Textos Reflexivos sobre a Vida
O milagre da vida
Há verdades silenciosas que o dinheiro jamais alcança.
Ele atravessa mãos, constrói muros, ergue impérios — mas não toca o essencial.
Porque, no fundo, há perguntas que nenhuma riqueza consegue responder:
de que vale possuir o mundo, se o coração permanece vazio?
De que serve o ouro, se a alma não encontra paz?
E que cor tem a vida, quando vista por olhos que já não sabem sentir?
Dizem que o dinheiro ajuda — e ajuda, sim, a sustentar o corpo nesta engrenagem material.
Mas há limites que ele não atravessa.
Ele não compra o tempo de volta, não negocia com a morte,
não cura as feridas invisíveis que sangram em silêncio dentro de nós.
Não realiza o milagre mais simples e mais profundo:
viver plenamente.
E então surge o mistério:
qual é a força que faz o coração pulsar, incansável, dentro do peito?
Que energia sustenta a vida sem que a vejamos?
Olhemos para o universo.
A vastidão do céu, os planetas em seus caminhos invisíveis,
as estrelas suspensas no infinito, o sol que aquece, a lua que acalma.
O que mantém tudo isso em harmonia, sem cair no caos?
E na Terra — a mesma sinfonia.
As plantas que brotam, os frutos que nascem,
os animais que seguem seus ciclos,
os insetos quase invisíveis que sustentam a vida,
o calor que nutre, a chuva que renova.
Tudo em equilíbrio. Tudo em perfeita ordem.
Mas o homem, em sua inquietude, criou o dinheiro —
e com ele, a ganância e o egoísmo.
E, na ilusão de possuir tudo, começou a perder a si mesmo.
Acumula o que não pode levar,
disputa o que sobra na abundância,
e esquece que a maior pobreza
é a da alma que se distancia da essência.
E o que leva o homem desta vida?
Não os bens, não os números, não os títulos —
mas, muitas vezes, as marcas do que escolheu ser:
ou a leveza de quem amou,
ou o peso de quem se perdeu.
Ainda assim, há algo que o mundo não conseguiu roubar.
Nem o tempo, nem a dor, nem a própria humanidade em crise
foram capazes de tirar de nós
a capacidade de sonhar, de sorrir, de se alegrar.
Porque há beleza em existir.
Há grandeza em contemplar o universo
e perceber que fazemos parte dele.
Há um milagre silencioso em cada respiração,
em cada batida do coração,
em cada instante vivido com presença.
E talvez seja isso o mais precioso de tudo:
a vida —
não como algo que se compra,
mas como algo que se sente, se vive e se honra.
Porque, no fim, tudo passa.
Mas aquilo que verdadeiramente somos
permanece.
Atila Negri
Ele entrou na minha vida em 2019… e nunca mais saiu.
Não foi uma história.
Não foi um relacionamento.
Não teve construção, promessa ou continuidade.
Mas teve presença.
Teve troca.
E teve um sentir… que eu nunca mais consegui acessar igual.
Eu não criei fantasia.
Eu não projetei um futuro.
Eu estava bem, resolvida, inteira.
E mesmo assim… ficou.
Anos se passaram.
Não nos vemos.
Não nos falamos.
Mas basta um sinal, uma lembrança, uma imagem…
E o meu corpo ainda reconhece.
Frio na barriga.
Energia que atravessa.
Como se nada tivesse ido embora.
Eu tentei entender.
Psicologia.
Espiritualidade.
Desapego.
Divórcio energético.
E nada apagou.
Até eu perceber uma coisa:
Talvez não seja sobre ele.
Talvez seja sobre o nível de presença que eu acessei sendo quem eu era naquele encontro.
Sobre a versão de mim que despertou ali.
Sobre o quanto eu senti… sem bloqueio, sem medo, sem defesa.
E isso marca.
Nem toda conexão vem pra ficar.
Algumas vêm pra te abrir.
E o verdadeiro despertar não é ficar presa ao que foi…
É honrar o que sentiu, integrar… e seguir inteira.
Porque sentir assim não era sobre ele.
Era sobre o que já existia em mim.
A Palavra de Deus sempre me ensinou: “Seja forte e corajosa”. Durante toda a vida, fui chamada de forte por aqueles que não conhecem a minha história por inteiro. Mas a verdade é que eu não sou forte o tempo todo, apenas nunca deixei de permanecer em pé.
Já enfrentei lutas, como qualquer pessoa que agora me lê. Atravessei mares sem saber nadar. Construí pontes sem ter materiais nas mãos; pontes erguidas apenas pela imaginação e pela fé.
Vesti a armadura da força, e talvez tenha sido ela que, aos poucos, me construiu por dentro. Medos? Eu tenho. Sempre tive. Mas a coragem nunca me faltou. Alguns medos eu guardei em silêncio, outros rasguei como papel.
Ser forte não é não sentir medo. Ser forte é continuar enfrentando, mesmo sem saber se vai perder ou ganhar.
Nildinha Freitas
Na escola da vida, eu encontrei você, na escola da vida, aprendi muito com você, quando vamos mudar, essa nossa situação de estarmos com todos e em meio a solidão...
Eu quero um amor...
Eu quero viver...
Eu quero você...
Como podemos está aqui na escola da vida?
Eu quero um amor, que seja igual a você.
Quero um amor que me faz bem.
Quero um amor que me entenda nos momentos de dor, porque a escola da vida já me fez sofrer e não quero mais essa vida dolorida...
Quero um grande amor e esse amor tem que ser você.
A vida é um livro de páginas imprevisíveis,
ora pintadas de romance, ora marcadas por suspense.
Carrega dramas intensos, noites de terror,
e batalhas que nos moldam em guerras silenciosas.
Somos escritores de cada capítulo,
atores de um roteiro sem ensaio,
protagonistas de um único espetáculo:
o filme da vida, que só se revela ao ser vivido.
Jarro de Barro
Vida fria.
Água entra, água sai.
A gota que um dia era quente,
por mais minúscula que seja,
sempre se torna fria.
Alguns saem,
por sorte
ou azar,
não sei.
Nunca saio.
Não consigo.
Ah, água,
que sorte tem.
Se eu pudesse ser água,
se eu pudesse sair...
Que saudades, minha aguinha.
Se pudesse voltar,
volte, minha gotinha.
Não deixe esse jarro vazio.
Eu sempre estou aqui.
O que se faz com uma vida quando ela parece já ter sido lançada na direção errada? Às vezes penso nela como uma flecha que deixou o arco cedo demais.
Há coisas dentro de mim com as quais não sei conviver. Meus erros, meus pecados, as decisões que se acumulam como marcas difíceis de apagar.
E a culpa… a culpa é uma companhia persistente. Ela não grita, não exige nada em voz alta. Apenas permanece. Sentada ao lado dos meus pensamentos, me lembrando em silêncio, de tudo aquilo que eu gostaria de ter sido e de tudo aquilo que, apesar das intenções, acabei não sendo.
Ainda assim, sigo aqui. Não exatamente por esperança clara, mas talvez por uma espécie de espera. Como se em algum ponto do caminho algo pudesse finalmente interceptar essa flecha, antes que ela encontre o destino errado que parece aguardá-la.
E agora o filme se repete, você volta a viver sua vida normal e eu me tranco no meu quarto tentando juntar os cacos, tentando arrumar a bagunça que nós dois fizemos aqui dentro.
Quem sabe a culpa seja minha, por ter me doado demais a você. Quem sabe eu tenha sido boba, uma tola em pensar que com você seria diferente. Eu estava disposta a lutar, engolir sapos, quebrar murros e escalar montanhas por esse relacionamento, porém você na primeira pedra que te fez tropeçar resolveu recuar... Espero que encontre lugares amplos.. Eu ficarei aqui com a terra acidentada.. Já estou quase acostumada.. Adeus...EU AMEI SOZINHA... E VOU SOFRER SOZINHA TAMBÉM.... ADEUS...
Todos os dias eu escrevo
Por vezes dos males da vida que eu mesmo pereço
Outras não, são apenas fruto da minha imaginação
Muitos versos já foram perdidos na correria
Dessa louca rotina que me acompanha no dia a dia
Na maior parte dos lugares e ocasiões
Olho e enxergo a vida por belas canções
Tentando extrair dela o máximo
O mais lento o possível
Olhando para a vida com equilíbrio
Tudo na tentativa de ter uma jornada flexível
O mais interessante disso tudo é que o tempo é irresistível
Parando em momentos que queremos acelerar
E acelerado em momentos que queremos parar.
Fazendo da vida, um caminho sem volta para o futuro
Sendo o presente o que você tem de mais seguro.
-
Leonardo Procópio
4 de Julho de 2023
Vi-te de longe,
e já eras poema,
mas faltava vida no papel.
Porque você não gosta realmente de algo só por olhar,
senão por experimentá-lo,
e eu só te entendi
no toque,
no cheiro,
no silêncio tímido
entre as tuas palavras.
O amor não é pintura,
é gesto;
Não é quadro,
é colo.
Se eu te amei,
foi porque me debrucei
sobre a tua alma
e mergulhei sem medo.
O olhar encantou,
mas foi o sentir que me prendeu.
Anatômico
A vida que se faz entre os ventrículos
urgência silenciosa
um motor cego,
engenharia bruta sem licença,
transmuta o mundo sem sossego
Houve o silêncio,
o quase,
o não querer,
a porta estreita
o sopro hesitou
mas o sangue,
rio teimoso no dever,
insiste, insiste
em canais apertados encontra caminho
Milagre pesado,
sem seda, sem ornamento
batida seca contra a grade das costelas
uma aposta alta
onde a alma não cede,
não cede,
e acende no escuro
as próprias velas
O átrio recebe o medo,
o ventrículo devolve vida,
gramática de carne indizível
Pela fresta da pálpebra
a dor cedeu
e o soco do peito bate, bate, bate
até fabricar luz.
Carina Gameiro
De que me adianta compor meus versos,
poetizar a vida, a felicidade e o amor?
De que me adianta ser poeta,
se os poetas não existem mais,
e o desamor, o perecível passageiro,
tem mais valor?
De que valem meus poemas, nunca lidos,
ignorados por superficiais
que se vendem como objetos
da nova indústria social?
Onde o superficial é uma propaganda
que encobre a realidade em declínio,
onde o amor e a felicidade
são propagandas num comercial
com personagens perfeitos,
imitando um passado que nem existe mais.
Assim, sou eu, um poeta no tempo errado,
poetizando o que já foi desejo de um passado
que deixou lembranças.
Hoje, ser poeta é ser ignorado
por um mundo em guerra, cheio de ódio,
onde meus poemas são descartados.
Por Marcio Melo
Cansada!
Estou cansada da rotina da vida
das obrigações e deveres
cansada de dormir pra esquecer
cansada de estar cansada
cansada de todos os meus dias serem iguais
Casada de seguir toda indicação médica
e não me curar
cansada de remédios
cansada de lutar
de pensar exausta...
Olho ao redor e penso
não vou dar conta
olho no espelho
Quem é essa pessoa?
Ônibus da Vida
Desce, sobe
Continua, para
Entro com esperanças de chegar.
Passo na catraca.
Continua, desce
Sobe, para
3 pessoas entraram.
Não sei quem são,
mas são como eu.
Sobe, buzina
Continua, para
Sinto que estou chegando.
Me sinto sempre perdido.
Continua, para
Continua, continua
Não sei mais onde estou.
Não sei quando vou descer.
Continua, continua
Continua, continua
Estou perdido.
Ele continuou
e parou no meu lugar.
Mas eu não desci.
Agora perdido estou.
Ele continuou
e eu fiquei.
"Seja a sua própria companhia, de vida, de dança, para se fazer feliz.
Seja você, se conheça em primeiro lugar.
E o resto? Bom, o resto irá fluir, desabrochar como uma rosa.
Às vezes, você poderá dar de cara com alguns espinhos,
Porém faz parte da vida.
Se cure e continue sua jornada.
Use as cicatrizes como lembrete de aprendizado, para o seu amadurecimento.
E o mais importante: se perdoe sempre e coloque-se em primeiro lugar."
Às vezes, a vida precisa de pausas…
Sim, vez por outra a vida precisa de pausas. Necessitamos de um tempo só nosso para repensar, relaxar, refletir melhor sobre alguns fatos que não estão nos deixando confortáveis, quem sabe realizar algumas mudanças, reformular algumas posturas e conceitos, enfim, vivemos em processo de metamorfose contínuo.
A vida é dinâmica e o tempo avança veloz, nada permanece estático no Universo.
Nossa vida não seria diferente, precisa cumprir seu papel evoluindo para ascender a mundos melhores e mais felizes.
Nossa existência é sempre um eterno recomeçar, um vai e vem que não cessa, já que somos seres em processo de transição, daí a necessidade de aprimoramento e lapidação de nossas almas, aparando nossas arestas, burilando nossos espíritos, por vezes, ainda rebeldes, recalcitrantes nos erros, no sentido de nos reconstruir cada vez melhor, procurando acompanhar o incansável ritmo do tempo, na busca incessante da perfeição.
Trata-se de um longo caminho a ser percorrido, árduo, doloroso, cheio de dificuldades, mas nós o vencemos, passo a passo, desde que para isso estejamos dispostos e enfrentar os desafios com muita garra, coragem, disposição no bem e muita fé.
Já nos diz, do alto de sua sabedoria, o consagrado escritor Rubem Alves: Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.
Então, mudanças desde que sejam para melhor, são sempre necessárias e precisam acontecer, porém, para que ocorram, necessitamos parar um pouco e analisar o que deve e pode ser transformado em cada um de nós.
Parar para rever valores, novas tomadas de posições, não é estagnação inócua, significa, antes de tudo, sabedoria e vontade de crescer e vencer, visando um dia atingir a meta traçada por Deus para cada um de nós.
Não hesitemos, pois, em parar, ao detectarmos que algo não anda bem conosco, que nos incomoda e causa desconforto.
Façamos pausas, conscientes de que mudanças são sempre bem-vindas, desde que sejam para nos acrescentar algo melhor, que nos impulsione ao progresso.
Mudemos por nós mesmos, pelo nosso bem-estar, pela nossa paz interior, para que possamos nos sentir bem conosco, sobretudo, para facilitar que os planos divinos se cumpram em nossas vidas; nunca para se enquadrar aos padrões desejados por ninguém.
O que importa é o nosso querer, não o que os outros querem que sejamos. A pessoa mais importante para nós somos nós próprios. Pensemos nisso e decidamos o que nos fará bem e nos tornará mais felizes!
Permanecer como somos ou mudar? Na dúvida, se é que existe alguma, escolhamos o que nos deixa leves e nos traz paz ao coração.
Estrada da Vida
Na estrada da vida, começamos a viagem carregando beleza, pureza e sonhos.
Os primeiros quilômetros surgem cheios de costelas de burro, sacudindo a alma e testando a coragem.
Seguimos assim, ano após ano, atravessando curvas inesperadas, subidas cansativas e retas que parecem nunca terminar.
E então, um dia, percebemos que talvez estejamos nos aproximando do trecho final.
Mas, em vez de acelerar, a sabedoria nos convida a reduzir a marcha.
Afinal, é quando desaceleramos que a paisagem revela sua verdadeira beleza —
e a vida, enfim, mostra o valor de cada detalhe que antes passava despercebido.
Cléber Novais.
Entre erros, tropeços e curvas da vida, você foi a minha escolha — talvez a mais bonita que o destino poderia ter me dado.
O tempo passou, mostrou nossas luzes e nossas sombras… e mesmo assim, permanecemos. Porque o amor, o de verdade, não é feito de perfeição — é feito de aceitação, de olhar o outro com alma, e ainda assim escolher ficar.
Nós nos aceitamos como somos, mesmo conhecendo — e com o tempo, descobrindo — a pior parte um do outro. E é nesse reconhecimento que o amor amadurece, ganha raízes e cria morada.
Em meio ao caos, encontrei em você a calma. No barulho do mundo, o silêncio que me entende. No frio, o abrigo. E em cada recomeço, a certeza: é aqui que eu quero estar.
Hoje é mais um ano da nossa história… um lembrete de que amar é escolher, todos os dias, mesmo quando é difícil. E eu sigo escolhendo você — com o mesmo coração, só que mais inteiro, mais consciente, mais seu.
Porque o amor que a gente construiu não precisa ser perfeito — só precisa ser verdadeiro. E o nosso é.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O Silêncio da Vida Autêntica
Viver é, antes de tudo, um ato íntimo. Cada instante, cada viagem, cada encontro com o mundo carrega em si uma plenitude que não necessita de testemunhas. A vida não é espetáculo, não é vitrine, não é palco. É presença.
Escolher não se expor é escolher a liberdade. É recusar o olhar que julga, o aplauso que condiciona, a aprovação que aprisiona. É compreender que a experiência só se torna verdadeira quando não é fragmentada em imagens, nem transformada em mercadoria de consumo social.
Há quem precise da plateia para sentir-se vivo. Mas essa dependência revela uma carência: a busca incessante por confirmação externa, como se o valor da existência estivesse fora de si. Quem vive para ser visto, vive para os outros. Quem vive para si, encontra no silêncio a sua fortaleza.
Não se trata de inspirar, convencer ou ensinar. Isso também seria uma forma de exposição. Trata-se apenas de existir — intensamente, discretamente, plenamente. A vida que não se publica é a vida que se guarda, e justamente por isso, é a vida que se preserva.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Sinto o pulsar
A vida salta pelo ar
Flui como o mar
Percebo o amar
No constante sonhar
Abro os olhos para suspirar
Acordar para encantar
Na imensidão adorar
O amor como um lar
A cada respirar
O desejo de transbordar
Ir fundo e mergulhar
No abraço voar
A mais linda estrela alcançar
Ver além do espelhar
O brilho mais intenso irradiar
Ter o transformar
Ser o acalentar
De toda alma desejar
Sua harmonia e bem-estar
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