Textos que Tocam o Coração
Segure... é amor
Esteja seguro: é amor.
Se seus olhos cruzarem e o coração bater mais forte
se seus olhos não conseguirem parar de sorrir
se o seu pensamento só em um direção consegue ir
e é preenchido o tempo todo com as coisa do coração
se o seu primeiro pensamento
o seu último pensamento
é para essa pessoa...
se você nela não consegue parar de pensar
certo pode estar
é Amor...não o deixe passar.
Há um vazio no meu coração... no seu coração...
O insensato diz no seu coração: não há Deus.
Em seu coração há guerra,
e a sua boca fala do que seu coração está cheio: não há Deus.
Seu coração está endurecido, ferido
e como a erva, seca-se...
e o seu coração vazio fica mais vazio,
e o vazio de seu coração jamais é preenchido.
Há um vazio no coração de todo homem que só por Deus pode ser preenchido.
Não seja insensato!
Amore é isto:
você completamente desconcertado,
o coração batendo acelerado
o corpo descontrolado
tremendo
tudo tremendamente tremendo.
É o dia nascendo,
você se sentindo vivendo,
se surpreendendo,
percebendo
que tudo o que tinha até agora acontecido
não chega aos pés do que está acontecendo...
é o amore...
Há dias em que sentimos que precisamos de perdão.
O coração pesa, a consciência acusa.
Tentamos por conta própria abandonar o mau caminho,
mas não conseguimos isso sozinhos.
Há coisas que só Deus pra nos ajudar,
e Ele está perto.
Busque-O enquanto pode achar...
só Ele pode realmente nos perdoar.
Confesse seu pecado,
mas confesse de coração,
pois Ele sonda nossos corações,
Ele sabe exatamente o que está errado.
Você confessa a Deus
Ele perdoa e esquece.
E você verá como é bom ter Deus do seu lado.
Abandone o pecado...
O que o seu coração mais deseja?
O que você quer... realmente quer?
O que você tem ou que você não tem?
O que realmente você precisa?
O que você tem? Ou o que você não tem?
Ou o que deseja? Ou o que precisa?
Você tem e você não tem.
Deseje o que você tem... queira o que você tem,
isso faz bem... fazendo isso, você faz bem... se faz bem.
Deseje o que não tem...
O que você realmente precisa com o tempo vem.
Desejos....
Entra verão, e se vai...
leva com ele o pouco de calor que aquece meu coração.
Entra outono, e se vai...
leva com ele o pouco de esperança que povoa o meu coração.
Entra inverno, e se vai...
não leva o frio que congelou meu coração.
Entra primavera, florece esperança no meu coração,
e se vai...
não leva nada consigo,
e ainda sussura no meu ouvido:
quem sabe no próximo verão...
Às vezes é preciso ficar no mais absoluto silêncio.
Diminuir a barulheira.
Ouvir o próprio coração...
tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Silêncio absoluto...
tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Ouviu seu coração?
Ele sempre tem razão?
É bom ficar em silêncio...
silenciar...
pelo sim, pelo não...
Coração
Se meu coração pudesse falar
Ele diria que deseja parar
Se ele pudesse me afrontar
Ele o faria sem pestanejar.
Se meu coração sentisse angústia
Ele me daria taquicardia
Me diria para tomar sempre
Uma dose de nitroglicerina.
Se ele pudesse me controlar
Me faria ir até um rio me afogar
Não me deixaria uma noite sequer chorar
Nem por um instante amar.
Sangraria meus olhos, cortaria minha alma
Desistiria-me de lembranças
Me faria apenas viver
Das lambanças que eu bem sei fazer.
Mas o meu coração é tão mal
Que ele apenas me deixa viver
E fazer dele tudo o que eu esperava
Que ele fizesse por mim.
Do Alto Alegre
Lapidei demais meu coração
Obriguei-o a bater desacelerado
O privei de conhecer o mundo
E nos dias de hoje, ele já não palpita
Sem desfibrilador fica essa dor.
Eu me reinvento, me manipulo
Nego minhas raízes, nego meu desejo
Sou um personagem secundário
Na minha própria história
Vivo minhas mentiras insanas
Pra colher risos plásticos.
Do Auto Alegre repousa o desejo
No corte perfeito da faca
Chora sangue um corpo já sem lágrimas
Dos abraços opacos sinto a vergonha
De meus árduos pecados reprimidos
Do beijo enojado, vômito por auto-ânsia.
Mais um dia, mais uma ida e vinda
Mais uma semana que passou
E nenhum sorriso me convenceu
Não toquei o violão nem cantei
Corri trancei as pernas e me rasguei
Nem a dor deu o ar da graça
Por saber que a diferença acaba
Quando eu aceito meu ciclo vicioso.
Felicidade é um estado, não pode ser comprada
Não pode ser moldada muito menos forjada
Quero apenas sentir outro sabor que não seja amargo
Que não seja falso, que me deixe aguçado...
Andar
Seguirei meu coração
Pra vê até onde ele vai,
Pois bem sei
Que não há outro destino
Que não me seja amar você.
Ainda que pudesse
Escolher o meu destino,
Nesse ou qualquer
Que fosse o cominho,
Desejaria eu
Sempre andar ao teu lado.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Eternamente
Quero um toque no teu toque
Que me toque o coração
Pra afugentar a solidão.
Sou brasa do fogo do seu beijo
Que me prende em desejos
Pra me dar-te por inteiro.
E quem sabe o tempo passe
Por nós dois e tão ligeiro
Que não lhe tire o meu cortejo.
Eu que um dia era
E agora sou pra todo sempre
Quem te ama eternamente.
Edney Valentim Araújo
1994...
Eu disse
Eu disse ao meu coração,
Não incomoda ela.
Ela já tem a tua chave
E sabe onde te encontrar.
Mas ele não me ouviu
E saiu a te buscar.
Você não veio
E nem ele pode te encontrar.
Então eu disse a ele,
Deixe que ela venha.
E quem sabe ela venha,
E se vier, que venha pra ficar.
Então ele me ouviu
E se pôs a te esperar.
Edney Valentim Araújo
1994...
Agigantou
.
O que eu diria a minha amada
No silencio do meu coração
Quando tudo que se fala
É um breve e único olhar...
.
Pra além das ondas
Que se lançam mar adentro
Vão distantes os pensamentos
Onde possamos nos amar...
.
Ah!!! Essa distância...
Que te me afasta no teu corpo
E me translada pra esse amor,
E por inteiro, nos põe num só coração.
.
Faz de mim tão pequenino
No teu sonho de menina
Que se entrega a um grande amor
Que só em mim se agigantou...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Meio dia
.
Meu coração desconhecido
É um poema sem sentido,
Dela visto e não quisto
Como um balsamo perdido.
.
Menina moça mulher...
Menina que me encanta,
Moça que me atiça,
Mulher que muito amo...
.
O tempo passa
Sem tirar o devaneio
De quem ama um coração
Em meio a tanta multidão.
.
Se dela eu fosse
Um com ela eu seria,
Meia noite ou meio dia
É eu e ela todo dia.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Quem
Quem poderá resgatar o meu coração?
Coração que se perdeu no encanto de um olhar.
Esse coração que você arrebatou e levou para tão longe de mim.
Coração que mesmo distante sinto bater por você,
Porquanto em mim sua ausência só faz aumentar minha dor.
E aqui onde estou, sem seu amor, sem seu calor, não haverá outro amor.
Quem poderá resgatar o meu coração?
Quem o trará volta para merecer todo o meu amor?
Quem dividirá comigo esse coração sem precisar levá-lo de mim?
Edney Valentim Araújo
Soneto do Coração Ferido
Em meio às sombras, meu coração se parte,
Ecoam os gritos de um amor desfeito,
Cada lembrança crava, em mim, seu jeito,
E a dor se espalha, como fria arte.
Cicatrizes profundas, marcas que não somem,
Vozes do passado sussurram meu tormento,
Em lágrimas que vertem, meu desalento,
Revelam o silêncio que os sonhos consomem.
O peito dilacerado clama por paz,
Enquanto a saudade aperta, sem compaixão,
Sinto-me perdido, sem rumo, sem cais.
No abismo da dor, sigo a rastejar,
Sem saber se um dia haverá salvação,
Neste mar de tristeza, aprendo a lidar.
"Casa de Dentro"
(por um coração com janelas)
Tenho em mim uma casa que não fecha,
onde o vento entra sem bater —
e cada suspiro é uma porta que range
pro lado de dentro de mim.
Nessa casa mora um rio calado,
que chora baixinho à meia-noite,
mas também ri com o sol da manhã,
quando a esperança põe a chaleira no fogo.
As paredes têm cheiro de infância,
de pão na manteiga e de colo quente.
E quando a tristeza visita,
dou café e deixo sentar um pouco.
Porque aprendi — com o tempo e os tombos —
que até a dor tem poesia
se você souber escutar com o peito
e não só com os ouvidos do dia.
Nessa casa, amor não é hóspede:
é morador antigo,
que plantou hibiscos no quintal
e rega o silêncio com paciência.
E há um jardim nos fundos,
onde tudo que morreu floresce de novo,
de mansinho,
como quem entende que a beleza
não tem pressa nem endereço fixo.
Sou casa, sou rio, sou flor.
Sou verbo que ainda não foi escrito,
mas que vive sendo sussurrado
no coração de quem sonha.
E se um dia bater na minha porta,
vem leve.
Descalço.
Com alma lavada.
Porque aqui dentro,
a gente vive como se o mundo fosse poesia
e cada encontro, um milagre.
Coração apertado
Se passou um dia desde a nossa briga
A minha última mensagem está lá
Exitei em apagar, mas para que?
Você já leu e a ignorou, como vem fazendo a alguns dias
Sinto um aperto no meu peito, uma vontade louca de gritar
Queria tanto te encontrar e te abraçar
Deixar todas essas mágoas e nos amar
Preciso de você, preciso do seu toque, preciso ouvir a sua voz
Por favor não desate o nosso nós
Espero que você sinta a minha falta com eu sinto a sua
UMA CERTA ANA CLARA
Havia ali pelos corredores da casa, uma figura formosa, de coração bondoso, calma, castidade e pureza a rodeavam, inquieta nos serviços, que de dia e de noite emanava beleza, pudor e carisma espiritual, batizada pelo nome composto Ana Clara, para os forasteiros era Ana e para os de casa era simplesmente Clara, mas para o avô João era carinhosamente a neta Clarinha, cuidava no que deveria ser feito, seja engomando as roupas dos componentes da casa ou ajudando a avó Lindete no encaminhamento do almoço. Era uma bela moça, noviça de média estatura, sua pele era da cor do bronze da Mesopotâmia, brilhava formalmente bem cuidada, mesmo descabelada de dia, e arrumada depois do almoço, tinha um pouco de grau de vaidade com o rosto e os lindos lisos cabelos dourados, como uma veste de ceda. Usava belos vestidos, lindo batom nos lábios e uma discreta maquiagem. Dotada de conhecimentos não só básicos, como autoconhecimento, religiosos e anatômicos, havia já conhecido três países. Dava-se para Ana Clara dezenove anos completos, era ariana, de alma lavada e feliz.
Ana Clara era uma joia rara no meio da família, mulher de princípios éticos e dogmas religiosos praticantes, sabia perdoar o mal, seguir em frente estudando a ciência humana numa escola particular para ter um futuro digno e aprendendo com a vida, com os ensinamentos dos avós e com o que viveu, marcas do que se foi. Ana Clara era madura, sábia, sabia o que era para ela e o que não era, um simbolismo inteiro cabia na sua linda alma composta por uma estrutura de cânticos e conceitos bíblicos. Despertava paixão em qualquer homem, sua beleza e sedução arrebatava um alabastro de sentimentos, seu perfume espiritual era um bálsamo para quem a admirava, um incenso suave nas narinas até do celestial. Ana vivia se desviando desses incidentes apaixonantes que são ilusões passageiras, fazia o certo, pois uma moça jovem e solteira, tinha que viver a vida como era para ser vivida por inteira, buscando sempre na paz e no que aconteceu, o amor próprio e interior.
Luiz Felipe Amil
AMIL. LUIZ FELIPE
Trechos. 2025
Aprendi que o valor não tá no que a gente tem
Nem no que os outros falam também
O coração encontra o seu lugar
Quando alguém escolhe ficar
E foi aí que eu entendi
O que o tempo quis me mostrar
Anota aí
Ninguém é pouco ou muito pra ninguém
Somos a medida certa de quem nos quer bem
Anota aí
Quem ama aceita, respeita
Não brinca com sentimento nem fere o coração
Tem gente que passa só pra ensinar
Tem gente que chega pra ficar
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