Textos Reflexivos
'HISTÓRIA...'
Há centenas de histórias. Elas são momentaneamente escritas à mão, pinceis e adubos. Os quintais são enormes e os canteiros tem cheiro de livro novo. As plantas crescem e os pequenos arbustos se fortalecem nos variados climas, vigorosos a cada manhã...
A cada novo broto, uma nova sensação diferente. Abraços nos pequenos rebentos, regados pela manhã, à tardinha e nas noites cálidas. O cheiro da vida vai fixando as pequenas raízes. Uma nova esperança renasce, um novo verde, novos olhares, novos suspiros...
As história de primaveras são várias e infinitas. Algumas tristes. Outras melancólicas. E as pessoas tentam pintar seu esboços únicos, como as manhãs nubladas e distintas. Cultivando a seiva das pequenas flores que se tornarão frutos, novas sementes...
A história está nas mãos e merece ser lembrada quando a terra exaurir o que chamamos imensidão. Talvez isso não faça tanto sentido! Tantos seres ambíguos. Sem concerto para aplaudir, tentando explicar os milhares de conceitos formados pelos vãos que a vida amestrou...
Talvez as histórias sejam análogas. Talvez elas não nasçam, quem sabe renasçam. O caminho é tortuoso e é bom cultivar honestidade. Não deixe a barricada frágil. Sonhos e realidades nascem pela manhã se bem regadas...
Nasça na madrugada vazia. Como os brotos no canteiro esquecido, coadjuvado pelo tempo e pelo relento das pequenas almas. Sua história sempre suportará fados. Não precise da opulência ou do ouro para reluzir o que se tem de melhor. Sempre haverá novo recomeço. Irrigue amizades. Escreva um livro, faça trajetória. Contagie pequenas pétalas, família, amigos, sua infinita história...
'TE DESEJO O MELHOR, CARO IRMÃO'
Que o amanhã seja melhor que hoje,
e suas esperanças já engavetadas sejam libertas.
A 'liberdade' tem sido tua inimiga,
privando-te de viver razoavelmente a vida,
de sentir as tantas fragrâncias expostas ao nosso redor.
Olha a tua dor como aprendizado e algo passageiro,
lembrando que tu a compartilha,
sem que percebas...
Não se precisa daqueles enormes castelos vistos nos filmes de ficção para ser feliz.
Precisamos cultivar apenas um: o nosso castelo interior.
Que ele seja simples,
aconchegante e de bom grado.
As construções da vida começam com um pequenino tijolo,
depois,
se tiveres foco,
virão as próximas etapas...
Não esqueces de acolchoar a cama [para que ela fique quente] nas noites geladas.
Não te entristeces se sentires muito frio.
Levantas as mãos e pede lençóis.
A 'jogada' estar em dar o primeiro passo,
o primeiro abraço verdadeiro.
A labuta tem que ser diária,
para confortar a alma.
Se o quarto sempre escurece,
janelas deverão ser abertas para que a luz da lua nos ampare,
sem medos ou receios...
Não quero te perder para a ignorância,
nem tampouco para o mundo negro.
Ando triste ao ver esses olhos vendados,
culminando falência de órgãos.
Lembras que,
há como contornar quase todas as situações desarmoniosas da vida e mudar uma história.
Não te fixas em reescrever o presente tão sofrido focado no passado.
Te fixas num novo recomeço.
Vira a página calmamente e sem pressa.
Vê que ela estar em branco,
precisando das tuas mãos com novos pincéis e outras tintas.
Não há erro em recomeçar uma nova história,
uma nova vida...
'PORTA'
A porta não está deserta,
há fantasmas fazendo-lhe companhia.
Indivíduos mórbidos,
cada vez que é entreaberta...
Atrás dela,
as faces e as dores.
Com seus condolentes personagens,
gritos sem cores...
A porta é áspera,
e não abri com facilidade.
Por mais que se tente,
é tristeza aparente e saudade...
Mas a porta há de enfraquecer-se,
nas suas microbactérias.
E os pequenos olhares terão lugar definido,
com suas reconstruções e artérias...
Ela é passagem,
caminho bucólico.
Não precisas mais ocultar-se,
nem cantar canções melancólicas...
Teus segredos já fora definhados,
tenta seguir a razão.
Ser alegre na intuição,
escultando as pessoas de tenra idade...
Somos alguém,
com nossas portas esquartejadas,
algumas dolosas,
nas suas formas diferenciadas...
Porém,
somos vigor e podemos mais que ela,
aflingi-mo-los eis as sequelas,
e as esperanças baterão à nossa porta...
Não evitas o mundo,
nem tenta ser abstrato!
Abre todas as portas sem receios,
e não será mais refém desse quarto...
'ESPARTILHO'
O espartilho,
vazio.
Ninguém vê condolências,
tampouco adiposidade.
Sem castilhos,
sem brio.
Amordaçando consciência,
vislumbrando fatuidade...
Há barbatanas,
melancolias.
Lâminas cortando o abdome,
exíguo.
Ah Juliana!
Vê essa travessia.
Não dê tanta atenção para os homens,
para quê tantos castigos?
Afrouxas o corriqueiro,
delgado.
Já és esbelta,
graciosa.
Coração em jasmineiro,
delicado.
Seguras a fisberta,
e não deixes cair a rosa...
'ANIVERSÁRIO'
Não gosto de aniversário! De comemorar um ano a menos. Muito chato! Aqueles bolos recheados, devorados por dentro sob à mesa...
Não me dê presentes! Consideremos. Nada de parabéns por uma data destarte. Aniversário não tem sentido. É muito ambíguo. Certo! Já tenho setenta...
Talvez esteja desgastado pelos ventos, Tanta hipocrisia nos olhos. E dias miraculosos. Soltos à espera de destroços. Óbito nos cantos. Não quero velas, não quero palmas...
Ah saudoso aniversário! Quando ao lado cultivava esperanças. Bonanças nas tempestades. Fervilhando-me a alma e a ponta dos pés...
Não quero ser lembrado. Sou indignado por abraços e míseros aniversários que me faz ser humano a cada passo. Ultrajado. Desgastante...
ROSA, ESPINHO E RAIZ
Rosa, teu nome é um verso antigo que o tempo não soube decifrar. Teu corpo, um mapa de cansaços dobrados em silêncio. Cada ruga, um caminho que não escolheste. Os dias te escorrem pelos dedos como areia grossa, e ainda assim, seguras o peso do mundo nas costas curvadas. Erraste como quem planta em terra seca, mas regaste com lágrimas o que a vida insistiu em queimar. Nada muda, mãe. Os anos passam e te deixam a mesma dor, só que mais quieta, mais funda, como um copo quebrado colado com saliva...
Os teus filhos - esses estranhos de teu próprio sangue - não veem que o desprezo é uma faca sem cabo: fere as mãos de quem a segura. Eles não sabem, Rosa, que um dia a solidão baterá à porta deles também, e trará o mesmo sabor amargo que tu engoles há décadas. Choras às escondidas, esfregando no avental manchado as lágrimas que ninguém merece ver. O espelho já não te devolve o rosto que um dia foi jardim; agora só mostra os espinhos que cresceram por dentro, enquanto teu sorriso murcha devagar, como flor esquecida no vaso...
Mas oh, mãe ferida, tua raiz ainda segura a terra. Mesmo quando o vento sopra forte e os frutos caem podres aos teus pés. Há uma luz trêmula em ti que nenhum abandono apagou. Talvez porque o amor, quando é de mãe, seja o único fogo que queima sem consumir. Rosa, eu te vejo. Se os outros não olham, eu escrevo teu nome na parede escura desta história. Não serás apenas a que sofreu. Serás a que resiste, mesmo quando o mundo te diz que já não há razão. E no teu peito partido, lateja um verso que ninguém ouviu: Eu era forte, e ninguém perguntou...
PRETO, SOMBRA E SEMENTE
Irmão, teu apelido é uma cor que carregas como cicatriz e estigma. Teus passos, arrastados no asfalto quente de promessas quebradas, desenham um caminho de fuga. Os entorpecentes são teus únicos abrigos. Esquece essas casas de papelão que o vento leva e reconstrói um novo lar, mesmo que com mãos trêmulas. Erras como quem cai no mesmo buraco e não tenta mudar. Os anos passam, mas tu permaneces parado no mesmo cruzamento, vendendo tempo em troca de minutos de esquecimento. Teus filhos e parentes, esses fantasmas de teu sangue, ainda te esperam na soleira da memória, com olhos que não aprenderam a odiar. Eles são espelhos quebrados onde teu rosto se reflete em fragmentos e ainda assim sorriem (escondendo a dor profunda) quando te veem...
Enganas os outros como enganas a fome, com migalhas de histórias requentadas. Os de sangue próximo já não choram por ti; apenas observam de longe, como se assistissem a um incêndio lento. Não vês que te transformaste em tua própria lápide ambulante? O chão que te acolhe é frio e fedido, mas é o único que não te pede explicações. A chuva te lava e tu a bebes como se fosse redenção, mas nunca tenta saciar tua sede de paz. Irmão, ouves os gritos da tua própria carne? Ela clama por um último gesto de dignidade, por um instante em que não sintas vergonha de existir. A ajuda está lá, à tua frente, mas exige que estendes a mão. E tu, acostumado com tão pouco, esqueceste como se pede socorro...
Eu ainda insisto em acreditar em ti, irmão. Não por ingenuidade, mas porque conheço o brilho que há por trás desses olhos embaçados. Deus, ou seja lá o que nomeamos como esperança, não desistiu de ti. Ele está no pão que comes quando há, no teto que não tens, nos de sangue que clamam por ti. Volta não como herói, mas como sobrevivente. Para de trocar tua vida por êxtases momentâneos. O chão que pisas pode ser o mesmo, mas tu podes ser diferente. Irmão, tu és semente sob o concreto. Não deixes que te definam pela podridão que te cerca. Germina. Todos ainda acreditam em ti. Tenta voltar, percorrer um novo caminho...
TRAVESSIA
A chuva fina caí em direções variadas. Às sete da manhã, caminhando lentamente, ele dobra à esquerda numa travessa sem nome. Há muitas pessoas na chuva tomando seus destinos...
Uma senhora de idade carrega uma criança no colo a passos rápidos, tentando atravessar a rua. Mas a rua é ligeiramente escorregadia e íngreme. Esboça-se um ar de complacência...
Mas à frente, ele dobra à direita. Deixando a rua com suas escolhas e impulsos, rude e indelicada. Agora impulsivo, espera-se a próxima travessia dilatando o corolário, súbito à espera de um milagre...
FRAGMENTOS III...
O trajeto era da casa para o aeroporto. Sempre às cinco da manhã para que os malotes de jornais chegassem a tempo para serem distribuídos aos pequenos vendedores de jornais. Nessa época não tínhamos Internet, nem ouvíamos falar. As notícias eram vendidas fresquinhas de casa em casa, de rua em rua, de comércio a comércio...
As lembranças daquele homem calvo ao volante, dirigindo seu carro para o aeroporto, após mais de trinta anos, sempre são perceptíveis na alma. Sempre de óculos. Pulso firme. Mostrando ser defensor de uma vida de igualdade e melhoras para todos...
Seu Arthur Martins, homem que tenho referência indescritível. Pela benevolência. Nos deixou num dia qualquer. Não sei qual fora a estação. Tampouco isso importa! O importante é que houve um homem que fizera a diferença a vários meninos de rua, plantando esperança. Fez vidas melhores. Sou fruto disso...
Saudade
Hoje... Ao sair encontrei você...
Não estava perto, estava muito longe...
Não conseguia te ver...
Nem mesmo te ouvir...
Mas sabia que havia encontrado você...
Hoje ao sair... Encontrei você...
Comecei a sentir o vento...
O meu coração se entregou...
Nos meus olhos as lágrimas começaram a aparecer...
Diante da emoção estampada na minha alma...
Não conseguia entender...
Hoje ao sair... Encontrei você...
O reflexo do amor... Expandido no brilho dos meus sentidos...
Fez com que a minha saudade encontrasse você...
Hoje ao sair... Podia sentir que de novo eu amo você.
ANIVERSÁRIO
Em cada celebração de nascimento, ascende a alma ao conhecimento, pelas experiências vividas, ganhando destaque na prateleira da biblioteca do universo do inconsciente.
Todo e qualquer presságio que nos incomode se contorna, quando nos permitimos compreender a lição. Quando dominamos o medo para entender o etéreo, elevamos a consciência e tornarmo-nos eternos.
Pela expansão dos átomos que se difundem, compondo as moléculas que iluminam a ação, dos movimentos gerados, a partir da reflexão.
Celebrarmos um aniversário faz sentido, se o sentido para a comemoração estiver de acordo com o que nos move no momento.
CORPUS CRÍTICOS
Hoje acordei com vontade de escrever um pouco (mas pouco mesmo).
Talvez não devesse porque, geralmente, o silêncio é mais sábio e mitiga os riscos de alguma inconsistência.
Mas, afinal, viver é estar constantemente em risco: de adoecer, de morrer e até – pasme-se – de acertar!
Num mundo onde temos uma tendência, talvez natural, de olhar mais para o externo, de julgar, de lançar palavras, de vociferar o que quer que se escute, onde a radioatividade ganha força se o “veneno” for bom, deixando raquítica nossa autocrítica e socrática análise! Pego “aqui carona em fragmentos de um princípio paradoxalmente singular e coletivo - TODOS SOMOS UM SÓ:
“Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Ansiamos amar o próximo,
Mas não amamos a nós mesmos.
Percebo Brahman em tudo,
Mas não percebo a mim mesmo.
Percebo tudo o que está fora,
E não o que está dentro.
Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Não aceitamos nossa arrogância,
Não aceitamos nosso orgulho,
Somos vários em nós mesmos. [...]”
Pois bem: comungamos o pão e o vinho neste plano terreno, representações simbólicas, respectivamente, da matéria e do espírito!!!
Sob tais aspectos, aliás, poderia dizer que minha nutrição espiritual estaria em alta!!!
Brinco - em verdade brindo - porque o bom humor auxilia a desarmar os espíritos!!!
Brincadeiras à parte, bem verdade que tanto corpo como a própria vida moderna dependem, em alguma medida, da matéria: seja para a sobrevivência física ou mínima dignidade social.
Várias vezes ouvi que homem de barriga vazia não tem liberdade.
Não discordo!
Mas homem com espírito vazio também não!
Respeito quem discorde!
Tenhamos nós maior ou menor riqueza – na dupla simbologia dantes reportada – o fato é que devemos buscar o aperfeiçoamento e este só abrirá caminho quando sentirmos, SINCERAMENTE, necessidade de nos fazermos seres melhores.
É sabido que ninguém é o dono da razão, porém, não é apontando às imperfeições alheias que acharemos uma justa medida para a evolução!
Faz-se necessário focar naquilo que depende de nosso próprio empenho e que também está ao nosso alcance realizador.
Lugar comum, mas sempre olvidado, as realidades são feitas das conquistas de pequenos sonhos e, salvo raras exceções, vão se assomando conforme a escalada que torna todo esforço enaltecedor.
Foquemos os “olhos” MAIS para estendermos as mãos e muito, mas muito, MENOS, quando for para ceder às tendências sorrateiras do julgamento hipócrita, geralmente, daqueles que não têm a mesma coragem de “arriscar” empreitada alguma (certo que aqui já me traio com uma capa preta)!
Miremo-nos mais nos bons exemplos, exaltemos as virtudes, rendamos graças à vida e à capacidade para buscar a compreensão de que estamos – TODOS - unidos de alguma forma, sendo que o que fazemos - de MELHOR ou de PIOR - acabará por refletir-nos de algum modo: como um farol ou nos cegando!!!
Encerra-se mais esse devaneio que se espera tenha valido a pena aos corajosos leitores, parafraseando o Livro mais “vendido” (isso é outra história) no mundo:
“O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? Acaso o pão que partimos não é nossa participação no Corpo de Cristo? Como há somente um pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos do mesmo pão” (1 Cor 10, 16-17).
Enfim, reflitamos e transformemos nosso “Corpo Crítico” em “Corpo Autocrítico”!!!
PELEIA ESTOICA
Pode-se fugir do paranoico
Ao se ter um pouco de controle
Embora nem tudo seja estoico
Não se tem fração na boa índole
É de arrepiar o epitélio
Ao ser feliz mais racionalmente
Nas meditações de Marco Aurélio
Governar a sina humildemente
Muita coragem e disciplina
Pra poder enfrentar o destino
Deixar leve o balanço das crinas
No bom desafio manter o tino
Achando espaço pra reflexão
Essa passagem não fica a esmo
"Praquela" maior aceitação
Na melhor peleia que é em si mesmo!
A DICOTOMIA DA SOLIDÃO
Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta.
Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais.
A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade.
Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento.
Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só.
Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.
Preste atenção
Tá bom, já sei
Entendi, okay
Quem entende mais de mim do que eu mesma
Não pergunte, responda
Me puxe e tire minha atenção do que não me faz bem
Pois eu sei que você sabe o porque
Mas não quer saber
Quer ignorar o grito angustiante pedindo socorro
Não dá
Ele fica cada vez mais alto
Até que ele some
E a saudade vem
Não há volta.
Somos co-criadores e é através de nossos pensamentos e atitudes
que construímos o caos ou a orde em torno de nós mesmo.
Estes estão diretamente relacionadas à postura que temos diante
da vida e do mundo.
Como peixes dentro d’água, somos regidos por uma força (Lei),
que nos impulsiona sempre para o bem em uma escala crescente.
Mas devido às distrações do mundo, desviamos da rota simples e redentora.
Mergulhados no caos e distantes do verdadeiro proposito, nos debatemos
na tentativa de reencontrar o caminho perdido.
Cegos e sem ter para onde ir, criamos mil teorias acerca da vida e do viver.
Um dia cansados de sofre retomaremos a consciência fazendo
o caminho de volta em direção de nós mesmo.
A felicidade infelizmente é algo que ainda se compra nas pratilheiras de supermercados.
A fé um amuleto que se deixa guardado no fundo de uma gaveta para quando vier as intempéries possa ser usado.
O menino milenar foi tirado dos corações e hoje é tratado como se fosse um curandeiro nos momentos de dor.
'Fico à pensar,se estou seguindo o caminho certo,se tenho feito o que é correto.
Eu sou intensa,muito intensa!
Quando eu sinto,sinto tudo multiplicado...
Se eu amo,amo de verdade,e tento fazer o possível e o impossível,pois quero que além da relação dar certo,quero ver o outro feliz,seguindo com as coisas que lhe fazem bem,que conquiste o seu espaço,que veja que tem valor...
Mas,muitas vezes,sinto-me só nessa caminhada que ao invés de serem dois,torna-se um...
E,o amor é parceria,dupla,desculpem-me,mas não ama-se sozinho.
Penso que me frustro,pois em qualquer relacionamento,são só o amoroso,coloco expectativas demais,e aí eu sofro,choro,me culpo,acho que faço tudo errado,que ao demonstrar o meu amor,estou sendo errada,estou envergonhando à pessoa amada...
Mas,eu sou assim,intensa,romântica,gosto de ouvir,de cuidar,de fazer quem estiver ao meu lado,feliz,mesmo quando eu não me sinto feliz...
Mas,não vou deixar de ser eu mesma,Deus há de trazer a felicidade que me completa,o amor que inebria e me faz feliz por inteira.
Aquele amor,que ri e chora comigo,que me apoia em qualquer situação.
Exigente? Não,apenas quero reciprocidade....
Não é pedir muito.
Jamais desistirei de amar,de ser feliz,e confesso que,até abro mão de certas manias,para seguir feliz com meu amado,um dia...'
"O incentivo,o amor,a amizade,a fidelidade,o companheirismo e outros sentimentos mais,há de ser recíproco.Caminhando em dois,é muito mais prazeroso,pois se um cai,o outro de imediato,estende-lhe a mão,a mão acolhedora,onde sente-se total confiança em quem se ama e te ama,verdadeiramente."
*Tatiane Oliveira*12:31 hrs*26.07.2014*
Devaneios de Menina...
Eu nasci para amar,
e ser amada,com a
mesma intensidade
que eu amo!
Mas,estou à pensar
se está valendo a
pena sofrer e ansiar
por alguém que
por muitas vezes,nem
me ouve,me critica e
me deixa sempre triste...
Começo a me sentir,
um nada,que não
valho à pena,e o medo
de cair em depressão
já faz com que eu desista
de um sentimento
tão puro,tão terno,tão divino!
Devaneios de uma
menina sincera,que apenas
quer amar e ser amada...
Meu coração triste está,por
pensar que por
tanto tempo me doei,
à alguém que nem atenção
me dá,enquanto eu
com poemas e versos
singelos,vivo
para lhe acarinhar,mas
valor ele não dá...
Será que ele outro
alguém está à amar?
Enquanto eu seguirei
tentando,poiso
amor é sentimento
que me faz respirar..."
Tatiane Oliveira-28.07.2014-14:05 hrs-
'Fico à pensar,se estou seguindo o caminho certo,se tenho feito o que é correto.
Eu sou intensa,muito intensa!
Quando eu sinto,sinto tudo multiplicado...
Se eu amo,amo de verdade,e tento fazer o possível e o impossível,pois quero que além da relação dar certo,quero ver o outro feliz,seguindo com as coisas que lhe fazem bem,que conquiste o seu espaço,que veja que tem valor...
Mas,muitas vezes,sinto-me só nessa caminhada que ao invés de serem dois,torna-se um...
E,o amor é parceria,dupla,desculpem-me,mas não ama-se sozinho.
Penso que me frustro,pois em qualquer relacionamento,são só o amoroso,coloco expectativas demais,e aí eu sofro,choro,me culpo,acho que faço tudo errado,que ao demonstrar o meu amor,estou sendo errada,estou envergonhando à pessoa amada...
Mas,eu sou assim,intensa,romântica,gosto de ouvir,de cuidar,de fazer quem estiver ao meu lado,feliz,mesmo quando eu não me sinto feliz...
Mas,não vou deixar de ser eu mesma,Deus há de trazer a felicidade que me completa,o amor que inebria e me faz feliz por inteira.
Aquele amor,que ri e chora comigo,que me apoia em qualquer situação.
Exigente? Não,apenas quero reciprocidade....
Não é pedir muito.
Jamais desistirei de amar,de ser feliz,e confesso que,até abro mão de certas manias,para seguir feliz com meu amado,um dia...'
"O incentivo,o amor,a amizade,a fidelidade,o companheirismo e outros sentimentos mais,há de ser recíproco.Caminhando em dois,é muito mais prazeroso,pois se um cai,o outro de imediato,estende-lhe a mão,a mão acolhedora,onde sente-se total confiança em quem se ama e te ama,verdadeiramente."
*Tatiane Oliveira*12:31 do dia 26.07.2014
- Relacionados
- Textos de motivação para vencer desafios e superar obstáculos
- 153 frases de reflexão para ampliar os seus horizontes
- Textos de Amor
- Textos sobre a vida para encontrar beleza no caminho
- Frases de Paulo Coelho que inspiram reflexões
- Mensagens de aniversário: reflexões e homenagens para alguém especial
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
