acessória de seu ser. Sua participação pelo exemplo será mais produtiva e melhor do que viver encarcerado em virtudes que o fazem olhar somente para si, tratando e reconhecendo os outros com peculiar arrogância, esperando que estes se prosternem ante as suas qualidades.
Seja luz.
Paz e bem.
Te amo.
Massako.
Rótulos, apenas.
Quando as pessoas serão pessoas além dos rótulos que a identificam?
Vivemos sob rótulos, mas antes deixe-me explicar a minha definição de rótulo para que o texto não gere confusão. Em minha pequena dissertação, rótulos nada mais são do que as tendências, as ideias e as opiniões alheias que orbitam em torno de nós tendo o poder de muitas vezes mudar o nosso comportamento.
Você já se perguntou o que você é, e como as pessoas lhe definem? Se você já fez esta pergunta a sí mesmo, e foi honesto em sua resposta, saberá que nem sempre o seu “EU”, condiz com o rótulo que carrega ou é reconhecido. Aí começa o conflito.
A forma como somos definidos tem para nós um impacto positivo ou negativo em nossa vida. Se somos vistos como pessoas boas, logo nos obrigamos a fazer boas ações, mesmo que não queiramos. Fazemos muitas coisas simplesmente pelo fato de sermos rotulados a fazer, não porque seja nossa essência fazê-lo. É como uma profecia autorrealizável. Se todos falam que você é uma pessoa ruim, logo, você começará a fazer coisas ruins para justificar o rótulo que lhe é imposto, e este rótulo poderá se tornar uma de suas personalidades.
Se você é o que você acha ser, você não o é.
Dos rótulos que acumulamos na vida, há aqueles impostos a nós através das tendências. Pois muitas vezes, não somos sábios o suficiente para entender de onde está vindo a onda, e por que tenho que me afogar nela.
Embora não sejamos obrigados a seguir a nenhuma tendência ou colocar nenhum outro rótulo a mais em nosso ser, entenda que estes são extremamente eficazes em pessoas que não conhecem a si mesmo. E, não se conhecendo, não ponderam se tal ação será boa ou ruim para o seu ser.
Vamos lembrar que na atual sociedade em que vivemos, se fossemos fazer uma analogia com uma prateleira de supermercado, veríamos que as tendências seriam colocadas no meio da prateleira, em local mais fácil, visível e com destaque. E o seu “eu”, lá embaixo ou lá em cima da prateleira em local de difícil acesso, onde ficam os produtos que tem menos saída. A tendência traz um rótulo forte, e por vez cativante, por isso atrai as pessoas mais sensíveis.
Neste contexto acho interessante as pessoas dizerem se identificar com algo que está nas tendências de prateleira, sendo que sequer conhecem o efeito do produto que irão consumir e o dano que este poderá causar a si mesmo. Noutra ponta fortalecendo qualquer rótulo que possamos colocar ou, ser em nós colocados, vem as ideias próprias que temos sobre as pessoas e/ou ideias alheias que as pessoas têm sobre nós. Estas ideias, pasmem, tem o poder real de interferir e transformar a nossa vida, através da mudança de percepção da realidade.
Voltando à adolescência, nos bancos escolares, vemos isso com maior propriedade. Em toda turma, há um piadista, um inteligente, um com dificuldade de entender aquela matéria, um desenhista, um tímido, um falador, e segue a lista de chamada. Mas, como eles foram identificados? Ora, de repente em um momento de descontração, em um intervalo qualquer, fulano conta uma piada. E todos riem, e ele se acha no centro das atenções, e gosta. E todos começam a pedir que conte mais uma anedota. Em busca de aceitação permanente, faz da piada seu escudo protetor, não importa o que aconteça, basta contar uma piada e tudo se resolve. Fulano, o piadista! Que piada né! Mas, também pode ser algo nato esta pessoa, e assim sendo, estará agindo em conformidade com seu ser. Digo isso, pois todos nós temos capacidades de realizar muitas coisas, mas dificilmente descobriremos em nós o que queríamos ou queremos de fato para nossa vida. Afinal são as circunstâncias que nós colocam nas mais diversas posições.
As tachas que colocamos sobre as pessoas, e estas sobre nós, interfere em nossa forma de ser. Se você é tachado como louco, você fará loucuras, e mesmo que tenha uma abstinência de ações, as pessoas a reconhecerão como “o louco”.
Voltando ao aluno piadista, passados alguns anos você o encontra, sorri, lembra dos hilários momentos e espera que ele lhe conte uma piada. Se o destino lhe pregou uma peça, e ele ficou mudo, você achará engraçado os gestos dele. Somos ridículos ao tachar as pessoas, sem primeiro conhecê-las. E, como jamais conheceremos alguém em sua essência, torna-se mais ridículo ainda esta tachação.
Tudo que lhe é colocado, é carga, é peso, e em algum momento você irá cansar.
Isso serve para as opiniões alheias. Ora, uma opinião nada mais é do que uma ideia frágil, um conceito não evoluído de alguém sobre determinado assunto que naquele momento está na mesa. Se tivesse real relevância seria uma verdade absoluta e não uma opinião. Olha! Eu tenho uma opinião sobre mim, sobre você ou sobre aquela pessoa. Te pergunto, você realmente se conhece além dos rótulos que você possui? Conhece a essência da pessoa que está a sua frente, sendo que nem ela se conhece? E daquele então? Ah! Eu tenho opiniões somente.
Para pessoas que vivem sob os rótulos comprados, impostos, emprestados ou alugados, tudo bem viver e sentir os impactos das opiniões. Afinal, elas são de um vazio existencial sem precedentes.
É inegável que somos seres que acumulamos através de nossa experiência de vida, comportamentos bons ou ruins, e nos construímos a partir disso. Cada tijolo nesta construção vem com um rótulo que nos definirão perante a um grupo e perigosamente a nós mesmos. As escolhas deveriam ser decididas por nós, mas, a cada dia percebo que são feitas pelos outros.
A definição de quem você é por outras pessoas, é o que o teu rótulo estampa. Pode parecer em um primeiro momento que você tenha personalidade e ideias próprias. E pode você até ter mesmo, mas a regra é não. Lembre-se: Você se tornará escravo daquilo que apresenta a outrem. Se teu produto, não condiz com o rótulo que o ostenta, cuidado! Se você vive utilizando os rótulos que lhe são colocados, cuidado! Se você é apenas um rótulo, qualquer produto lhe cabe.
Viva além dos rótulos, se descubra.
Obrigado.🙏🏼
Paz e Luz. 🙏🏼
Te amo. 🙏🏼
Massako 🐢
Um planeta chamado Lulma.
Em um local distante havia um planeta chamado Lulma.
Era um planeta muito bonito, repleto de belas paisagens e recursos naturais abundantes. Uma variedade quase infinita de animais e plantas haviam neste planeta. No entanto destoando deste idílico cenário haviam os humanoides que usufruíam dos recursos naturais existentes, muitas vezes degradando o ambiente que viviam.
Estes humanoides eram comandados por um Rei que dominava quase tudo e, mesmo existindo órgãos para controlar as ações do Rei para que este não fosse uma autoridade suprema, e tivesse surtos de Deus, todos ao final, eram submissos aos mandos e desmandos do Rei que sempre conseguia impor suas vontades, através de favores pessoais, e altos cargos e salários dados aquelas pessoas de outros órgãos que o apoiavam. Muitos sabiam, mas nada faziam, e quando faziam, eram porque queriam também fazer parte da corte.
O povo deste reino vivia em castas flexíveis, onde uma pessoa com poucos recursos, mas, com esforço e dedicação poderia migrar para um patamar econômico melhor e ter uma vida mais confortável. Haviam pessoas e empresas que desenvolviam produtos, remédios, e toda sorte de bens que satisfaziam os interesses dos humanoides. Estes bens, principalmente os de luxo e de alto valor agregado, evidentemente tinham preços diversificados o que em muitos casos, os tornavam inviáveis a alguém com menos recursos para adquiri-los, o que fazia com que surgissem outras empresas com produtos similares para atender esta demanda paralela. E assim vivia o Lulmense (habitantes do planeta Lulma).
Esclareço aqui que uma característica natural dos humanoides deste planeta Lulma era a vontade de possuir coisas, de querer mais e de não se satisfazer facilmente. Mas, embora estas características a princípio pudessem parecer projetar as pessoas para um patamar mais elevado, muitos Lulmenses não tinham a tão sonhada ascensão por diversos motivos, indo da própria capacitação profissional e cultural, ou passando pelos meios sociais nos quais estavam inseridos e que dificultavam melhores acessos para prover algo mais substancial. E ao final, embora todos quisessem o melhor e vivessem sonhando com uma posição social privilegiada havia muita desigualdade entre os Lulmenses.
Ora, a desigualdade social vivida pelos Lulmenses, em algum momento faria nascer questionamentos, sobre aquela forma de reinado, e se esta era a mais justa, visto que todos os Lulmense perante a Lei do Reino eram iguais em direitos e deveres. Ora se eram iguais, então por que haviam diferenças e por que elas eram nutridas? Alguns Lulmenses começaram a questionar o sistema, e do questionamento surgiram algumas pessoas com ideias de repartição de bens, de igualdade social, igualdade material e salarial, de propriedade comum a todos e, tantas outras ideias surgiram.
Ora, não há nada mais poderoso do que uma ideia que toma forma e eco. E o Rei sabia disso e, sábio que era, aproveitou da ideia. Afinal não é salutar nadar contra as ondas, e melhor surfar nela e esperar ela morrer na praia.
Assim sendo chamou seu Ministro e Conselheiro Burrddad e criaram estratégias visando a permanência no poder. Primeiro contrataram um cidadão Lulmense que tinha todas estas novas ideias que eram aos olhos de muitos progressistas, e o fizeram escrever estas em um livro e lançaram este na boca miúda para todo o reino.
Lembrem-se que é uma boa estratégia criar uma ideia já criada controlando-a em seu resultado final.
Ora, o livro alcançou alguns pseudointelectuais, filósofos de esquina, e pessoas bonitinhas que vivendo de forma nababesca, sentiram-se culpadas pela desigualdade existente, criada e sustentada por seus pais. Embora não se desfizessem de sua vida de luxo, gritavam e entoavam cantos pela igualdade social.
O Rei sabendo deste movimento, começa a agir, primeiro estatiza o ensino, dando-lhe cartilhas do que deveria ser seguido e ensinado. Ora, em um reino de desigualdades a melhor forma de vender utopias é através dos bancos escolares, afinal é mais fácil alimentar a barriga da ilusão do que tirar a barriga da miséria.
O movimento foi crescendo, e os gritos já se faziam ecoar nos corredores do palácio, mas, o Rei já havia previsto isso.
Em uma jogada planejada, criou benefícios para serem distribuídos aos Lulmenses sem recursos, esta ação trouxe contentamento e alento aquelas pessoas que viviam na miséria, mas, evidentemente sem tirá-las de lá, afinal, ao Rei a miséria controlada era uma forma de permanência e de poder a ser negociado.
Como toda ideia revolucionaria tem que ser controlada às regras de quem domina, o Rei para ganhar tempo e corações, tinha que dominar o pensamento dos Lulmenses, e fez outro movimento. Enfraqueceu aos poucos a qualidade do ensino, a ponto de transformarem os cidadãos Lulmenses em analfabetos funcionais, mal liam, mal interpretavam e dificilmente pensavam. Seguiam apenas correntes que ora surgiam aqui e ali a mando e criação do Rei por debaixo do pano sem que ninguém soubesse que era dele que vinham estas ideias.
De forma sutil, colocou os Lulmenses um contra o outro, primeiro fazendo nascer o sentimento de diferenças entre si através da própria raça, depois começaram a culpar os Lulmenses mais ricos pela desigualdade econômica e social. A situação chegou ao ponto de discutirem as opções sexuais dos Lulmenses, querendo até implantarem uma nova linguagem para a todos nivelarem. Enfim a vida se transformou em um debate sem fim, separando ainda mais o povo, colocando estes dentro das bolhas de convivência nas quais se assemelhavam e defendidas aos berros por pessoas que defendiam a igualdade querendo leis que as tornavam desiguais. E o local do grande nascedouro destas novas ideias, vinham do braço de manobra do Rei, do ensino. Implante uma ideia, escravize ou liberte uma nação.
O Rei atento a tudo, aparecia defendendo todas as bandeiras com discursos que o colocavam de forma agradável no centro de todas as diferenças, mas, sabia também o Rei que embora ele fosse o dono do Reino, ele não era dono de toda sua produção. E seus ministros e funcionários, embora fieis, não eram capazes de assumir toda a produção e pesquisa necessários para o desenvolvimento das necessidades da população.
Sabendo que estas empresas eram de certa forma uma ameaça ao seu reinado, pois estas eram capazes de criar aquilo que mais fazia concorrência ao rei, que no caso era o dinheiro e a geração de riquezas, fez o Rei, uma outra jogada. Aliou-se por debaixo do pano a algumas empresas, dando-lhes empréstimos volumosos a juros módicos e na prática não pagáveis, para que elas monopolizassem determinadas cadeias de produção, fazendo com que elas mesmos exterminassem os pequenos focos de produção e geração de riquezas, tornando-as dependentes destes oligopólios.
Evidentemente era mais fácil dominar um gigante que a tudo controla, do que os anões que se reproduziam sem parar.
Mas o Rei tinha que dominar tudo, sua gana pelo poder não tinha limites, seu reinado tinha que ter controle de tudo, não poderia ele dividir o poder, isto lhe era inadmissível. Em sua forma de pensar o Rei tinha que ser onipotente e onipresente.
O Rei sabia que a desigualdade proporcionava estabilidade, pois são as diferenças que nutrem o sistema e que o faz girar e crescer. Este era o ponto em que ele deveria atacar. E ele já havia preparado o campo de batalha. O povo, fragmentado dentro de suas ideias rasas queriam uma vida de prazeres que o dinheiro era capaz de produzir, mas que não possuíam. As empresas gigantes iam adormecidas e aninhadas pelo Rei, era o momento. Vamos criar o caos e depois controla-lo.
Chamou mais uma vez seu ministro Burrddad e decretou. A partir de hoje, não haverá pobreza no Reino de Lulma. Pegue o maior salário hoje pago por uma profissão e nivele todas as profissões por ele. Antes de fazer o anúncio, foi a uma emissora de TV privada no papel, mas, estatal de coração e fez um longo discurso sobre a desigualdade e sua origem cruel e escravizante que o sistema capital criava e os mantinha. Disse que a partir daquele momento, todos os salários do povo seriam nivelados pelo maior salário pago. Naquele momento o país explodiu em alegria, visto que a maioria dos Lulmenses não eram tão abastados, a insatisfação foi dos poucos que com suor e empenho lutaram para ter um lugar ao sol. Todos eram finalmente iguais em condições salariais, logo, poderiam seguir para a realização de seus sonhos mundanos e materiais.
Mas, o Rei foi claro e taxativo, ninguém poderia ganhar menos que o maior salário, mas, ninguém poderia também acumular riquezas além de seu ganho, pois se assim o fizessem seriam passiveis de penas horríveis e perdas de seus bens. Exceto os companheiros escolhidos pelo Rei que o auxiliavam nas diversas questões. Afinal, eles trabalhariam mais pelo desenvolvimento do reino. A armadilha estava lançada.
Ora! Quem trabalhava fazendo serviço braçal ou em uma linha de produção, logo, não queria mais fazer aquele serviço, pois já que qualquer profissão lhe dava o mesmo ganho, por qual razão iria escolher uma profissão que lhe causasse tanto esforço? E o contrário também ocorreu, afinal para que me dedicar tanto se eu valerei o ganho de quem não dedicou?
O caos estava instalado, rapidamente as empresas começaram a perder funcionários, e a produção colapsou. Os bens de produção e consumo tiveram uma redução gigantesca pois não haviam mais pessoas para trabalharem naqueles postos de serviços, todos procuravam algo mais ameno para fazer ou na falta de algo se deleitar nos benefícios do estado que eram iguais aos benefícios pagos pelas empresas. Evidentemente uma situação assim só geraria ricos na miséria. Ora de que adiantava o dinheiro, se não servia para obter ou desfrutar de algo?
O Rei já sabia e esperava por isso, e foi novamente a sua emissora favorita e anunciou ao povo. Meu povo, dinheiro lhes dei, mas não saciei sua vontade de consumo que este dinheiro poderia lhe trazer, então vendo que as empresas não conseguem mais produzir a contento, fica a partir de hoje, todas elas de posse do Rei, para que o nosso grande reino, possa cuidar das necessidades de todos. Mas, entendam, será um momento de difícil adaptação e peço a compreensão de todos, já que é o preço que pagaremos por uma sociedade equilibrada e justa.
As grandes empresas refutaram a início, mas, como viviam de recursos oriundos do Rei para seu crescimento e expansão, rapidamente cederam. Mas, a produção estava ainda parada e já que as empresas agora eram do Rei, este agora podia impor sua vontade, e começou a colocar grilhões as pessoas para obrigarem a estas produzirem. Se de um lado o acorrentado gritava, no lado do Rei, defensores intelectuais selecionados e formadores de opinião, apoiavam a decisão dizendo que era necessário o acorrentamento para a satisfação de todos.
Ora, de nenhum trabalho escravo se tem boa produção, isso sem falar em desenvolvimento. O povo tinha recursos, mas, estes recursos não ser traduziam em qualidade de vida. A produção como esperada, escravizada se deteriorou, pesquisas e desenvolvimento, não surgiram a contento impactando a vida e a saúde de todos, já que não haviam mais cientistas dispostos a desenvolverem projetos e inovações visto que lhe faltavam incentivos. Mesmos aqueles mais apaixonados pelo sistema, ou obrigado por este, não conseguiam desenvolver algo além pois lhes faltavam a capacidade e a capacitação técnica necessária, visto que a educação não lhe era adequada.
Dinheiro só tem valor para quem o usa, e para tal é necessário algo que lhe seja traduzida em valor. O Rei sabia que a condição gerada ao igualar a tudo e a todos, centralizando o poder, teria efeitos maléficos a longo prazo, pois embora dominasse a produção e o consumo, não conseguia este dominar a vontade humanoide de ter algo a mais, e se diferenciar de seu semelhante. Afinal uma floresta de árvores iguais é também um tipo de deserto.
Sábio como sempre foi, começou mais uma vez sua jogada de poder. Agora, para resgatar aquilo que ele sepultou, um sistema capital, inicialmente de forma mais controlada, no qual tudo gire em torno dele, e as pessoas consigam se destacar das demais através dos benefícios prometidos pelo novo, mas, antigo sistema, até este se ressuscitar totalmente, para depois fazer novamente a roda girar mantendo o povo neste ciclo de obediência eterna aos seus joguetes e controles criados.
E, quando menos se esperava, veio o meteoro.
Esta é uma pequena ficção gerada em meus devaneios após o uso de substâncias lícitas, qualquer semelhança é mera especulação.
Paz e bem.
Aprendamos a pensar.
Massako 🐢🤪
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