Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
eu ouço as musicas certas ,eu conheço as horas , no meu oceano a calma domina , as minhas terras falam por si , nao respiro , nao preciso , sempre sei o que fazer , sempre sou quem eu devo ser , uma borboleta em mar aberto, uma baleia no deserto , a raiva me deixa faminta , mas nao a sinto a seculos, nao existe inverno , a lua se foi , ja nao fica escuro, mas o sol nao queima , e eu nao reclamo , e assim eu vou morrendo , sempre só ;como eu sempre quiz , é exatamente tudo que eu pedi , pra na certeza do meu caminho seguir .
Quem sou eu ?
- A resposta errada.
DESAFORTUNADO
Eu conheci a casa de um desafortunado
Nela vivi quase toda minha vida,
Apanhei gravetos para os invernados,
Puxei gavetas e guardei retratos,
Um arquivo morto de mim retirado.
Eu andei por dentro da casa cumeada
Tropecei pelos atalhos, cadafalsos
Troquei uma vida, que me dera, inventada
Por uma que eu vi de perto, andando enfalço.
Fui o primeiro desordeiro do motim.
Não tive nunca uma gota de raiva,
E foi assim, andando dentro e fora dos pântanos
Que hoje dou graças à sorte fora de mim.
A imaculada virgem, mãe da Conceição
O meu amparo, de quem mais eu vi nos olhos,
A minha amada, o tempo todo cortando a rota
Dos desamados, sempre me trouxe por sua mão.
Fiz pisoteio até o cultivo dos desgarrados,
E vi a festa da colheita das formigas,
E disso eu disse, com o coração e alma aflitos,
Não me descanso, mesmo quando estou sentado.
E da lavoura que os cupinzeiros demarcavam,
Umas espigas de milho bem debulhadas,
Pus o sabugo como mastro da bravata,
E lutei só, com Conceição, nela amparado.
Olha-me Deus, no que escrevi,
Eu relatei a minha vida e Vos traí,
Era um segredo até à outra por vir,
Até cansar, e cansado, aqui cair.
AMANDO
Ontem as vinte e duas horas e quarenta minutos
Horário oficial de Brasília
Eu estava ardendo em febre, suando.
E na tiragem dos meus ais contados
Uns vinte e tantos mil, falei, lagrimei
Aos teus ouvidos.
E de febril, o meu remédio
Tomei por tantas horas, em tantos goles
Até me embriagar e cair sobre o teu corpo.
Amando-te libertino, suei
A febre não passava
Passavam-se tempos recorrentes
Já pela madrugada, ainda eu te desejava.
E pela manhã, eu te ordenhava
À hora da voz do Brasil
Em meu delírio, uma poldra branca
De crinas alvas e esvoaçantes
Carregava-me sobre seu dorso.
E eu galopei por mais dez horas
Sobre um leito de areia fina.
E nas esquinas por onde andei
Espantava-me o medo, de cair
Por tua cabeça,
Quando te inclinavas a me beijar
Fazendo. Aproximadamente
Um tempo impreciso, imenso
Sem que o espólio se cruzasse.
Eu seguro na tua crina
E nos meus flancos te segurando
A pista agora está vazia,
Mas ainda reflete os nossos passos,
A luz vermelha, eu em teus braços.
De lembrar o corpo todo se arrepia.
A pista amor, já está vazia,
Mas ainda sinto o ritmo do tango.
A cabeça gira, gira e rodopia,
Lembro de ti, sorrio e não me zango.
Sim, a pista agora está vazia
Mas o prazer, a loucura, a alegria,
Fizeram valer, enfim,
O tango que hoje, reflete assim.
(Dancei o Tango)
FAROLEIRO
Eu faço versos como quem
Num farol, um plantonista,
Vê o céu muito além
E perto de mim uma vista.
Se vestem meus versos de espumas,
Uma nudez quase mostrada,
E os barcos que olho enfumam
Suas velas na alvorada.
Quanto mais claro vejo o amor,
Quanto mais densa a letra escoa.
Amor tem de ser motivo, uma dor.
Quanto mais turvo olha-me o vazio,
Mas me transformo em amor,
Meus poemas são desvarios.
EU E DEUS
Se me lembro alguma coisa pedi a Deus,
Que me deu a boca e antes de abri-la prometeu,
Que quem pedir mais leva, os cofos
Que se teceu.
Se me anina esta proximidade dele,
Muito mais me santifica pisar seus mesmos rastros,
E quando só, penso está sozinho, deste.
Eu me aceno, na pressa de Deus.
E o que me anima é o mesmo acima.
Autoriza o sonho, relaxa com a rima,
Deixa-me à vontade, para ser saudade.
Para ser da terra, o passo que eu escolher
Se quero viver, terei de morrer.
É só valer a vossa vontade.
VOU SURFAR NOS MEUS VERSOS
A cada frase que eu digito
A cada cena de um beijo
A cada passo pelo shopping
A cada onda que eu vejo
Eu te quero, eu te desejo
Um torpedo enviado
Um recado recebido
Um amor iniciado
Quero ficar para sempre contigo
Tocar em suas mãos às escondidas
Abraçar-te para disfarçar
Te amar e reconhecer
Te querer por mais longe que seja o lugar
Eu te quero mais que tudo
Longe ou perto
Vou surfando nos meus versos
Falando-te coisas de amor
A cada frase que eu escrevo
A cada verso que eu te envio
Isso só prova o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Além de um abraço e de um beijo
INFÂNCIA
Quando eu era menino
A vida era minha namorada.
E foi o tempo da melhor amada.
A vida também era menina,
E brincávamos de viver,
Desfazíamos tudo
Só para acomodar de novo.
Tínhamos tempo para tudo,
Até que a vida e eu fomos mudando
Eu me esticando
E ela se encurtando.
E por desavença, numa dessas brincadeiras,
Bati nela com uma cadeira,
E desencadeou-se um desencanto.
Duas caras de espanto.
Do meu lado, eu a desfazia,
Do seu, ela me agoniava
Com seus achaques de pura raiva.
E nunca mais nos demos bem,
Embora nos abracemos todos os dias,
Não passam de normalidades,
Um fala e o outro responde.
De mim, não há um amor que volta,
Dela recebo beijos à toa,
Acho que nos esquecemos, um do outro.
Hoje eu acordei com vontade...
> De tomar banho de chuva
> De andar descalço
> De competir em uma corrida
> De rir ate nao aguentar mais
> De ir a praia
> De ir a um lindo jardim e ficar sentada la por horas
> De agarra meu cachorro
> De estar com meus amigos
> De ver um lindo filme e chorar por causa dele
> De ir a uma cachoeira
> De comer brigadeiro
> De mostrar meu amor
> De me declarar
> De beijar
> De conversar com um anjo
> De ver Deus
> De abraçar Jesus
> De escrever um livro
> De voar
> De dançar
> De cantar
> De sonhar
E principalmente de REALIZAR!!!
Acoderdei com vontade de VIVER? De nunca morrer. De ser eterna...
Em uma noite escura
Era tudo tão certo
Era o caminho que eu escolhi
Era novo, mas parecia antigo
Era inexplicável
Mas fazia todo sentido
Era incompreensível aos olhos humanos
Tentar explicar com palavras
Não era o suficiente
Era necessário mais
Era necessário que o mundo sentisse
Eu não tinha medo
Tudo parecia força do destino
Era como se tudo e todos,
Levassem-nos aquele momento
Eu apenas segui...
A minha vida toda estava ali
Eu podia sentir isso em cada centímetro do meu corpo
A cada respiração
A cada batida do meu coração
E novamente tudo era absolutamente certo
Mas em uma noite escura
Onde não havia luz em parte alguma
Roubaram o meu caminho
Deixaram-me perdida
Eu me encontrava em meio ao nada
Eu não tinha chão
Estava sem direção
Tudo ficou muito vago
Essa noite escura veio de repente
E não me deixou escolha
Eu estava sendo jogada a minha própria sorte
Eu não sabia como, mas tinha que continuar
E tudo se modificou
E o que certo, terminou
O que tinha sentido, ficou incompreensível
Eu estava só
Jogada em uma estrada desconhecida
Sem uma Mao amiga que pudesse me guiar
Sem nenhuma luz para me iluminar
Completamente abandonada
O que era meu,agora pertencia a outros
O destino se perdeu em meio ao vão
O incompreensível tornou-se explicável
E eu estava completamente só em uma noite escura...
FAZ TEMPO
Tanto tempo faz,
Tempo já demais
E este tempo jaz
No meu coração.
Tempo que eu nem conto,
E este contraponto,
Dado em minha vida,
Sem mostrar saídas,
Tempo que me assusto
Dava tanto assunto,
E eu nem sei ligar,
Uma coisa a outra.
Se a vida é autora,
Desse meu penar,
Se a vida tem
A ver com esse desfecho,
O preço é muito mais,
Do que avalio e penso,
O tempo não se ausenta,
E eu larguei de contar.
Contar as desventuras,
Minhas amarguras,
Vou te suportar.
TÁXI DE ESTRELAS
Eu encontrei a chave do universo
E às vezes penso
Que tudo é sacramentado.
Eu encontrei você
A chave do meu verso
No motor de um velho carro envenenado.
E ainda sou capaz de achar
Que seus olhos são brilhantes lapidados.
Eu busquei o seu élan de luz
Nos shoppings, galerias
E nas bocas mais secretas da cidade.
Minha fera de pelúcia
Minha lágrima de gim
Meu ritual.
Seja meu mapa astral
Seja bem vinda.
Eu quero mesmo é voar com você
Num táxi de estrelas
Sob o céu, sobre mim.
O P R Ó B R I O
Uma coisa eu desejo muito. E de sua concretização, dependem muitas coisas afins, de mim.
Dotar-me da astúcia do audaz Zaqueu, uma figura malvista por muitos, um cobrador de impostos que vendo poder redimir-se de seus atos infratores, de sua mesquinhez, usou de tudo que aprendera ao longo de sua vida tacanha. E teve a idéia de subir num galho em posição estratégica, sabendo ser ali o corredor por onde passaria o Cristo, com a paciência que praticara, dando prazos e fazendo ameaças àqueles que não tinham, no momento de sua visita, a quantidade de dinheiro suficiente para recolher os impostos a que todos eram submetidos.
Fazendo assim, com que Cristo, que tudo sabia e previa, por seu poder divino, se deixasse enganar, dos mesmos métodos utilizados pelo infrator. Como costumava fazer com os triturados sonhos da população da época. Permaneceu sobre a árvore, quem sabe pensando o quê, talvez da ingenuidade do próprio Deus, a quem talvez julgasse mais uma pessoa, entre tantas. E ficou, até que Deus, sob ele, vitimado de sua astúcia, ao ouvi-lo gritar por seu nome, deu a ele seus ouvidos, e deu sua sentença, por aquele rosário de mentiras. Palavras que arrependimento, juras de que sempre estivera a agir por uma obediência a um outro deus terrestre, Cezar, a quem servia cegamente, diretamente.
E Cristo o ouviu como procedia com todos, aos que se mostravam arrependidos da história. Ali mesmo lhe perdoou e marcou para a sua casa um encontro, que nem todos entenderam.
Eu, carregado da mesma mesquinhez, da mesma ruindade, dos mesmos infortúnios por ser um representante de mim mesmo, nunca das massas sofredoras, perseguidas, retaliadas, escoriadas, pelos novos poderosos que represento, e satisfaço os interesses, não de Deus, mas de mim mesmo, ou de quem para quem trabalho diretamente.
Não presto. Me cubro das nuvens mais espessas que não conseguem tapar ou amenizar a evidência dos meus traços de um ser abominável e dispensável ao mundo.
Sou por natureza um péssimo exemplo aos humanos, e de forma mais marcante e mais doída aos que convivem comigo mais diretamente.
Massacro meus filhos como minhas dores inventadas, com as minhas estratégias erradas de parecer aos olhos deles um homem santo e digno das benesses de Deus, enquanto Este, por saber que falho, que sou reles, que não valho nada, e ninguém arrisca uma moeda no meu todo, não faz comigo como fez com Zaqueu, a quem deu perdão e guarida, e a salvação.
Sou o que se pode chamar apenas um nome. Uma identidade perdida entre tantas que destacam e qualificam outro a quem não me igualo em nada.
Sou a pedra despejada no meio do caminho de todos. O galho de espinho de uma árvore grossa caída sobre todo o vão do caminho, que impossibilita a passagem dos bem intencionados. Um estorvo na vida do mundo.
Sou o que Deus deixou de lado para cuidar dos mais interessantes, dos que tem mais a oferecer a Ele, além de lamúrias e pedidos sem pé nem cabeça.
Sou um desafeto da natureza, dos pássaros, das águas que nunca me permitiram chegar perto deles para, sequer admira-los no que esses têm de belo, a pura feitura do Pai.
Sou para quem o restante do mundo aponta a nuca, e vira o rosto, às vezes para onde nasce um vento fétido, que poucos agüentam, ou para a vertente do sol quando este está a pino, escaldante, a um desastre ecológico. Tudo isso preferem, a mirar o meu rosto cheio de malícia e truques já conhecidos de todos.
Sou o incapaz de criar minhas próprias caspas, de lavar o meu rosto cheio das marcas feitas por minhas mãos imundas.
Sou o contratempo do tempo, o revés da história, talvez o causador de todos os desencontros, o cultivador das bombas mais poderosas sob meu colchão. O que ganha dinheiro de forma ilícita e, da mesma forma se desfaz, em orgias, em supérfluos, sem dá sequer uma moeda a um pobre faminto que me estende a mão nas vias da cidade, que marco por minha feiúra, pelo destoar de minha presença com os canteiros floridos, com a felicidade dos outros, contados e amparados por Deus.
Mas por que Deus me fez assim, tão sem sentido, tão descompleto, tão desonesto, tão nefasto, tão infecto.
Porque perdeu seu tempo tão precioso criando algo inservível. Algo dispensável, que não ocupa lugar, que não senta, não dorme, não fala, não pensa, faz, que seja o mal?
Porque Deus na sua querência a todos foi abominar quem mais precisa dele, e não se esforça em distinguir o meu todo ruim de um todo bom e quem, sabe, o aproveitamento de mais uma alma não faça o esforço de também a mim recuperar, a mim aproveitar.
Qual a diferença que existe além das inúmeras que carrego comigo, como estigma, como breu grudado em ave arquejante, se Ele vê todos iguais. E com todos laçou o compromisso de resgatar em sua bondade. Por que o Deus, Pai, tão amoroso e compassivo, iria me largar, único, num vale sem vale, num oco sem fundo, sendo para Ele muito mais fácil dizer uma palavra e eu ser salvo com a minha alma.
PARA COMER NA ESTRADA
Eu sinto ser um pedaço de Deus
E Ele um todo fragmentário,
Me sinto um tanto de semente guardada,
Um pouco de esperança nas chuvadas.
Me vejo como um fio de água escapada,
Um sonho que se esquece, na madrugada,
A vontade insana pela paz, isolada,
E às vazes me sinto assim,
Como se fosse nada.
A gente vive pelas ordens de Deus,
E em se transgredir esses assentos seus,
O mundo muda, a gente passa a ser,
Um tronco solto, uma raiz já morta,
Um fio seco, por onde a água não se entorta.
Um solo infértil, uma beleza feia,
Por diferentes vertentes correm nossas veias,
E não resiste o sangue, o coração se seca,
Porque em tudo Ele, se nos dispõe e tira,
E bota. Aqui foi o bom lugar,
E é ainda de se ficar, mesmo sonhando,
Sonhando e não vendo os rostos,
Comendo e não sentido o gosto,
Amargo da sentença arbítrio
O livre consenso a que chegamos,
Cépticos, sem braços, sem nada,
Sem olhos, sem luz,
Às vezes me sinto um pavio escuro,
Uma lenda antiga que não se passou no mundo.
Deus que continue, a acharmo-nos ignorantes,
Que ele mesmo cuide dos tempos avantes.
SOLIDÃO
Eu,qualquer coisa orgânica,
feita de carbono e delírios.
Substancia que subsidie por si próprio
Vivo de lembranças que me corroem como
Vermes dissimulados.
Eu, tudo aquilo que não desejo a ninguém
Hoje tudo que eu quero é gritar esse grito
Velho...de tempos atrás.
Quero arrancar de minha alma esse cancro feroz
Vou expelir esse mal crônico e incurável
Porque não te amo e mesmo se amasse
Negaria nesse poema inato.
Sei que sou o que há de pútrido em tua memória
E tu é a praga que traz todas as moléstias.
E mesmo assim procuro esse dissabor...
Sou monófobo, algo imudável e incompleto
Verdade seja dita, eu tentei o meu melhor. Mas em algum lugar ao longo do caminho, eu peguei em tudo o que havia para oferecer, e o custo foi muito mais do que eu poderia suportar. Embora eu tenha tentado, eu caí ... Tenho descido tão baixo. Todos nós começamos com boas intenções, o amor era cru e jovem, nós acreditávamos que poderíamos mudar a nós mesmos.
O passado pode ser desfeito, mas nós carregamos em nossas costas o fardo, o tempo sempre revela a luz solitária da manhã. As feridas que não cicatrizam, é o gosto amargo de perder tudo que eu guardei tão bem. Enquanto eu estiver assim, nessa interminável agonia, esperando notícias que nunca chegam, vou deixar passar várias possibilidades interessantes ao meu redor. Claro, ninguém se compara a quem eu aguardo, mas quem eu aguardo não está disponível no momento. Poderá, inclusive, nunca estar, apesar de tudo o que já falei.
RECOMEÇO ( PARTE I )
Que infinita saudade
dos meus sonhos.
Quizera eu ser como as núvens...
Livres
na imensidão azul do céu
nesta linda noite clara
salpicada de estrelas.
Quizera eu ser núvens
que se esvaem e desaparecem
reaparecendo mais adiante
com novas formas...
Ou seria a mesma forma?
Que solidão...
Quizera eu sair e me divertir.
Quizera eu viver uma liberdade
que nunca tive
não tenho e
nunca terei.
Que infinita saudade de mim...
Que solidão sem fim...
Meu mundinho imperfeito
Que coisa é essa que me sufoca, que me deixa a beira da insanidade. Eu não posso ficar mais sozinho que a loucura bate a minha porta, a noite é a minha tortura, minha agonia.
Não sei mais o que é esta em paz eu não consigo me sentir livre, me sinto preso ao vazio que eu mesmo criei.
E o mundinho imperfeito que à muito criei para me proteger foi invadido e não me defende mais.
Dentro dele agora existe outro alguém que nem se quer conhece ainda e não consigo encontrar. E por onde eu passo não escuto meus gritos, não sinto minhas lagrimas, meu caminho parece um cemitério macabro que por onde eu passo só vejo flores mortas ao chão.
Meu mundinho imperfeito caiu por terra e hoje se transformou no meu inferno particular.
(09/12/09)
Aos 5 anos de idade, me perguntaram o que eu seria quando crescesse.
Minha resposta foi ; Que iria ser uma PRINCESA !
Aos 10 anos de idade perguntaram de novo, respondi ; Quero ser GRANDE !
Mas agora que eu cresci, eles querem uma resposta mais séria.
Bom... que tal isso, QUEM É QUE SABE ?
Esta não é a hora de tomar decisões difíceis e rápidas. É a hora de cometer erros,
de pegar o trem errado e ficar preso num lugar qualquer, de se apaixonar... e muito,
de ser formar em filosofia, porque dá para ter uma carreira com esse curso.
Mudar de idéia e mudar de novo, porque nada é permanente.
Então cometerei os erros que puder, assim algum dia quando me perguntarem
o que eu quero ser, não irei chutar, IREI SABER .
eu que sempre me escondi do mundo, HOJE ,talvez queira sair. Descobrir outros ares,acho que preciso me encontrar se é sonho ou real não importa eu preciso sentir e assim talvez eu encontre o meu lugar e mesmo que eu perca o horizonte
estarei na esperança de que um dia alguém, e quem sabe alguém me ajude a ver onde errei.
Vejo catavento,escuto pedras no chão,risco a parede da sala,sujo a minha mão,eu mudei,eu senti,já não quero mais olhar o que ficou pra trás...
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