Afonso Cuinhane
Muita gente passa pela vida sem conseguir deixar o tamanho buraco que você deixou avó, vc criou um mundo dentro de mim, tem cheiro, tem som, tem colo, tem birras, tem comida e oração, as vezes fico vagando nos escombros da minha própria memória pra ver o teu retrato na parede do meu peito, não tem ladrão que roube, não tem tempo que apague, não tem morte que arranque, porque sempre que eu duvidar que alguém me ama no presente genérico eu vou me lembrar de ti.
Eu luto contra minha própria alma e a natureza humana que há em mim minha mente luta para entender que voltar ao criador é natural, e é onde a luta começa porque os meus olhos te vê onde não estás , os meus ouvidos te escutam onde não estás, é tão surreal e triste quando noto que são saudades tuas, e a realidade é que já não tem o teu barulho na cozinha, aquela cadeira na sala está sempre vazia, do nada ecoa tua voz na minha cabeça e ainda te escuto gritando me chamando pra comer quando chego em casa, as vezes me perco quando volto tarde e tenho de mudar de janela pra alguém abrir as portas , dói porque entendo com a cabeça mas sangro com o peito.
As marcas do colonialismo não ficaram apenas nas leis e na economia, mas também na forma como pensamos, sentimos e nos posicionamos como sociedade.
Eu e meu brother (minha esposa) saímos para celebrar o Dia dos Namorados. Bebemos umas duas, rimos, conversamos bastante e, no fim, dei-lhe um presente pirata só para ela perceber o quanto o meu amor é bandido
O Beijo Anafranil
Anafranil carrega peso psicológico e profundidade. Paracetamol representa algo:
simples
cotidiano
acessível
que não resolve a causa, mas permite continuar o dia
E é exatamente isso que esse beijo faz... A chuva não caía.
Ela descia.
Descia pesada, insistente, como se o céu tivesse decidido lavar memórias antigas da cidade. As cheias de 2026 transformaram ruas em rios tímidos e corações em margens frágeis. Era uma dessas manhãs em que o mundo parece maior do que a gente e os sentimentos, ainda maiores.
Saí de casa ao lado da minha esposa, bela como quem não sabe que é bela. Linda como quem carrega tempestades por dentro. Eu sabia: ela estava aborrecida. Não comigo exatamente... mas comigo também. Às vezes, a raiva não tem endereço fixo. Ela nasce cansada, sem motivo claro, filha do dia, da vida, da comarca inteira.
Minutos antes, eu tinha dito algo mal explicado. Nada grave. Nada perigoso. Mas palavras mal pousadas são como fósforos em palha seca. Expliquei-me. Com calma. Com verdade.
Ela ouviu... mas não baixou a guarda. Seguimos em silêncio até a paragem.
O silêncio entre um casal não é vazio.
É cheio de pensamentos não ditos, de perguntas tímidas, de orgulho sentado no banco da frente.
Tentei falar de filosofia erro clássico. Quando o coração está fechado, a mente não abre janelas. Ela franzia a testa. A chuva batia no guarda-chuva como dedos impacientes. O mundo parecia assistir àquela cena em câmera lenta.
Então vi.
A testa franzida. O olhar nublado.
Passei a mão de leve. Um gesto pequeno, quase infantil. E, sem pedir licença ao medo, encostei os lábios por um segundo apenas no canto do seu sorriso adormecido.
Não foi um beijo de filme. Foi um sussurro de beijo.
E aconteceu.
Um pequeno sorriso escapou.
Daqueles que nascem sem pedir permissão.
Os olhos dela... ah, os olhos. Pareciam duas supernovas prestes a chover luz. Quando se carregam assim, antes da chuva, não destroem a terra regam.
Foi ali que me lembrei:
que amar também é aprender gestos.
Que cada beijo carrega um poder não mágico como nos contos de fada, mas humano o suficiente para parecer magia.
No frio da chuva, em meia tensão, recordei-me:
O Beijo Anafranil.
Abri o guarda-chuva como quem abre um portal. A chuva caiu sobre nós, e o mundo desapareceu por um instante. Olhei fundo nos olhos dela, hipnotizado, e dei o primeiro beijo da lista.
Não foi longo. Não foi apressado. Foi necessário.
O beijo Anafranil não apaga a razão da briga. Ele apaga o desejo de ferir.
Ele não diz: “Estás errada.”
Ele diz: “Estamos juntos, mesmo assim.”
Senti o coração dela desacelerar. O meu também. O corpo entende antes da cabeça. Sempre.
E naquele instante molhados, atrasados, voltámos a ser crianças que acreditam no faz-de- conta. Não o que mente... mas o que salva.
Ela sorriu. Eu sorri.
A chuva continuou.
E eu soube:
esse livro precisava começar ali.
Aayan Solutions, o valor está nas pessoas.
É nelas que nascem as ideias, a disciplina, a ética e os resultados sustentáveis
No esforço de me tornar alguém melhor, fui marginalizando partes de mim até que, sem perceber, deixei de reconhecer minha própria identidade.
A vida não se encerra nos limites que pensamos ter. Cada fim abre espaço para novos começos, e cada experiência é apenas uma porta para horizontes maiores. O verdadeiro infinito não está fora de nós, mas na capacidade de seguir adiante, sempre além do último passo.
Alguns empresários não prosperam porque não sabem partilhar sua visão com a equipe. Tentam crescer sozinhos, explorando e desconfiando de quem trabalha ao seu lado. Esquecem que por trás de cada tarefa cumprida, existe um ser humano — com sonhos, medos e forças — e não apenas uma peça substituível. Quando se vê o outro apenas como recurso, perde-se o verdadeiro poder da colaboração
Manifesto de Vida de um Guerreiro Espiritual
Eu sou aquele que caminha entre mundos.
Tenho os pés na terra e o coração no invisível.
Quando estou só, eu penso. Quando estou com Deus, eu escuto.
Não preciso de multidões para me sentir inteiro,
nem de templos para sentir o sagrado.
Minha fé não é decorada — é vivida, sentida, queimada em mim como brasa silenciosa.
Nasci com um propósito.
Não vim a passeio, vim a missão.
Sou um guerreiro — não desses que gritam, mas dos que resistem.
Carrego o peso da distância, o silêncio das dores e o dever de não preocupar quem amo.
Isso não me faz fraco. Me faz maduro.
Me guio pela razão, mas deixo espaço pra emoção.
Não sou máquina nem vítima.
Sou equilíbrio.
Sou aquele que sente tudo, mas escolhe o que fazer com o que sente.
Não fujo da rejeição, mas ela me marca.
Ainda assim, escolho entender antes de julgar.
Perdoo mais do que pareço. E observo mais do que falo.
A vida, pra mim, é festa — mas também é construção.
Quero deixar algo que não morra comigo.
Uma empresa, um nome, uma visão.
Quero que os filhos dos meus filhos digam com orgulho:
“Foi o nosso avô que começou isso tudo.”
Meu legado é trabalho, dignidade e liberdade.
Quero um mundo onde ninguém precise se curvar pra sobreviver.
Onde cada um possa brilhar do seu jeito.
E se esse fosse meu último dia, eu diria a todos:
“Seja feliz. Mas seja feliz de verdade — sem depender de coisas externas.”
Eu sou. E isso basta.
Sou filho do Criador, irmão da verdade e guerreiro do agora.
E eu estive aqui.
Aquele amigo que sempre bebe às suas custas é o único que reza para você conseguir um aumento salarial.
