Textos que Falam sobre Mim

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⁠Estranho eu

Não sei de onde vem
nem os conheço bem
mas sei, estão aqui
estão em mim agora.

Jorram em (de) mim
reluzem como cristais
iluminam minh'alma
irradiam minha mente.

Coisa mais estranha
não há como explicar
não me entenderiam
jamais entenderiam.

Mortal fora de órbita
é o que sou agora
anormal para outros
ditos normais mortais.

Caio em descompasso
quase desisto in'versos
mas recomponho-me
e poetizo com gana.

Descubro-me felina
forte, sou coragem
viva, forte me refaço
sou poesia agora.

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Devaneios em mim

É certo que tentei falar,
tentei falar com a lua,
mas ela, tão longe,
... pôde ouvir não.

Tentei alcançar uma estrela,
dessas que vivem ainda,
mas ela, tão longe,
... pôde ouvir não.

Tentei acompanhar o riacho,
mas tanto ele corria...
que não pôde ouvir não.

Tentei falar ao passarinho,
mas ele tanto cantava,
que não pôde ouvir não.

Então falei para mim,
falei, ouvi e parei...
então percebi, senti
sorri... estou aqui.

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Na juventude, o mundo é vasto e sem fim,
Um oceano de possibilidades à frente de mim.
Nas asas da liberdade, voamos sem medo,
Explorando o desconhecido, onde tudo é segredo.

Cada passo é uma aventura, cada riso é um raio de sol,
Na juventude, somos livres, sem rédeas, sem lençol.
Corremos pelos campos, dançamos sob a lua,
Na liberdade juvenil, a vida é toda sua.

Não há amarras que nos prendam, nem barreiras que nos impeçam,
Somos como pássaros livres, que voam e não se estreitam.
Exploramos novos horizontes, buscamos novos caminhos,
Na liberdade juvenil, somos os nossos próprios destinos.

Vivemos intensamente, sem olhar para trás,
A liberdade juvenil é nossa força, nossa paz.
Entrelaçados pelos laços da juventude, seguimos em frente,
Com o coração aberto, e a alma livre, eternamente.

Inserida por Lucianbx

As vezes, muitas, talvez,
A poesia foge de mim,
Aperta antes a minha garganta,
Embarga-me a voz, parece o fim...
Reajo com firmeza, sou guerreira,
Mas a deixo aos poucos, partir,
Sei que um dia, de qualquer maneira,
Voltaremos, aqui ou em outro plano a nos unir...
Seremos unas, alma e coração,
Linhas, letras, saudades e amor,
Nada separa quem sente a emoção
De ser poeta e ao parnaso dar valor

Inserida por neusamarilda

Em noites de lua cheia
faço de mim pedaços de luar,
esparramando-os por todas as trilhas
para enfeitar caminhos de sua alma,
nada e nem ninguém impedirá
que eu trace sonhos em arabescos de luz,
tudo loucamente desenhado,
como se lua fôsse na amplidão,
na insana espera de que por ali
você caminhe seus passos,
vindo em minha direção...

Inserida por neusamarilda

Quando eu morri dentro de mim, eu pensei:
O que guarda dentro desse coração?
Onde estará minhas lembranças daqui à frente?
Será que é cedo a imagem do Jardim?
Sentirei cheiro de perfume?
Ou apenas um silêncio poético me espera?
(...)

E quando a morte for de carne, o que farei?
Haverá sentimentos e pensamentos,
Este dia é como um eco dentro de nós?
Passei a vida buscando significados,
Pragmatismo e alegorias ao desconhecido,
E todos chegaram a um destino de estação.
Passemos as margens do rio.
....

Inserida por AllamTorvic

⁠⁠MANHÃS


Todas manhãs, em mim
origina-se, um pensamento
— o viajante iluminado —
entre o recanto dos ventos
uma nova aventura, uma nova esperança
Hoje, porém ele procura,
andar pelo caminho de sempre
§

Tua presença me rege,
me desperta
& me faz ouvir
entre os passos mansamente
Em tuas manhãs servir.
§

Inserida por AllamTorvic

INCÓGNITA

Eu brado dentro de mim
Onde encontro a solidão
Descolorindo o carmim
Do meu triste coração

A tristeza é o caminho
Que eu trilho sem noção
Traduzindo a incoerência
De minha efêmera razão

Meu sentimento indefeso, confuso
Se esquiva da paixão
Que tenta fazer morada
No meu eu sem compaixão

Após as léguas tiranas
De tristeza e solidão
Aporto minha incerteza
De que sou, o que não fui ontem

Abrandando o coração.

Inserida por NICOLAVITAL

PARALELAS



A vida que a mim consiste
Nos moldes que a razão emana
É certo, existir não existe
É concisa, fugaz e profana

O belo que a existência explicita
Enruga-se no primor da ode
No sonho da donzela se avista
E se perde a pretexto hoje

Quem dera se amanhã eu pudesse
Primar pela realidade insana
Quem sabe meu coração fenece

Ao ver enrugar-me a vida
Se bela, há de ser remota
Que nem a nossa ilusão avista.

Inserida por NICOLAVITAL

SUPLICA DE UM POBRE ESPIRITO:



Encontro-me sozinho dentro de mim
Sufocando em meus fantasmas
Busco me encontrar, e não encontro
A saída...

Me auto mutilo

Na busca da razão pela qual
As pessoas se agridem
Se humilham, se regridem

Meu soluço é vão
Meu pranto seco
Meu coração enrijecido
Fenece sem perdão

Minha angustia suplica ao orbe
Clemência
Para que Minh ‘alma não feneça
Ao onipotente.

Inserida por NICOLAVITAL

FILHO DA OUTRA!...
(Nicola Vital)


Eu pintei o meu Deus
E marquei para mim.
Não me deram azul,
Nem dourado!
E a cor foi carmim.
Não me deram bolas,
Não me viram à hora
Que malhei toda cola
Não pintaram, enfim.
Não brindaram-me a escola,
Onde rola a bola
E a bola rola
Só na cor de cetim.
Eu fiquei de fora,
facultaram-me a esmola
Meu padrão é morim
E o Deus de nanquim.
02Set2015.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠EXISTIR:

Existir?!
Não existe em mim.
Esse vazio existencial
Na existência impune
Desse universo matafisico
De razão surreal.
Ao qual, sou literalmente recluso.
Na busca imensurável de liberdade
Ao meu delirante corpo físico
Eu, não me vejo... Não me tenho!
Minh' alma assim como a tua
Sôfega na vileza
Dessa existência boreal
Beira a varanda da vida
Que não, dessa vida astral.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠A CRIANÇA QUE DORME EM MIM:

A criança que dorme em meus braços
Num ímpeto de razão fixa seu olhar ao meu
E num gesto de profunda sabedoria
Numa interrogativa surpreende-me

Eu não vou crescer?!

Ora, meu bem! Claro que sim!
E em uma rogativa - Disse-me
Em soluços...
Não deixe! Eu não quero crescer!

Tá! Mas por que meu amor?
Com feições enrijecidas, exclamou
Não quero ver você a mim morrer!

Voltou a dormir...
E sonhou eternamente criança.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠⁠⁠DEUS E DIABO:
(Ao mestre Paulo Freire)
Lembre-se de mim!
Como a inóspita aridez do deserto.
Lembre-se de mim!
Nas entranhas desta inóspita aridez
A cultuar vida em harmonia
Entre o bem e o mal...
Lembre-se de mim!
Nas mangueiras,
Nos cocais.
No grito dos oprimidos
Que lembra os Caifás.
Lembre-se de mim...
Na morada atrás dos montes
No sonho dos marginais.
Ah! só deves lembrar de mim...
Quando enxergar as profundezas
De todo seu universo...
Nunca ao que me apraz.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠NINGUÉM DE MIM SABERÁ
Ninguém me ver...
Ninguém me sabe!
Meu coração um perfeito
- Pretérito...
Nada do que fui tornará
Nada do que sou sobreviverá!
E minha alma em algures
- Preterida está.
Só a morte me resta como única
Essa pantera, conclusão me fará.
Ninguém me ver
Ninguém de mim saberá.

Inserida por NICOLAVITAL

VOU CUIDAR DE MIM
⁠Hoje, olhando para trás
Percebo que tenho menos tempo de vida para viver
Do que o que já vivi.
Possuo mais passado que futuro.
Nem mesmo o presente me é tão aprazível.
Assim, não devo perder tempo com coisas fúteis.
Com convenções sociais que não chegam a lugar algum.
⁠Hoje, eu possuo idade para enxergar com mais sutileza as coisas.
E podar o meu jardim

Inserida por NICOLAVITAL

NÃO É FÁCIL:
Tirar força da fraqueza é um desafio.

NUNCA DIGA...
“O Eterno se esqueceu de mim. Ele não se importa com o que acontece comigo!”? Vocês não percebem nada? Não prestam atenção? O Eterno não vem e vai. Ele permanece. Ele é o Criador de tudo que vocês conseguem ver ou imaginar. Ele não entra em estafa, não faz intervalo para recuperar o fôlego. Ele conhece tudo, nos mínimos detalhes. Ele fortalece os que estão cansados, renova as forças dos que desistiram. Pois até os jovens se cansam e desistem, os jovens na flor da idade tropeçam e caem. Mas os que esperam no Eterno renovam suas forças. Abrem as asas e voam alto como águias, Correm e não se cansam, andam e não ficam exaustos (Isaías 40:27-31).

Inserida por LucianoSobral

⁠UM POUCO DE MIM HOJE.

Eu já sofri calado e outras vezes falei. Falar foi a pior coisa que fiz.
Já enfrentei batalhas internas e externas que ninguém sabe até hoje.
Eu já engoli minha prepotência, meu orgulho e não foi fácil perceber quem eu era e ainda quem eu sou... mas luto todos os dias.
Falando em luta, já lutei contra sentimentos gigantes, mesmo tendo provas que seriam um desastre na vida de muitos que estavam próximos a mim e foram sem caráter diante de situações que nãos lhes eram convenientes assumir.
Eu já desisti de muitos que diziam ser parentes, amigos, irmãos e outros até importantes, mas nas horas difíceis... desapareceram, se mostraram apenas aproveitadores de algo que eu podia oferecer... sempre estive só.
Eu já quebrei as minhas regras e tomei decisões que muitos me chamaram de louco, decisões que nunca passaram em minha mente... mas me trouxeram paz em algumas áreas.
Na minha história de vida, já fui machucado, destratado, caluniado, ofendido e desrespeitado por pessoas bem próximas...feridas foram abertas em coração e hoje há muitas cicatrizes.
Já adoeci, fui internado e já morri por dentro várias vezes... mas, ainda estou sobrevivendo.
Se um dia nos encontrarmos, mesmo que eu não tenha mais forças... ainda assim, serei um guerreiro que não foge das batalhas, que desagrada por não falar o que as pessoas querem ouvir, que não se deixa manipular pela opinião alheia, que se sente sem parentes, sem amigos, mas com Deus como Pai.

Inserida por LucianoSobral

⁠Sento-me em meio a desordem
Fito as origens de minhas feridas
Exijo de mim, alguma ordem
Ouvindo minhas faixas preferidas

Sinto de longe a toxicidade
Prevejo possibilidades de vício
Como partes iguais de prazer e dor
Ambiciono que tudo seja fictício

Cego pela afeição
Ignoro atos de desvalorização
Acreditando ser uma exceção
Devendo já ter aprendido a lição

Reflito sobre minha ingenuidade
Analiso os fatos com prudência
Desejo não elevar minha vaidade
Evito assim a incidência
Correndo risco de cair em displicência

Deliro sobre como os seres devem ser
Inseguro sobre quem devo ser
Almejando a cólera se dissipar
Contemplo o amanhecer

Inserida por leonardomarthiniano

Autor: Renê Góis
Direitos Reservados
01/10/2013

O que vai ser de mim sem você,
Sem você do meu lado.
Do que vale o amanhecer do dia sem
Você me ligando.

E agora o que resta de todo o amor que
Nasceu e cresceu sentimento tão bom.
Eu perdi o teu cheiro, o calor do teu corpo,
O teu jeito, e o som da tua voz que sumiu.
O que vai ser de mim, ser de mim sem você.

Coração tá sofrendo demais.
O que eu faço agora¿
Sua voz costumava dizer meu amor eu te amo.
Teu perfume não sai da memoria e ainda te amo.
A razão da canção é você meu grande amor.

Como um filme passando, a memoria trazendo as lembranças
De tudo que aconteceu.
Os lugares que fomos tudo o que construímos tantas
Coisas fizemos até sem pensar. Morrendo estou! Morrendo
Sem você aqui.

Coração tá sofrendo demais.
O que eu faço agora¿
Sua voz costumava dizer meu amor eu te amo.
Teu perfume não sai da memoria e ainda te amo.
A razão da canção é você meu grande amor.

Como um filme passando, a memoria trazendo as lembranças
De tudo que aconteceu.
Os lugares que fomos tudo o que construímos tantas
Coisas fizemos até sem pensar. Morrendo estou! Morrendo
Sem você aqui.

Inserida por GoisDelValle