Textos Reflexivos sobre a Vida
Sempre soube que não poderia viver sem você
Que minha vida nada significaria sem você,
Sempre soube que precisava do seu olhar
Como um farol a me orientar,
Sempre soube que sua voz seria o meu consolo
Que seu sorriso seria meu bálsamo
Sempre soube que o teu amor
Seria o alimento pra minh’alma e pro meu corpo
Sempre achei que tua presença era a minha vida
E que sem ela eu não viveria...
Como me enganei!...
AUSÊNCIAS DE TODA UMA VIDA
Eu empacotava os meus olhares, guardava bem no íntimo tudo de lindo que ia além do verde das colinas, acalmava a ansiedade que começava nos teus colos, nos teus lábios, eu empacotava as horas, a vida, era o trabalho; depois planejava algumas rimas iluminadas pelos teus dentes, aquecidas pela tua pele; era passional ou fascínio pelo perigo; afora isso o desejo de documentar a inspiração: era fácil ser poeta, tanto que a solidão doía conduzida por um corredor à suburbana fascinante e perigosa. A noite doía nos ossos com o frio de junho e as ausências de toda uma vida, então eu revivia nossos melhores momentos. Planos? Por mais que os fizesse ao amanhecer dissolviam como sorvete com os primeiros raios da manhã, era a pressa incessante de viver que compõe a juventude compassada pelos hits do blacak que mencionavam as despedidas mais tristes, as incertezas mais certas, o ponto mais sensível dos nossos espíritos juvenis desamparados por seres supremos que movem o universo. Quantos sorrisos belos, quantos belos sorrisos; depois do expediente brilhantina e contouré depois de um banho rápido eu ainda me apaixonaria umas três vezes até a meia noite, depois sonharia com a “dentes de madrepérola” ou com o busto de Brigitte, qualquer musa... era fácil ser poeta só faltava-me tempo para observar o nascente, e o crepúsculo se perdia atrás de torres de concreto ou nos corredores frios de olhares perdidos em faturas e memorandos; uma rotina só abalada por um ou outro suicida que ousaria resolver a vida com o voo de alguns segundos, mas nada que obstaculizasse o cotidiano, o IML era prestativo e rápido e os curiosos se dispersavam com ares de impotência diante da morte. Uma ou outra mancha de sangue permaneceria como prova inconteste de como a vida pode ser cruel, no entanto o amor se sobrepõe, a poesia flui e assim, sem fatalidades e desesperos de um suicida; voamos...
SABORES
Tão bonita é a vida,
Generoso é o tempo
Que mesmo quando passa
Deixa os sabores das lembranças...
Ou cicatriza o que nos feriu,
A brisa sopra,
O sol se levanta,
Mil sorrisos iluminam
O prazer de viver...
Ganhei prata nos cabelos
E bodas no amor
E ainda sonho
E tenho esperança de dia melhor,
mas
Mas se o meu olhar e o teu olhar
não se encontrar na imensidão da vida
saiba que o destino as vezes se engana
mas o amor... o amor essa brisa que areja a alma...
traz uma sobrevida
e sempre que eu pensar no amor,
teu rosto vai estar sorrindo em cada rosto feminino
e nesse labirinto que é a vida,
como um milagre o amor vai se encontrar
mas se o meu olhar e o teu olhar
não se encontrar na imensidão da vida,
Ávida de prazer e de paixão
esse ciclone a clonar o amor
o que vai ser de mim,
da minha imensidão,
da imensidão do meu amor..
se o meu olhar e o teu olhar não se encontrar...
SAGA
Meu bem, me diz que a vida é bela
E o amor é como o diamante
Que reluz no teu dedo
E amar não tem segredo
É só se dar e acreditar no amanhã...
Me diz amor que seremos felizes
E não haverá dor nem deslizes
Na nossa história,
Nossas memorias
Serão lembranças inesquecíveis ...
Me diz amor que a vida é linda
E mesmo que não dure é infinda a sua saga
A vida é tão bonita
Que brinca de luzir no teu olhar
A luz da lua
Me diz amor que a rua é minha e tua
A noite é eterna e o amor é infinito...
REVOADAS
Há um segundo atras
O rio era outro, outras águas
Eu teria uma vida mais longa...
Há cinco segundos atras
Eu era mais jovem quinze segundos
Somando-se dez segundos
Que eu levei pra escrever esta frase
Há dez minutos eu tento falar
Que o tempo passa
E implacavelmente deixa suas marcas...
Há quanto tempo tento falar desse enigma
Outros olhares, outras palavras, outros rios
E o rio passa em mim há quantos séculos
Outras palavras não explicaram
Ou não foram compreendidas
E o tempo tingiu nossas cãs
Um dia nos erguemos sobre nossos membros inferiores
E pensávamos que sabíamos de tudo
Mas o tempo muda as paisagens
Verga nossas espinhas e embaça os horizontes
Mas nós poetas escrevemos
E libertamos pássaros em revoadas
E nesse bater de asas divino
De editar sentimentos, alguma coisa muda
E navegamos incólumes às vicissitudes naturais
O individuo perece mas o poeta é imortal
O PRIMO
Resta-me uma vida, apenas uma vida, minha última vida. Ao norte da cratera Mao;(as crateras recebem nome de líderes políticos, Temer é a cratera onde se abrigam os répteis e filhotes do dragão; Ide Amim Dada é um abismo); travam-se batalhas entre russos e americanos pelo total controle lunar; uma granada russa me levou três vidas, projeteis americanos me levaram mais três, sei que me resta muito pouco tempo até que algo leve o meu último fôlego felino, mas eu contemplo o planeta terrestre como se fosse eterno. Gargarin tinha razão, ela é azul, e no idioma anglo-saxônico, azul é sinônimo de sentimental, melancólico; mas esse azul de Gargarin, para quem tem sensibilidade, soa como linda, maravilhosa; a terra traduz esses sentimentos, é a presença divina; Deus mora na terra. Acho que tenho algum parentesco com o gato de Cecília, aquele que desce a escada, alheio a realidade e seus poderes. Partículas do meu sangue flutuam na gravidade tingindo de escarlate a via leitosa, mas ao contrário do meu primo preto sei muito bem quem sou e torço que estas partículas encontrem outro satélite, outro planeta onde os gatos se multipliquem, desçam as montanhas, e ocupem os vales, os campos, as planícies e ao contrário do bichano de Cecília saber-se- ão herdeiros de uma grande soberania.
Nada se complica,
A vida explicará,
A ansiedade se acalma com beijos,
Se aquieta com um olhar
Não esquece: esquece os problemas,
Leia os meus poemas,
Esquece que a vida é pequena
Mas tua alma é do tamanho da tua consciência,
A dívida algema a paixão...
Eu tenho a noite e a noite me tem
O resto é poesia, é um trem na via
Entre satélites, meteoros e planetas
Procurando a emoção
Nada se complicará, a vida explica
Acontece porque tem que acontecer
A noite tece um fascínio,
Abriga os facínoras
E tudo de mal que se premedita,
Mas pela manhã brilha a aurora
Você não sabe que depois vem outro dia
Com outras paisagens e outros ocasos,
A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma,
Depois vem outro dia com outras necessidades
Uma sensibilidade maior vai te fazer perceber
O que verdadeiramente é belo
O que verdadeiramente soa bem aos ouvidos;
Nesse tempo o grasnar das gralhas vai ferir teus tímpanos
E a primavera de cigarras e pardais vai estar bem distante...
VIDA DIDÁTICA
Eram pilhas de livros: problemas um, problemas dois, problemas três;
Tinha as coisas do arquivo pra se guardar todo mês,
O controle do estoque; do que foi gasto com limpeza,
Nossa vida didática não era assim uma beleza.
Afora a solidão, tinha o Gandhi, espesso e de letras pequeninas
Nunca tive coragem de ler tanta filosofia;
Me encantava mais com os seios e as pernas das meninas
Da confecção, meu coração sozinho perdido nos decotes,
Vida sem perspectivas a fazer e desfazer pacotes
Fui sempre tão romântico na minha solidão,
Fui sempre tão sozinho no meu sonhar
Sempre sonhei na simplicidade de ser feliz por amor, de ser livre por viver...
Gandhi, não aprendi filosofia não, minha vida era didática demais
Os livros que não li empacotei e enchi caminhões
Que conduziram aos ricões mais distantes deste meu país
Minha filosofia era lutar; porquê? eu não sei...
Talvez por Aquela força sutil do amor...
Aquela força sutil e irrefreável do amor...
Aquela força inabalável que soprava na brisa
Depois de um dia de trabalho pensando no baralho
E na companhia fraterna e palavras suaves de ternas filosofias...
MENTIRA
A vida jamais será uma mentira,
Mas se a vida fosse uma mentira
Estaríamos na esquina
E como se você não soubesse
Eu te falaria dos meus desejos,
Você fingiria surpresa
E com as coisas bonitas que eu falasse
Você se encantaria
Mas a vida não é uma mentira
E a lua cheia que eu vejo ninguém mais compactua
E a rua que eu moro não tem esquinas
E as mentiras que eu escrevo não tem rimas
A vida é uma verdade sem sua presença
E as minhas mentiras são só minhas
Sempre quis a solidão da lua
Que a rua escura
E esta ternura débil e insana
É a mãe desse amor platônico;
Sempre quis olhar da janela
E ver a janela nos teus olhos
Enquanto tua respiração
Afugentasse as abelhas dos cálices das flores
A vida jamais será uma mentira
Esta mentira só existe nos meus sonhos
TRAVESSIA
Do outro lado da rua a vida se acaba...
É uma travessia rápida,
Mas antes das flores, das folhas, das chuvas,
Antes dos verões...
Sonhamos com todas as belezas,
Fazemos planos com todas as incertezas;
Somos tão românticos que os nossos olhares passeiam,
As confusões permeiam, as paixões incendeiam...
Então estamos do outro lado da rua
E não temos mais retorno;
Só temos os ocasos e as estações
E a certeza que do mesmo jeito, faríamos tudo de novo
Narrativas de Um Pensamento Silencioso
Às vezes me imagino narrando minha vida, como uma história dramática ou inspiradora o suficiente para se tornar um filme após minha morte, e servir de inspiração para outros grandes futuros pensadores que pisarão em nosso esplêndido planeta e, assim como eu, escrever algo após reflexões de um filme.
Hoje vi "Tartarugas Até Lá em Baixo", um filme que eu não tive entusiasmo em ver, mas terminei mais surpreendida do que poderia imaginar.
"Talvez seja uma infinidade de tartarugas, são tartarugas até lá embaixo."
A nossa mente nos sabota o tempo todo. Podemos fingir ser confiantes, porém, mesmo que inconscientemente, desacreditamos de nós mesmos. Mas não pensamos que talvez nossa mente faça isso por já termos ciência de que somos capazes — somente não enxergamos isso. Sempre haverá algo para abrir nossos olhos e olhar para a vida como o mar de oportunidades que ela realmente é.
A realidade é que grande parte das coisas ruins que enxergamos no mundo é porque queremos, mesmo não querendo.
Mas acredite se quiser: o que abre nossos olhos é o amor.
Quando presenciamos o amor, sabemos que o "tudo" não é tão ruim assim.
Mas cabe a nós — e somente a nós mesmos — decidir o que realmente habita.
Você pode olhar para o amor e vê-lo como um turista em meio ao mar de maldades, e pensar que já já ele irá embora.
Ou olhar para os pontos negativos e ver que eles são passageiros, e o amor permeia.
A vida só é ruim quando você quer que ela seja ruim.
Razões Poéticas para Viver
Em meio a tanta correria, a vida te presenteia com o dom de ver beleza em detalhes simples.
Em meio a tanta correria, você encontra razões para querer viver.
Sentir a vida é arte, os momentos são arte, os risos são arte.
Esqueça as circunstâncias — se você viver das circunstâncias, nunca será feliz.
Se for detalhista com as coisas erradas, irá querer morrer.
Ver maldade e tristeza é fácil.
Se quiser uma razão poética e extremamente linda para querer viver, apenas sinta a vibração dos detalhes.
Os detalhes te farão feliz.
Algumas Pessoas São Como Anjos
Acredito que, em vida, existem sentimentos fortes demais
para partirmos sem senti-los ao menos uma vez…
se formos merecedores da verdadeira felicidade,
nem que seja por um segundo.
Algumas pessoas são como anjos em nosso caminho.
E mais bonito do que amar alguém,
é se sentir verdadeiramente amado.
Nem sempre o amor nasce nas melhores circunstâncias,
nem sempre está claro por que o destino decreta
que somos merecedores de tanto.
Mas um dia… alguém me amou.
Um dia eu me senti amada.
Não me senti boba pelas palavras,
nem precisei temer ser quem eu sou.
Alguém amava tudo em mim:
as virtudes, os defeitos — e os via como defeitos,
mas me amava mesmo assim.
É incrível como alguém me amou antes mesmo de me tocar,
e foi paciente…
como só anjos sabem ser.
Um dia, alguém me amou.
E embora os sentimentos não tenham se alinhado,
eu fui feliz.
Porque algumas pessoas são anjos…
e na minha vida, ela foi um.
"Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim."
Eu falo sobre a vida para mim mesma,
E sempre que tenho, sequer um segundo para não pensar em nada,
Me questiono: o que é a vida? O que é estar vivo?
E qual o sentido disso tudo? Por que tem fim?
Falo de vida, de como vale a pena viver pelas coisas boas,
Mesmo elas sendo pequenas e mínimas.
Tudo pode estar horrível agora, mas, como eu,
Prometa sobreviver e viver pelos detalhes que fazem você feliz.
Viva pelas músicas que te dão prazer ao ouvir,
Viva pela companhia de alguém que você gosta,
Viva pelo hobby que te faz feliz,
Viva pelas sensações. E sim, vale a pena,
eles vivem por você, viva por eles também.
O que seria das músicas se você não existisse para sentir prazer em ouvi-las?
O que seria daquele pobre ser, sem você para desfrutar de sua companhia?
O que seria dos seus hobbies, sem você para executá-los e chamá-los de "meus"?
O que seria dos sentimentos, sem você para senti-los?
Viver vale a pena sim, a vida é bonita sim, é cor de rosa sim!
Você enxerga a vida do jeito que quiser.
E essa é a graça, você tem todo controle.
Sinta, respire, ouça, olhe,
VIVA!
Quando menos esperar, você vai perceber que já está de luto pelo fim, e não mais desejando antecipá-lo.
"Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim."
Você protagonizou uma temporada da minha vida.
Equalize.
Se esconda.
Suma.
Deixe-me prevalecer, evoluir.
Esse golpe… eu não usei forças para te atingir.
Você fez, por mim, ele doer muito mais do que deveria em você.
Eu me importo.
Mas eu não ligo.
“O meu lugar no pódio é um tédio.” — Froid
A forma como a vida soprou e nos fez colidir, como o destino conspirou para que pudéssemos prevalecer. Como o nosso desequilíbrio perfeitamente equilibrado fez a gente se amar. E, apesar dos pesares, de tão pouco tempo aguardando pela eternidade, estaremos cada vez mais imersas em amor, nessa paixão sublime que, particularmente, está cada vez maior no âmago do meu coração.
Estar com você é um desvaneio. Você é o sonho que minha mente jamais teve a capacidade de sonhar. Já perdi as contas de quantas primeiras vezes você inaugurou em mim. É um sabor único experienciar os universos aos quais você me leva.
Eu te amo de um jeito que jamais amei e que jamais se calaria — porque é grande demais para caber em silêncio.
Eu amo seus olhos; gostaria de mergulhar nos segredos que eles escondem, desvendá-los, descobrir o que já viram e entender o porquê da sua forma de olhar.
Amo suas pintas — e ainda quero contá-las um dia.
Eu amo seu sorriso, principalmente quando ele vem de uma risada sincera.
Amo seus lábios, tão macios… eu permaneceria neles por horas.
Eu amo quando você dá pulinhos e gritinhos de pique de animação; acho que nunca apagarei essas fitas da minha cabeça.
Eu amo suas caretas, principalmente quando surgem do nada e alguém aleatório vê, virando motivo de risadas.
Eu amo quando você me abraça, porque eu amo sua pele, e amo quando ela envolve meu corpo; gostaria que não houvesse fronteiras entre nós.
Eu amo te tocar, porque amo te sentir — e sentir que você é real.
Eu amo absolutamente tudo que faz você ser você, porque eu te olho e permaneço te percebendo.
Me pergunto muito como tudo flui tão bem quando é você. Há algo em você que faz me sentir em um lar, meu corpo desarma, e cede, como se ele tivesse passado a vida inteira se resguardando para algo que finalmente faz sentido.
E você faz sentido, pois o impasse da minha vida entrou em ordem quando você veio se encaixando como a parte mais bonita da minha história.
Eu permaneço ao seu lado com a mesma ternura que recebi, para te agradecer por me fazer sentir um amor tão sincero.
O futuro é incerto, mas a tua marca em mim permanecerá indelével — e essa, entre todas as coisas, é a minha maior certeza.
Na vida, bastar-me-ia a paz de tu'alma em Minh'alma, se tão somente humilde eu fosse.
Mas meu egoísmo natural e intrínseco insiste em seu voraz descontentamento, insuflando-me ao pecado.
Impotentes, nostr'almas em constante torpor de cega paixão, rendem-se impotentes,
quais inocentes púberes em reincidente pecado.
Bastar-me-ia tua lucidez, não fosse o fato de não poder assim ser.
Sou falto de razão, afoito ao erro.
Tu, oposto de mim, és senão a razão, pelo menos a sensatez.
Sou pedra de tropeço, não caias por mim, pois paixão é fogo abrasador;
é vento enlouquecido que tudo destrói, afoito ao desejo e indiferente ao erro.
Assim sou eu, planta do deserto, insensível ao calor e ao frio.
Tu és flor delicada, embora forte como raiz profunda.
Na dor ou ventura, és forte e serena como o cândido luar do paraíso.
Bem sabeis: amor é como brisa que acalma, mas a paixão cega e corrompe os sentidos.
N'amor sou fiel e guerreiro, mas o discernimento não guia meus passos.
Sou pedra de tropeço. Não caias por mim, pois vivo em trevas.
Segue teu caminho de luz, mas sem mim, pois desconheço a razão.
Falar sobre arte é falar de vida
A mais arteira de todas as artes.
Sentir a arte é sentir a existência
Em seus aspectos mais sublimes,
mas também em seus detalhes mais sombrios e sórdidos;
Afinal de contas, não é das alegrias e tragédias da vida
que se originam as esperanças e os sonhos,
expressos na arte em suas mais variadas
e diversificadas formas?
Sentir a arte é sentir a própria vida
- girando como uma roda do tempo sob os eixos da Eternidade!
Porque a arte é pura imaginação, sentidos e sentimentos
(Guerras, desventuras d'amor, paixões perdidas,
sonhos desencontrados, esperanças renascidas quais fênix...)...
Tudo é expresso na arte, do profano ao sagrado,
do que nos fascina ao que nos amedronta,
Do que nos encoraja ao que nos acovarda,
Do que nos ilumina ao que nos torna negros...
Eu poderia ser um estranho muito estranho,
Mas sou apenas um ser confuso e perdido.
Eu poderia ser um anjo, mas sou apenas um réu;
Poderia ser um monstro, mas sou apenas um homem
Buscando as palavras certas e a inspiração mais serena...
Mas na arte tudo isso pé tolice,
Porque a arte é espontânea e sem vãs exigências;
Porque a arte está em tudo e não exige de nós
nada mais que observação e plenitude no uso de nossos sentidos.
Ela está no paladar, no olfato, na audição, no tato, no prazer de um beijo
e até mesmo no desprezo que machuca e martiriza o coração apaixonado...
Mas é na visão que tudo se completa e seu show tem início
(Mas não tem fim, porque a arte não é apenas atemporal,
Ela é também imune ao pesadelo da morte).
Eu sinto a arte em meu pulsar, em minha respiração...
Eu sinto a arte em tudo ao meu redor.
Mas é no silêncio - quando absorto em minha solidão -
Eu posso enfim tentar entender a origem de tudo.
O artista é um ser privilegiado em seu dom de criar.
Mas é num pôr do sol, num alvorecer,
na brisa que acaricia a face do ancião em sua jornada morredoura,
Que o artista pára a refletir na arte exuberante à sua volta.
E então ele não consegue evitar o brilho de satisfação exclamando em seu perene olhar,
após um sorriso quase púbere de deslumbre diante da noção que se faz:
"Que arte poderia ser mais bela, complexa e imponente que a vida?"
Nos derretemos diante da arte e nos emocionamos diante de seu impacto.
Mas nós, seres humanos, somos a mais bela e perfeita de todas as artes,
Obras do maior de todos os artistas: Deus!
Mas nem sempre paramos para refletir sobre isso ou para contemplar
a paz do silêncio na penumbra.
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