Textos que Descreva a Si Própria
A Gratidão pelo Milagre da Vida
Despertar a cada manhã e tomar consciência da nossa própria existência é o primeiro e maior motivo para nos alegrarmos. Existir é uma oportunidade bendita concedida pelo Criador para que possamos aprender, evoluir e reparar os nossos erros. Muitas vezes nos perdemos no que nos falta, deixando de celebrar o milagre que já somos. A sua jornada na Terra tem um propósito único e elevado. Sentir o ar renovar os pulmões e ter a chance de escrever uma nova página na nossa história é um presente diário que merece ser acolhido com um sorriso sincero e o coração transbordando de paz.
Sabe quando chega um momento em que você já não quer mais participar da própria vida? Quando o cansaço faz parecer que partir seria mais fácil do que continuar?
E, ainda assim, existe algo inexplicável que nos prende à existência. Uma força silenciosa que, mesmo quando tudo dentro de nós pede para desistir, sussurra que ainda não terminou.
Talvez a vida tenha seus próprios motivos para nos manter aqui. Talvez aquilo que hoje parece apenas dor seja uma parte de algo que ainda não conseguimos compreender.
Há momentos em que permanecer não é uma escolha feita pela vontade, mas pela esperança de que, em algum lugar adiante, exista um sentido que ainda não fomos capazes de enxergar.
Era eu o sol da minha própria existência.
Era minha dor tão profunda quanto o oceano,
e minha insegurança tão vasta quanto o céu.
Mas tornaste tudo isso pequeno.
Chamam de corajoso o poeta que despiu
sua alma e conseguiu expor algo formoso.
Eu o chamo de louco!
Se sou uma carta, prefiro
que minhas linhas permaneçam em anonimato;
afinal, conheço meus pecados.
Fui, no entanto, até em entrelinhas, lido pelo Senhor; versos que nem mesmo em um ímpeto de coragem haveria escrito, em seu coração se fizeram conhecidos.
Nem de tudo que leste te agradaste.
Encontraste falsidade, mentira, preguiça e ironia; ainda assim, destes garranchos que sou,
fez poesia.
Luz Própria
Não vou apagar a minha luz porque existem pessoas que fogem do que brilha.
Vou brilhar mais, até incomodar, até que a opinião do outro já não seja necessária.
Vou apenas brilhar.
Por mim.
Para mim...
Porque cama de hospital e caixão são individuais.
Somos responsáveis pelo que entregamos, não pelo que recebemos de volta.
Não vou me diminuir para caber no mundinho de ninguém.
Quem ama não limita os seus passos; ao contrário, corre para alcançar.
Antes, eu escrevia textos, declarações apaixonadas e recebia um simples “joinha”.
Hoje, os textos viraram poesias, músicas, crônicas — e são postados para todos.
Não vou parar de escrever.
Vou escrever mais.
Vou escrever melhor.
Quem sabe, em algum lugar, alguma palavra minha possa tocar o coração de alguém.
E, quem sabe, possa ajudar.
Porque, se a minha luz incomodar alguns, que ela, pelo menos, possa iluminar o caminho de outros.
A Verdade do Tempo
Não precisas cobrar. A vida possui uma justiça própria e delicada que não necessita da nossa pressa ou da nossa interferência para restabelecer o equilíbrio. O tempo é o senhor da verdade e encarrega-se de colocar cada sentimento e cada atitude em seu devido lugar. Descansa o teu coração na certeza de que as coisas se mostram e se revelam por si, sem que você precise gastar a sua energia tentando provar a sua razão.
Há ideias e sentidos notáveis em um caminho que flui mais forte que a própria vida.
Depois que a órbita elíptica sugeriu o fluxo abrangente dos desenhos nas cavernas, as horas passaram a ser parte da história. Os segundos são meros atributos da defasagem do tempo — uma pausa necessária para que tudo faça sentido. É o tempo gerado pelo sistema operacional do planeta, ainda que ele fosse apenas uma engrenagem desse mecanismo, e a verdade, algo bem mais complexo de apreender.
As memórias são frágeis e superficiais: fragmentos de sensações das fases pelas quais passamos. Ainda assim, essas experiências ajudam a preencher a defasagem do tempo. A cada pôr do sol, somos exatamente iguais — até que a escuridão se dissipe em um novo dia. Estranhamente, o dia começa na madrugada, quando tudo ainda é escuridão.
Compreender os mistérios do tempo, as estações e as temperaturas é um desafio constante. Mesmo em um pesadelo, sentimos frio ou calor; no frio extremo, passamos a encarar o extraordinário como algo comum. Nas ondas dos mares, em verdes sintonias, encontramos o horizonte como se olhássemos para um holograma, celebrando o fluxo temporal que envolve o nosso planeta. Os ventos gelados do Ártico revelam a aurora boreal e as pareidolias mentais do gelo — as mesmas que surgem no calor seco do Saara. A luz e a escuridão se encontram em um ponto qualquer: ao redor da fogueira, observamos as luzes dos céus em uma dança cósmica infinita.
Olhos atentos esperam que o fluxo do tempo seja apenas um ponto no firmamento, enquanto lágrimas dão origem a vozes que ecoam no espaço contínuo, expressando um sentimento pragmático. Na velocidade do ônibus ou do metrô, o tempo parece ansioso, somado a cada parada até o destino final. No vidro, o reflexo do passageiro é consumido e reconstruído — uma natureza devastada por várias versões do mesmo ser, copiado pela imagem refletida.
O vento da tempestade e as chuvas parecem flutuar de repente sobre a realidade. Às vezes a terra treme, mas é apenas o movimento da crosta. A percepção cotidiana do amanhecer contrasta com o peso do meio-dia no ambiente de trabalho; a paz serena se envolve em calor, frio ou na sensação de um tempo fechado. Essa ilusão se revela quando olhamos para as nuvens ou sentimos as distorções temporais.
As corredeiras da cachoeira trazem uma sensação de calma em sua corrente bruta e absurda. Nelas, o fluxo temporal passa depressa, pois a mente relaxa e se contenta ao fazer parte da natureza. A vida aquática e a noção do ser transcende a própria sensatez: o que existe sempre existiu, mas continua a nos encantar. É o encantamento das sombras projetadas pelo cérebro, que busca incansavelmente sentido em pareidolias, paradigmas e paradoxos.
O calor sufocante transforma a mente, deixando o homem mais desperto e ligado, como em um horário de verão. O deslizamento das regras que usamos para entender a compaixão inata torna-se o pano de fundo que evoca processos psicológicos internos. No fim das contas, o reflexo psicológico nos últimos parâmetros do dia nada mais é do que a mudança climática da nossa própria percepção intelectual.
Ser humano…
é sentir a dor do outro como quem escuta a própria alma.
A empatia… é o idioma que une os mundos, a tradução silenciosa entre o que somos… e o que poderíamos ser.
Nenhuma palavra cura mais… do que a escuta.
Porque ouvir… é tocar o invisível com o coração desperto.
A verdadeira humanidade começa… quando o eu se curva diante do nós, reconhecendo… que não existe plenitude sem partilha.
A compaixão é o gesto que transforma o sofrimento em elo, o abismo em ponte, a dor… em comunhão.
Quem se comove diante do outro… já está em oração.
Porque, nesse instante, a alma recorda… que toda vida…
é uma só respiração.
IA de IA, IA nada...
Desafiar a própria capacidade mental é bem excitante. Conseguir sintetizar em palavras nossos pensamentos embaralhados é algo tão artesanal quanto arquitetônico, isso sem levarmos em consideração a imprevisibilidade de nossos próprios pensamentos quando escrevemos, às vezes somos pegos pela poesia em meio a um relato super pé no chão, sério, pragmático...
Ah, o devaneio...
A IA não sabe o que é isso!
Pobre inteligência desprovida de inteligência, tão previsível, sonsa...
Ordenar hierarquicamente as próprias ideias sem nenhuma interferência secundária, sem telas, nem mesmo um dicionário e ao final poder se orgulhar do texto que escrevemos é o ápice da realização pessoal. Pena que essa faceta da vaidade humana anda meio fora de moda. Não vejo mais intelectuais, pintores, escritoras, cientistas, doutoras em línguas serem exaltadas pela burguesia de qualquer província, na contra-mão assistimos corpos comprados em clínicas de estética e fortunas repentinas, suspeitas até, ganharem o raso tapete vermelho da falsidade e mediocridade humana. Afinal de contas, pra quê nos acabarmos em livros de papel de 450 páginas para clarear um pouquinho nossa ignorância diante de tanto mistério se é tão fácil impressionar a humanidade com figuras e palavras da amiga IA
Queria tanto não pensar tanto
Queria tanto não ter escrito esses tantos ...
Tarde demais...
Escrevemo-nos
Decifraimo-nos
Tranquilidade plena: Passageira, porém, Um bem que é prolongado
A plenitude da própria tranquilidade pode ser a sensação de dever cumprido; um jeito de desfrutar da sua solitude — fruto de um esforço contínuo para manter a sua integridade. Ainda que essa satisfação pessoal seja por pouco tempo, continua aprazível através de um indispensável estado de espírito que traz o vigor do renascimento; dessarte, Graças ao Senhor, cada instante tranquilo tem o seu proveito.
Um dos desafios mais árduos é ter que enfrentar a sua própria tempestade, poderosa, formada a partir do desabafo da sua alma, lágrimas emotivas, numerosas e desenfreadas, principalmente, quando tratada como algo bastante particular, sem a pretensão de incomodar ninguém com a sua carga,
Conduta que cansa muito, talvez, não seja a mais indicada, porém, não deixa de ser necessária para o seu almejado renascimento, sua força e sua resiliência, a chuva do seu sofrimento antecedendo a bonança da sua vitória que ocorrerá no momento certo, em quanto tempo, não importa
Assim, chore agora se sentir vontade, pois o céu do seu mundo precisa chover, mais ainda se for chorar de felicidade, em seguida, o alívio transformador poderá florescer, Graças ao Senhor com sua Infinita Bondade que fortalece o amor e a fé, inclusive, durante as tempestades.
Contrariando os Males, Preservando a Própria Essência
Que o lado bom da tua essência seja preservado; que a tua autenticidade seja mantida; que a tua felicidade não se perca; que o teu ânimo se fortaleça em cada pequena conquista; que o amor que habita o teu coração permaneça. Não importa o quanto tenha sido machucado, feridas com o tempo cicatrizam e são marcas da tua resistência; logo, de fato, não devem ser esquecidas.
As mudanças depois das decepções sofridas são inevitáveis, mas é evidente que algumas são necessárias e não precisam ser negativas — pelo menos, não tanto —, já que tudo pode servir de aprendizado. Um dos melhores atos de revolta ou rebeldia que podes cometer é contrariar os danos ao ressignificá-los em algo proveitoso, frustrando as expectativas dos que anseiam por teu desânimo.
Enquanto o que há de melhor no teu universo resistir, continuarás seguindo o teu rumo; não te perderás em ti, e se Deus permitir, o fracasso não sairá vitorioso; os males serão contrariados; a tua maturidade ficará mais encorpada — parte da tua resiliência. Então, que o teu sorriso apareça até nos dias nublados e nas noites escuras: a iluminação de um raio de sol entre as nuvens ou de uma estrela dentre uma grande constelação.
Quem venceu na vida?
A primeira pessoa é casada, tem dois filhos, casa própria, emprego estável, renda que contribui para o lazer constante.
A segunda pessoa é casada, seis filhos, casa alugada, emprego instável, alguns momentos de lazer.
A terceira pessoa é solteira, sem filhos, casa própria, emprego estável, vários momentos de lazer.
Quem venceu na vida? Ora, não dá para saber algo tão subjetivo, pois envolve saúde, paz de espírito, boas relações na família e com amigos, fazer o que gosta...
Somente cada uma dessas pessoas pode dizer internamente se venceu ou não na vida.
12/09/26
Foi no silêncio que você deixou de ouvir a própria voz,
abrindo mão do seu espaço para caber no mundo de alguém.
Você se apequenou até virar sombra,
esquecendo que o seu universo nunca coube na mão de outro alguém.
Colocou no pedestal um espelho de ilusão,
e entregou a chave do seu templo a quem não sabia cuidar.
A queda foi alta, o chão foi duro,
e o coração se partiu em mil estilhaços pelo ar.
Há quanto tempo você não caminha a sós com os seus passos?
Há quanto tempo não olha para o céu sem buscar outro olhar?
Na urgência de amar o outro, você se abandonou no caminho,
e deixou os seus próprios sonhos poeira acumular.
Agora o peito pesa com essa pergunta que ecoa na alma:
*Como fui capaz de me esquecer assim?*
Mas não carregue a culpa do abandono como uma sentença final,
pois o deserto também é o lugar onde nasce o recomeço do fim.
Não corra para outros braços, não procure outro refúgio no escuro.
A cura que você busca não está em mãos alheias, mas na sua reconstrução.
Recolha cada pedaço dilacerado do chão,
pois cada caco ainda guarda a força da sua própria essência.
Para onde ir agora? Para dentro de si mesma.
O que fazer? Voltar a se habitar.
Descer desse pedestal emprestado,
estender a mão para a sua própria dor e aprender, de novo, a se amar.
Você não se perdeu para sempre; apenas se distraiu da sua luz.
É hora de sair sozinha, encarar o vento e retomar o seu lugar.
Ensinamentos do livro de Habacuque:
Eles não adoram outro deus, senão a sua própria força. 1:11
Senhor, como podes tolerar esses traidores, essa gente má? Esses malvados matam pessoas que são MELHORES que eles?
Ainda não chegou o tempo certo, porém ela se cumprirá sem falta, espere, ainda que demore, pois a visão virá no momento exato. 1:11,13.
Eles vinham orgulhosos, querendo nos destruir como quem mata um pobre em segredo. Vou esperar tranquilo, o dia em que Deus castigará aqueles que nos atacam. 2:3.
Contra atitudes MALDOSAS OCULTAS,.Deus vê.
Pois dá ao seu companheiro vinho misturado com Drogas, ele fica bêbado, tira a roupa e todos o vêem nu. É você que vai perder a sua honra e ficar coberto de vergonha. Pois o senhor vai fazer você beber do copo de sua IRA e você também ficará bêbado. Em vez de receber homenagens, você será HUMILHADO *bêbado=enganado
2:15,16.
Aí de vocês que ficam ricos pegando coisas que não lhes pertencem. Aí de você que encheu a sua casa com o que roubou dos outros. Construiu sobre um alicerce de crimes e injustiças. Todo o trabalho forçado que você conquistou não adiantará nada, tudo será destruído pelo fogo. Foi o Senhor todo-poderoso quem fez isso. 2:6,9,12,13.
Você destruiu as árvores e agora será destruído; você matou os animais e agora vai ficar com medo deles. Isso acontecerá por causa dos crimes, violências que você cometeu. 2:17.
Serviços essenciais não são mercadoria.
São direitos, vendê-los
é vender a própria dignidade coletiva.
Serviços essenciais
não devem ser privatizados.
Água, saúde, educação, luz e vida
não cabem em planilhas de lucro.
Quando viram negócio...
o povo vira moeda de troca
com juros, correção monetária
e dívida constante...
privado de direitos, dos consumos
e da dignidade ...
✍©️@MiriamDaCosta
A interpretação dá origem
a muitas filhas,
cada cabeça nutre e cuida
da sua própria.
Filhas
incontáveis
e indomáveis,
e cada mente as embala,
alimenta e educa
seus sentidos
à sua maneira.
E assim crescem,
diferentes entre si,
como se a verdade,
muitas vezes,
fosse apenas uma mãe
incapaz de reconhecer
todos os rostos
que dela nasceram.
✍©️@MiriamDaCosta
A espiritualidade é essencial: rezar, confiar e entregar.
Mas assumir a direção da própria vida é inegociável.
Terceirizar os nossos problemas é um caminho fácil.
É muito confortável sentar-se na posição de vítima e esperar que algo maior resolva aquilo que, na verdade, é nossa responsabilidade.
Mas a maturidade emocional exige que a gente sustente o peso das próprias escolhas.
Deus ajuda, mas ajuda quem está na arena.
Quem levanta todos os dias disposto a fazer o seu melhor, tendo a coragem de olhar no espelho para reconhecer e acolher os próprios defeitos.
Usar a fé para se isentar de tomar decisões difíceis é parar no tempo.
É abrir mão de escrever a própria história.
A vida pede movimento e coragem para lidar com as nossas limitações reais.
O que você tem deixado para depois que, no fundo, é responsabilidade sua resolver?
Dra Andréa Vermont
A Insegurança que Tenta Ofuscar o Outro
Existe um lado sombrio em nossa própria natureza humana que precisamos encarar de frente: o medo do brilho alheio. Quantas vezes, movidos por uma insegurança disfarçada, tentamos apagar ou diminuir a vitória de quem está ao nosso lado? Fazemos isso porque o sucesso do outro, de certa forma, joga luz nas nossas próprias frustrações e naquilo que deixamos de realizar. Apagar o outro porque temos medo de que ele brilhe mais do que nós é o reflexo de um espírito que ainda não entendeu o seu próprio valor. O sol nasce para todos e a luz do seu próximo não diminui a sua. Quando aprendermos a aplaudir o crescimento alheio sem nos sentirmos ameaçados, descobriremos que o mundo é grande o suficiente para que todas as estrelas brilhem juntas.
O sujeito racional que, por determinações empíricas contingentes e alheias à sua própria causalidade nouménica, se vê elevado à participação no uso público da razão sob a forma de saber sistematicamente instituído, incorre facilmente na ilusão transcendental de converter tal condição em fundamento de uma pretensa superioridade. Todavia, uma tal pretensão revela-se, à luz da crítica da razão prática, como ilegítima, por derivar de um princípio heterônomo, enraizado nas inclinações e não na lei.
Com efeito, o acesso privilegiado ao esclarecimento não pode ser pensado senão como ocasião para a determinação da vontade por máximas que resistam à prova da universalização, isto é, que possam valer como legislação universal para uma comunidade de seres racionais considerados como fins em si mesmos. Consequentemente, a desigualdade fática na distribuição dos meios de cultivo do entendimento não autoriza qualquer distinção de dignidade, mas antes funda, para aquele que dela participa, uma obrigação estrita: a de ordenar o uso de seu entendimento de tal modo que contribua para a progressiva realização do esclarecimento enquanto destino da humanidade.
Assim, toda complacência na elevação de si mediante o saber constitui uma subordinação da razão à sensibilidade — portanto, uma regressão ao domínio do meramente condicionado — ao passo que somente aquele que reconhece, na posse do conhecimento, não um título, mas um encargo, age por dever e, portanto, em conformidade com o princípio supremo da moralidade, segundo o qual a razão deve ser, em si mesma, legisladora universal.
A luz é, em sua simplicidade, uma variante da própria psique: os detalhes maquinados pela determinação do cérebro traduzem-se em metáforas que, reunidas como dados infinitos, produzem a sensação de entendimento. Percebe-se, contudo, que a continuidade relativa é indiferente a essa ilusão; deduz-se, assim, que contemplar o inesperado torna-se a própria evidência do inexplicável — uma razão funcional que rompe com a estrutura mental bidimensional, onde a compreensão retrospectiva não passa do fenômeno da percepção relativa.
Na observação do pensamento emergente das profundezas da cognição ampliada, enxergamos e ouvimos nos limites do entendimento. Entender é a simplicidade do empoderamento crítico e fisiológico da lógica: pensamentos sobrepostos a pensamentos, observando novos preceitos e conceitos no rigor de uma racionalidade intelectual compacta.
Dessa virtude emergem os paradoxos da função social, de onde brota o cubismo visual fractal. Trata-se de uma perspectiva multidimensional que transcende a percepção tridimensional habitual, alcançando a compreensão inata do cubismo como igualdade na arte: uma singularidade que gera colisões abstratas e molda formas na pareidolia da mente.
Essa condição sustenta a expansão da consciência. Contudo, ainda há quem se deslumbre com a superfície bidimensional dos fatos e com realidades alternativas ambíguas. Para estes, a conexão torna-se fruto de uma alienação conectiva — uma razão funcional retrógrada e passivamente apocalíptica, que abre margem à ascensão iminente de um poder global manipulador. Presos a rituais protocolares de uma existência apequenada, sua natureza converte-se no fruto estéril do fanatismo.
Embora desabrochemos na arte através da transição do bi ao tridimensional, a compreensão humana permanece limitada. Diante do paradoxo de uma tela, a expansão conectiva artística revela uma estrutura frágil: como compreender o belo e o abstrato em um universo saturado de paradigmas se ainda se ignora a própria essência da abstração? O conhecimento pode ser uma reminiscência evolutiva, mas a ignorância persiste, transformando emoções e narrativas em um viés distorcido sobre a existência contemporânea.
Ainda assim, ao contemplarmos a imensidão da cognição ampliada, olhamos espantados para estruturas dimensionais onde até uma Esfera de Dyson torna-se tão compreensível quanto os traços da própria natureza humana. Ao assimilarmos a grandeza universal, concedemos livre-arbítrio à individualidade racional, deixando para trás a alienação intelectual. A expansão da consciência nada mais é do que o despertar natural da evolução existencial, determinado pela nossa própria herança genética.
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