Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
VERSOS DE OBITUÁRIO
Nos versos de um poema
Que não nasceu
Um obituário se faz
Pra morrer outras vezes
Se viver a morte
Num verso controverso
Num pensar disperso
Nos versos feito a corte
Já morri muitas vezes
Parece até controverso
Que não sei dizer
Foi a morte o derradeiro verso
Foi a morte o primeiro verso...
MINHA FÉ (B.A.S)
Minha fé não tem deuses e nem santos
Minha fé é sem ritos e nem mantras
Minha fé não remove montanhas
Minha fé está na premissa do humano
Minha fé não revolve as entranhas
Minha fé não faz com que eu caminhe sobre as águas
Minha fé não faz com que eu possa voar
Minha fé não diz se devo rezar
Apenas desfraldado em meu caminhar
Busco encontrar, busco respirar
Não vi sentido em qualquer filosofia
Não vi nenhum deus a me mostrar o caminho
Apenas o pulsar do meu existir
Apenas o pulsar das minhas veias
Teimando encontrar uma luz
Que dê razão ao meu existir...
PÁGINAS LIDAS E NÃO LIDAS (B.A.S)
Sou a minha catedral, meu templo
Dos meus deuses e meu Deus
Moldados ou não à revelia, à rebeldia...
São minhas dores, torturas...
Que busca a cura, a paz, a salvação...
Sou minha casa, minha rua, minha cidade...
Em todas moradas e lugares...
Memórias gravadas, computadas
Sou o relógio, a medida do meu tempo
São minhas horas contadas
São dias de labutas e de esperas
São meus dias de ócio e preguiça...
Sou mais do que tudo
O livro de minha vida
Dos meus encontros e desencontros
Minhas chegadas e partidas
Sonhos vividos e negados
Meu riso e meu choro
Páginas lidas e não lidas...
DA VIDA NÃO SE LEVA NADA!
Da vida não se leva nada!
Nada!
Não se leva nada!
Da vida
Não se leva nada
Vida
Vida
Vida
Não se leva
Da vida
Não
Se
Leva
Nada...
Vida...
Leva...
Nada...
Da vida...
Não se leva nada
Nada!
Se...
Se...
Leva...
Nada...
do livro "prece científica, editora 24 horas
A Felicidade e a Salvação é só Deus quem Soletra...
Não deixe que este dia, torne-se apenas mais um no seu calendário existencial. Lembre-se que este pode ser o último. Coragem. Enquanto estiver vivo, o tempo estará a seu favor e não contra. Sempre é tempo de recomeçar...
A vida é mudança... A felicidade é só Deus quem so-le-tra...
by livro de Bartolomeu Assis Souza, editora 24 horas, São Paulo, SP
LÁGRIMAS DE ANJOS (B.A.S)
A vida deve ser ânimo e coragem...
Que ela não seja como os jázigos e túmulos
que se quebram com o tempo. Que não seja eternamente
silenciosa...
É preciso vencer as cinzas dos mortos,
as sombras dos jázigos e trazer o ânimo da
Ressurreição gravada no coração...
Lágrimas de anjos que jamais esquecem as preces...
INTERROGAÇÕES (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Muitos não sabem o que é viver?
Como então compreender a morte?
Os mistérios mais profundos da filosofia,
da psicologia, da compreensão humana?
O que fazer diante destas dúvidas?
A única resposta humilde que encontro?
A vida é uma eterna interrogação
que jamais encontraremos as respostas..
NÃO HÁ ESTRADA SEGURA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A vida de cada pessoa é só dela.
Nossos sentimentos podem até combinar.
Podemos até misturar as ideias, quem sabe
até nossas vidas...
Mas não posso viver o seu viver...Jamais...
Sua história é sua história.
Cada um criará o seu próprio caminho.
Devo caminhar para além das montanhas
Devo enxergar para além das montanhas
E para chegar à verdade
É preciso atravessar muitas encruzilhadas,
trincheiras...
batalhas...
Não há estrada segura.
Não pode haver comodismo.
Cada qual tem seu ponto de chegada...
Cada qual tem seu ponto de partida...
É preciso superar-se...
Nem todos podem todas as coisas
do mesmo modo e com a mesma capacidade.
Não somos iguais,
somos diferentes.
Cada um é cada um.
Que assim seja!
A VIDA É PURA ILUSÃO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A vida não tem retrocesso
Não há como voltar atrás
Uma vez feito o passo, não tem volta
A vida é cíclica
Nascer, crescer, maturar e então morrer
O que vem depois é a "gosto do cliente"
Não importa sua crença, cultura, filosofia, ilusão, país, idioma, formação
A vida é pura ilusão
Senão não suportaríamos tanta besteira e canseira
Não conseguiríamos levá-la sem essas tintas ilusórias
Sem essa dose de lirismo, tudo seria chato e decepcionante...
Por isto, peço a Deus não força para caminhar
Peço-lhe "paciência" para suportar até o fim...
Amém!
CORAÇÃO DE JESUS! (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Coração de Jesus
Coração que exalta, que não humilha
Coração que bendiz, que não maldiz
Coração que pede, que não nega
Coração que abençoa, que não amaldiçoa
Coração que acolhe, que não rejeita
Coração que liberta, que não oprime
Coração que perdoa, que não se vinga
Coração que socorre, que não abandona
Coração que une, que não desune
Coração que dá vida, que não mata
Coração que aproxima, que não repele...
Coração de Jesus!
Que o meu coração seja semelhante ao seu,
Ou mais próximo possível
Minha homenagem ao Sagrado Coração de Jesus
Amém.
ISBN: 978-85-7893-909-0
A VIDA NÃO TEM SOLUÇÃO
(Bartolomeu Assis Souza
A vida não tem solução
Ela não é uma matemática
Ela não é uma equação
A vida não tem solução
Nunca terá uma solução
Não tem que ser resolvida,
mas vivida...
Pois a paixão se mostrou sem solução
Pois não tinha a razão
A razão por sua vez, mostrou-se
uma grande ilusão...
O destino só encontrei desatino e dores
Só compreendi que razão e ilusão
Ambas tem seu lugar
Por isto a vida não tem solução...
Jamais terá...
AS COISAS SÃO COMO SÃO
(BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Se tudo na vida não faz sentido
Escolhe outra estrada
Busque novo caminho
Já que nem tudo é como deve ser
Não existe perfeição
Se o que parece errado ficou certo
As coisas são como são
Uma inteligência cega
Se quer a solução
Eis o dilema:
Na dúvida siga em frente
Caminhe marcando uma reta
Mas lembre-se
Que amanhã tudo muda
Viva o dia a dia
Pra que sofrer nada é para sempre
Pra que se preocupar com tão pouco
Nada como um dia após o outro
Amanhã tudo muda de novo ou não...
O Amor que Nos Torna Iguais
O verdadeiro amor não é um discurso bonito, nem um sentimento que aparece apenas quando convém.Ele é silencioso, constante e, muitas vezes, invisível.É aquele gesto que ninguém vê, aquela ajuda que não pede reconhecimento, aquele cuidado que não cobra retorno.
A essência que nos iguala
Amar de verdade é enxergar no outro um reflexo de si mesmo.É entender que, por trás de qualquer rosto, história ou condição, existe alguém que também sente, sofre, sonha e busca ser feliz — exatamente como você.Quando essa consciência desperta, desaparecem as barreiras que o mundo insiste em construir: cor, classe, religião, aparência.Tudo isso perde importância diante da essência que nos iguala.
A grande casa da humanidade
Imagine o planeta como uma grande casa.Não uma casa perfeita, mas uma casa viva, em construção constante.Dentro dela, bilhões de pessoas convivem — diferentes, imperfeitas, mas profundamente conectadas.Somos, todos, moradores do mesmo lar.E, no fundo, todos buscamos a mesma coisa: paz, dignidade e felicidade.
Cooperar em vez de competir
O amor verdadeiro nasce quando deixamos de competir dentro dessa casa e começamos a cooperar.Quando paramos de querer “ter mais” e passamos a querer “ser melhor”.Quando entendemos que ajudar o outro não é um favor — é uma extensão natural de quem compreende a própria humanidade.
O papel da humildade
A humildade é o alicerce disso tudo.Ser humilde não é se diminuir, mas reconhecer que ninguém é maior ou menor — apenas diferente.É saber ouvir, aprender, ceder, e principalmente, respeitar.A humildade nos tira do pedestal da razão absoluta e nos coloca no lugar certo: ao lado dos outros, não acima deles.
E não, não precisamos ser perfeitos.A beleza está justamente nisso.Erramos, falhamos, aprendemos e seguimos.A nobreza não está em nunca cair, mas em levantar com mais consciência e mais compaixão — por si mesmo e pelos outros.
Todos no mesmo barco
No final das contas, a verdade é simples: toda a humanidade está no mesmo barco.Não importa quem você é ou de onde veio — se esse barco afundar, afunda para todos.Mas se cada um fizer sua parte, com amor, humildade e respeito, ele segue firme, atravessando qualquer tempestade.
O segredo da vida
E talvez o segredo da vida seja esse: entender que cuidar do outro é, na verdade, cuidar de todos… inclusive de si mesmo.
Chico Uchoa
Leio, releio e transleio toda a minha vida à procura de respostas
Mas não encontro nada além de linhas tortas
Vejo o cinza até onde há cores
E arco-iris se tornarem terrores
Procuro a tristeza até onde a felicidade é forte
Pois não acredito que mereço nada além de cortes
A direção da vida muda como o vento
Porém percebo que nada em mim mudou, não há ninguém me vendo
Sinto dores, tremores, arrepios e guardo mágoas
Mas consigo ser tão profundo como águas rasas
Isso me extingue, me mata
Mas é sempre o seu amor que faz com que eu renasça
Palavras sem valor, bebidas sem teor, sinceramente acho que agora quase nada me abala, apenas uma coisa
Os surtos da madrugada.
Margaridas não tem espinhos.
Em nome de meu jardim, lhe declarei flor. Uma margarida, a sua favorita.
Aparei todas as ervas daninhas que se alastraram em seu arredor, reguei-a para que crescestes bela e saudável.
Você deixou com que eu escorresse lágrimas em suas pétalas, absorveu e mesmo com o gosto salgado fizestes delas uma dádiva.
Porém, mesmo com todo cuidado e carinho, no final, tu não pudeste pertencer ao meu jardim, não pode ser a minha flor.
Afinal de contas, margaridas não tem espinhos.
QUANDO ME SINTO FRACA,
ENTÃO É QUE ME FAÇO FORTE.
Sei que Deus não me criou
para que me sentisse derrotada
pelos problemas que a vida me apresenta.
...Deus não me criou para o desânimo
que insistente bate à porta de meu coração,
sempre que alguma coisa não dá certo.
Ele não quer ver esta ruga
que aparece em meu rosto,
reflectido no espelho,
sinal de toda a preocupação
que ocupa minha mente.
Ele sabe que se hoje
as coisas não me parecem bem,
amanhã, à luz de um novo dia,
elas me parecerão menos graves,
do que o impacto que me causaram.
Ele sabe, que não obstante,
à pequenez de minha fé,
sinto que posso contar
com a Sua protecção.
Sabe que tenho a certeza absoluta
de que não colocará em meus ombros
peso maior do que eu possa suportar.
Sabe que entendo
que essas experiências desagradáveis
pelas quais passo em minha vida,
servirão apenas para
evoluir e fortalecer meu espírito
e enriquecer meus conhecimentos.
E é por tudo isso,
que não devo esmorecer,
não devo dar ao meu inimigo,
seja ele quem for,
físico, moral ou espiritual,
o gosto da vitória sobre mim.
Deus me criou para ser amada,
principalmente por mim mesma!
DEUS ME CRIOU PARA VENCER...
SEMPRE
PROBLEMA EPISTEMOLÓGICO: Deus como objeto não empírico.
A epistemologia clássica distingue dois campos de conhecimento:
a) O conhecimento empírico.
Aquele que depende dos sentidos, da observação e da experimentação.
b) O conhecimento racional ou metafísico.
Aquele que depende do pensamento, da inferência lógica, das categorias do espírito.
Deus, por definição, não se insere no domínio empírico não está no espaço, não ocupa matéria, não é capturável pelos sentidos.
Logo, não entra como objeto de experimentação nos moldes da ciência natural.
Kant já dizia:
Não podemos conhecer Deus como fenômeno, mas podemos reconhecê-Lo como necessidade da razão prática.
Na epistemologia contemporânea, diríamos:
Deus não é objeto de ciência experimental, mas de racionalidade transcendente e de coerência filosófica.
2. A epistemologia espírita: Deus como verdade necessária e verificável indiretamente.
Allan Kardec enfrentou precisamente essa questão.
E em O Livro dos Espíritos ele parte de um ponto decisivo:
Questão 4:
“P_ Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?”
Resposta:
“ R _ Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. (...) A grandeza da obra indica a grandeza do obreiro.”
Aqui temos o método epistemológico espírita:
• Não é uma “prova empírica direta”.
• É uma inferência racional apoiada na observação universal dos efeitos.
Ou seja, Kardec usa a mesma lógica da epistemologia científica:
se há ordem, lei e finalidade no universo, há Inteligência anterior a essa ordem.
Assim, o Espiritismo não “prova Deus” como se prova um elemento químico, mas como se demonstra a existência de uma Lei pela regularidade dos fenômenos.
3. A ausência de “cognição sensorial” não implica ausência de cognoscibilidade.
“Como provar sua existência quando estamos sem a cognição Dele?”
A resposta epistemológica é:
_ Não precisamos de cognição direta para afirmarmos uma causa necessária.
Você não vê a curva do espaço-tempo, mas deduz sua existência pelas equações da gravitação.
Você não “vê” a energia, mas constata seus efeitos.
Você não vê a consciência de outra pessoa, mas a reconhece pelas manifestações.
Assim também:
Não vemos Deus, mas vemos leis universais, harmonia matemática, consciência moral, teleonomia evolutiva.
Isso constitui uma cognição inferencial, tão válida epistemologicamente quanto qualquer outra que a ciência emprega.
4. A cognição de Deus segundo o Espiritismo: moral, não sensorial.
A Codificação explica que:
a percepção do Divino não é sensorial, mas moral e intelectual.
O Livro dos Espíritos, questão 10:
“ P — Deus é infinito nas suas perfeições.”
E, sendo assim, não pode ser percebido por sentidos finitos, mas apenas pela razão em ascensão.
A Doutrina afirma que “conhecemos Deus” na medida em que avançamos moralmente, pois:
A moral elevada amplia a consciência e refina as percepções do espírito.
Assim, a ausência de cognição sensorial não é limitação; é própria da natureza do Ser Supremo.
5. Conclusão epistemológica e espírita.
Provar Deus não é demonstrá-Lo como objeto físico,
mas necessitá-Lo como causa lógica, metafísica e moral do universo.
A ausência de cognição sensorial direta não invalida esse conhecimento, pois:
1. Deus não é objeto empírico.
2. Sua cognoscibilidade é inferencial e racional.
3. O universo funciona como “assinatura” de uma Inteligência anterior.
4. A moral e a consciência humana constituem vias internas de aproximação cognitiva.
5. Pelo Espiritismo, a evolução espiritual amplia progressivamente essa percepção.
Não é a ausência de cognição que impede o conhecimento de Deus, mas o nosso nível atual de percepção moral e intelectual.
E é exatamente por isso que o Espiritismo afirma que:
“A ideia de Deus é inata, porém se desenvolve conforme a inteligência se depura.”
A Força que tu és em ti e além.
Há algo em cada ser que não pode ser nomeado.
Uma vibração antiga, anterior ao próprio pensamento.
Vem das origens, quando o mundo ainda era apenas respiração e promessa.
Essa força, que alguns chamam destino, é o fundamento invisível sobre o qual cada vida se ergue.
Em certos instantes ela desperta às vezes no meio da dor, outras na solidão que se instala como noite.
Então, o homem percebe que não caminha sobre a terra: é a terra que o atravessa.
Os rios fluem também por dentro dele; as montanhas se erguem em seu silêncio.
Nada é alheio. Tudo o contém.
Contudo, essa força não guia oferece-se.
Pede direção, pede forma, pede gesto.
Não se impõe; aguarda o instante em que o ser humano deixa de resistir e começa a escutar.
Quem a escuta, muda.
Quem a molda, cria.
Quem a nega, se dispersa em suas próprias sombras.
Há um ponto em que o espírito compreende que a vida não é espetáculo, mas tarefa.
O mesmo sopro que move as estrelas habita a respiração de um só instante.
E é ali, no íntimo dessa respiração consciente, que o homem reencontra a si mesmo.
Transformar-se é o trabalho de toda uma existência.
Não é vencer o mundo, mas reconciliar-se com ele.
Dar à força interior o rosto da ternura, a direção da coragem, o tom sereno da maturidade.
Quando isso acontece, o ser já não precisa buscar sentido ele se torna o próprio sentido.
Assim, a natureza em ti deixa de ser impulso e se converte em substância espiritual.
Nada de grandioso se impõe; tudo se eleva discretamente, como uma chama que não precisa de vento para permanecer acesa.
Tu és essa força, e és também quem lhe dá forma.
O universo apenas te oferece o barro; és tu quem o transforma em rosto.
“Não temas o peso da tua própria profundidade.
Aprende a habitar o teu deserto, pois é lá que o invisível se revela.
Tudo o que te parece ausência é apenas o espaço sendo preparado para o milagre.”
“Continua. A tua dor ainda não amadureceu o bastante para dizer o que veio dizer.”
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
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