Textos Reflexivos
"As provações são momentos raros e de onde podemos extrair novos rumos para a nossa vida.
Elas chegam sem avisar e nos testam, as vezes duramente, mas depois se vão e a vida continua.
Veja como você se conduz nas provas.
Se ainda não tem o suficiente, treine mais equilíbrio e serenidade.
Lágrimas excessivas complicam qualquer problema.
Pense que tudo vai passar, que é apenas uma prova e não uma condenação.
Deus nos testa para ver como estamos e retira ou acrescenta aos nossos caminhos o que é melhor para nós.
Espere e confie sempre.
Dentro da lei augusta que nos rege, não há separação definitiva, nem rompimento e nem dor que não tenha cura.
Tudo é aprendizado, tudo é evolução.
Escolha a melhor atitude perante as provas e perceberá que os dias nublados valem tanto quanto os dias de sol, porque todos eles trazem em si soluções felizes aos nossos enigmas e necessidades."
(Instituto André Luiz)
Na hora pagã
Dos soluços meus
Deslizo em silêncio
Dos olhos de Deus.
Esta dor não é Dele.
Esta dor não é minha
É dor que não cabe
É uma dor que não sabe
Da dor que eu já tinha.
Na hora pagã
Do acerto de contas
Dou as costas à vida
- Ela sempre me encontra.
Esta dor não é dela
Esta dor é sozinha
É dor que tem raiva
E por raiva não caiba
Nas noites sem sono
Da vida que é minha.
Lori Damm, "Hora Pagã"
Era uma garota
Sapeca
Meio ruiva, meio sardenta
Riso fácil,
Cheia de esperança
Gauchinha braba
Olhar de onça
Que varou o tempo
Entre espinheiros
E llições rudes
Tempos de chuva
E mar sem bonança.
Até que um dia
Chegou ao porto
Do final da vida
Com tristeza
Viu-se tão fria
E se perguntou
Onde ficou minha criança?
Então ouviu uma voz
Num cantinho do peito
Entre risadinhas
Dizendo baixinho
Meio sufocada
Estou bem aqui!
Então ela riu
E soltou a criança
E o cais já não era
Fria insegurança
Pois na vida que segue
Na Terra e no Céu
Há de haver muitos risos
Há de nunca morrer
A tal da esperança!
Lori Damm, 25/05/2023
É possível viver momentos de paz e alegria quando nosso coração compreende e aceita que o controle da vida, nossa e dos demais, se encontra nas mãos de Deus.
Se o ontem foi difícil, calemos.
Se o amanhã nos assusta, esperemos.
O que trouxe dor também trouxe burilamento e o futuro que parece sombrio pode ser luz e crescimento.
Não devemos sofrer pelo que passou, e muito menos sofrer por antecipação pelo que virá.
O passado e o futuro pertencem a Deus, de fato, e Deus é Amor.
O que veio e o que virá de suas mãos Augustas, teve e tem, como objetivo único, a nossa felicidade.
(Instituto André Luiz)
Deus e o Diabo armaram um plano
Disseram que eu ia ter que ajudar
E depois
Se eu ajudar Deus perco meu dinheiro
Se eu ajudar o Diabo, perco minha alma
Daí ajudei Deus
E o Diabo matou minha alma
E Deus tirou meu dinheiro
Então pensei
Estou livre!
Pois sem alma e sem dinheiro
Ninguém pode me tirar mais nada.
Eis que aqui me apresento
Apenas mais um guerreiro da Luz
Tentando alterar o destino.
Nas poesias deixadas, a história de minha
batalha.
Para quem for ler, atenção!
Hoje somos poucos,
e palavras e imagens
Confundem.
Como diria o programa:
Acredite em quem quiser
Mas lembre, como disse,
Somos poucos.
E obrigada por assistir
O meu Show!
Então eu vim
Para este mundo
Sem saber o que tinha que fazer
Conheci pessoas alegres
Que se disseram minhas amigas
Que criavam coisas lindas!
Que eu adimirava.
Descobri num relance
Para que eu vim
E vi as pessoas se transformar
Em montros
Algumas não pude ver os rostos
Algumas não sabia se haviam mudado
Mas eu mudei
E já não confio muito em nada
Em algum lugar
Os seres do desconhecido lutam
Para protegem a Vida
E a Luz
Poucos sabem deles
A maioria apenas por lendas
Muitos dos que protegem os odeiam
E os que os amam as vezes se esquecem
Mas eles continuam, sempre e sempre
Relembrando o passado
Tentando desatar o nó do tempo
A aliança perdida
Que jamais será abandonada
Durante muito tempo fiquei pensando
para que enfrentar a vida
se tudo irá acabar?
Mas as coisas recomeçam
Mas não recomeçam para mim
Ficava pensando, se tudo é luz e sombra,
vamos ficar enfrentando até cansar
e tudo acabar em sombra
Mas meio que vi que também sou luz e sombra
Mas vou acabar?
E a Luz e a Sombra, vão acabar?
No fim das contas não tenho como saber
A vida é uma mistura do que nos é dado e
do que fazemos com ela.
E no fim, ninguém sabe.
Espero que Deus saiba...
Sonhos são sempre sonhos,
Daqueles que te usam para realizar os deles
Criam imagens, gostos e sons
Feitos com filmes e músicas
Criados para fazer você querer o futuro deles
Para eles
Quando você não tem nada para te alegrar
Além de uma história
Quando você não tem como sair
E só pode sonhar
Mas este sonho não é seu!
É DELES!
Sempre foi...
A palavra do Senhor que veio a Joel, filho de Petuel.
Ouçam isto, anciãos; escutem, todos os habitantes do país. Já aconteceu algo assim nos seus dias? Ou nos dias dos seus antepassados?
Contem o que aconteceu aos seus filhos, e eles aos seus netos, e os seus netos, à geração seguinte.
O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu.
Acordem, bêbados, e chorem! Lamentem todos vocês, bebedores de vinho; gritem por causa do vinho novo, pois ele foi tirado dos seus lábios.
Uma nação invadiu a minha terra, poderosa e inumerável; seus dentes são dentes de leão, suas presas são de leoa.
Arrasou as minhas videiras e arruinou as minhas figueiras. Arrancou-lhes a casca, e derrubou-as, deixando brancos os seus galhos.
Pranteiem como uma virgem em vestes de luto que lamenta pelo noivo da sua mocidade.
As ofertas de cereal e as ofertas derramadas foram eliminadas do templo do Senhor. Os sacerdotes, que ministram diante do Senhor, estão de luto.
Os campos estão arruinados, a terra está seca; o trigo está destruído, o vinho novo acabou, o azeite está em falta.
Desesperem-se, agricultores, chorem, produtores de vinho; fiquem aflitos pelo trigo e pela cevada, porque a colheita foi destruída.
A vinha está seca, e a figueira murchou; a romãzeira, a palmeira e a macieira, todas as árvores do campo secaram. Secou-se, mais ainda, a alegria dos homens.
Ponham vestes de luto, ó sacerdotes, e pranteiem; chorem alto, vocês que ministram perante o altar. Venham, passem a noite vestidos de luto, vocês que ministram perante o meu Deus; pois as ofertas de cereal e as ofertas derramadas foram suprimidas do templo do seu Deus.
Decretem um jejum santo; convoquem uma assembléia sagrada. Reúnam as autoridades e todos os habitantes do país no templo do Senhor, do seu Deus, e clamem ao Senhor.
Ah! Aquele dia! Sim, o dia do Senhor está próximo; como destruição poderosa da parte do Todo-poderoso, ele virá.
Não é verdade que a comida foi eliminada diante dos nossos próprios olhos, e que a alegria e a satisfação foram suprimidas, do templo do nosso Deus?
As sementes estão murchas debaixo dos torrões de terra. Os celeiros estão em ruínas, os depósitos de cereal foram derrubados, pois a colheita se perdeu.
Como está mugindo o gado! As manadas andam agitadas porque não têm pasto; até os rebanhos de ovelhas estão sendo castigados.
A ti, Senhor, eu clamo, pois o fogo devorou as pastagens e as chamas consumiram todas as árvores do campo.
Até os animais do campo clamam a ti, pois os canais de água se secaram e o fogo devorou as pastagens.
"Cheguei aos 62!
Com rugas, pneuzinhos, muita alegria de viver e flashbacks mentais, com direito a trilha sonora variada. Hoje a musica que toca é do Almir. Ando a divagar: porque já tive pressa? Me sinto mais forte quando deixo para trás muito do que pesa e incomoda. Quero carregar comigo entre, outras poucas coisas, o dom de ser capaz de ser feliz. "
Mariana, Brumadinho, Barão de Cocais, Nova Lima, Macacos, Itabirito, Rio Acima, Itatiaiuçu, Ouro Preto...
Em Minas, horizonte
era a curva protetora
das serras e montanhas
serenas, quietas
emoldurando o azul do céu
em Minas,horizonte
agora é castelo de areia
que desmorona
a cada sirene que toca
no meio da noite
ou que não toca
e no meio do dia
destrói sonhos e vidas
levados por ondas de lama
em Minas, horizonte
agora é banhado
por rios de lágrima e água suja
em Minas, horizonte
agora é medo...
Sou mineira de “antigamente”.
Como boa mineira não perco o trem. Nem o tempo. O tempo, porém, me faz perder algumas coisas. Às vezes perco a razão, que logo encontro. Curtir o frio do inverno ao lado de um fogão a lenha, comida em panelas de ferro, ou no tacho mexido com colher de madeira, água esquentando e me aquecendo com o calor que sobe, aroma do café feito na hora, a cozinha puro aconchego, iluminada apenas pela luz da lamparina … Ah! Só na lembrança. São coisas perdidas no tempo. O tempo não permite que eu as encontre mais.
Da série quase sessenta
Vou desvestindo tudo que pesa, aperta ou incomoda
pressa, ansiedade, falsas esperanças, jeans colados,
sapatos muito altos e meias( principalmente meias verdades)...
Com a teimosia continuo, ainda!
Quero teimar em acreditar que fico poderosa vestida com um batom vermelho.
Devagar vou longe.
Divagar me leva onde.
De vagar, devagar, divagando
Percebi...
Minha imaginação
é muita areia pro meu caminharzinho!
Envelhecer
A verdade é que não podemos fazer retornar a areia que cai pela ampulheta do tempo, nem somos carrapichos para grudarmos nas bordas desta enxurrada que se chama vida. É preciso deixar-se levar...
Cheguei à conclusão que saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria. É um dos capítulos mais difíceis da arte de viver se não aceitarmos o deixar-se levar...
Então, já estou aceitando e amando minhas limitações, são partes de mim, componentes da minha história.
E procurando descobrir todos os prazeres que este período da vida pode me reservar – e olha, já vi que são muitos. Surpresas? Que venham…
Da série quase sessenta
Escaneando fotos antigas...
Percebo que à medida que vivemos também morremos aos poucos a cada dia. Primeiro morre em nós a infância, depois a juventude. Na idade adulta as preocupações diárias nos envolvem. Falta tempo. Ou não nos damos o tempo que precisamos, para viver plenamente. O tempo vai passando, se desfazendo dia após dia e não percebemos o que deixamos de fazer, ou de dizer.
E nosso livro da vida vai sendo apenas folheado.E não lido...
O circo
Estamos no picadeiro e não existe ensaio.
Palhaços contando as mesmas piadas sem graça.
Trapezistas sem rede para aparar.
Malabaristas tentamos não deixar a peteca cair.
Mágicos sem cartola multiplicando o pouco da dignidade que nos sobra.
Domadores de toda a violência explícita, ou não.
Sem receber aplausos por nossa atuação.
É! Nossa vida parece um circo...
SOU POETA (SIDNEY)
Sou poeta.
Sou alegre sou triste.
Vivo das contingências,
Que transformo em fatos.
Não tenho momentos.
Sou do acontece.
Se triste, lamento,
E me encasulo.
Alegre?
Rejubilo!
Igual natureza.
Transpiro beleza,
Procuro flores, papel lápis.
Mas sou poeta.
E como tal não sei meu momento.
Chorarei quando precisar.
Sorrirei quando apetecer.
Extasiarei com lástimas.
Ou exultações.
Acima de tudo sou poeta.
Poeta da dor
Do encantamento
Das ilusões
Poeta do amor
Poeta da vida.
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