Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
'SONHOS'
Nas noites veementes,
tenho você p'ra segurar-me à cama,
enroscando caminhos traçados,
novos atalhos...
Tudo será suavizado,
quando ampara-me aos teus braços,,
e as palavras sôfregas flutuarem,
cultivando metáforas...
Sonho letargias à amada invenção,
e tantos outros axiomas.
Descabidos devaneios,
ter-se tempo à uma nova paixão?
Não sei!
Tudo dura tão pouco.
Talvez - crianças roucas,
amores em vão!
Debruço o paisagismo na velha cama acolchoada,
e a alma,
já cansada,
retangular...
Quer imensidão,
Novos amplexos.
Arraigar o concreto.
Despertar...
'SABOR: CIÚMES'
Me vi louco, debruçado sob o idoso sofá de alcatifa. Dia antes, você passara com outro à minha frente. Não tão de repente, meu coração disparou: pistola automática com tiros se reciclando ininterruptamente!
No sol de verão, em meio a multidão, a rua saborosa de
ausência, sinalizava dano. "Aperto de mãos". Não mais que isso! E já te imaginava minha. Te devorava nos meus olhos e você, você passou com outro!
Justo agora que te convidaria para um sorvete. Se bem que um de açaí, me tiraria daqui: zelo criado por mim! Detesto quando falam que sou acanhado! Dia desses, dei um soco num larápio. Sorte a minha que não acertou e saí aligeirado.
Mas você Rosalinda! A que seria mulher dos meus cinco filhos. A que ficaria atônita, esperando minha chegada, a quem eu amestraria para ser amada. Ainda obstúpido, fico a viajar nos meus mares, sem lugares, sem ares!
Ei! Agora lembro-me do calhorda! É seu primo Rufino! E eu que passei a noite às claras pensado você nos braços de outro. Pura quimera! São quase seis da manhã, daqui a pouco, tentarei criar coragem e te convidarei para um sorvete de açaí ou qualquer outro sabor!
ENTREVISTA: Etapa 01 - Quadro de pergunta 02.
- Como foi sua adolescência? Você falou que começou a trabalhar com sete anos.
- Um pouco divertida! Porém, junto com esse divertimento, muito trabalho. Trabalho desde sempre, nunca fui de rejeitar trabalho. Até os dezesseis anos, trabalhava na rua vendendo produtos no crediário. Meu último trabalho como vendedor, já com dezessete anos, foi numa loja (já morando em Itaituba/PA) de produtos importados. Vi o anúncio numa rádio, mas quando cheguei lá, já tinha uma moça na minha frente. Insisti com o proprietário umas duas semanas até ele me aceitar como vendedor. Ganhava comissão do que vendia. Sempre me sobressaí nas vendas.
- Após isso, já com dezenove anos, fui aceito no quinquagésimo terceiro Batalhão de Infantaria de Selva. Passei um ano de forma consistente com minhas obrigações. Conheci dezenas de jovens com a minha idade. Foi um ano de diversão, mas com muitas responsabilidades. Sempre ajudei na casa e com a família, dando assistência com o que podia. Com vinte anos já com a dispensa do quartel, resolvi ir para Manaus - Amazonas - tentar coisa melhor.
- A adolescência é uma época de descobrimento. É onde nos colocamos no mundo. É quando os sentimentos e a realidade chega de fato. Você tem o sentimento de que estar preparado para vida, mas isso não passa de um período frustrante diante das situações. É quando o primeiro amor chega e vai de repente. É quando você sente frio e não tem ninguém para te aquecer, mas isso são meros detalhes diante da experiência vivida.
--- Risomar Sírley da Silva ---
_"O céu é como uma escada rolante. É necessário você ter fé para pisar o primeiro degrau e deixar Deus te conduzir, apenas acreditando nas coisas boas inimagináveis que estão no final da subida"._
A vida é algo
Mais os menos assim
Quando amanhece
Você abre a janela
e tem ali um jardim
Mas de nada vale ele estar lá
Se você não o vir
E nem perceber o perfume sutil
Como às vezes pode ser sutil
O Próprio Sol
Que parece encoberto
Mas aquela nuvem, na verdade
a você encobriu
As flores do jardim percebem a Sua Luz
Sem possuir olhos de ver
A vida só pode ser vivida
Se você a viver
e pra vivê-la
Não é preciso ter dinheiro
Nem jardim, nem nada disso
A alegria e a gratidão por viver
é que dão à vida aquele viço
E te fazem sentir vontade
de ter com aquele teu pedaço de chão
Um compromisso que você vai cumprir
Quando a gente conseguir
Compreender que a vida é isso
Poderemos então
Bem vivê-la, enfim
Começaremos por viver aquele dia
E quem sabe
Até cultivar um jardim
Onde, antes
Nada havia.
Edson Ricardo Paiva
Quem é você
Neste mundo imperfeito?
Uma boa pessoa
Carregada de virtudes
A personificação do bem
e ao mesmo tempo do bom
Uma alma tão boa
Que chega a destoar
do restante das gentes
Pessoa
Que não se encontra facilmente
Visivelmente superior
E que quando sente dores
São sempre maiores
Assim como melhores
São e sempre serão
As suas verdades
Suas vontades são sempre urgentes
E quando sobe o tom de voz
Talvez seja porque nós
Os demais
Somos sempre
Infinitamente incapazes
de compreender-te
Entre bilhões de galáxias
E outros tantos bilhões de planetas
E todas as almas
Que aqui passaram
Estão aqui
ou ainda vão nascer
Deus escolheu você pra guiar
O mundo que viu Generais
Cientistas e artistas
Reis e profetas
Pobres poetas
Cuja poesia você não perdeu
Seu tempo pra ler
Nenhum deles era
Tão perfeito quanto você
Um dia
O mundo há de reconhecer
A grande alma
E o talento que perdeu
Quando você se for
Você
Que ainda podia melhorar-se
Sempre que quisesse
Mas cujas qualidades
O mundo só reconhecerá ao perceber-te
Pessoa iluminada
Perfeita
Portadora de todas as verdades
E constantemente injustiçada
Que foi
É logico que um dia
Deus há de nos castigar tudo por isso
Mas nem de longe
Esse dia é hoje.
Edson Ricardo Paiva
Agora a gente pode
Pode rir e viver
Agora a gente pode ir
Agora você pode mostrar
Aquele sorriso pronto
Eu conto as horas, todo dia
Agora a gente pode contar pra todo mundo
Que não tem lugar nenhum onde ir
Agora a gente pode rir
Mas a vida fez tanta coisa da vida
Que embora podendo sorrir
A gente não ri, nem chora
Hoje, agora, chegou a hora
Finalmente, hoje é aquele grande dia
Que a gente tanto esperava
Num tempo em que podendo rir, não ria
Alegremos nós, aos nossos corações
Aquela linda oração foi ouvida
Hoje a gente sabe
O que a vida espera da gente
Justamente agora
Que não se espera mais nada da vida.
Edson Ricardo Paiva
Um dia você vai perceber
Que viveu a maior parte do tempo que havia
Sem se dar conta ou prestar atenção
Ao alcance do seu passo
Quantos lances de escada você galgava
E nunca se preocupou
Com a firmeza do seu traço
Era tão natural pra você
Não atentar para o tempo que corria
Que nem percebia
A alegria que causava
Com o calor de um simples abraço
Tudo era normal
Força, beleza, atitude
Você não desperdiçou
Seu precioso tempo pensando
E o tempo corria
Lento, vagaroso
Mais dia, menos dia
Você acaba prestando atenção
Que assim como sopra o vento
E a chuva cai
E ao final do dia
A chuva cessava
O Céu se abria
Ingrata vida
Que ainda há pouco lhe sorria
Lentamente te derruba
E você, sem chão
Desaba, como nunca imaginou
Você pode até dizer que sabia
Mas no fim
Há de também reconhecer
Não esperava que fosse assim.
Edson Ricardo Paiva
Pode acontecer
Um dia você desejar
o Céu cinzento
E enxergá-lo
insuportavelmente azul
Pode ser que aconteça
Olhar a robusteza das árvores
E pensar na ansiedade
da verdade que o outono revela
Em sua sala iluminada
Lembrar-se com muita saudade
do tempo do candeeiro
ou da vela
Cada momento difícil
dessa antiga caminhada
Pode acontecer de um dia
Olhar com imensa nostalgia
pela janela à própria alma
descobrir que não viu quase nada
Reclamou, perdeu a calma
Pagou pela viagem
Porém não suportava
A distância, a passagem do tempo
... a paisagem
A jornada da vida
Cuja partida
Ocorrida lá na infância, hoje distante
pode acontecer
Um dia você finalmente se dar conta
Que o caminho era só de ida.
Edson Ricardo Paiva
Contas.
E então
Você pega um lápis
e aponta
Faz de conta que é poeta
Numa folha de papel
Faz cair as letrinhas do Céu
E depois pega as letras
e as conta
E conta como foi a vida
E sobre as coisas que o tempo faz
Logo após, o aponta novamente
E desenha um poeta
Faz a conta
das vezes que errou
e divide
Pelos erros que acerta
E os soma às manobras do tempo
O que sobra
Empunhar a um lápis sem ponta
Examina o corte da lâmina
As marcas que a vida fez
Galvanizadas
Pelos golpes que o tempo deixa
e de novo o aponta
Esvaindo seu tempo sem conta
Tentando outra vez
Apontar uma estrela
Entre o Céu e a Terra
Faz as contas de novo
e novamente erra
Fazendo de conta que sabe exatamente
Qual era o mês que o calendário indicava
Admite que o poeta mente
Se escreve bonito
Mas escreve pra acalmar a vida
Pois a vida é brava
Cruel servidora do tempo,
Pois o tempo é o que conta
Escreve, pois acredita
Que um dia hão de cessar
Todas as contas
Inclusive a contagem do tempo
Quando as letras, enfim
Se combinarem
E o poema escrito
Mais bonito que a própria vida
O lápis, já sem ponta
Aponta o dia que passou
A oportunidade que foi perdida
E as coisas que o tempo leva
Sendo bem ou mal aproveitadas
Pode ser até que ninguém
Não tenha entendido nada
Daquilo que esteja escrito
Feio ou bonito
Não há meio de apagar
O feito, o dito, o efeito causado
A lâmina gasta
Uma vaga lembrança
Que contrasta
Uma vasta esperança perdida
As arestas ... mais nada
O lápis se acabou
Passou-se a vida
A luz se apaga
Tudo mais o tempo faz
do jeito que sempre o fez.
Edson Ricardo Paiva.
Você, parado
Sentado ou de pé
Olhando um lugar onde havia Sol
Recorda com saudade
O brincar de esconder-se
debaixo da pia
na casa da tia
Uma corda, uma árvore
As moedas tilintando
Era o troco da hora que foi à venda
A graça de olhar ao longe
A fumaça se esvaindo
Saindo da chaminé do trem da vida
Na estrada do tempo
O alegria da hora da saida
Correria no portão da escola
na hora da entrada
A festa na igreja
Veja que naquele tempo
Os sinos dobravam
E eu, na minha inocência de menino
não via e não perguntava por quem
Assim são as coisas
Eu olhando o lugar que havia Sol
Agora sei que era por mim
Que os sinos dobravam assim
Os adeuses e despedidas
Acenos sem lenço que ao longe sumiam
Sem saber em qual tempo
E nem mesmo a estação
Fui vivendo sem noção da vida
Penso que dormia
E quando a gente desperta
Pensa que pode ter se dado ao luxo
de nem ao menos espiar pela janela
Pra saber que paisagem
era aquela
Nas cartas que a vida põe
Não se encontra curingas
O caminho de volta pra casa
é descida
E olhar pra trás, dá tempo de ver ainda
A fumaça que ao longe se dissipa
A presença, que de tanto se ausentar
Tornou-se ausência
As cascas de amendoim espalhadas
Lá no chão da saída
As figurinhas do álbum
Mal coladas, perdidas
A festa, a escola, o dia de Sol
O menino que brincou de vida
E que foi perceber só no fim
Que os sinos dobravam por mim.
Edson Ricardo Paiva.
Conforme o passar dos dias
Depois de algum tempo
Você passa a compreender
Que os dias passam
E as pequenas coisas mudam
E se a gente pudesse mudar
As grandes coisas de lugar
A gente as mudaria
Talvez seja este o motivo
Porque Deus as fez tão grandes
Veja que na verdade
Toda a grandeza do Universo
Mil vezes multiplicada
Pela duração da eternidade
Quando pra bem se quer
Pode caber no espaço
De um pequeno pensamento
E se o pensamento acontecer
Numa noite de frio
Há de restar pra sempre
Um lugar vazio.
Edson Ricardo Paiva
E seu fosse uma estrada que te indicasse uma direção, um caminho será que assim você me seguiria?
E se você estivesse caída e eu fosse uma mão estranha estendida será que você exitaria em pega-la?
E quem sabe seu eu fosse um bom conselho que saiu da boca de quem todos á julgam mal,será que assim mesmo você confiaria?
E se eu viesse a ti como sempre errante e vesse em meus olhos arrependimento,concederia assim seu valioso perdão?
E se como sempre eu tivesse medo,por acaso me abraçaria e me diria que tudo iria ficar bem?...
Numa tarde qualquer, você recebe uma visita e resolve mostrar seu álbum com as fotos da família. Pega o álbum e logo de início percebe que você envelheceu um pouco desde que colou sua última foto naquele álbum. A pessoa que te visita vai te acompanhando nas suas reminiscências. Você chora, você ri, você sente saudades e viaja no tempo.
De acordo com a sua aparência no passado, jeito de vestir ou de cortar o cabelo, as amizades que tinha, pessoas com quem andava, trejeitos que fazia você vai percebendo que não mudou apenas fisicamente; seu jeito de pensar também mudou e hoje você não faria de novo muita coisa que fez e julgava correta à época.
Da mesma maneira que essa tarde passa, a vida também passa. Na verdade a nossa vida é uma ilusão como num álbum de fotos. Numa hora você é criança, depois você é uma pessoa jovem e bonita e, quando menos espera, não tem mais aquela juventude e beleza do passado, mas em compensação você aprendeu com a vida e não pensa mais da maneira errada que hoje percebe que enxergava a sua vida. Eu não digo isso por acaso: Digo pra te fazer refletir. Se hoje você tem a chance de fazer coisas boas e tornar as pessoas felizes, faça. Se você tem vontade de fazer alguma coisa ou dizer alguma coisa da qual há de se arrepender, se há chances de magoar algum companheiro de jornada cuja companhia te agradava, te fazia bem e se essa pessoa nunca te prejudicou e pode te fazer falta um dia, pense bem antes de fazer. A vida é uma ilusão, como uma foto que exibe algo que não existe. Se hoje você tem dinheiro, poder, influência, beleza, juventude, força física, sucesso ou algo assim, lembre-se: A pessoa que está te visitando nessa tarde é Deus, o álbum está nas mãos dEla e a gente nunca sabe o que vai haver na próxima página. Ela ri e chora junto com você durante todo o tempo, mas tudo aquilo que está no seu álbum você não poderá esconder dela. A vida passa depressa como a tarde.
Tenha uma vida justa, digna e feliz. Procure não colar no seu álbum fotos que possam te comprometer e te envergonhar quando a noite chegar e Deus te colocar pra dormir. O Mundo dos sonhos pode ser o único mundo que realmente existe.
Te espera o Mar
Quando você vai até lá
Querendo te engolir
Morto de vontade de te afogar
O Mundo já te engoliu
E você nem mesmo viu
Riu, enquanto teu melhor amor partia
E assim se deixou ficar
Feliz, por ter escolhido
Quem não te quis um dia
Hoje, pensa em tudo que fez
E chora, com o coração partido
Será que riria ainda
Se aquele grande amor
Não tivesse ido?
Nestas idas e vindas da vida
Ninguém pode responder
Minha querida!
Ainda resta hoje
Todo aquele imenso Mar
de dúvidas e perguntas
Eu velo que estejas contente
Em algum Universo Paralelo
Existem duas almas
Que nunca vão descobrir isto juntas
Pois
Aquele amor que deixaste partir
Não há de lembrar de você
Se acaso um dia o vir voltar
Ele Não ficará junto a você no fim
Nem mesmo se a ambos o Mar afogar
Nem mesmo assim.
Quando a gente almoça algo salgado
A comida é muito boa
Mais tarde você come algo doce
e o que era bom aumenta um tom
Então você bebe água
Ela não tem gosto de nada
Mas a alma fica imensamente agradecida
Pois cada coisa no dia tem seu tempo
E cada dia na vida também tem
Não queira passar na frente de ninguém
Existe ocasião pra tudo
Pra falar e também pra ficar mudo
Há dias de viver sorrindo
e hora de sorrir chorando
Tem gente que desiste da vida
Pra não passar pela desilusão
de desistir de um sonho
Saibamos então sonhar
Porém, sem nunca desgrudar
os pés do chão.
O dia amanhece
e você tem ao seu lado
finalmente alguém
a quem ama e que
realmente o ame
e ri placidamente pra vida
A graça alcançada
Se passa diante das vistas
conquistas e mais conquistas
Só isso
e nenhum compromisso
Mas a vida nem sempre
prossegue harmônica
algo destoa
você abre a janela
e o pombo da paz desaparece
se cala a orquestra
a vida não é mais aquela
em um momento desatento
um vento lhe defenestra
te desarvora
te esquece
Melhor é viver
essa vida de agora
os minutos primeiros
momentos faceiros
fugiram do pulso
trincaram-lhe o vidro
entortaram porteiros
O sangue lhe corre nas veias
Qual areia de ampulheta
A vida, num mero impulso
passou
Você, que tinha tanto
e não sabia o quanto
a perdia
enquanto girava o mundo
girava tanto
que a vida, então
acabou por perder
aquela direção
Aquele diamante
Ao qual você procura
A solução mais brilhante
Que teu lado inconsciente
Insiste em te dizer que existe
E que você prossegue a desejar
Na noite escura
Ainda não foi visto
Porque você somente olha
Onde ele não pode ser encontrado
Seu brilho, de tão intenso
Tua visão ofusca
A vastidão desse Universo Imenso
Te leva a buscar num lugar distante
O brilhante diamante
Que durante a vida toda
Pulsou e reluziu
Ali, ao seu lado
E nada o esconde
Mas está
Visível somente aos olhos
daqueles que sabem onde olhar
E o seu valor se encontra na paz
Que toda riqueza deste mundo
Não é capaz de trazer
e não traz
Enquanto não chegar o dia
Em que finalmente enxergar
Que as maiores riquezas
Que se pode buscar
São a humildade e a sabedoria.
Num dia qualquer
Você finalmente percebe
Que a sua vida foi algo
Que você mesmo complicou
Você não precisa
Ter tudo que quer
Porém, se mesmo assim o quiser
Agradeça antes aquilo que recebe
Desobedeça as suas vontades
de vez em quando
E talvez até descubra
Que não eram suas
Tua visão
Não dobra nenhuma esquina
Portanto
Você precisa ir até lá
O teu olhar, às vezes
pode te levar até a Lua
Mas quando chegar lá
Finalmente você vai descobrir
Que é aqui neste lugar
Que a sua vida continua.
As coisas são assim:
Você pode passar uma vida
Qual fosse existência perdida
Indo procurar bem longe
Alguém que muito lhe foge
Faz previsão de viagem
Bota provisão no alforge
Gasta muitos pares de botas
E outras mais, sobressalentes
E sai a escalar Montanhas
Dormir ao relento
Enfrentar chuva e vento
Contente
Numa procura tamanha
Que talvez nunca termine
Ou acabe em desesperança
Por não encontrar
Aquilo que não enxergaste
No teu ponto de partida
O Par de olhos
que tanto procuraste
Atravessaram a vida, lindos e tristes
Pedindo-te que voltasse
Querendo enxergar você
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