Textos que Falam sobre Mim
Governador Celso Ramos
Minha Governador Celso Ramos,
és por mim adorada com
as tuas meias-luas poéticas
fazem a 'Ganchos' da tua História
reerguer a áurea memória.
Minhas Governador Celso Ramos,
és por mim amada com
as tuas praias ensolaradas
abençoadas pelas preces perpétuas
da Piedade erguida pelo teu povo.
Minha Governador Celso Ramos
originária de duas tribos,
suas aldeias, da navegação
de tuas gentes europeias
e do romance do mar com as areias.
Minha Governador Celso Ramos
só sei que das tuas mãos corajosas
e das tuas índoles no enfrentamento
em alto mar superando briosas
o medo ergueu-se um povo brasileiro.
Gravatal
Fiz neste instante uma
breve viagem ao passado,
O teu povo originário
foi por mim lembrado.
A tua terra plana,
ondulada e montanhosa
faz a alma jubilosa
e teu escudo cristalino
me faz fascinada.
O teu povo imigrante
veio para ficar e um
novo capítulo escrever
no sul catarinense.
O teu povo nadando
contra as correntezas
ergueu Pátria Brasileira
por dois tratados esta
reserva da Princesa.
Só sei que a tua gente
fez cidade com virtude,
luta, festa e sabor,
Gravatal poética és
merecedora de mais
de um poema de amor.
Conto cada Borboleta-aro-vermelho
que vem se aproximando ao redor,
Sem receio mergulho em mim
para escrever sobre o amor.
O fel alheio não me sufoca
porque tenho vida anterior,
Sei da onde vim e para onde vou:
ser ainda melhor só cabe a mim.
De mãos dadas com o tempo
o interminável minueto,
ele sussurra e eu apenas solfejo.
Porque quem tem razão
não precisa se antecipar,
tem tranquilidade para continuar.
Disse para mim mesma
ao ser envolvida
pela brisa da poesia,
Quero sair para um
breve passei para tomar
um sorvete para depois
retomar a leitura
dos meus Versos Intimistas
e continuar escrevendo
porque a minha inspiração
para o quê é mais belo te devotar
não correu para o mar.
Minha alma é oceânica
no silêncio e no bradar,
em mim há Mata Atlântica
e a terna Piúva magnífica.
Tenho muito o quê contar,
porém prefiro ser a poesia
e buscar as estrelas por
por companhia pela vida.
Porque tudo gira ao redor
quando você chegar
com o seu amor para ficar.
Tenho certeza que vamos
no repletar e nos transbordar,
e juntos todos os dias celebrar.
Eu não preciso gostar
de você e nem você
precisa gostar de mim,
A única coisa que
precisamos mesmo
é nos respeitar
e amar as mesmas coisas
que nos ligam a nossa amada terra,
Você sabe muito bem que poeta
de Versos Intimistas eu sou,
Como o Pau-d'arco-rosa
em floração na Bahia
deixando a ventania
escrever com pétalas
no chão a mais linda poesia.
Não duvide de mim
quando estiver próximo
de chegar a primavera
eu estarei no prelúdio
de chegar unida com ela,
E não haverá eflorescência
maior do que a minha com
aroma de Flor de Laranjeira
e meus Versos Intimistas
cobrindo a nossa terra
para vir sempre um novo poeta.
Trago tudo do Cedro Rosa
eterno em mim
e da floresta ancestral
o meu jardim
da minha verdadeira Nação
de maneira igual
que dedico a espera
com os meus Versos Intimistas
do fundo do coração,
porque do amor e da paixão
só o tempo é quem dirá,
e por nossas mãos a rota
de como chegar se escreverá.
Não preciso procurar
porque em mim floresce
como o Sacuanjoche
a inspiração dia e noite
Morta ou viva sobrevive
a ferro, fogo e fumaça
o mais etéreo diante de todo
o pesadelo que passa
O importante que todo
o sentido sou eu que dê
distante ou perto de você
Porque o quê mais quero
é ser ou ser diante de qualquer
coisa que possa acontecer.
Nada em mim é efêmero,
quando me calo é porque
ainda penso e sinto,
Não serve como perfume
a hipocrisia,
No coração há um arrebol
etéreo e uma limirência
solitária e poética
que cruza o oceano
de silêncio que espero
que não seja eterno,
mas que também não tarde
para que no tempo
se converta em amor verdadeiro.
A música celestial
e a dança do Hemisfério
sobre a Pátria Austral
estão ao redor de mim
de maneira sobrenatural.
Profundamente reconheço
igual como quem assiste
a um baile, lê um livro
ou até mesmo desperta
no meio da noite
após ter um sonho bom.
Há em mim a liberdade
igual a do Condor andino
que enfrenta a tempestade
e assiste o mundo todo
ruindo do alto do seu ninho.
Resistindo olhar um outro
curso do destino,
nunca parei de desejar
e nem de imaginar
como devem os olhos
que em secreto povoam
o desejo perpétuo que carrego.
(Olhos recatados que provocam
sonhos intensos de elucidação
no meu selvagem coração).
Trago a poesia despreocupada
dos aplausos contemporâneos,
porque não a tenho para mim,
e sim para as linhas do futuro.
Desejo que este resgate tenha
igual espírito de outrora
das boas Folganças Populares
e se espalhe por todos os lugares.
Quando chegar o momento
você estará ao meu lado
se deixando levar pelo embalo.
Se cumprirá em nós tudo aquilo
que em secreto foi desejado
para ser profundo e tranquilo.
Em silêncio você
tem tomado conta
de mim por inteira,
Algo ironicamente
comparável a uma
história de cinema
que diariamente tem
agido no meu coração
e falado como
o meu jeito louco
mexe e mexeu contigo.
Divina atração fatal,
vem colocar o seu coração
sob o meu perigo,
Este impulso há de ser
mais forte que o seu domínio.
Sonho que o seu
silêncio vire canção
no meu ouvido,
Distante com amor
sempre tenho escrito
para te deixar seduzido,
Porque quando chegar
a hora certa
não ficaremos tíbios.
O Patujú eflorescido
no meio do meu jardim,
A Via Láctea dançando
o seu mistério para mim.
Pátria Grande, amada,
sigo querendo um destino
certo cantando a Bolívia
com o meu Charango.
Continuo a mesma
sonhando demais
querendo viver em paz.
Por isso sigo tocando
e cantando para quem sabe
pouco a pouco ir conquistando...
O meu poema é bem
superior a mim,
Ele é canoeiro e cantador
das tradições do meu país,
Enquanto ele lembrar
e fizer mais poetas
para ajudar quem
lembre delas,
Seremos sempre
uma terra de gente feliz.
...
Está fazendo
muito calor,
Não vejo a hora
do frio chegar
para preparar
Canjica só
para agradar
o meu bonito amor.
...
De longe vejo
a Dança do Canjerê,
Tem gente
que não me vê,
Oxalá tudo sabe
e tudo Ele vê.
...
Pagar promessa
em Canindé,
Talvez de Jegue
ou até mesmo a pé.
...
Canjica da morte
servida a meia-noite
para a vigília de quem
guardar o falecido,
Tradição talvez
esquecida em alguma
cidadezinha do Paraná,
Com amendoim era
solenemente perfeita,
Uma recordação
para a toda a vida.
...
Toco Cangá como
quem toca as tradições
para tocar a alma
sem ofender a ninguém,
Amar a terra que nasceu
ou escolheu para viver
é querer multiplicar o bem,
Porque se minha tradição
não ofende a ninguém que mal tem?
#poesiabrasileira
Em mim revivem todos
os Caribes reunidos,
Rumando assim
a encantadora Bequia.
Por dentro não permito
acesso ao meu santuário
particular para mantê-lo
acima de tudo imaculado.
Busco ser o paraíso
poético presevado
para que o melhor dure.
Se não fizer assim ninguém
fará isso por você e por mim,
não conto jamais com salvadores.
Bailam as correntes do Atlântico,
sobrevive um refúgio romântico
e o indômito em mim como tal
qual os lobos-marinhos que cruzam.
No farol da Ilha dos Lobos tenho
o meu ponto de orientação
nesta noite no meio da escuridão
e a convicção para onde ir.
Tudo me leva aos teus olhos
e a ciência dos meus sonhos
que alguns chamam de utópicos.
Realmente não me importo
nem se vou de fato alcançar,
só sei que me importo em não parar.
A tua memória tem agido
como buscando o ninho
na Ilha do Xavier haverá
de ser por mim e assim será.
Leio isso na dimensão
do meu Atlântico Sul,
pleno desta Pátria Austral,
num rito jamais visto igual.
Em ti a minha existência
habitante tem escrito
o seu secreto romance.
Espiando-me no buraco
da fechadura os teus olhos
meninos de amor têm inundado.
O quê nasce em mim nasce
com o Sol, a Lua, as estrelas
e o Rio Canoinhas na Serra Geral
de maneira lírica e sentimental.
Vivos estão em cada porção
os sinais desta Pátria Austral,
trazidos na minh'alma e coração
nas canções totais das cheias.
Ninguém segura o curso do rio,
todos podem proteger ele,
o destino é eterno herdeiro dele.
Sempre que chegar o verão,
nós podemos nos encontrar
e com alegria plena nos banhar.
Pensar diferente é
questão de existência,
longe de mim querer
mudar o quê você pensa.
No tempo da florada
do belo Angico-Branco,
e de tudo o quê ele traz,
a serenidade vou buscando.
Num tempo em que
um invade o outro,
sempre estarei
pronta para que entre
nós se celebre
sempre um novo acordo.
A boa convivência não
nos pede tanto faz,
e sim pede nós esforços
para viver com paz.
Do melhor o quê
desejo para nós,
de ti o quê quero
nem mais nem menos
do que recíproca mesmo,
Porque ainda só
estamos em setembro.
Para que a caminhada
seja plena diante
tudo aquilo que exige
de nós paciência pela vida inteira.
