Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Estava sem inspiração
A cabeça a pensar
A caneta na mão
E no papel sem rascunhar
Não é pra ser assim
Tenho que algo escrever
Algo vem e me diz
Que minha inspiração há de aparecer
Como uma miragem
Surge ela, linda donzela .
Então há de ser ela
Foi assim que surgiu
Esse lindo soneto
Inspirado nela
O telefone tocou...
- Alô?
- Alô. Luciano?
- Sim. Quem é?
- Não conhece mais a minha voz?
- Não estou conseguindo identificar. Quem está falando?
- Nossa, como foi fácil pra você me esquecer... Acho que não tivemos muito significado...
- Nathasha?!
- Oi...
- Que surpresa você me ligar! Pra quem disse que queria me esquecer para sempre...
- Vai ofender? Eu desligo!
- Fique à vontade, querida. Quem ligou foi você mesmo...
- Não, espere, não vou desligar. Desculpe. É que estou aborrecida, só isso.
- Tá. E o que você quer?
- Nada. Eu só queria ouvir sua voz.
- Só? Então já ouviu. Mais alguma coisa?
- Espere, pare de ser grosso. Não, desculpe, não desligue. É que eu estou me sentindo muito sozinha.
- Foi você quem quis assim, querida. Sorva do seu próprio veneno.
- Realmente você não muda. Só sabe acusar...
- Bom, vou desligar. Tchau...
- NÃO, PELO AMOR DE DEUS, não desligue, espere, preciso te dizer algo...
- Fala logo, Natasha. Tenho que trabalhar.
- Eu estava errada. Me perdoe.
- ERRADA? Você estava errada? Tem certeza disso? Será que não é um pouco tarde pra dizer isso?
- Mas agora eu reconheço...Por favor, amor, me perdoe!
- Agora? Depois que você acabou comigo, querida? Até hoje eu pago o mico do papelão que você me fez passar... Convites distribuídos, acampamento alugado, comida encomendada, viagem paga, meu casamento com você, tudo perdido... (Luciano suspira). Sofri, sofri mesmo. Queria matar você! Droga, por que eu tive que amar você? Mas tudo bem. Já faz dois anos... Ah, meu Deus, dois anos...
- Luciano, pelo amor de Deus, me perdoe!
- Pra que você quer o meu perdão? Você nem ligou pra dizer que já estava com outro cara. Pra que perdão? Vai viajar com ele, vai viver com ele, meu bem... Só me deixe em paz, por favor!
Luciano chora baixinho.
Sem se dar conta, Luciano percebe uma pessoa na porta do escritório.
Era ela. Natasha estava olhando pra ele. Ela falava do celular.
Luciano fica perplexo, alegre e triste - ela está linda, belíssima, muito elegante. Mas seu rosto está abatido, cansado, doente. Na mão tinha uma sacola. Aproximou-se da mesa de Luciano, e, com olhos lacrimejantes, desligou o celular, olhou para ele e disse:
- Oi, amor.
- Oi, Natasha. Pare de me chamar de amor. Você tá um caco, filha!
Olhos baixos, Natasha começa a tirar da sacola algumas coisas: uma caixa do correio com um CD do Demmis Roussos, que Luciano havia enviado de presente no aniversário, uma boneca de porcelana numa casinha de papel, um celular pré-pago, alguns livros devocionais, uma bíblia de Genebra e um pacote de fotografias. Luciano a observava, perplexo, triste, e via as lágrimas de Natasha molharem a fórmica da sua escrivaninha. Cada objeto tirado era uma facada no coração sofrido de Luciano. Algumas coisas lhe custaram caro, ele fizera grande esforço para pagá-las. Mas, pensava ele, se era pra ela, valeria à pena o esforço. Quando tudo terminara, ele se arrependera de tanto gasto desperdiçado...
- Pensei que você havia jogado fora as coisas que lhe dei, Natasha...
- Eu nunca me esqueci de você, Luciano. Eu errei. Errei muito, me perdoe...
Luciano, jovem advogado, lutador com as interpéries da vida, sabia que Natasha poderia estar mentindo, como tantas outras vezes, quando namoravam e mesmo quando eram noivos. Mas havia um quê de diferente no olhar vermelho de Natasha.
- Por que você veio hoje aqui, Natasha? Deu a louca? O que te traz aqui?
- Natasha suspirou, chorou, recompôs-se e disse:
- Estou com câncer, Luciano...
- CÂNCER? Luciano petrificou-se.
- Sim, amor, eu vim me despedir. Saí do hospital à força, pra falar com você e pra morrer em casa...
Luciano não esperava por essa. Veio-lhe à memória uma de suas discussões, onde Natasha, na hora do nervoso, dissera: "E daí, Luciano? Que se dane a igreja, que se dane o pastor, que se dane você, e se Deus achar que estou errada, que me castigue..." Nossa, era como se a cena passasse de novo na mente de Luciano.
- Como foi, Natasha?
- Depois que eu deixei você, amor, fui caindo no abismo, afastei-me do Senhor, fui morar com o André, abandonei a Cristo. Eu estava cega. Mas Deus me amava, Luciano. Se eu não fosse dEle, estaria numa boa agora, bem com o André, bem comigo e pronta pra ir pro Inferno. Mas, por amor, Deus veio corrigir-me. Ele repreende e castiga a quem ama. Ele me ama, Luciano! Estou doente. Mas estou bem, porque estou podendo vir até você pra pedir perdão! Nunca fui feliz, nunca tive paz, saí de casa com 3 meses de vida a dois. O André me batia, me traía, eu fugi.
- E ele não foi buscar você de volta?!
- O André foi assassinado, Luciano. Tráfico de drogas.
Luciano estava perplexo.
- Luciano, estou voltando pro Senhor, estou me preparando pra partir. Mas tenho que receber o seu perdão, amor! Sei que nunca irei compensar o que lhe fiz, mas... por favor... ME PERDOA, AMOR!
Luciano olhou para aquele resto de mulher - outrora tão orgulhosa, ostentando tanta beleza e auto-suficiência, confiando tanto em seu corpo e em sua fulgurante beleza, e agora, bonita ainda, mas notadamente pálida, enferma, cheia de hematomas nos braços, pescoço e pernas, e triste, profundamente triste, a implorar-lhe perdão para morrer em paz!
Cena patética! Ali estava quem Luciano mais amara na vida, quem mais o fizera sofrer, a depender de uma palavra apenas, para morrer em paz!
"Hora da vingança", veio-lhe à mente. Claro, agora seria a hora da revanche! Mas Luciano era um moço crente, de bom coração, e seria incapaz de reter a bênção para aquela a quem tanto amara e que, infelizmente, ainda tanto amava e tanto o fazia sofrer...
Quer que eu perdoe você, Natasha?
SIM, PELO AMOR DE DEUS, Luciano! Nunca mais tomei a Ceia do Senhor, nunca mais louvei ao Senhor com alegria, nunca mais fui membro de igreja, não agüento mais! Aceito as conseqüências, mas, por favor, diga que me perdoa!
Enxugando as lágrimas, refazendo-se, Luciano olhou-a no fundo dos olhos, tomou as suas duas mãos, que estavam frias como as de um defunto, e lhe disse, num terno sorriso misericordioso:
Querida: desde que você foi embora eu já havia lhe perdoado. Mas, se você quer escutar e sentir paz, ouça-me: EU PERDÔO VOCÊ POR TUDO QUE ME FEZ. VOCÊ ESTÁ LIVRE EM NOME DE JESUS!
Natasha tremeu. Gritou "aleluia", sorriu, chorou, e caiu desmaiada.
Logo o assistente de Luciano veio ajudá-lo, e, colocando-a no carro, levaram-na para o hospital. Luciano tinha o telefone de toda a família ainda, ligou e avisou. Em uma hora todos estavam ali na recepção, tristes, aflitos, alguns desesperados. Chegou o pastor. A família implorou-lhe que fosse até a UTI orar com ela. O pastor, que conhecia o Luciano, olhou bem pra ele, pensou, fechou os olhos em oração, e, a seguir, falou:
Quem tem que entrar é o Luciano. Vá lá, Luciano. Eu conheço o diretor da UTI, pedirei autorização.
EU, PASTOR?
Sim, filho. Ela é o seu amor.
FOI, PASTOR...
Não, filho. Deus o uniu a ela novamente, ainda que seja na despedida.
Luciano não sabia o que fazer. A família, desconsolada, chorava, mas a mãe, certa do que tinha que ser feito, empurrou o Luciano até a porta, dizendo: "Vai, filho, corre, antes que seja tarde!"
Ah, aquele corredor que dava para a UTI parecia não ter fim! Cada passo dado era uma lembrança: o primeiro beijo, a primeira maçã-do-amor, o primeiro jantar, o primeiro por-do-sol juntos; o dia em que viajaram num encontro missionário, o dia em que foram juntos à praia e que ele deu de presente a primeira rosa! O jantar de noivado, os telefonemas, tudo. Não sobraram recordações da tragédia, da traição, do desprezo. Na verdade quem ama guarda as más experiências numa sacola furada. E Luciano fez assim.
Vestido com o jaleco, a máscara e o sapato de pano, Luciano entrou.
Vários boxes onde pessoas definhavam. Lá estava Natasha, no número 6. Estava no respirador artificial, cuja sanfona funciona como um pulmão e faz um barulho horripilante. Estava linda, mas totalmente ligada a aparelhos, notadamente cansada, em coma, morrendo. Luciano sentiu sua dor. Chorou. Tremeu. Segurou forte a mão de sua amada.
Pensou em Cristo, que dera a vida pela noiva, pensou em Oséias, que aceitou a esposa adúltera novamente, pensou em Deus, que tantas e tantas vezes tratou a Jerusalém com compaixão. Quem era ele para não perdoar? Quem era ele para não acolher?
Então orou.
"Senhor, o que posso dizer? Minha garota está morrendo! Ex-garota, claro. Mas mesmo assim está doendo, Pai! E eu sou impotente diante de tudo isso! Essas máquinas, esse cheiro de éter e de carnes inflamadas, esse barulho infernal, meu Pai, o que posso dizer? Que deixe a minha garota morrer em paz? Sim, Senhor, leve-a para a tua glória! Eu a amo! Mas sei que tu a amas mais do que eu! Abençoa a Natasha. Em nome de Jes...
Subitamente Luciano pensou em completar a oração com o seguinte pedido:
"Mas, Senhor, se ainda houver um espaço para ela viver para ti, recuperar parte do tempo perdido, se na tua infinita misericórdia não for demais, por favor, Senhor, cura a tua serva. Ela já sofreu bastante, ela aprendeu, Senhor. Até eu, que fui o mais ofendido, já a perdoei! Por favor, Senhor, se der, devolve-lhe a vida! Mesmo que não seja pra viver comigo. E agora sim, em nome de Jesus. Amém".
Por favor, me avisem - disse Luciano aos familiares - , me avisem quando tudo terminar. Quero estar presente.
E foi embora. Tirou a tarde para viajar, seu hobby preferido: foi pra uma cidadezinha próxima, ver o pôr-do-sol.
PARTE FINAL
No caminho, ao longo da rodovia, seus pensamentos corriam mais que o vento: por que tudo isso estaria acontecendo? As coisas não poderiam ter sido mais fáceis? E agora? Ele, no carro, ela no hospital, a lembrança daquelas máquinas monstruosas de prolongar a vida não lhe saíam da memória... As lágrimas corriam, misturadas à poeira do vento seco do caminho.
Revoltado com tudo isso, parou o carro no acostamento. Encontrou uma estradinha de terra. Devagar, como a seguir um féretro, entrou pela rota dos sitiantes. Subiu devagar a montanha, encontrou um mirante.
Parou, abriu a porta, e, num grito de dor e lamento, chorou. Ah, como chorou! Seu pranto escorria pela porta do carro. Os pássaros, assustados, aquietaram-se nas árvores, contemplando aquele misto de dor e revolta. Parecia que todo o mundo fazia silêncio em respeito a tanta dor.
Deus, por que? Por que? Por que? Por que tive que amá-la? Por que tive que vê-la? E agora, Senhor, o que fazer? E se tu a levares? O que será de mim? Eu já estava quase esquecendo, Senhor! Agora tudo volta a doer! Senhor, Senhor...
Cansado de tanto chorar, entrou no carro e deitou-se, estendendo o banco para o fundo. Travou a porta, colocou uma fita de música clássica e desfaleceu. Ali estava um moço de valor, que amava e que lutava entre sua vontade e a vontade de Deus.Sonhou durante o sono, no delírio da febre. Sonhou estar na igreja.
Viu o pastor a pregar, e, ao seu lado estava Natasha, bonita e sorridente. Lá do púlpito o pastor dizia: "Aquele que amar mais à sua mulher, mais do que a mim, não é digno de mim - palavras de Jesus!" E, aos poucos, o sorriso de Natasha foi sendo coberto por uma neblina e desaparecia. Assim acordou.
Assustado e cônscio de que Deus falara com ele, pôs-se a orar, dizendo:
Senhor, sei que é difícil, mas tenho que fazer isso. Confesso que estou revoltado, ó, Pai. Quero fazer a minha vontade, não a tua. Eu não estou conseguindo aceitar a tua vontade, caso seja a de levá-la embora! Sei que estou errado, Senhor, e sei que é isso que quisestes me falar. Senhor, sou teu servo e quero te obedecer. Se irás tirar a
Natasha mais uma vez, tira-a, apesar de mim. Por mais que isso doa,
Senhor, prefiro assim: não quero perder-te Senhor. Só me ajude e console o meu coração... Tu sabes o que será melhor para ela, e também melhor para mim. Em nome de Jesus, amém.
Voltou a dormir.
Toca o celular.
Alô?
Luciano?
Sim, sou eu.
Aqui é o pastor, filho. Como você está?
Bem mal, pastor. Mas sobrevivendo...
Eu orei por você, garoto. Pedi a Deus para lhe fazer suficientemente forte para renunciar, se preciso for. Você quer conversar sobre isso?
Pastor - disse, sorrindo o rapaz, - já o ouvi pregar agorinha mesmo no sonho, já renunciei a Natasha. Está doendo, mas estou em paz.
Obrigado.
Ótimo. Então volte pro hospital, Luciano. A Natasha acordou e saiu do estado crítico. Ela quer ver você...
O QUE??? SÉRIO, PASTOR?
Séríssimo. Vem com calma, mas acelera, filho...
Não levou hora e meia e Luciano estava entregando a chave do carro pro manobrista do hospital.
E a Natasha? , perguntou à mãe dela.
Filho, corre, ela está chamando por você! Vai, filho! Deus está agindo! Eu já a vi, mas ela teima que quer ver-lhe!
Agora o corredor do hospital era longo demais para ele. Se pudesse, daria três passos em um, para chegar mais rápido e contemplar o rosto de sua amada. Seu coração estava disparado, pensava no que ouviria e no que diria. O suor lhe escorria pela face e as vistas estavam enfumaçadas. Correu a vestir o jaleco, o sapato de pano, as luvas e a máscara. Box 06. Lá estava ela, e três médicos
palestrando. Ao olharem o rapaz, perguntaram:
Você é o Luciano?
Sim, doutor, sou eu. Por que?
Converse um pouco com ela. Ela gritou o seu nome por mais de meia hora e nos deixou quase loucos! Isso é que é amor! Mas seja breve, ainda não entendemos essa súbita melhora. Temos que medicá-la novamente.
Aproximou-se do leito. Os lábios de Natasha estavam sangrados, a boca ferida, canos haviam saído da garganta, o pescoço estava com fios, braços e pernas com soro, sondas, enfim, uma cena dramática, mas não tanto quanto na última vez. Pelo menos o respirador artificial estava desligado, e em silêncio...
Lu..cia..no.. me.u...a..mor....
Fala, querida, eu estou aqui!
Je..sus....veio..a..qui! Eu..vi!
Luciano deixou as lágrimas verterem de seus olhos, lágrimas quentes e profundas.
Você estava sonhando, querida.
Nã..ão, meu ..a..mor, Je..sus veio...me di..zer.. uma..coi..sa!
Um tanto alegre, mas também incrédulo, Luciano pergunta:
E o que Jesus lhe disse, amor?
Dis.se...que.. vo..cê..me ama..va e..que..es.ta...va... (cof! cof!) es..ta..va. orando lá..num sí..tio.. por..mim...e ..lu..tan..do ...para me renun..ciar..
Luciano gelou. Natasha completou:
E..le.. me..dis..se..que..a.ceitou..a.sua..or.a..ção!
Agora ele estava arrepiado. Não só isso, ele estava com as pernas totalmente moles e adormecidas, num misto de medo e perplexidade.
E sobre você, amor, ele disse alguma coisa?
Dis.se..pa..ra....que..eu não ...pe..casse.. de nno..vo... - Natasha adormeceu.
Natasha!!! Natasha!! Não morra!!!
Calma, garoto - disse o médico - ela só adormeceu. Fique tranqüilo, mas saia agora, temos que seguir os procedimentos necessários.
E assim foi.
Natasha saiu do hospital em 20 dias. Sem explicação convincente, os médicos quiseram impetrar a si mesmos um erro de avaliação e diagnóstico,dizendo que pensaram que havia câncer onde nada existia, mas não sabiam explicar as dúzias de exames, de biópsias, de ressonâncias e de quimioterapias feitas. Claro, grande parte da medicina desconhece o poder de Deus, a misericórdia do Altíssimo. E um câncer desaparecido tem que parecer um mero "erro médico". Mas o milagre acontecera de fato...
Outra tarde, fim de expediente no escritório de Luciano, Natasha de pé em frente à escrivaninha de trabalho dele.
Luciano, de agora em diante eu viverei cada dia como um milagre do
Senhor, e viverei apenas e tão-somente para a glória Dele.
Que bom, Natasha! Espero que você seja feliz! Orarei sempre por você!
Luciano...
Fale, querida.
Quero pedir só mais uma coisa.
Se eu puder atender...
Eu quero me casar com você e ser a sua mulher, a sua companheira, e servir ao Senhor ao seu lado. Eu te amo! Me perdoe por tudo que fiz!
Era tudo o que o rapaz queria ouvir. Sorridente, abriu a gaveta da escrivaninha e tirou uma linda boneca de porcelana, numa casinha de papelão, idêntica à primeira, presenteada quando começaram a namorar. Levantou-se, entregou-lhe a boneca, abraçou sua amada pela cintura, trazendo-a para junto de seu rosto, e lhe disse, com um brilho jamais visto em seu olhar:
Eu perdôo você e quero recebê-la como minha esposa, meu amor. Eu te amo!
Também te amo, querido!
Não se podia descrever o que era mais bonito e brilhante; se o brilho do sol da tarde, clareando toda a sala pelas vidraças, ou se o brilho do beijo de Natasha e Luciano, ao som da mais linda música que o mundo pode ouvir: o palpitar de dois corações apaixonados.
Aliás, apaixonados por Deus primeiramente, e, por causa do Senhor, apaixonados um pelo outro...
TEMPOS
Foi um tempo de bravura
Tentando naquela altura
Não desistir de buscar.
Tomava o ônibus de ida.
Pra voltar era aventura.
Sem paga não pode andar.
A pé sempre retornava,
Uma hora de caminhada
Marcado passos na madrugada.
O calcanhar machucado.
O joelho inchado,
O jeans velho já surrado.
Batia a fome malvada
Muito mais ele desejava
A situação mudar.
Á Deus pedia saúde.
A mão Ele estendia
Conformado,
Dormia de barriga vazia.
Riqueza não interessava.
Tudo o que ele buscava,
Pra mesa a própria comida.
A vitória pouco importava.
Mas diante das injustiças
Não podia se calar.
Hoje no céu batalha.
Com certeza me ilumina.
Não és de jogar a toalha.
Acredite, aqui continuo a tua sina.
BARBA
Hoje não quero emoções de barba feita.
Antes as migalhas do pão amanhecido.
Servido na fétida e úmida sarjeta
Gastronômica de um viver já morrido.
Hoje no café não quero açúcar.
Quero gotas de sangue nos versos da poesia.
Com gosto de fel sem adoçar.
Morre uma vida quando acaba a fantasia.
Hoje amor não trago em mim.
Prefiro a morte a ficar sem teu pão.
De longe vejo a luz chegando ao fim.
Como ondas foi-se o emocional da razão.
Mas, agora já sei, não vou abrir exceção...vou apenas conservar minhas verdadeiras amizades...cuidar...pois sei que são meus....
Cansei de ser escada pra certas pessoas...
Cansei de emprestar meu ombro, pra quem não sabe chorar...
Cansei de ser a mui amiga...de todos... e nem todos serem mui amigos... comigo!
Cansei de sorrisos falsos... e palavras mais ainda...
Chega...
Nos escombros de nós...
Uma única lágrima é um oceano sem fim...
Um talvez já é um definitivo não...Sonhar é apenas um disfarce da realidade... uma distração do que não vai bem... uma máscara daquilo que, tentamos de qualquer forma esconder... uma ponta de esperança nos entulhos de nós....
Chegar nas ruínas....parece realmente o fim....mas, põe ao chão qualquer peso que te impede de ser firme e continuar de pé...e te dá a chance de começar ou recomeçar, sem medo...Do alicerce...com novos materiais...nova planta... com as referidas mudanças para os imprevistos futuros...com as estruturas reforçadas á tal ponto de não caber erros, mínimos que sejam...E quando estiver de pé novamente, imponente...as ruínas, os escombros, os entulhos, serão só os restos... um cenário, que ficou pra trás.
Existe uma fantasma que me acompanha
Ele não me assusta mais me deixa com medo
Ele não me faz mal , porém me causa dor
Existe um fanstama que não fala
Existe uma memoria que não me deixa esquecer
E me faz lembrar , me faz relembrar
Ela não me faz mal , porém eu lhe causo dor
Existe uma memoria que essa sim fala
Existe o tempo que nunca muda ,
mais sempre muda , ele não me cansa
Então eu o acompanho ele se troca diante mim 4 vezes ao ano
Ele muda! existe esse tempo.
Existe o sentir , que sente muito!
Ele não se repete , mais sempre engana
Ele é quente e frio e eu me adequo a ele todos os dias
Ele sente o que eu sinto, existe esse sentimento.
Existem as cores que mudam conforme eu sentir
Conforme você olha pra elas
Forme , disforme.
Que sente sempre o até então ausente.
A maior benção de todas é o amor. Não o amor de lábios, mas o amor de alma e coração.
O amor não deve ser fingido; é ótimo quando é compreendido e melhor ainda quando é correspondido e retribuído. Não há como explicar o amor, mas senti-lo é o mais importante.
O amor é coisa doce, não é passageiro e apenas se fortalece a cada instante; vivifica a alma e aumenta a vontade de viver. Amar é um dom, um privilégio daqueles que buscam. O engraçado é que você não encontra o amor, é o amor que te encontra, te envolve e te transborda.
O amor enlaça dois corpos, une-os e faz um só.
Mas ainda não há um amor, que é incomparável a qualquer outra forma de amar; que te entende sem você ao menos falar, que te abraça sem você pedir e te transforma para de felicidade te arrebatar.
Não há nada como o amor de Deus, que é incondicional.
Pessoas que vivem mas não existem,
Pessoas que existem mas não vivem,
Pessoas agradáveis que existem,
Pessoas desagrdáveis que enchem o saco,
Pessoas que são importantes,
Pessoas que não dão importância,
Pessoas alegres e felizes,
Pessoas tristes e Solitárias,
Pessoas que vivem por viver,
Pessoas que existem por existir,
Pessoas que existem pra viver,
Pessoas que nascem pra morrer,
Pessoas que nascem para se tornarem Imortais,
Pessoas que morrem,
Pessoas que ficam na lembrança,
Pessoas que são facilmente esquecidas,
Pessoas importantes que não se importam,
Pessoas incríveis, que em tudo se denotam,
Pessoas risonhas, Pessoas tristes,
Pessoas que se apegam,
Pessoas desprezíveis,
Pessoas que são Humanos,
Pessoas que existem.
Com o passar dos anos aprendemos que não é
importante a quantidade de pessoas que dizem serem amigos, e sim a qualidade da amizade que cada um oferece. É nas horas incertas que conhecemos os amigos certos, a maioria não quer saber do problema do outro (isso é fato). Então não vejo motivo para manter as aparências, aprendi (e recomendo) a ser mais seletiva com pessoas que me
relaciono e as que mantenho em minha vida.
Só sei que sei, só sei que não sei
do pouco que aprendi nada sei
Estou à procura de algo que conheço
mas não sei.
Realmente e difícil de ficar em pé quando todo o produto do seu trabalho está sobre você
Só sei
Um pedaço de mim, serve para algo que desgosto por profissão
a outra fração possuo gosto, mas por conhecimento não é o futuro
Não sei
Será que há uma cura?
De fato, não sei
Aqueles dias que chegamos ao porto seguro e deixamos que todo o nosso
pensamento flua, nos demonstrando que o saber está conosco
Só sei
Todo a desejo de se tornar um talento, mas não conseguir é doloroso
Imagine ter um grande objetivo mas não ser capaz de alcança-lo por ser pequeno. Ambiguidade essa que reza por mim,
porque me trataste assim.
Se sou capaz de escrever aqui, nada me impede de ser assim
O bucolismo que me segue já está cansado, até mesmo angustiado
Não sei
Então, o que irei fazer?
Desistir?
Procurar um comodismo para sair?
Ou levantar e cair?
Só sei que não serei aquele que cairá é ficará por lá mesmo.
Senhor.
O meu caminho já está nas tuas mãos.....
e não importa se estou longe de ti....
O que importa é que nas tuas mãos..
eu jamais estarei só.....
E onde quer que eu esteja eu sei...
estarás sempre comigo.....
mesmo no deserto seco eu sei que tu encontras-me....
mesmo perdida e sem luz tu acolhes-me...
nos teus braços e tão grande o teu amor...
nunca encontrarei alguém que me possa dar...
a paz que eu quero ter ....
só tu dás-me a tranquilidade que....
eu tanto preciso Senhor....
onde quer que eu esteja....
eu sei que estarás sempre ao meu lado...!
Não procure entender o que por algum motivo se mostrou ser tão labiríntico aos seus questionamentos. Nem toda resposta é parte do que você precisa saber, não desvie tanto a sua atenção das coisas que você nem imagina serem necessárias nesse momento. A vida muda em um segundo, em um segundo todas as suas perspectivas podem se tornar obsoletas, vazias e sem sentido. Em um segundo seu presente passa diante dos seus olhos e quando você se der conta, o que restou é a sensação de que algo se perdeu, mas sem saber o que.
Não procure pelo que te faz falta, encontre o que você precisa aonde você nunca procurou. Olhe mais para dentro de si, mecha na sua bagunça até se encontrar em meio a tudo que tem guardado todos esses anos.
Seja intenso, não evite o momento e saiba tirar proveito do que as vezes pensa ser algo negativo demais para ter algum lado bom. Entenda que toda experiência carrega em si um propósito, as vezes escondido, mas sempre existente.
Não se procure demais nas lembranças, seja sábio o bastante para entender que elas são pequenas partes do que você é hoje e que só poderiam ter sido vividas uma única vez, sem chance de serem repetidas. Não tenha em seus desejos a vontade de voltar no tempo, toda oportunidade que um dia tivemos ,aproveitamos como pudemos mesmo quando nossos pensamentos insistem em dizer que não.
Procure não se arrepender tanto, o arrependimento envenena a alma e corrói a mente nos colocando em um injusto estado de rejeição. Aprenda a viver suficientemente bem para que seus arrependimentos sejam meros segundos que ainda não teve a possibilidade de viver.
Procure não correr atrás do trem que esta partindo, principalmente se em algum momento você esteve dentro dele, a sua estação agora é essa e aquele trem você nunca mais vai pegar.
Seja forte o bastante para que nem a mais temível das tempestades o derrube tão facilmente e se o derrubar, saiba a usar como apoio para se levantar.
Procure não se entregar a tristeza, chore o suficiente para que ela caia junto a cada lágrima que se desprende dos seus olhos. Que nada seja capaz de ofuscar os seus sorrisos e que mágoa nenhuma o faça perder a vontade de viver.
Procure não querer parar a chuva, saiba que você pode se esconder e esperar ela passar, mas se sentir uma incontrolável vontade de senti-la, não hesite.E uma vez nela esteja certo de que você tenha a mais sincera vontade de se molhar, sem medo algum, mas não tente impedi-la de cair.
Procure não despertar em alguém sentimentos que você não tenha conhecimento nenhum para saber lidar. Não alimente esperanças de quem te vê além de qualquer definição mundana, alguém que por mais palavras que diga, talvez nunca encontre uma forma de descrever o seu significado na vida dela enquanto as suas definições sejam possíveis resumir em dizeres tão óbvios quanto a necessidade do homem em ter o oxigênio.
Procure não desistir de nada, que a vida seja a sua principal motivação para ter pelo que viver. Que a cada imprevisto existam centenas de razões para te fazer lembrar de todos os muros que você derrubou pra chegar até ali.
Procure não se prender a padrões, não abra mão dos seus sonhos simplesmente por existir um caminho cheio de riquezas materiais e mais fácil de seguir. Lembre-se sempre de quem você é e o que você busca, não queira ter, daqui alguns anos, a sensação de olhar no espelho e não conseguir reconhecer a própria imagem.
Procure não ter medo de nada que em algum momento te faça se sentir especial e único. Não fuja das mudanças que tanto desejou, as vezes sem querer, que transformassem a sua rotina. Confie na vida, saiba o que deseja e aceite cada uma de suas necessidades. Não queira demais o que você pode não precisar.
Tenha no desconhecido a sua maior fonte de sabedoria e que medo algum te impeça de ir atrás do que os seus olhos ainda não tenham capacidade de ver.
Procure entender que você possui a chave capaz de abrir qualquer porta,que você controla o seu destino e que o ponto final nem sempre representa o fim,mas também o inicio de uma nova linha.
Aprendi que existem duas situações na qual nós não devemos, em hipótese alguma, nos apaixonar.
A primeira é no metrô. Nunca se apaixone no metrô, vai por mim, ande o mais rápido que puder, evite olhar nos olhos de outra pessoa e nunca, jamais olhe pra trás quando se esbarrar em alguém. Pode acontecer como naqueles filmes onde duas pessoas se esbarram, cai aquele monte de coisa no chão, ai você vai ajudar e na hora de levantar ambos se levantam juntos e olhando fixamente nos olhos do outro, o final já sabemos. Claro, as chances disso acontecer é imensamente pequena, mas é isso que você deve temer, portanto, já sabe o que fazer quando se ver em uma ocasião assim, lembre-se: um trem é capaz de fazer alguém sair correndo tão rápido quanto os seus olhos quando a cruzaram e provavelmente a estação daquela pessoa não será a mesma que a sua.
Em outros casos, quando for abordado por alguém em busca de informação, seja simpático mas não sorria tanto ou fale mais do que lhe foi perguntado, a estação de metrô abriga os mais diversos tipos de pessoas que sonham, como você, em viver uma cena romântica em meio ao barulho das máquinas e milhares de pessoas indo e vindo, o cenário perfeito para aqueles aplausos de uma cena que você provavelmente já viu no cinema ou imaginou durante os seus momentos de maior solidão comendo pipoca e pensando no que já passou.
Enquanto estiver esperando, evite ficar olhando dentro dos primeiros vagões que passam rapidamente, olhe para o chão ou finja que esta olhando o mapa enquanto o trem não para. Se estiver descendo as escadas ainda e ver o trem parando, defina em poucos segundos as probabilidades de você conseguir chegar a tempo de entrar nele antes da porta se fechar. Portanto, não fique procurando pelo que não pode alcançar naquelas janelas, esqueça, nos minutos seguintes ela já pertencerá a próxima estação e provavelmente a outro sonhador, assim como você.
Não se apaixone em um bar, principalmente se ainda for umas dez horas da noite e as primeiras doses já tiverem lhe causado aquele peculiar efeito de te transformar em uma pessoa sem muito raciocínio e controle emocional. É bem provável que você vai se apaixonar, mas lembre-se que a noite não dura muito tempo e as chances de você ir embora sozinho, falando com todos os seus amigos sobre aquela pessoa que não parava te trocar olhares com você mas que por algum motivo você não fez nada em relação ao assunto.
Talvez em um bar, são poucos os casos de quem vai ali e passa horas pensando no mesmo que você, pensando em coisas que vão além da próxima dose ou que horas a banda começa. Nem todos buscam pelos olhares que os farão perder a fala ou congelar todas as articulações do seu corpo, saiba disso. Muitos estão ali simplesmente por estar, como sempre fazem, a busca por algo novo se limita a sentar em um lugar diferente. Caso note alguém, não deixe o álcool falar mais alto, nem cante uma uma balada olhando pra essa pessoa enquanto erra toda a letra, talvez, na pior das hipóteses ela pode achar graça e vir falar com você revelando o fato de que ela também estava cantando sem saber direito o que estava fazendo. Porém, isso pode não ter o mesmo significado, pra ela, que tem pra você, não se afobe.
Cuidado com o cigarro, algumas pessoas podem te pedir um cigarro e dar inicio a uma conversa bem longa com você resultando em um outro cigarro, entenda que isso pode não significar nada além de uma incontrolável vontade de fumar unida a preguiça ou falta de dinheiro para poder comprar. Não fique vendo coisas onde elas não existem. Alguém ali vai rir da sua piada, mas talvez por não ter nada de mais interessante pra prestar atenção naquele momento.
Em um bar, nem toda pessoa que te olha te deseja e nem todo olhar te procura, no final você é apenas um personagem, ali, parte de um cenário que se repete toda semana, mas que para alguém, possa ser o personagem principal um dia, quem sabe. Mas não conte com isso, jamais.
Por fim, entenda que caso aconteça o contrário de tudo que aqui foi dito, sem possibilidade alguma de escapar acredite, o que é necessário acontece quando você menos espera e no exato momento em que não pensamos nele.
Não podemos evitar o metrô, precisamos dele para ir aonde precisamos e temos no bar a nossa diversão de todas as noites. O que ambos tem em comum? talvez as mais altas possibilidades de conter uma felicidade . mesmo que passageira dentro de um vagão ou a maior das experiências no distorcido reflexo de um copo vazio que a noite toda, por estar cheio, te impediu de ver o que tinha alem do que ele escondia...
Hoje ela sorriu pra mim.
Lá, bem no alto e solitária ,ela hoje não teve ao seu lado quase nenhuma estrela. Era a única razão de toda a atenção que o céu poderia atrair aos olhares interessados...
Nem a mais temida subida a ser enfrentada depois de um cansativo dia de trabalho foi capaz de me tirar estranho sentimento no qual fui submetido naquele momento. Por alguns segundos pensei estar sendo tocado pelo vento, todos os meus sentidos foram elevados ao mais alto nível de percepção e a mais imperceptível das brisas poderia ser sentida. O brilho era tão forte que tudo que eu queria ali naquele momento era que nenhuma luz artificial fosse mantida acesa e o silêncio a única coisa a ser escutada.
Enquanto eu era inundado com uma estranha energia vinda de longe, pessoas e mais pessoas cruzavam o meu olhar, apressadas, o mar de carros levantava toda a poeira ali acumulada no asfalto, buzinas, gritos e impaciência faziam parte do cenário da vida comum.Todos alheios ao sorriso que havia no céu, em sua maioria, preocupados somente em chegar em casa e seguir com a sua estranha rotina.
Rostos cansados, famintos, incomodados, frustrados e olhares lineares mirados sempre a um inexistente ponto ao final de uma sintética linha reta. Não vi um sorriso sequer. Ninguém ali era curioso o bastante pra se perguntar de onde vinha aquela luz. Não, para eles não havia o por que mudar aquela rotina,olhar pra cima só se ouvissem um trovão e imediatamente se lembrarem da roupa no varal ou de uma janela que fora deixada aberta.
Parei por alguns instantes em uma ponte e esperei para poder atravessar a rua, continuando a admira-la.Os carros passavam e passavam, mas ali eu permanecia.Era como se eu estivesse escutando a mais perfeita das melodias, com arranjos mágicos e hipnotizantes.Um sorriso espontâneo fora desenhado em meu rosto, atravessei a rua e uma certa felicidade vinda do nada me fez ir até a minha casa sem pensar em nada que não fosse gratidão por poder viver. Agradeci todos os segundos seguintes pelo meu dia e antes de entrar pelo portão, pela ultima vez olhei para o alto e desejei aos ventos que aquela luz me iluminasse a cada instante da minha vida e que aquele sorriso fosse pra sempre o meu guia enquanto seguir o meu caminho...
E pelo mar da vida indo, chegaremos ao porto.
Não olharemos para o grande Oceano já percorrido.
a vista já não alcançará, nem as muitas lutas, nem os ataques dos piratas lembraremos...
Apenas o grande prêmio que alcançou a nossa alma.
A vida é uma grande navegação
Então vamos avante navegantes.
Sempre se sabe
Ela não acredita naquilo que sinto.
Tenta compreender o que só pode ser sentido.
Não percebe os porquês.
E nem entende que dela se pode gostar.
Pode ser que ela tenha razão.
Talvez eu não saiba o que é gostar de alguém.
Pode ser que eu tenha razão.
Talvez não saiba ela o que é gostar de alguém.
Dois teimosos não se beijam.
O amor é Ilógico em seus parâmetros e autoexplicativo em suas afirmações.
Drummond com sabedoria disse: eu te amo porque te amo.
Seamisai.
Aceite.
Teu coração distante não escuta o que te digo.
Não tem olhos para meus versos
E bate, simplesmente, alheio a todo caos.
Por isso, se a lógica ditasse as regras.
De ti não gostaria.
E aceitaria teus argumentos como verdadeiros.
Mas como não há sinapse no coração,
e a razão que de tão soberba só vive nas alturas.
Deixo o tempo se encarregar de nos convencer...
Não: plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazeis caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? — Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas(5) que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.
Logo a nação mais feliz, não é a mais rica. Logo o princípio utilitário não é a mamona da injustiça e da reprovação. Logo...
There are more things in heaven and earth, Horatio.
Than are dreamt of in your phylosophy(6)
A ciência deste século é uma grandessíssima tola.
E, como tal. presunçosa e cheia de orgulho dos néscios.
O coração humano é como o estômago humano, não pode estar vazio, precisa de alimento sempre: são e generoso só as afeições lho podem dar; o ódio, a inveja e toda a outra paixão má é estímulo que só irrita mas não sustenta.
O que pode viver assim, vive para fazer mal ou para não fazer nada.
O PROTESTO PARTIDÁRIO
Se for para falar do protesto em Saltinho, não sou contra nem a favor, acompanhei o grupo que diz ser protestante e constatei algumas coisas.
Sou justa, o que eu vejo são reclamações infundadas porque as pessoas não se dão ao luxo de averiguar fatos. Todo ano o Tribunal de Contas tem que aprovar as contas de um município ou estado. Para que roubos e desvios de verbas fossem possíveis em um município pequeno como o nosso, precisaria haver um superfaturamento de tudo, o que não há, pois o Tribunal de Contas aprovou as contas do município. A educação está acima do índice de desenvolvimento esperado pelo ministério da educação, não há obras paradas, existe a creche que está em construção, sim atrasou, mas seguem-se trâmites para contratação de uma empresa e com isso, se ela atrasa, tem mais passos que seguem para que tudo esteja de acordo com a lei. Sobre efetivo da policia algumas pessoas já cansaram de explicar no facebook que não temos habitantes suficientes para que o estado determine um efetivo maior. Em suma, as reclamações ou as chamadas pautas de protestos não têm fundamentos, mas tem acusações, como o caso de uma adolescente sobre o superfaturamento de contas de água referentes ao mês de maio, além de comprovadamente equivocada, a postagem conseguiu chamar a atenção do Departamento de Água, que buscou em seus arquivos o histórico das mensalidades e tomou ciência que o fato não ocorria. A acusação da jovem munícipe discorria sobre o desvio de verba através do superfaturamento nas contas de água para o pagamento de uma festa anual da Prefeitura, uma grave acusação que poderia levar a atos extremos.
Protesto sim, como brasileira que vê coisas erradas eu protesto, mas com perspicácia e inteligência, busco por um protesto onde as pessoas queiram estar nele por motivos concretos e não porque é a moda do momento. Busco pautas que não tenham contra argumentos, porque até então só vi reclamações sem fundamentos ou que simplesmente o reclamante não se deu ao trabalho de procurar o por que isso ocorre. Realmente, se os saltinhenses querem continuar com essa mentalidade e reclamar por reclamar, sem saber o pra que ou para quem, então estou no grupo errado e não quero fazer parte disso.
Fui criada para defender a minha pátria e minha família, para isso meu pai me ensinou a saber onde pedir, buscar a verdade e brigar com quem de direto. Não acho (porque quem acha encontra e eu não perdi nada), tenho certeza, que com esse pensamento de modismo não se muda um país, se cria alienados reclamões e eu espero mais das pessoas, de mim e principalmente da nossa juventude e embora muitas pessoas estejam irritadas com os meus questionamentos contínuos. Sou existencialista ao extremo, irei questionar sempre que surgir a mínima dúvida.
Por fim, aqui vai a minha opinião sobre este protesto:
Este é um movimento partidário disfarçado de democrático, onde algumas pessoas tem interesses pessoais e os demais vão na onda porque querem ser ativistas. Reparem que toda vez que alguém vai a favor do governo, um dos membros partidários diz que, se insatisfeito, esta pessoa deve se retirar do grupo. Hipocrisia é o nome correto.
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