Textos que Descreva a Si Própria
A rua estava tao quieta que eu podia ouvir perfeitamente a minha propria respiracao.
Talves seja a noite que traga esta sensacao de que tudo esta paz.
Uma quietude falsa, pulsando nas minhas veias.
O chao ainda molhado pela garoa, faz barulho ao ser pisado pelo meu salto.
Nao sei que lugar e este, mas sei bem onde estou indo.
Estou parada em frente a porta, a mao na macaneta,
nem precisaria abrir para saber quem esta la.
Quando a folha de vidro se abra estamos separados por quatro passos.
Esta distancia nao existe com seus olhos nos meus
posso sentir o cheiro da sua pele e o calor do seu abraco.
Nao consigo me mexer, nao consigo pensar com seu rosto colado ao meu,
nao consigo respirar com sua mao na minha nuca...
trimmmmmmmmmm
Nao , nao, nao de novo nao....
Maldito despertador!
Ainda te sinto no corpo, te sinto em pensamentos, te sinto por inteiro, te sinto na minha propria ausência, nas alegrias, na profundezas de minha solidão. Imagino um tempo em que estaremos aqui e enquanto este tempo não vem fico a te desejar e a sonhar com você.
A os sentimentos de amor e paixão. A paixão por sí só é importante para que haja contato com o proximo e o amor para soldar, o amor e a paixão são o complementos para que o relacionamento flua.
Um brinde a nós mesmos...
A nós que aprendemos a conviver com a nossa própria presença, aprendemos a aprender a confiar em nós mesmos, aprendemos que sofrer faz parte, aprendemos que nem tudo é como planejamos... e aprendemos principalmente que somos responsáveis por absolutamente todos os nossos atos!
Viva o ego, viva a auto estima... AME-SE SEMPRE! O resto a gente aprende com o tempo, sem pressa, sem medo... naturalmente...
OLHAR TRISTE
Olhos que vagam aos recônditos da própria alma,
Olhos que buscam sentido a vida,
Ao seu entendimento escondido,
De tanto que lhe falta, faz-se sofrido!
Olhos que parecem, aos problemas fazerem ironia,
Olhos que ao medo permeiam,
Expressam a necessidade do desvencilho,
Ficando ao vazio em busca do a si preenchido!
Olhos tristes!
Qual o motivo que te afliges?
Qual o escondido em dos receios teus?
Qual da vida para venceres será por motivo?
Olhos tristes!
Se expressassem sem vagância a tua competência,
Se demonstrassem a formosura da tua suficiência,
Talvez, não seriamos incomodados quando se deixas vencer!
Como te fazer descobrir-te aos teus olhos?
Poderia te fazer olhar dentro dos meus e te desnudar a verdade?
Deveria te sacudir ao vento para tirar-te da cegueira pelo entrave?
Gostaria de tal poder em minhas mãos deter!
Far-te-ia perceber de tua grandeza,
Entenderias que tua vida não é feia,
Reagirias tu, às dores da tua tristeza,
Então, escreverias tu, uma nova história sem receio!
AFLORAR O AMOR
Dificultar uma nobre realidade,
inventar obstáculos,
desacatar tua própria vontade,
esnobar teu desejo,
aliviar a si, tuas necessidades,
encubar um sentimento,
dar preferencia em contrariar uma linda atração.
Não o faça,
entregue-se a vida e a mesma retorna-te em prazer.
inclua em teu ego a firmeza do olhar no olhar,
faça de tua fisionomia um constante sorriso,
magnetize-se ao que é o mais lindo do viver.
Viva o amor.
O arrependimento é muito mais dolorido do que a própria morte,
portanto não faça algo que você cogite a hipotese de arrepender-se futuramente, por mais que as chances sejam pequenas.
Lembre-se foi uma pequena possibilidade que o fez nascer, e pode ser tambem uma pequena possibilidade que o faça querer morrer
Propriá é tua própria carne,
nela corres tranquilo
e é de ti que ela vive.
Não és a California
que te sonharam
visionários
-És mais!
quando melhor te entenderem
hás de matar a FOME
de todos os FAMINTOS
e nenhuma CRIANÇA
em teus domínios
jogará mais PEDRAS
nas ESTRADAS
pra receber de volta
o SOLDO da miséria
e da VERGONHA.
Vamos eloquentes beber a vida
E rimar a própria sorte
Vamos destribuir devaneios
E capturar esferas
Vamos mergulhar no infinito
E desvendar sonhos
Vamos publicar o proibido
E caçoar dos sentimentos alheios
Vamos determinar o passado
E esquecer o futuro
Vamos contar traições
E somar instintos
Vamos embrulhar poesias
E pendurar sapatos
Vamos assassinar o óbvio
E enterrar nuvens
Vamos repetir erros
E contar com o acaso.
Perdão e Trabalho
Não te despreocupes do trabalho no bem, se desejas alcançar a própria tranquilidade em nível superior.
Realmente, o Pai misericordioso perdoa as nossas faltas, todavia, não à maneira de um ditador terrestre que espalha favores e privilégios, segundo os próprios caprichos, mas sim oferecendo-nos recursos substanciais de restauração, imprescindíveis ao reajuste.
É por isso que a reencarnação significando retorno do passado obscuro ou delituoso é também imposição de trabalho reconstrutivo.
O amor é a luz da vida, no entanto, nunca brilhará para as criaturas sem o pedestal da justiça.
Sonhos e mais sonhos que fazem o ser humano levar adiante a sua própria vida, e as vezes, sonhos dependentes, que nos fazem até acreditar que só com a realização dos mesmos teremos condições de seguir adiante, como o de ganhar em uma loteria, receber uma herança, uma promoção mágica, um emprego que aparece do nada, passar naquele concurso vitalício, entre outros.
Mesmo com tantos sonhos, podemos classificá-los em dois tipos:
os sonhos que se sonham acordado, que são esses motivadores rápidos do dia a dia e que vão perdendo a força a medida que o tempo passa, ou conforme vão sendo realizados, e os "sonhos dos ideais da alma", que pode ser apenas um sonho, como por exemplo, o jovem que desde criança decidiu ser bombeiro, médico ou astronauta sei-lá, mas que persegue esse objetivo como ponto de honra na sua vida. Assim, como aquela criança que canta muito bem e já se sabe que ela vai tentar de todas as formas seguir cantando, ou o pequeno artista que vai ser ator com toda a certeza. Esses são os sonhos fundamentais, são a própria razão da nossa existência.
Qual é o sonho do ideal da sua alma? O que te motiva? Onde você quer chegar? Será que você não anda se desviando do seu sonho. ou quem sabe até sufocando-o em nome de algo ou alguém? Será que você não tem se perdido entre sonhos de consumo, idéias e ideais que não são seus? Pense com carinho no objetivo da sua vida, no foco que você deve se concentrar, assim se perde menos tempo, sofre-se menos e vive-se muito melhor.
Qual é o sonho da sua vida?
Defina-se e parta para a luta, sem esquecer-se que nunca é tarde para sonhar, nem para recomeçar...
Eu acredito em você...
Aprendera a conhecer, através da sua própria experiência, esses constantes movimentos
do amor, que se alternam entre a esperança de um esquecimento e a silenciosa angústia da impossibilidade, atenuando-se, reaparecendo de tempos a tempos, como a chama que se alastra e se inclina ao jugo do vento.
Existe um sentimento que me faz falta
Aquele de cuidar mais de mim
De dançar na minha própria festa
De fazer diferença em todos os meus momentos
Sempre espero em vão que alguém vá entender
Ter um pouco de compreensão
Que esse desejo ainda machuca, mas não contém dor
Não vou traduzir esses momentos
É tão claro, tão calmo
Que não quero apressar
Apenas vou embora
Essa dor já não me machuca
No encontro de uma Constante - Vontade sem desejo
NATUREZA...
- Contra a própria natureza.
EE.UU/Dez. 85.
Não... Eu não entendo.
Porque estás tão bravo
... Tão violento assim.
Não sabeis, ó Tu
Meu ser... Parte de você
Ser Tu parte de mim...
- Não podemos ser amigo?
Esta pode ser a última vez
A última vez que me vejas
...A derradeira q'eu te veja.
- É assim que Tu pretendes?
Ó Amigo.
Não me atormentes assim.
S'eu pequei contra Ti...
- Perdoas-me?
E, se a mim não agracias,
... Tão furioso estás
Eu aqui no desalento...
Esta pode ser a última vez
A última vez que me vejas
...A derradeira q'eu te veja.
- É assim que Tu apeteces?
Matrona,
Trabuzana,
...Assombrador!
S'eu não tinha máculas...
Admito: Agora as tenho
E, já que possuo pecados,
... Fragmentado estou
Então, me arraste pro denso,
... Senhor!
No vosso Garbo... Meu Salvo.
E, já estou em pedaços
Não sei aonde abordar,
Deixa-me então descansar.
Se amanhã... Na manhã
Estes nacos despertar...
Bem alto gritarei:
- Quem a mim destroçar
Se não eu... Só você.
... Natureza!
É tudo q'eu prevejo.
[Obrigado Senhor!
Não há porque temer...
Sou Natureza.
Ter medo de mim mesmo(?)
Se meu destino é morrer.
Morrer... Não!
Eu me transformarei.]
- Hei?
Esta não será a última vez
A última vez que me verás
, se não eu... se não você,
...A derradeira q'eu te vejo.
- Amigo?
[...]
É tudo q'eu sei.
O poeta vive a poesia
Nunca vive a própria vida
Fala da noite quando já é dia
Tem que sentir as lágrimas da partida
E muitas vezes sorrir em versos,
mesmo tendo uma vida vazia
O poeta não tem estação,
no inverno tem que sentir o calor do verão
No outono em meio as folhas secas;
tem que ter as flores da primavera no coração
Nos dias de sol tem que sentir
as nuvens negras da solidão
Nos dias de chuva tem que ser o dia ensolarado,
a esquentar uma paixão
O poeta não tem onde ficar
Pode morar numa cabana ou a beira do mar
As vezes se encontra nas montanhas,
só basta o pensamento o levar
O sol escaldante do deserto; as vezes tem que enfrentar
Nunca tem moradia certa ;
mora perto, mora longe, em qualquer lugar
Quando está muito feliz
tem que expressar a alegria em dobro
Nos seus versos para alguns traz felicidade,
um pouco de conforto
Quando entristecido, as suas lágrimas
molham o papel onde está a escrever
As vezes borram as letras e o poeta fica a se lamentar,
pois os seus lindos versos, já não consegue mais ler!
Ser poeta é viajar todos os dias
O seu pensamento sempre está a procura de uma frase,
que preencha as suas poesias
Só é poeta quem pode amar com facilidade,
reconhecer o ódio e a falsidade
Os sentimentos se misturam na vida de um poeta sonhador,
Em letras que falam do mal e do amor
E estando com o coração transbordando de alegria,
tem que saber expressar a dor
Mesmo que chore as lágrimas da solidão,
no seu canto sozinho, o poeta escreve os seus versos
imaginando estar em meio a multidão
Chora por dentro mas por fora tem que ser outro;
esquece o que rege o seu próprio coração!
Porém quando o poeta escreve realmente,
o que sente naquele momento
Tudo ganha mais força,
porque é escrito com mais sentimento
Ao falar de si mesmo,
as palavras fluem com mais intensidade
Então o poeta chora a tristeza; ri a alegria,
a grande diferença é que nesta hora...
É de verdade!
Eu sou o primeiro e o último.
eu sou a força da minha própria resistência.
eu sou a busca dos refugiados.
eu sou a revelação do destino.
eu sou o doce do mel e o azedo do limão.
eu sou o herói daqueles que se julgam fracassados.
eu sou a justiça dos injustiçados.
eu sou a melodia da música e o timbre da voz de Lenny Kravitz.
eu sou a vida que prepara a morte.
eu sou a morte que gera a nova vida.
eu sou amado e idolatrado dos que dizem me odiar.
eu sou o começo e o fim.
eu sou o venerado e desprezado.
eu sou o safado e santo.
eu sou o homem e o menino.
eu sou o pai o filho.
eu sou os braços da minha mãe e os pés do meu pai.
eu sou o estéril, e numerosos são meus filhos.
eu sou o bem-casada e o solteiro.
eu sou a consolação das dores do parto.
eu sou o menino-homem criado e a criança gerada pelos os enigmas do universo.
eu sou o escandaloso e o magnífico...
eu sou Deus e o Diabo.
"Curvem-se perante a mim, Respeitem-me sempre"!!!!
Por que eu sou o Sr. Mistério.
Talvez você devesse viver mais pra se própria e não para os outros, sorrir para o seu interior, para o seu reflexo. Amar mesmo sem ser amado, amar as coisas pequenas... Ter conectividade com Deus, e não com que lhe perdeu.
Pense nisso Flor, as vezes o que lhe falta apenas é amor próprio sabe? Aquele amor que você tanto diz para os outros que tem, mas que não se garante...
E lembre-se, o que é seu nada leva, o que ta escrito nem o fOgo apaga!
Desde os primórdios da humanidade cada indivíduo nasce com uma essência própria, uma forma de pensar totalmente dele, com a mente totalmente pura. Porém, quanto mais o tempo passa mais vemos que ao amadurecer, os indivíduos vem perdendo sua "originalidade de fábrica". O que mais se vê nos tempos atuais são indivíduos totalmente alienados, seguindo quaisquer idéias de massa por motivos fúteis, apenas na busca da popularidade, sem se dar conta que perdem sua própria identidade.
O mais comum hoje em dia é vermos um grande número de pessoas com idéias, costumes, modo de se vestir e de pensar quase idênticos, e é cada vez mais raro ver pessoas com personalidade própria, que seguem apenas seus próprios ideais, com um jeito de pensar totalmente seu e não influenciado por mídia ou celebridades.
Resumindo: hoje em dia a maioria dos indivíduos nasce com uma identidade própria, como um ser original, e morre como uma cópia, criada pelo sistema em que vive.
É, eu to naquela fase em que preciso da minha própria companhia, só.
Numa fase em que não busco por amores e que, por mais que eu sinta falta de alguém para me fazer cócegas quando eu estiver enciumada, não tenho isso como prioridade, nem peço encarecidamente por migalhas sentimentais. Aliás, eu sei que já disse isso, mas não custa nada lembrar: aqui as coisas são simples. Não quero e não preciso de migalhas e frações de sentimentos. Ou está comigo ou não está, tudo ou nada, agora ou nunca mais.
Eu estava num estado de metamorfose e quando dei por mim já tinha me tornado insuportávelmente seletiva e exigente comigo mesma, a vida me tornou assim. Eu estava amadurecendo, intelectualmente e sentimentalmente falando, minhas ideias florescendo e minhas responsabilidades ficando cada vez mais evidentes, cobrando mais de mim.
Aos poucos, minha mudança tem se tornado notável. Hoje eu tenho minha própria verdade, hoje eu sei no que acreditar e qual caminho devo seguir. Hoje eu sei que não preciso de ninguém me dizendo em qual esquina virar ou em que tom de voz devo falar. Hoje eu tenho uma identidade: sou fotografia, teatro, voz, diferença, complexidade... Mais do que isso, sou ideais.
Magister in libris
O escritor é, por definição de sua própria ocupação, do seu próprio fazer, um praticante do magistério. Desempenha essas duas ocupações de maneira tão complementar que é comum observar, em obras literárias, a presença de mestres-personagens. De certa maneira, uma espécie de projeção, em muitos casos. Arnaldo Niskier, por exemplo, é um professor na vocação e um escritor na convicção. Um papel que Gabriela Mistral assumiu, na vida e na arte, com maestria - para usar uma licença poética.
Alguns professores são quase icônicos, na literatura. A professora no magistral conto de Lygia Fagundes Telles, em "Papoulas em feltro negro", por exemplo. Todo o seu caráter e a sua dedicação profissional nos são apresentados pela narradora, perdida nas suas memórias e questionamentos de mocinha insegura. Mas há outra professora, na literatura brasileira, que chama a atenção, principalmente pelo que foi impedida de realizar.
No denso romance "São Bernardo", Graciliano Ramos põe o personagem Paulo Honório a narrar a sua vida em perspectiva. Começou a vida como guia de cego e, à custa de desonestidade e de uma solidão absoluta, torna-se o dono da Fazenda São Bernardo. A obra trata, por vias tortas, de felicidade. Justamente pelo oposto. Paulo Honório é um homem infeliz. A certa altura da vida ele só queria um herdeiro, e acaba escolhendo, para exercer o papel de mãe, a loura professora Madalena. O fazendeiro sombrio imagina poder subjugar Madalena, mas a moça tem os apanágios da profissão: é solidária, humanitária, e caridosa. Ela não concorda com a exploração a que o marido submete os empregados, humilhando-os pela força e pela opressão financeira. Madalena nunca se rendeu à dominação de Paulo Honório, a tal ponto que prefere a morte a colaborar com a posição desumana do marido. Este, no fim da vida, ao lembrar a perda da mulher que amava, mas que não respeitava, diria: "A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste." E isto era o que Madalena, a professora tinha de sobra: alma.
Madalena viveu como professora. E, a despeito de ter sido uma personagem criada em 1934, traz os fundamentos da pedagogia contemporânea. Ensinou pelo exemplo, estudou, buscou, contestou. Superou as vicissitudes pela transcendência simbólica da morte. E deixou legado, mesmo a pessoas que não foram formalmente aprendizes seus. Tanto que, depois de sua morte, os empregados assumem a sua posição revolucionária e vão abandonar Paulo Honório, que enfim enfrenta a decadência, ele que não aprendeu a viver. Não conheceu o prazer de aprender.
Cecília Meirelles, ela também uma professora nos escritos, sintetizou numa frase o pensamento da moderna pedagogia: "Ensinar é acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poética afetuosa e participante."
E voltamos ao princípio basilar do magistério na literatura. O escritor e o professor trabalham com três premissas: afeto, solidariedade e compreensão. Há muitas formas de desenvolver conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor. A educação se realiza na sala de aula, em casa, na rua, em qualquer lugar onde haja convívio, principalmente quando se consegue fazer a intertextualidade das cenas da vida com as cenas trabalhadas na literatura. Os professores do cotidiano têm desafios enormes. Têm de conhecer a matéria que terão de trabalhar com maestria e inovação. Isto porque o aluno mudou e já não aceita ser a parte passiva da relação ensino-aprendizagem. Os alunos estão mais inquietos e menos concentrados. O desafio, assim, é ser um problematizador, não um facilitador do processo de aprendizagem. Mas, além da nova didática, o professor precisa de outro conhecimento - o conjunto dos sonhos, aspirações, traumas e bloqueios do seu aluno.
O professor disputa com a família desagregada, que não educa e que muitas vezes nem tem essa preocupação. Eis que educar não é fácil; mas é um trabalho que, bem feito, dignifica.
Há premissas indispensáveis que devem ser observadas pelo professor: o aluno não é mau, embora possa ser ou estar disperso ou indisciplinado; o aluno não é uma tabula rasa; o conhecimento é prazeroso. Ele, o professor, é o líder desse processo. Seja nas páginas da literatura, nas ruas ou nas salas de aula deste gigantesco Brasil. Nossa homenagem aos mestres de ontem, de hoje e de sempre. Oxalá o Brasil volte a valorizar seus professores. A geração que virá depois agradece.
(Artigo publicado no Jornal de Letras, edição de novembro de 2007)
Guarda-fogo
A ressaca veio antes do porre
As dores do parto da própria dor
Dizem que bebo pra me consolar
Mas a verdade é que bebo para perder o consolo
Sugerem igreja, terapia, namoradas
Mas a alma segue indiferente a essas morfinas espirituais
Não há cura para os poetas
E é uma pena
Não a falta de cura dos poetas, e
Sim o fato de não ser eu, um
Poeta
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