Textos Reflexivos

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Acredite: você vai vencer a tristeza.
Todos, vez ou outra, enfrentamos a depressão,
mal que maltrata e oprime o coração.
Mas tenha certeza, é questão de tempo,
de enfrentar a dor e conseguir ver
que nem todos soltarão a sua mão.
Há os que estarão sempre lá à sua espera,
para caminhar ao seu lado,
mesmo que, alguns momentos
não sejam assim tão bons.
De mãos dadas, com quem sabe dessa dor,
será mais fácil reencontrar da vida a beleza e o sabor.

Faça planos, você pode!
Sonhe alto, você é capaz!
Acredite! Você tem o dom de ir além!!
E acima de tudo isto, tenha fé em Deus, e priorize sempre a vontade dEle em sua vida. Os planos dEle são melhores, os sonhos dEle são maiores, e crer que tudo podemos ser e ter se confiarmos a Ele os desejos do nosso coração, é, e sempre será a nossa mais sábia decisão

⁠Viva a realidade sem medo
Sonhe alto sem exagero
Acredite para continuar seguindo

Siga alguns exemplos sem se apegar
Cada um tem o seu sonho para traçar
Saiba ter paciência para esperar

Não sinta vontade de ter o do outro
Queira buscar o seu lugar com esforço
Não desista no meio do caminho
Você é capaz!

DEUS ESTÁ COM VOCÊ! ACREDITE!

É o Senhor quem renova suas forças e lhe entrega paz.
Lembre-se: Deus está com você na alegria ou na dor, na saúde ou na dor.
Entenda, as as coisas de Deus não acontecem no nosso tempo, e sim no tempo Dele, então espere com paciência na certeza de que Ele sempre faz o melhor por nós!! Deus está contigo, hoje, amanhã e sempre.

Acredite um dia

Acredito eu que um dia
No seu céu chegaria
E amaria ao infinito
Teu sorriso bonito
Cada parte de ti
Porque és parte de mim.

Acredito eu que um dia
Te levaria daqui
A bordo do meu 14 Biz
Pro meu mundo de giz
Se te amar é viver
Morrer é viver sem ti.

Acredito eu que um dia
Escreveria uma poesia
Que disseste o mínimo de ti
A fora do perfeito juízo
Porque triste é o sol
Ao lado do teu sorriso.

Acredite e siga em frente,
O amor é essencial,
Tenha sempre em mente,
É necessário, ser leal.

Nunca lamente,
E nem fique a pensar,
Levante a cabeça e tente,
Chegou o tempo de amar.

O amor rejuvenesce,
Tal fórmula, ninguém explica,
É uma força que acontece,
Em coração que não complica.

No amor não cabe tudo,
Apenas coisas do bem,
Quem o possui,é um sortudo,
O contrário, não o tem.

Se amar é viajar,
Viajo com prazer,
Nas asas do tempo à sonhar,
À sonhar com você.

Pode parecer meio utópico,
Viajar com você na mente,
Sigo em linha reta,até aos trópicos,
Aproveito bem as correntes.

As correntes do vento,
Que embalam o meu amor,
Sozinho ao relento,
Como se fosse uma flor.

Flor de uma nova estação,
Que começa na primavera,
Trazendo fogo e paixão,
Marcando o início, de uma era.

DEZ DICAS

Afaste-se das pessoas e dos fatos negativos.

Acredite nas suas idéias positivas.

Não reclame, pare de reclamar.

Cultive a alegria e o bom humor.

Ilumine o ambiente de trabalho e de sua casa.

Seja alguém disposto a colaborar com os outros.

Surpreenda as pessoas com momentos mágicos.

Faça tudo com sentimento de perfeição.

Ande bem vestido, bem perfumado.

Aja prontamente.

Boa noite
Não desista dos seus sonhos só porque disseram que você não é capaz
Acredite em você porque só assim alcançará os seus objetivos
E si alguém tentar ti desmotivar use como combustível
Pois só Deus sabe o quão forte você é
E ele nunca dará a você um fardo que você não possa carregar
Fique com Deus.

Acredite, quando menos você esperar o amor pode acontecer novamente. Desarme-se e viva intensamente cada momento. Proclame de em várias línguas e de diversas maneiras o seu sentimento. Permita que o frescor e a alegria de amar iluminem a sua vida, liberte a sua alma e cure o seu coração construindo no dia a dia uma eterna dança com paixão, bem-querer e amizade.

Agarre e aproveite esta divina oportunidade!

Acredite
Pra alcançar,você precisa de lutar.Quem luta e acredita sempre alcança é o clichê mais verdadeiro de todos.Em momentos difíceis agente pensa em desistir,somos desacreditados em nós mesmos e nesse momento cometemos um erro mortal,porque,precisamos acreditar e ter forças pra lutar acima de tudo e todos,digo,se você tem vontade de conquistar algo e acha que está muito longe de seu alcance,não desista,é com suas lutas,diria que com seu suor,que sua conquista vem.Vai ter muita gente pra te desanimar,muitas pedras e até montanhas em seu caminho,mais você prefere morrer na incerteza de que poderia ter dado certo,ou ir em frente? Bem,eu não sei,é absolutamente fácil falar quando estamos de fora da situação,mais a vida é uma batalha diária,e não é só em sua conquista ou em seus sonhos que enfrentará barreiras,ao longo da sua vida inteira você vai ter que ser passado por testes,e no final vence,quem foi forte,quem lutou dignamente.Não tenha uma vida breve e em vão,se tem vontade e sonha com algo,lute,não importa o quão longe esteja de seu alcance."Quem acredita sempre alcança"!

Acredite sempre nos recomeços. Eles são a razão da esperança de alguns, o motivo da força de outros. Diante do fim, aprenda a recomeçar. Sim, a ver além, a se ver bem. Como podem ser doces os recomeços... Eles dão um novo sabor às nossas vidas. Recomece!
Recomeços nos agigantam e nos fazem crescer diante da vida. Sim, só quem aprendeu a recomeçar sabe dar valor ao que consegue. Só quem recomeçou merece ter da vida um amor que o eleve, que o encante e que o faça querer ser cada dia melhor. Recomeços depois do fim são a maior prova que a vida sempre segue.

"Vai, deixe de tristeza!..

Erga as velas e encare o mar...

Acredite que é possível realizar.

Mantenha na rota, a nau dos teus sonhos

e não fraquejes diante as intempéries.

Os percalços são apenas restos que a chuva traz...

Você supera.

Você aprende.

Você consegue!"

Em tempos onde a insegurança,faça a diferença, acredite vai dar tudo certo, você pode ir muito mais além do que imagina. Onde existe a maldade, saiba que o bem sempre vence o mal. Se à inveja, o que a outra pessoa obteve através de seus esforços, faça o mesmo se esforce que vais ter inúmeras conquistas. O senso de superioridade, esta em muitos corações, Não somos mais do que ninguém, hoje você esta onde chegou, mas já teve o seu inicio, em vez de criticar, ajude...
. ..
O mundo já tem muitas pessoas más, seja o oposto, seja diferente.
Lute para conquistar e ajudar o próximo.

Acredite em você, desconfie do destino. Acende a chama da sua fé e faça dela a sua proteção,
põe o pé na estrada, chame a sua razão e vai ser feliz. Pense positivo sempre! Nunca deixe de correr atrás de seus objetivos, se possível caminhe e tenha ideias de como realiza-los, mas não desista nunca. Desistindo você será mais um fracassado, longe de alcançar a vitória.
Profª Lourdes Duarte

⁠Boa noite!
Para a sua noite:
Não tenha pressa, tenha calma e acredite no tempo de Deus. Ele tudo sabe. Com certeza está preparando o melhor pra você. Do jeitinho que você merece! Com muita saúde, amor na medida, felicidade em demasia e prosperidade em grande quantidade.
Uma noite iluminada!
- Laís Carvalho

"Ei
Deixa acontecer
Seja como for
Sem medo qualquer
Entregue-se ao amor

Acredite, eu amo você
Não tente fugir
Não tente se esconder
Eu quero ter você
Eu sempre quis

Você parece não ligar
Mas talvez eu seja a pessoa certa
pra você
Me dê uma chance, vá
Não me deixe enlouquecer no desejo
de te querer

Vem comigo, venha
Eu quero que você venha comigo
Vem perder-te em meus braços
Em meus sonhos mais lindos
Em meus sonhos mais ousados
Porque eu te quero em meus sonhos
Em meu coração
Eu sempre tive você
O nosso amor vai ser
A nossa mais linda canção

Ah, tente ser feliz
Sem mais nem porquê
Não me diga não
(Por favor!)
Pois você
É o amor
Que eu sempre quis"

A dor não vai durar para sempre, acredite
Deus vai te dar forças, você é mais forte
do que imagina. Vai vencer, se valorize garota
erga esta cabeça, tem muita gente esperando
um sorriso seu, menina dos olhos de Deus
acredite, você é forte, tenha calma, paciência,
tudo vai voltar ao seu devido lugar, espera em
Deus, a sua Felicidade esta para chegar. Tenha
Fé, pois Deus tudo pode mudar.

⁠Comece o dia com fé e café!
Motive-se, vá em busca dos seus ideais, acredite em si mesmo e aproveite as oportunidades que a vida lhe dá!
Se você não aproveitar, alguém virá e fará no seu lugar. A oportunidade de você fazer, pode também ter surgido de alguém que não acreditou em si. Portanto, pare essa roda maluca e se imponha coerentemente.
Para tanto, vale o ditado: “Sem saber que era impossível, foi lá e fez.” Então, meus amigos(as), vá lá e faça! Você pode, você consegue, VOCÊ É UM(a) VENCEDOR(a)!

POEMA

A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

A Falência do Prazer e do Amor
Terceiro Tema

I

Beber a vida num trago, e nesse trago
Todas as sensações que a vida dá
Em todas as suas formas [...]
.....................................................................
Dantes eu queria
Embeber-me nas árvores, nas flores,
Sonhar nas rochas, mares, solidões.
Hoje não, fujo dessa idéia louca:
Tudo o que me aproxima do mistério
Confrange-me de horror. Quero hoje apenas
Sensações, muitas, muitas sensações,
De tudo, de todos neste mundo — humanas,
Não outras de delírios panteístas
Mas sim perpétuos choques de prazer
Mudando sempre,
Guardando forte a personalidade
Para sintetizá-las num sentir.
Quero
Afogar em bulício, em luz, em vozes,
— Tumultuárias [cousas] usuais —
o sentimento da desolação
Que me enche e me avassala.
Folgaria
De encher num dia, [...] num trago,
A medida dos vícios, inda mesmo
Que fosse condenado eternamente —
Loucura! — ao tal inferno,
A um inferno real.

II

Alegres camponeses, raparigas alegres e ditosas,
Como me amarga n'alma essa alegria!
.....................................................................
Nem em criança, ser predestinado,
Alegre eu era assim; no meu brincar,
Nas minhas ilusões da infância, eu punha
O mal da minha predestinação.
.....................................................................
Acabemos com esta vida assim!
Acabemos! o modo pouco importa!
Sofrer mais já não posso. Pois verei —
Eu, Fausto — aqueles que não sentem bem
Toda a extensão da felicidade,
Gozá-la?
.....................................................................
Ferve a revolta em mim
Contra a causa da vida que me fez
Qual sou. E morrerei e deixarei
Neste inundo isto apenas: uma vida
Só prazer e só gozo, só amor,
Só inconsciência em estéril pensamento
E desprezo [...]

Mas eu como entrarei naquela vida?
Eu não nasci para ela.

III

Melodia vaga
Para ti se eleva
E, chorando, leva
O teu coração,
Já de dor exausto,
E sonhando o afaga.
Os teus olhos, Fausto,
Não mais chorarão.

IV

Já não tenho alma. Dei-a à luz e ao ruído,
Só sinto um vácuo imenso onde alma tive...
Sou qualquer cousa de exterior apenas,
Consciente apenas de já nada ser...
Pertenço à estúrdia e à crápula da noite
Sou só delas, encontro-me disperso
Por cada grito bêbedo, por cada
Tom da luz no amplo bojo das botelhas.
Participo da névoa luminosa
Da orgia e da mentira do prazer.
E uma febre e um vácuo que há em mim
Confessa-me já morto... Palpo, em torno
Da minha alma, os fragmentos do meu ser
Com o hábito imortal de perscrutar-me.

V

Perdido
No labirinto de mim mesmo, já
Não sei qual o caminho que me leva
Dele à realidade humana e clara
Cheia de luz [...] alegremente
Mas com profunda pesadez em mim
Esta alegria, esta felicidade,
Que odeio e que me fere [...]
.....................................................................
Sinto como um insulto esta alegria
— Toda a alegria. Quase que sinto
Que rir, é rir — não de mim, mas, talvez,
Do meu ser.

VI

Toda a alegria me gela, me faz ódio.
Toda a tristeza alheia me aborrece,
Absorto eu na minha, maior muito Que outras
[...]
.....................................................................
Sinto em mim que a minha alma não tolera
Que seja alguém do que ela mais feliz;
O riso insulta-me, por existir;
Que eu sinto que não quero que alguém ria
Enquanto eu não puder. Se acaso tento
Sentir, querer, só quero incoerências
De indefinida aspiração imensa,
Que mesmo no seu sonho é desmedida ...

VII

tua inconsciência alegre é uma ofensa
para mim. O seu riso esbofeteia-me!
Tua alegria cospe-me na cara!
Oh, com que ódio carnal e espiritual
escarro sobre o que na alma humana
Fria festas e danças e cantigas...
....................................................................
Com que alegria minha, cairia
Um raio entre eles! Com que pronto
Criaria torturas para eles
Só por rirem a vida em minha cara
E atirarem à minha face pálida
O seu gozo em viver, a poeira — que arda
Em meus olhos — dos seus momentos ocos
De infância adulta e tudo na alegria!
.....................................................................
Ó ódio, alegra-me tu sequer!
Faze-me ver a Morte. roendo a todos,
Põe-me ria vista os vermes trabalhando
Aqueles corpos! [...]

VIII

Triste horror d'alma, não evoco já
Com grata saudade, tristemente,
Estas recordações da juventude!
Já não sinto saudades, como há pouco
Inda as sentia. Vai-se-me embotando,
Co'a força de pensar, contínuo e árido,
Toda a verdura e flor do pensamento.
Ao recordar agora, apenas sinto,
Como um cansaço só de ter vivido,
Desconsolado e mudo sentimento
De ter deixado atrás parte de mim,
E saudade de não ter saudade,
Saudades dos tempos em que as tinha.
Se a minha infância agora evoco, vejo
— Estranho! — como uma outra criatura
Que me era amiga, numa vaga
Objetivada subjetividade.
Ora a infância me lembra, como um sonho,
Ora a uma distância sem medida
No tempo, desfazendo-me em espanto;
E a sensação que sinto, ao perceber
Que vou passando, já tem mais de horror
Que tristeza [...]
E nada evoca, a não ser o mistério
Que o tempo tem fechado em sua mão.
Mas a dor é maior!

IX

Ó vestidas razões! Dor que é vergonha
E por vergonha de si-própria cala
A si-mesma o seu nexo! Ó vil e baixa
Porca animalidade do animal,
Que se diz metafísica por medo
A saber-se só baixa ...
.....................................................................
Ó horror metafísico de ti!
Sentido pelo instinto, não na mente!
Vil metafísica do horror da carne,
Medo do amor...

Entre o teu corpo e o meu desejo dele
'Stá o abismo de seres consciente;
Pudesse-te eu amar sem que existisses
E possuir-te sem que ali estivesses!

Ah, que hábito recluso de pensar
Tão desterra o animal que ousar não ouso
O que a [besta mais vil] do mundo vil
Obra por maquinismo.

Tanto fechei à chave, aos olhos de outros,
Quanto em mim é instinto, que não sei
Com que gestos ou modos revelar
Um só instinto meu a olhos que olhem ...
.....................................................................
Deus pessoal, deus gente, dos que crêem,
Existe, para que eu te possa odiar!
Quero alguém a quem possa a maldição
Lançar da minha vida que morri,
E não o vácuo só da noite muda
Que me não ouve.

X

O horror metafísico de Outrem!
O pavor de uma consciência alheia
Como um deus a espreitar-me!
Quem me dera
Ser a única [cousa ou] animal
Para não ter olhares sobre mim!

XI

Um corpo humano!
Às vezes eu, olhando o próprio corpo,
Estremecia de terror ao vê-lo
Assim na realidade, tão carnal.

XII

................................................. Sinto horror
À significação que olhos humanos
Contém...
.....................................................................
Sinto preciso
Ocultar o meu íntimo aos olhares
E aos perscrutamentos que olhares mostram;
Não quero que ninguém saiba o que sinto,
Além de que o não posso a alguém dizer...

XIII

Com que gesto de alma
Dou o passo de mim até à posse
Do corpo de outros, horrorosamente
Vivo, consciente, atento a mim, tão ele
Como eu sou eu.

XIV

Não me concebo amando, nem dizendo
A alguém "eu te amo" — sem que me conceba
Com uma outra alma que não é a minha
Toda a expansão e transfusão de vida
Me horroriza, como a avaro a idéia
De gastar e gastar inutilmente —
Inda que no gastar se [extraia] gozo.

XV

Quando se adoram, vividos,
Dois seres juvenis e naturais
Parece que harmonias se derramam
Como perfumes pela terra em flor.

Mas eu, ao conceber-me amando, sinto
Como que um gargalhar hórrido e fundo
Da existência em mim, como ridículo
E desusado no que é natural.

Nunca, senão pensando no amor,
Me sinto tão longínquo e deslocado,
Tão cheio de ódios contra o meu destino. —
De raivas contra a essência do viver.

XVI

Vendo passar amantes
Nem propriamente inveja ou ódio sinto,
Mas um rancor e uma aversão imensos
Ao universo inteiro, por cobri-los.

XVII

O amor causa-me horror; é abandono,
Intimidade...
... Não sei ser inconsciente
E tenho para tudo [...]
A consciência, o pensamento aberto
Tornando-o impossível.

E eu tenho do alto orgulho a timidez
E sinto horror a abrir o ser a alguém,
A confiar n’alguém. Horror eu sinto
A que perscrute alguém, ou levemente
Ou não, quaisquer recantos do meu ser.

Abandonar-me em braços nus e belos
(Inda que deles o amor viesse)
No conceber do todo me horroriza;
Seria violar meu ser profundo,
Aproximar-me muito de outros homens.

Uma nudez qualquer — espírito ou corpo —
Horroriza-me: acostumei-me cedo
Nos despimentos do meu ser
A fixar olhos pudicos, conscientes.
Do mais. Pensar em dizer "amo-te"
E "amo-te" só — só isto, me angustia...

XVIII

[...] eu mesmo
Sinto esse frio coração em mim
Admirado de ser um coração
Tão frio está.

XIX

Seria doce amar, cingir a mim
Um corpo de mulher, mais frio e grave
e feito em tudo, transcendentalmente
O pensamento agrada-me, e confrange-me
Do terror de perto, e [junto]
Em sensação ao meu, um outro corpo.
Gelada mão misteriosa cai
Sobre a imaginação [...]

XX

É isto o amor? Só isto? [...]
.....................................................................
Sinto ânsias, desejos,
Mas não com meu ser todo. Alguma cousa
No íntimo meu, alguma cousa ali
— Fria, pesada, muda — permanece.

[P'ra] isto deixei eu a vida antiga
Que já bem não concebo, parecendo
Vaga já.
Já não sinto a agonia muda e funda
Mas uma, menos funda e dolorosa,
[Bem] mais terrível raiva [...]
De movimentos íntimos, desejos
Que são como rancores.

Um cansaço violento e desmedido
De existir e sentir-me aqui, e um ódio
Nascido disto, vago e horroroso,
A tudo e todos...

XXI

— Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
.....................................................................
Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
.....................................................................
Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.

Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
.....................................................................
Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
.....................................................................
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.
.....................................................................
Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
.....................................................................
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?
.....................................................................

XXII

Pra que te falar? Ninguém me irmana
Os pensamentos na compreensão.
Sou só por ser supremo, e tudo em mim
É maior.

XXIII

Reza por mim! A mais não me enterneço.
Só por mim mesmo sei enternecer-me,
Soba a ilusão de amar e de sentir em que forçadamente me detive.
Reza por mim, por mim! Eis a que chega
A minha tentativa [em] querer amar.