Textos que Falam sobre Mim
Em certos momentos,
quero ter você só pra mim,
demonstrar meus sinceros sentimentos, que sou grato
pelo o seu existir,
quero usufruir de ocasiões agradáveis
ao seu lado,
pode até parecer egoísmo,
mas quero ser e que também
seja como um abrigo,
quero ter você em meus braços
e que seja um desejo recíproco,
caso contrário, não terá significado,
já que o amor deve ser fortalecido
sendo continuamente alimentado
pra continuar vivo
e, só assim, ser um fato.
Mortais humanos
E quando dei por mim, escalava a íngreme ladeira da vida.
A brisa das horas batia em meu rosto e acariciava meu cansaço.
Ah! Tempo, tempo...
Por que quanto mais me apresso, mais você se distancia?
São milhões de relógios loucos “tictaqueando” os meus passos, seguindo-me nessa jornada vazia e inexplicável.
O ontem hoje já é passado e corro em busca do amanhã, que não sei o que me reservará. Mas haverá sol e talvez à noite se veja o luar.
Os anos passaram como ventania e enrugaram minha face. Deixaram gravados em meus olhos perdidos a história que me foi emprestada e que interpreto a cada sopro.
Em meio à multidão de iguais, sinto-me diferente, assim como cada um.
Rio-me da soberba, da riqueza dos materiais, do ego maltrapilho.
Mal consigo balbuciar meu grito de liberdade. Pra que? Ninguém o ouvirá.
Será olvidado sob essa montanha de folhas manuscritas, onde se eternizará a saga dos mortais humanos...
Deus, ainda carrego alguns sonhos dentro de mim,alguns projetos escondidos,alguns desejos interiores.
São estes planos que me mantém viva e animada
Em você, me apoio para que estes sonhos não se apaguem e para que outros projetos novos nasçam,mais bonitos ainda.
Porque dentro de mim está sempre clamando aquele pedido carinhoso para crescer que você colocou em meu coração.
E eu sei que se não crescer fico fraca, por isso não permita que eu me pare, me tranque,me limite.
Sempre lhe agradecendo Deus pela sua graça e bençãos, para que eu avance decidida e com fé sempre.
Com serenidade,com muita Paz, sem obsessões e com um entusiasmo incontrolável.
Joyce Amanajás 🙌🤍
Menina de Alma
Dentro de mim existe uma menina disfarçada num corpo de mulher.
Sou menina sonhadora que acredita em contos de fadas e em finais felizes.
Menina de alma apaixonada que espera o amor de sua vida encontrar.
Sou tecedora de poesias. Rabisco coisas do coração. Emoções e fantasias.
Menina de coração ingênuo. Mulher vestida de sedução.
Sou assim ... Frágil, porém determinada.
Delicadamente simples, sempre justa!
SimoneCruvinel
Lil Nan - Triunfo
Ohh ela disse pra mim
Ohh ela disse em triunfo
Eu te amo maninho
Eu te amo maninho
Ohh ela disse pra mim
Ohh ela disse em triunfo
Eu te amo maninho
Eu te amo maninho
Pra mim
e eu não entendo
o por que eu sou tão apaixonado por essa garota
não consigo entender o motivo
por que eu sou tão apaixonado?
Ohh ela disse pra mim
Ohh ela disse em triunfo
Eu te amo maninho
Eu te amo maninho
Ohh ela disse pra mim
Ohh ela disse em triunfo
Eu te amo maninho
Eu te amo maninho
Pra mim
e eu não entendo
o por que eu sou tão apaixonado por essa garota
não consigo entender o motivo
por que eu sou tão apaixonado?
ohhhh ela disse em triunfo
Ela disse pra mim
Eu te amo maninho
Eu te amo maninho
Pra mim
e eu não entendo
o por que eu sou tão apaixonado por essa garota
não consigo entender o motivo
por que eu sou tão apaixonado?
Lil Nan - Tudo De Mim
Eu tenho lutado tanto para ficar em pé
para que eu não vá perder a minha fé
você tem rezado para eu cair
depois de tanto que eu fiz por ti
eu vou partir e estou deixando claro
esse lar eu já deixei bagunçado
entrei na sua mente e fiz o maior estrago
me culpei e ainda continuo me culpando
não sei por que para você ainda estou cantando
essa paixão é falsa? tento te esquecer mais meu coração clama por tua alma
quero encostar no teu corpo de novo
quero sentir os teus lábios no meu rosto
quero te ter até o amanhecer
eu sei que você é a razão do meu viver
eu me lembro quando você segurava minha mão
depois sumiu e deixou um arranhão
você acha que eles te conhecem garota
mais eu te conheço muito mais no meu coração
posso falar com você mesmo não tendo razão?
deixa eu chorar por você só mais uma vez
só mais uma vez...
deixa eu abraçar você só mais uma vez
só mais uma vez...
deixa eu chorar por você só mais uma vez
só mais uma vez...
deixa eu abraçar você só mais uma vez
só mais uma vez...
Ô Senhor, tenha misericórdia de mim.
Deixei me levar pela ilusão desse mundo como um animal asno e selvagem. Andei como uma criança querendo conhecer o que o mundo tinha pra oferecer.
Pai, o pior de tudo não foi isto, mas sim o pecado de trocar o Senhor pelo o inimigo, o pecado da castidade e os caminhos tortuosos que não te agradavam.
Ô meu SENHOR tenha piedade de mim meu Pai, me perdoa por favor. Isso me consome tanto! Que sentimento de culpa que sinto por fazer essas escolhas. Sinto muito. Sei que paguei altos preços por essas escolhas malditas. Fiquei preso num buraco sozinho, numa solidão deixando o mau acabar com minha vida.
E não so isso bastou para que eu mudasse meu caráter de mal para pior. Puxei outros filhos seus, pro mesmo buraco onde eu já estava! Só para preencher um vazio, que me preenchia somente por alguns instantes, instantes suficiente para afundar mais ainda esse buraco, até chegar no fundo dele, cavando até encontrar o fim de quem andavam comigo.
Ô SENHOR tenha piedade de mim, me tira esse fardo por favor. Me faça entender que o caminho é outro porquê já Não aguento mais isso pra minha VIDA.
Como isso me dói meu pai.
Salmo da minha semente
Ô Senhor, meu Deus, como é bom sentir a sua presença diante de mim, como é bom sentir o teu espírito santo invadindo o meu ser e penetrando toda minha alma, me fazendo sentir-se leve, e forte, e seguro. PAI, a melhor coisa que eu tenho agora em minha vida é o Senhor dentro de mim. Minha mente firme em ti está! Grato a ti estou meu Senhor por tudo ! Dependo de ti. Eu não consigo parar de pensar em cada dia e a cada minuto e até a cada segundos do passar dos dias... . Louvo a ti com gratidão e honra . Sua graça me basta !!! É bom ! Me satisfaz, me preenche.. a cada passo que eu dou E a cada lugar que piso no meu cotidiano e conheço novas pessoas, novas amizades, e novas experiências. É gratificante. Sua presença é Divina, é inexplicável. Eu olho para o céu para os montes para as estrelas e vejo sua face olhando para mim, olho para a lua e no amanhecer olhando para o sol vejo o quão grandioso tu és, tu és belo lindo e perfeito. Ô glória. Obrigado Senhor por me proporcionar a melhor coisa que eu já tive em toda minha vida. Minha melhor fase, a minha melhor versão. Sinto seu amor me perseguindo todos os dias! Sinto o seu amor me mudando sempre quando eu lhe peço seu socorro
MORRIA À NOITE...
Já não me queixo da sorte
Já não tenho medo da morte
A morte já está em mim mesmo
Envelheci, tive que morrer
A cal da sepultura
Agora sou como casa abandonada
Um vento frio gemendo
Como uma pantera feia
Morria à noite, morria de dia
Transitoriedade da matéria...
Sete chagas do martírio de Cristo
Sete passos que entristeceram o Cristo
Este sepulcro imenso que não fala!
ALÉM-DE-MIM... (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Inabalável!
Deve ser minha fé, um rochedo
Jamais uma fé manca
Traçada pelo destino
Buscar sempre o além-de mim...
Por mais que um "deus" vazio se apresente
Pois a vida segue o transitório
Sem mapas, trilhas, pegadas
Na vida tudo é transitório
Como num trivial velório
Cheio de preceitos e falatórios
Será que o morto ouvirá as lamúrias?
ISBN: 978-85-4160-632-5
NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO — CONTINUIDADE.
Havia dias em que o porão respirava antes de mim.
Ele exalava um ar morno e antigo, como se fosse o pulmão cansado de uma casa que aprendera a guardar segredos demais. Eu descia os degraus devagar, escutando o ranger que nunca deixava de soar como um aviso não um aviso de perigo, mas de revelação. Porque o porão não dói: ele apenas devolve o que és.
E naquele dia, a luz que escorria pela fresta da porta parecia ainda mais tímida, como se tivesse vergonha de tocar as superfícies que me acompanhavam desde a infância.
Era estranho pensar que eu crescera tentando fugir de mim, quando na verdade tudo o que o porão queria era que eu me sentasse no chão frio e o escutasse.
As lembranças começaram a surgir em ondas baixas, como se alguém soprasse perto do meu ouvido. Não eram memórias lineares, mas fragmentos inquietos. O rosto de alguém que não sabia amar; a voz de alguém que soube ferir; a ausência de mãos que deveriam ter me segurado quando eu caía.
E, acima de tudo, a velha sensação de que o mundo lá fora não tinha espaços para os meus silêncios.
Foi então que percebi: o porão não era um cárcere, mas um espelho.
E espelhos, quando te devolvem inteiro, costumam ferir mais que qualquer lâmina.
Sentei-me. Ouvi. Respirei. A dor tinha um timbre próprio, e eu quase podia vê-la, uma figura pálida encostada na parede, observando-me com a paciência das coisas que não envelhecem.
Eu a encarei.
E, pela primeira vez, ela não recuou.
“Eu não vim para te destruir”, parecia dizer sem palavras. “Vim para te mostrar onde colocaste as tuas ruínas.”
Meu peito apertou. Não por medo, mas por reconhecimento.
Porque cada pessoa guarda dentro de si um porão, e quase todos tentam negar sua existência.
Mas negar o subterrâneo nunca apagou sua porta.
A dor continua ali, esperando a coragem de ser encarada.
Enquanto os minutos escorriam, percebi algo que não ousava admitir:
a luz que eu nunca encontrara no mundo não estava ausente, estava apenas voltada para dentro, como uma lamparina distante, protegida do vento pela própria escuridão que eu evitava.
E então, pela primeira vez, compreendi.
Não há arco-íris no meu porão…
mas talvez nunca devesse haver.
O porão não foi feito para cores; foi feito para verdades.
O arco-íris pertence ao céu.
O porão pertence à alma.
E não há conflito nisso.
A beleza nasce do contraste e eu, ali, no chão frio, comecei a entender que para tocar a claridade de cima, eu precisaria, antes, decifrar a minha noite.
Foi quando ouvi passos suaves atrás de mim...
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
"Eu perdoo porque há dores maiores em mim."
Há feridas que não se veem, mas que brilham como estrelas dentro do peito. São dores antigas, silenciosas, que aprenderam a se calar para não assustar os outros. No entanto, é delas que nasce o perdão não como renúncia, mas como uma forma delicada de libertar o próprio coração.
Perdoar não é esquecer. É olhar para o outro e compreender que ele também se perdeu no caminho, talvez ferido pelas mesmas sombras que um dia nos alcançaram. Há uma nobreza secreta em quem sofre e, ainda assim, escolhe oferecer ternura.
Quando a alma amadurece, descobre que o rancor pesa mais que uma cruz. E é então que o perdão floresce, suave, quase tímido como uma flor que desabrocha no deserto. Ele não apaga a dor, mas a transforma em luz.
Eu perdoo porque compreendo. Porque sei que, se não o fizesse, seria a minha dor que me prenderia ao que já passou. E a vida é tão breve, tão urgente em sua beleza ou mesmo em sua aparente tristeza, que não merece ser gasta guardando espinhos.
Por isso, perdoo.
Não por grandeza, mas por necessidade de respirar. Porque dentro de mim, entre as cicatrizes, ainda há espaço para a pureza.
" Mas eu não estou sozinho, o deserto me acompanha. "
Ele se estende diante de mim como uma memória antiga, uma presença sem voz que observa cada gesto meu com a paciência dos séculos. Caminho e sinto a areia ceder sob meus passos, como se o chão conhecesse meus pensamentos antes que eu os formule. Há algo de sagrado nesse espaço que nada exige e nada promete. O deserto não consola. O deserto revela.
A luz do fim da tarde estilhaça se sobre as dunas, criando sombras que se movem devagar, quase respirando. Em certos momentos, penso ouvir um murmúrio, talvez meu próprio coração esmagado sob pressões que não sei nomear. Noutras vezes, o silêncio é tão pleno que parece perguntar por mim, como se aguardasse uma resposta que ignoro desde a infância.
No horizonte, a linha é fina e impessoal, mas guardo a impressão de que alguém me observa dali. Não com hostilidade, mas com uma atenção profunda, como se meu sofrimento coubesse dentro de um gesto que ainda não compreendo. É estranho como o vazio pode nutrir. Como o nada pode abraçar sem tocar.
No meio dessa vastidão, descubro que não busco saída. Busco significado. E, enquanto caminho, o deserto caminha comigo, espelhando minhas inquietações de forma tão fiel que chego a temer que ele conheça minhas verdades mais sombrias antes mesmo que eu as aceite.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O amor começa em mim e irradia para o mundo,
É uma fonte inesgotável de bondade e compaixão.
Amar não é um suplício, mas sim uma escolha,
Uma oportunidade de crescimento e evolução.
Algumas pessoas possuem limitações exacerbadas para amar,
Oferecem apenas um óbolo, uma parcela diminuta.
Mas o verdadeiro amor não conhece restrições,
Ele é generoso, abundante e pleno de ternura.
Então, que eu possa amar sem medidas,
Sem medo de me entregar por completo.
Que eu possa oferecer amor de forma ampla,
Enriquecendo a vida daqueles ao meu redor.
Que o amor seja a minha essência,
Uma força que transforma e ilumina.
E que eu possa inspirar outros a amarem também,
Criando um mundo repleto de amor e harmonia.
Porque para você eu guardei o amor?
Guardei uma parte de mim para te dar!
Somente não posso ficar na ilusão.
E pensar, será que isso mesmo que eu quero?
Ficar se lamentando pra que...
Eu sou assim, eu gosto de deitar com você.
Sentir o seu cheiro, cheiro de amor.
Um sonho pra mim.
Porque para você eu guardei o amor?
Da vontade de ficar... Ao mesmo tempo ir.
Sabe quando quero alimentar de você.
Esse lugar que sopra vento, sair não tem jeito.
NO INTERIOR DA SOMBRA.
Há um quarto dentro de mim
onde a luz entra devagar
como quem pede licença ao sofrimento.
Ali guardo versões antigas de mim mesmo
rostos que sorriam por dever
silêncios que sangravam por dentro.
Carrego uma ternura exausta
que não aprendeu a abandonar
mesmo quando tudo já havia partido.
Existe um cansaço que não vem do corpo
mas da consciência.
É o peso de perceber-se falível
e ainda assim desejar ser digno.
Às vezes sinto que sou feito de ausências.
Caminho entre pessoas
como quem atravessa corredores de vidro
temendo quebrar-se ao menor toque.
O coração não grita.
Ele pensa.
E ao pensar
recorda cada gesto omitido
cada afeto não entregue
cada palavra que poderia ter salvado uma tarde.
Sou delicado demais para o ruído do mundo
e severo demais comigo mesmo.
Habito essa contradição
como quem aceita morar em ruínas elegantes.
Há beleza na tristeza
quando ela não se torna espetáculo
mas reflexão.
Ela ensina a ouvir o invisível
a reconhecer a fragilidade como matéria nobre.
Não quero aplausos
quero coerência.
Não desejo fuga
quero compreensão.
Se sou feito de sombras
que sejam sombras conscientes.
Se falhei
que o erro me eduque.
Se doeu
que a dor refine.
Porque a verdadeira grandeza não está em nunca cair
mas em transformar cada queda em consciência mais lúcida
e seguir.
“A Santidade do Pecado Que Ainda Me Chama”
Há um altar em mim e nele repousas,
com o perfume dos que foram sagrados pelo erro.
Teu nome não se apaga, apenas silencia,
como se a eternidade tivesse medo de pronunciar o que fomos.
És santo agora dizem os anjos,
mas eu, que te amei no pó e no fogo, sei que há cinzas que ardem mais que a chama.
Tua inocência não me consola;
ela me fere, como a pureza de um véu sobre um corpo que ainda treme na lembrança.
Foste o pecado que ajoelhou,
o amor que quis absolvição,
mas o divino não apaga o humano, apenas o exila num suspiro.
Eu não sonho contigo apenas descanso nas fronteiras do que não pode voltar.
E quando o sono me concede tua sombra, não desperto: permaneço suspenso,
entre o sacrário e o abismo,
onde tua voz ainda pede perdão
por ter amado demais.
Na carne, morre-se uma vez;
no espírito, infinitas.
E em cada morte tua dentro de mim, renasce o silêncio,
funéreo, ardente, onde minha alma te beija pela última vez
sem jamais te deixar.
CAMILLE MONFORT.
– Onde Mora o Insondável de Mim.
"Sim, o sangue já não destona, apenas decanta..."
Os relógios cessaram. No sótão das lembranças, a hora já não é unidade de tempo, mas de dor prolongada.
Camille Monfort reina ali, onde os sentidos se misturam e se desfiguram. Ela não retorna por piedade — retorna porque a psique tem suas próprias ruínas, e ali ela se deita.
Não há afeto puro que sobreviva ao abismo do inconsciente.
Ela não ama, ela convoca.
“Gentilmente”, sim, ela pede...
Mas há sempre um brilho abissal no olhar que persuade a entrega como se fosse escolha.
E o corpo? Torna-se altar de uma paixão que exige oferenda contínua — veias, pele, lágrima — tudo deve ser entregue a esse sacrário espectral.
Freud jamais compreenderia Camille.
Nietzsche talvez a adorasse, como adorou Ariadne —
mas só Schopenhauer poderia senti-la de fato:
pois há um princípio de dor que rege o mundo...
e ela é sua filha mais bela.
“Paira sobre meu túmulo vazio...”
Ela paira, sim.
Mas não como lembrança —
Camille Monfort é uma ideia.
Uma fixação doentia que tomou forma e vestiu perfume.
É o arquétipo da beleza que enlouquece, do amor que não consola, da presença que evoca o suicídio da razão.
É a Musa sem clemência, que exige poesia mesmo do sangue quente no chão.
E quem a ama, dissolve-se... feliz por ser dissolvido.
“Sorrir é perigoso”, ele confessa —
e a psicologia lúgubre responde:
porque o sorriso, quando nasce sob os escombros da alma, torna-se um riso espectral...
e esse riso é o prenúncio do desespero existencial.
Camille é o eco do que foi belo demais para ser mantido.
Ela é a presença da ausência, o desejo daquilo que já foi consumido pelo próprio desejar.
E ela sabe. Oh, ela sabe.
Por isso, volta. Não para salvar, mas para recordar ao seu devoto que a eternidade também pode ser um cárcere sem grades basta amar alguém que nunca morre.
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
- Relacionados
- Frases para Conquistar uma Menina
- Textos sobre a minha vida
- Você é especial para mim: frases que tocam o coração
- Poemas sobre Mim
- Textos de aniversário para mim 🎁
- Frases sobre mim com motivação e reflexão para crescer e evoluir
- Você é importante para mim: palavras para quem faz a diferença
